SOS Itália
Italianos na região acompanham tragédiaESPECIAL
Desde a última segunda-feira (6), a região central da Itália vem sofrendo com abalos sísmicos de grande magnitude, que devastaram grande parte da região de Abruzzo, deixando 278 mortos e mais de 28 mil desalojados. Outros tremores secundários puderam ser sentidos na noite de quarta-feira (8), de 5,3 graus na escala Richter, que atingiu o centro da Itália e uma última réplica foi registrada já no início da manhã de ontem (9), de 3,1 graus.
A réplica dos tremores tem preocupado moradores e, principalmente, brasileiros que possuem familiares na região. Fábio Santiago Jordão Bartiromo Ferri, de Rio Claro, comenta a preocupação com a mãe, Carla, que está morando na Itália há dois anos. Apesar de estar na cidade de Monte Alto, um pouco ao sul do país, Carla tem muitas amigas que perderam casas e, também, diversos amigos com filhos que passeavam pela região.
“A região de Abruzzo é um ponto turístico, muito movimentado. Além do prejuízo no patrimônio cultural, da arquitetura histórica, o pior mesmo foi a morte de muitos jovens. Há 30 anos já houve um tremor naquela região, mas não se esperava que isso fosse acontecer de novo agora; foram todos pegos de surpresa”, relata Fábio.
De acordo com ele, as linhas telefônicas do país estão congestionadas e a população está com medo. “Minha mãe está indo nos próximos dias para Roma para obter mais informações do que aconteceu; o povo italiano é muito solidário, já estão mandando dinheiro e auxiliando para a reconstrução da região”.
COMUNIDADEO JORNAL REGIONAL procurou a Sociedade Italiana de Rio Claro para obter mais notícias. O presidente Antônio Cirigliano, contou que possui irmãos e primos no país, mas que estão em regiões distantes dos abalos. “Ficamos preocupados com qualquer tragédia deste tipo que aconteça, mas quando é na nossa terra a preocupação é bem maior”, desabafa. O presidente conta que está acompanhando os noticiários e está tentando se manter informado de tudo que acontece por lá.
Em Cascalho, a Associação Trevisani nel Mondo recebeu diversos e-mails informando sobre o ocorrido. Em um deles, encaminhado pelo Consulado da Itália em Belo Horizonte, são fornecidas instruções sobre os procedimentos que devem ser tomados por quem deseja obter notícias sobre cidadãos estrangeiros eventualmente presentes na área do sismo. O consulado informa que os interessados podem entrar em contato através do telefone ++39 06 68201 ou do endereço eletrônico salaoperativa@protezionecivile.it.
ÁQUILAO maior terremoto de Áquila remonta a 1703, altura em que a cidade, fundada em 1200, teve de ser uma vez mais reconstruída. A localização geográfica de Áquila, num vale rodeado pelas montanhas de Apennine, motivou ao longo dos anos vários estudos geológicos.
Diversos terremotos ao longo da história (1349, 1461 e 1646) atingiram repetidamente o centro histórico daquela que foi, em tempos, uma poderosa cidade medieval. Entre os edifícios mais atingidos pelo sismo de 1703 está a catedral, que teve de ser completamente reconstruída.
Situada a menos de 100 quilômetros de Roma, onde os mais recentes sismos foram sentidos, Áquila tem 68 mil habitantes, e mais 100 mil na área circundante.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
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