quarta-feira, 10 de junho de 2009

Eleições nos sub-distritos - JR 18-04-09

Eleições nos distritos Quatro mil eleitores do município de Rio Claro poderão ir às urnas amanhã (19), para fazer valer o direito de voto. Decreto assinado pelo prefeito Du Altimari (PMDB)instituiu eleições diretas para subprefeito nos distritos de Ajapi, Assistência, Batovi e Ferraz.
“O prefeito poderia escolher os nomes para cada distrito, mas preferiu adotar critérios democráticos e permitir que os próprios moradores indiquem quem será o subprefeito”, afirma Cláudio Zerbo, procurador geral do município e presidente da Comissão Organizadora das Eleições.
Todos os eleitores que moram nos distritos tiveram direito à candidatura. A prefeitura recebeu 35 inscrições de candidatos e aprovou 29, sendo 11 para Ajapi, 8 para Assistência, 3 para Batovi e 7 candidatos para o distrito de Ferraz. Os eleitos que tomarão posse em abril, terão gestão de dois anos, com um salário de R$900,00 mensais.
Na reunião em que os candidatos foram informados dos critérios para a campanha eleitoral, o prefeito Du Altimari disse de sua satisfação em verificar que as eleições para subprefeito despertaram tanto interesse nos moradores. “Isto demonstra que vocês querem colaborar com a cidade, o que é muito bom, pois a cidade não é de uma pessoa ou de um grupo, é de todos que aqui residem”, afirmou Altimari.
Os candidatos não poderão utilizar material de campanha e não será permitida boca-de-urna nos locais de votação. De acordo com Cláudio Zerbo, o fato dos candidatos realizarem apenas o corpo-a-corpo para pedir votos reforçará o aspecto democrático das eleições. “Isto impedirá que a condição financeira interfira no resultado das urnas”, afirmou.
O voto para eleger os subprefeitos é facultativo, mas a expectativa da Comissão Organizadora é de que maioria dos eleitores compareça às urnas. O maior colégio eleitoral está no distrito de Ajapi, com 2.207 eleitores. Assistência tem 844, Batovi 546 e Ferraz 356 eleitores.
As votações para eleger os subprefeitos serão realizadas domingo, 19, das 9 às 16 horas. Têm direito a voto todos os eleitores das seções eleitorais dos quatro distritos, mediante a apresentação de título de eleitor e um documento com fotografia. O controle de votação será feito por programa de computador.
Os locais de votação serão as escolas municipais Laura Penna Joly (em Ajapi), João Batista Maule (Assistência), Dennizard França Machado (Batovi), e a localizada em Ferraz.
Fotos: prefeitos 2 - Reunião com o prefeito Du Altimari onde os candidatos foram informados dos critérios para a campanha eleitoral

AS PROPOSTAS DOS CANDIDATOS
O JORNAL REGIONAL entrou em contato com os 29 candidatos a subprefeito dos distritos para saber de seus planos e projetos para os próximos dois anos de gestão. Dentre todos os procurados pelo REGIONAL, apenas os candidatos José Luiz Corocher e Antônio Luiz Stocco, de Ajapi, não quiseram falar a respeito. Já os candidatos Benito Cunha, de Ferraz e Luiz Carlos H. de Godoy, da Assistência não foram localizados para se pronunciar.Veja as propostas de cada concorrente que disputa as eleições deste domingo.
AJAPI
Eduardo Gomes, 29 anos, ceramista, técnico em mecânica.“Quero trabalhar para arrumar as estradas e aumentar as áreas de lazer para as crianças. Também viabilizar coisas fáceis que o povo não consegue por não ir atrás.”
Hélio José de Jesus, 57 anos, autônomo, pastor, graduado em teologia.“Quero lutar para fazer o máximo possível. Principalmente melhorar o posto de saúde e a segurança.”
Jacob Carlos Teixeira Rocha, 49 anos, assessor da sub-prefeitura de Ajapi, segundo grau.“Pretendo lutar por melhorias na estrada, mais atendimentos no posto de saúde, prolongando o horário de funcionamento. Também melhorar a limpeza e lutar por um banco para pagamento de contas.”
Luiz Antonio Amaro (Toninho Amaro), 53 anos, segundo grau completo, aposentado da prefeitura.“Pretendo trabalhar de acordo com as condições que me forem dadas, sempre tentando fazer o melhor possível.”
Marcos Zarur Picelli, 41 anos, primeiro grau, comerciante.“É difícil prometer algo, pois dependemos da prefeitura. A única coisa que prometo é batalhar pelo distrito, com honestidade, trabalho e dedicação.”
Maria Bernadete Brasqui (Betinha), 39 anos, autônoma, primeiro grau.“A prioridade é a conversa com o povo, atender às reivindicações dos moradores e abrir um espaço para o diálogo. Trabalhar pela saúde e o lazer.”
Maria José Fontana (Zeza Fontana), 45 anos, empresária, técnica em contabilidade.“Minhas propostas estão em melhorar a estrada, pois tem muita gente inocente morrendo e ninguém toma providências. A saúde também preocupa muito. E tentar trazer cursos profissionalizantes para o distrito, as empresas da região estão precisando de mão-de-obra especializada.”
Tiago Aparecido R. de Moraes, 25 anos, segundo grau, vendedor autônomo.“Não vou fazer promessas, mas pretendo melhorar a saúde que é o que mais precisa de atenção. As estradas também precisam de melhoras.”
Vilson Pires Andrade Jr. (Vilson da Rádio), 28 anos, radialista, graduado em Direito.“Entre as questões principais a serem trabalhadas estão a segurança, com a necessidade de uma base fixa da Guarda e o retorno da ronda rural. Necessário também um banco para pagamento de contas e a manutenção das estradas que estão precárias.”
ASSISTÊNCIA
Durval Marotti, 57 anos, pintor, primeiro grau.“Quero ajudar a população. Tentar trazer área de lazer para as crianças, aumentar o número de médicos plantonistas.”
Felipe Baroni Rais, 18 anos, estudante de arquitetura e urbanismo.“Passei por todas as casas do distrito, até mesmo nos sítios para conhecer as necessidades dos moradores. Estou propondo uma mudança para a Assistência, há anos o distrito não vê uma administração correta.”
Flávio Ferreira de Lima (Flavião), 25 anos, gestor de projetos sociais.“O que é preciso ser feito para a Assistência é trazer um ponto bancário que ofereça meios para o pagamento de contas. Também tentar uma negociação para trazer uma farmácia. Promover eventos para a população como palestras.”
Luis Capp Jr., 39 anos, segundo grau, motorista.“Entre os meus planos para o distrito está a reforma do parquinho, também, fazer um quiosque ao lado da quadra com lanchonete; onde tem a praça construir uma área de lazer com churrasqueiras e terminar o calçadão. Trazer o correio completo para pagar contas. Requisitar uma base da Guarda e tentar trazer uma microempresa de costura para empregar as mulheres.”
Manoel Sales de Medeiros, 55 anos, segundo grau, pedreiro.“É preciso melhorar o transporte coletivo e o asfalto. Na parte mais alta da cidade também falta água.”
Maria Ap. Luzanilha Alves (Cida), 46 anos, segundo grau, cabeleireira.“Quero buscar a formação de uma associação de moradores do bairro, também, um grupo de terceira idade. Fazer o correio funcionar completo, com a possibilidade de pagamento de contas. Melhorar a segurança e o asfalto.”
Paulo Henrique Maule, 42 anos, comerciante, técnico em eletrônica.“Quero lutar para que o distrito tenha médico em período integral e para que a Guarda compareça mais. E me dispor para fazer o que o povo precisar.”
BATOVI
Benedito F. Barbosa Filho (Ditinho Batovi), 54 anos, atual subprefeito, quarta série (antigo primário).“Pretendo dar continuidade ao meu trabalho. Não faço promessas, porque tudo depende das condições da prefeitura.”
Fábio Luiz Zumpano, 39 anos, segundo grau, oleiro.“Quero tentar melhorar a iluminação, trazer um dentista para o distrito. Melhorar o asfalto e tentar tirar o tráfego de caminhões do centro.”
Maria Inês L. Mattos (Maria Inês de Batovi), 53 anos, cabeleireira, segundo grau.“Não quero fazer promessas, quero fazer o que as pessoas mais precisam, resolver o mais essencial, pois há muita coisa a ser feita. Meu foco vai ser maior nas mulheres. Não tem posto de saúde nem creche.”
FERRAZ
Antonio Marco (Toninho), 56 anos, funcionário público, quarta série.“Em primeiro lugar é o posto de saúde, a população precisa muito; em segundo lugar é o asfalto; o salão poliesportivo também tem que ser reformado, são muitas coisas a serem feitas.”
Edivaldo José Varussa, 48 anos, pecuarista.“Quero cuidar da saúde; ampliar e reformar o centro comunitário; abrir o centro de saúde; e fazer a manutenção das estradas, que são as necessidades prioritárias do distrito.”
Elso Franco Jr. (Júnior), 42 anos, técnico em eletrônica.“Pretendo atender o povo em tudo que ele precisa. Principalmente nas estradas, escola e médicos.”
José Carlos Bocato (Zé Bocato), 63 anos, aposentado, contador.“Quero atender a comunidade, ser o mediador entre as necessidades da comunidade e a prefeitura, ajudar o povo da melhor forma.”
Maria Valda S. S. Varussa (Valda), 37 anos, cuidadora de idosos, técnica em enfermagem.“Pretendo trazer a saúde para o distrito, abrir o posto e tentar uma ambulância. Sei que não podemos sonhar muito alto, pois dependemos de verbas da prefeitura.”
Nilton Dorival Pires de Andrade, 47 anos, comerciante, sexta-série.“Quero trabalhar pelo posto de saúde, que está precisando de muitas coisas, ambulatório dentário, medicamentos. O centro comunitário está abandonado e o asfalto precisa de atenção.”

FERRAZ
Foto: Ferraz – Ponte sobre o rio Corumbataí, que corta o distrito ao meio. De um lado está a região central e de outro o Bairro dos Alemães, conhecido desta forma em virtude da forte influência da imigração germânica
O distrito de Ferraz, localizado entre Ajapi e Corumbataí, conta com cerca de 500 habitantes, segundo informações da prefeitura de Rio Claro. O bairro abriga diversas famílias de imigrantes alemães que ali se estabeleceram e ainda mantêm boa parte de suas tradições. Na área produtiva o vilarejo possui criação de frangos, suínos e gado de corte e leite, além de uma empresa do setor de mineração que é responsável pelo emprego de boa parte da mão-de-obra local. Com condições ainda precárias, o distrito enfrenta dificuldades com a interdição da ponte que liga Ferraz à Ajapi e também com o asfalto em más condições.No setor de educação o distrito aguarda a finalização do novo prédio da escola, enquanto isso os alunos da comunidade frequentam as classes de 1ª a 4ª série na vizinha Ajapi. Os atendimentos de saúde também dependem da Unidade de Saúde da Família (USF) de Ajapi ou do serviço público de Corumbataí, já que o ambulatório local só funciona uma vez por semana, o que representa grande parte das reclamações da comunidade.Na área de lazer o distrito possui um salão para eventos, campo de bocha, campo de futebol e uma quadra poliesportiva.
“O distrito está precisando de muita coisa, a estrada está abandonada, tem muito buraco nas ruas; estamos precisando também de guardas à noite”.“Espero que o novo subprefeito faça um bom serviço, arrumando a ponte e as estradas.”
DEPO1: Milton Campanha (69), aposentado, morador há 35 anos no distrito.
“Precisamos de um dentista, posto de saúde e de um asfalto melhor; a área de lazer também está precária”.“Espero que o subprefeito eleito resolva esses problemas”.
DEPO2: Sandra Maria Material Varussa (33), dona de casa, reside há 16 anos no distrito.
“Precisa melhorar o horário dos ônibus, implantar mais horários; também precisamos de médicos”. “Eu só espero que o próximo subprefeito seja melhor que o atual.”
DEPO3: Ide Trindade Aquino (32), dona de casa, moradora há seis meses no distrito.
“Entre as prioridades do distrito está o posto de saúde, que é o mais requisitado; as pessoas têm que procurar o posto de Corumbataí; os buracos na rua também são um problema.”“Do futuro subprefeito vou cobrar tudo isso.”
Sem foto - Magali Papesso (48), dona de casa, natural do distrito.


AJAPI
Foto: Ajapó – Ajapi é o maior e mais importante distrito de Rio Claro. Um pólo de grandes indústrias que o torna um bairro auto-sustentável, tanto que já aconteceram movimentos pró emancipação político-administrativa
Um dos mais populosos e desenvolvidos do município, o distrito de Ajapi conta com quinze indústrias de grande porte, 46 comércios e 22 prestadoras de serviço. Estima-se que a população do distrito atinja a marca de três mil moradores, entre comunidade rural e urbana. Distante cerca de 15 quilômetros do centro de Rio Claro, o distrito é cortado pela estrada vicinal que dá acesso à Corumbataí, passando pelo distrito de Ferraz. Quando era servido pela extinta linha férrea da Companhia Paulista era chamado de “Morro Grande”.Na área da educação o distrito conta com uma escola municipal de educação infantil e ensino fundamental, além de educação de jovens e adultos (EJA). Uma escola estadual é responsável pelo ensino de 5ª a 8ª séries. No âmbito da saúde, a estrutura de atendimento mantém uma Unidade de Saúde da Família (USF) e também um trailer para atendimento dentário.Ajapi conta com uma pequena base da Guarda Municipal, uma sala para a subprefeitura e um Centro Rural, que segundo informações está inativo. Para o esporte e lazer possui campos de futebol do Centro Sportivo Ajapiense – CSA, contudo não dispõe de nenhum playground. Apesar da boa estrutura para empresas, o distrito ainda encontra algumas dificuldades, principalmente para o pagamento de contas no próprio bairro, sendo esta a maior queixa da comunidade. Confira alguns depoimentos dos moradores:
“Ajapi está precisando de mais segurança e também arrumar as valetas, as casas enchem de água, ficam alagadas quando chove e a água fica parada.”“Eu espero do novo subprefeito que ele mantenha a cidade mais limpa.”
Depo4: Alex Julio Xavier (30), comerciante, reside há 16 anos no distrito.
“Precisamos de um banco para pagar as contas; também melhorar o posto de saúde e a segurança.”“Espero que o novo subprefeito coloque tudo isso em prática.”
Depo5: Mara Fontana (31), enfermeira, há 18 anos no distrito.
“O que precisa urgente é de um lugar para pagar contas; também de polícia 24 horas e melhorias no posto de saúde, falta muito médico e o atendimento é péssimo; não tem centro de lazer; muita gente mora em sítios e as estradas estão muito ruins.”“Espero que o futuro subprefeito ajude a população de verdade e não seja mais um sentado na poltrona.”
Depo6: Silmara Müller da Silva (28), balconista, natural do distrito
“Acho que falta muita coisa no distrito, mas para os jovens, faz falta uma biblioteca boa, não tem lugar para se fazer pesquisa.”“Eu espero que o novo subprefeito promova melhorias na escola”
Depo7: Edyellen Helena dos Santos (15), estudante, residente há oito meses no distrito.
“O grande problema é na parte da saúde, precisamos de mais médicos; também um lugar para pagar contas, às vezes, para pagar uma conta de água e luz temos que ir até a cidade; a demora para retirar lixo está acumulando sujeira nas ruas e juntando ratos.”“O próximo subprefeito tem que melhorar essas partes.”
Depo8: Sandra Aparecida Trova (28), dona de casa, há 11 anos no distrito.
“Queria que voltasse como era antes, quando podíamos pagar as contas no correio daqui, agora tem que ir até Rio Claro para pagar; se possível também alguns planos de casa própria pra gente parar de pagar aluguel, que é muito alto”.“Espero que o próximo subprefeito cumpra o que foi prometido”.
Depo9: Maria de Lourdes de Braga Pereira (50), dona de casa, natural do distrito.

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