quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia das mães JR 09-05-09

Banco de leite procura doadoras
O Banco de leite do hospital e maternidade “São Rafael” enfrenta dificuldades e busca doadoras. De acordo com a auxiliar de serviços, Juliana Paulino, o banco deveria receber dois litros de leite por dia, mas nos últimos meses dificilmente atinge as metas.
Os bebês que utilizam o leite do banco são prematuros, abaixo de dois quilos, que necessitam de atenção especial. As mães que se tiverem o interesse em se tornar doadoras devem ter feito o pré-natal completo e ter saúde estável. Juliana lembra que o procedimento é muito simples e que o Banco promove um sistema de coleta do leite na própria casa. “Temos um motoboy que vai até a casa da doadora recolher o leite”, comenta.
Mais informações sobre as doações podem ser obtidas através no telefone 3535-7000, ramal 7024.
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Mães adolescentes
O desenvolvimento do corpo e os apelos da mídia têm feito com que jovens descubram a sexualidade cada vez mais cedo. Ainda que com intensas campanhas sobre as formas de contracepção e conscientização, casos de meninas que engravidam logo no ano da primeira menstruação continuam frequentes.
Em alguns casos, falha do anticoncepcional, uso incorreto da camisinha, desconhecimento da pílula do dia seguinte, falta de diálogo em casa e com o parceiro, são itens que transformam a menina em mulher, em apenas nove meses.
Ainda um tabu entre as rodas de conversa, a gravidez na adolescência é um choque entre a imaturidade psicológica da mãe e a preparação plena do corpo para receber a vida que está por vir. É uma ruptura no fluxo natural da vida, abreviando fases e, muitas vezes, devastando sonhos.
Para Eliana Ferreira Ventura, de 25 anos, a chegada de Beatriz há sete anos foi inesperada, mas ainda assim, insuficiente para que seus sonhos fossem realizados. Logo que Bia nasceu, Eliana ingressou na faculdade, graduou e hoje atua como professora. “Se eu pudesse voltar no tempo faria tudo de novo, com certeza. Não imagino minha vida sem minha filha. Nunca mais”, conta.
Eliana destaca que a forma natural e calma como tudo aconteceu se deu por conta do apoio que recebeu de toda a família. “Quando contei para minha mãe achei que ela iria ficar brava, mas na hora ela já quis ir comprar o enxoval, ficou feliz. É como ela disse, já estava feito e não tinha como voltar atrás”.
O apoio dos pais também foi de extrema importância para Michelle Rebustini, de 20 anos, que engravidou de Pedro aos 16. “Eu não queria aceitar que estava grávida. Sou contra o aborto, mas naquele momento passavam tantos pensamentos ruins. Sentia medo da reação dos meus pais. Mas o meu namorado, me apoiava e isso me confortava. O apoio que meus pais deram quando souberam foi o que me ajudou a superar os medos”.
Dos sonhos Michelle nem pensa em desistir, continua atuando como atriz e atualmente se prepara para integrar o casting do média-metragem “Odorico”, adaptado do livro “O Abismal”, da premiada escritora Maria Helena Nóvoa. “Os meus objetivos continuam os mesmos, nada mudou, apenas prolongou”.
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LIBeatriz e Eliana“O amor que sentimos quando geramos um ser é imensurável, e a amo por ser uma pessoa tão especial, a admiro apesar de ter apenas sete anos e tão jovem já me ensina várias coisas”.
MIMichelle e Pedro“Não me arrependo de ter tido um filho, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”.

SANTA mãe!Santa Gertrudes vem desenvolvendo diversas atividades para as mães. Dentre elas, os cursos sócio-educativos promovidos no CREMUV – Centro de Referência à Mulher Vítima -, desenvolvidos no primeiro semestre deste ano, com incentivo à geração de renda, formando cabeleireiras e manicures.
O projeto Clube de Mães, realizado nos bairros periféricos da cidade, promove vivências, cursos e acompanhamento social. Às quartas-feiras, 14 horas, o clube acontece no Núcleo de Promoção Social Vladimir Artur, no bairro Santa Catarina. Às segundas-feiras, 14 horas, no Núcleo João Vitte, no Jardim Indaiá e no Centro de Convivência do Idoso, no Jardim Faxina.
A presidente do Fundo Social Solidariedade e secretária de Promoção Social, Maria Cristina Joly, conta que mais projetos estão sendo preparados para as mães. E lembra que no dia 11 de maio será feita uma comemoração no Centro de Convivência do Idoso, com a participação de todos os grupos de terceira idade, incluindo idosos de Ipeúna. “Será uma integração dos grupos e o Fundo Social está dando total apoio ao evento”, acrescenta Cristina.
Z FOTOS MAES 022A presidente do Fundo Social Maria Cristina Joly

Projetos para as mães
Elaborada em março deste ano, a Carta das Mulheres, de autoria das vereadoras rio-clarenses Raquel Picelli (PT), Maria do Carmo Guilherme (PMDB) e Mônica Hussni (DEM), reivindica melhorias para mães e mulheres do município. A carta foi entregue ao prefeito Du Altimari, a deputados estaduais e federais, e também à ministra Nicéia Freire, da pasta de Políticas Especiais para as Mulheres, de Brasília.
Dentre os itens, a vereadora Raquel Picelli, destaca que o principal é elevar a auto-estima feminina a fim de que ela desenvolva plenamente o papel de mãe. Para isso a ampliação das oportunidades de trabalho, profissionalização, melhor atendimento na saúde, direitos reprodutivos, enfrentamento da violência e participação política das mulheres, que são tópicos presentes na Carta.
Para Maria do Carmo Guilherme, as mulheres correspondem a 52% do eleitorado, portanto devem correr atrás de seus direitos e fazer reivindicações, merecendo a atenção dos poderes públicos.
As vereadoras incluem como de extrema importância para as mulheres, a autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho, com inclusão social. Através de propostas para a capacitação do trabalho, educação inclusiva e ampliação das oportunidades para artesãs e catadoras.
SAÚDE
No âmbito da saúde, as gestantes devem receber maior atenção, a Carta apresenta a proposta de licença maternidade de 180 dias, para as servidoras públicas, favorecendo o aleitamento materno e o vínculo afetivo mãe e filho (a) que implicará em economia futura da ordem da saúde tanto para a mãe como para a criança. “Isso pode ser um exemplo a ser seguido pelas empresas. É algo que a médio e longo prazos trará benefícios e não prejuízo para empresa”, destaca Raquel.
Ainda, a Carta defende a ampliação no número de ginecologistas; sistematização no atendimento da gravidez de alto risco desde o acolhimento até a realização do parto, e que a gestante SUS seja atendida na hora do parto pelo ginecologista com quem dez o pré-natal; e apoiar maternidades na humanização da atenção ao parto e nascimento.
Maria do Carmo acrescenta que também deve ser feito um trabalho com as mães adolescentes, ampliando o atendimento psicossocial e integrado. Além de uma conscientização sobre a doação de leite para o Banco de Leite da Santa Casa, que passa por dificuldades.
A Carta das Mulheres será reavaliada em março do próximo ano, a fim de se contabilizar os itens atingidos e batalhar pelos tópicos ainda não realizados.
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MÃES 024Raquel Picelli
MÃES 026Maria do Carmo Guilherme
MÃES 025Mônica Hussni

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