quinta-feira, 1 de outubro de 2009

JR 19-09-09 - ANIME

Encontro de anime chega à décima edição
RIO CLARO

Amanhã (13), acontece a décima edição do Free Day Anime Rpg, a partir das 10 horas, na antiga Estação Ferroviária de Rio Claro, a entrada é um quilo de alimento não perecível (menos sal), ou um agasalho ou brinquedo. O evento que era realizado a cada dois meses no centro Cultural Roberto Palmari, tomou maiores proporções e acontece pela segunda vez na Estação. Segundo a organização a última edição chegou a reunir mais de 500 jovens. “O evento está crescendo a cada edição; é uma prova de que o público que curte desenhos japoneses e quadrinhos está aumentando cada vez mais na região”, comenta Laudelino da Silva, um dos organizadores.

No local os visitantes poderão desfrutar de mesas para RPG, Torneio de Card Games, Torneio de jogos para Playstation 2 e X-Box 360, Guitar Hero, Street Fighter 4, Naruto e Dragon Ball Z. O evento também contará com estande de vendas com descontos, workshop de mangá e “Quiz” de perguntas e respostas valendo brindes o dia todo.

Para Carlos André Ferreira da Silva, um dos organizadores, a realização do Anime Freeday é importante para que Rio Claro tenha contato com a cultura pop em geral. “A intenção era proporcionar um espaço para que as pessoas se conhecessem”, destaca, “muitas vezes ouvi as pessoas dizendo que queriam saber quem gostava das mesmas coisas, lia as mesmas revistas, esse espaço proporciona isso”.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas através dos telefones (19) 35246636 ou 35322556.


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Evento ganha mais seguidores a cada edição

JR 26-09-09 - TRÂNSITO

Alunos preparam projeto
CORUMBATAÍ

Seguem até dia 20 de outubro as aulas do curso de Educação para o Trânsito, que estão sendo ministradas na escola “Maria de Lourdes Pedroso Perin” para os alunos da segunda a quarta série do ensino fundamental. O projeto é uma parceria entre a Guarda Civil e Polícia Militar de Rio Claro, com a Secretaria de Educação de Corumbataí.

Todos os alunos estão recebendo instruções sobre leis e normas de trânsito. As aulas são ministradas fora do período de aula, envolvendo aulas teóricas e práticas. Estão em os pontos estudados a sinalização e formas de condução tanto de bicicletas, motos, carros e pedestres. Os alunos recebem uma apostila da Guarda Civil, que também orienta sobre cidadania.

Para o diretor da escola, Luiz Carlos Escobar, esse trabalho é muito importante para que as crianças se tornem multiplicadores. “Os alunos estão cobrando dos pais e dos motoristas escolares; isso é importante, porque a cobrança do filho surte mais resultado do que o alerta de um policial”, acrescenta.

Os alunos foram levados às ruas para avaliar o que há de certo e errado no trânsito de Corumbataí. Segundo o diretor, a ideia é que os alunos montem um trabalho a ser apresentado à prefeitura, propondo mudanças no trânsito do município. “Eles já estão com olho clínico para ver coisa errada; estamos formando futuros motoristas”, comenta.

O foco principal das atividades, que também englobam a produção de cartazes e leitura de jornais e revistas, é o grande número de acidentes, causados por imprudência e desconhecimento das leis de trânsito.

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Alunos percorreram as ruas da cidade para aprender normas de trânsito


O caos no trânsito rio-clarense

*Vivian Guilherme

Longe dos trânsitos caóticos das grandes metrópoles, Rio Claro vem descobrindo, aos poucos, o que é caos no trânsito. Não só pelas valetas infindáveis, lombadas descabidas ou semáforos inexplicáveis, nem mesmo pelas inacabáveis obras do Daae no centro da cidade. O caos no trânsito de Rio Claro vem crescendo e, tudo isso, por culpa dos próprios motoristas.

Não que isso seja uma particularidade do trânsito rio-clarense, parece mais uma “síndrome do motorista moderno”. As pessoas falam tanto em “usar cinto”, não correr, não beber antes de dirigir, mas acabam esquecendo coisas menores que significam muito. A pergunta é simples, o que seria do trânsito em cidades menores como Ipeúna e Corumbataí, - em que todas as mãos são duplas -, se não fosse a “seta”?

Às vezes, parece que as pessoas esquecem aquele acessório que fica tão próximo ao volante e de tão fácil acesso. Já ouvi dizer que “ah, vou perder tempo”. A mesma história que ouvimos de pessoas que não obedecem ao sinal vermelho e que varam o sinal de “Pare”. Verdade seja dita, os carros facilitaram a vida de muitos e trouxeram a praticidade e agilidade na locomoção, e ainda assim, as pessoas se queixam da pressa.

E é essa mesma pressa, a desculpa para não obedecer aos limites de velocidade, podar pela esquerda, ou até mesmo andar pelo acostamento. E depois as pessoas se perguntam o porquê de tantos acidentes e tantas mortes no trânsito. Já diria o meu avô, “antes atrasar alguns minutos do que nunca chegar”.

Afinal, do que adianta cursos de CFC, aulas práticas, aulas teóricas, provas e um tanto mais de dinheiro jogado fora para se tirar a carta de motorista, se depois tudo que foi aprendido for trocado por uma mera “pressa”. Eu realmente gostaria de ver alguns apressadinhos presos nos engarrafamentos de São Paulo, para dar valor ao trânsito, ainda, pacato de Rio Claro. E olha que minha crítica, ainda, não chegou aos “motoqueiros” que podam por todos os lados, sobem em calçadas e fazem muitas outras estripulias.

O problema está em quem dirige sem conscientização de seu papel como cidadão e como ser humano. Estar dentro de uma máquina não significa que somos como ela, lembremos do pedestre, que depende de uma seta para não ser atropelado, de uma bicicleta, que depende da nossa freada em um “Pare”. Uma direção consciente pode salvar vidas e evitar muitos e muitos acidentes.

* Vivian Guilherme é graduada em Letras e repórter do JORNAL REGIONAL.

JR 26-09-09 - EXPOMUSIC

EXPOMUSIC

Feira da Música chega à sua 26ª edição dando ênfase ao ensino de música nas escolas

ESPECIAL

Continua hoje (26) e amanhã (27), a 26ª edição da Expomusic, em São Paulo, na Expo Center Norte. O ingresso para visitantes é R$15. A entrada é franca para músicos com a Carteira da Ordem dos Músicos, menores de 12 anos, pessoas acima de 65 anos e pessoas portadoras de necessidades especiais.

O JORNAL REGIONAL esteve presente na feira, na última quinta-feira (24), conferindo as novidades do mundo da música. Com dois pavilhões a mais que o ano anterior, a feira traz mais de 200 expositores em um espaço de 1,5 mil metros quadrados, no setor de iluminação, sonorização, instrumentos musicais e roupas.

Segundo o empresário Luiz Fernando Guilherme, de Rio Claro, é visível o crescimento da feira, tanto em expositores quanto visitantes. Ele conta que participa da feira desde sua segunda edição e considera esta uma ótima oportunidade para negócios e conhecer novas tecnologias.

Este ano, a Expomusic está sendo a mola propulsora da mudança cultural que passará o país em virtude da Lei 11.769, que obriga a inclusão do ensino musical na disciplina de Artes do Ensino Básico. Com isso, produtos para o público infantil têm sido uma grande aposta dos expositores. Instrumentos em tamanho miniatura, órgão eletrônico para os músicos mirins, instrumentos coloridos e com temas de desenhos estão presentes na maior parte dos estandes da Feira.

As integrantes da banda são-carlense Nota Promissória, formada por meninas de nove a 14 anos, foram o grande destaque da feira, testando mini-instrumentos e divulgando a necessidade do ensino de música para crianças.

Além das novidades tecnológicas do setor, o grande atrativo da feira são os shows e artistas. Este ano são confirmadas as presenças de NX Zero, Lulu Santos, Andreas Kisser, Rafael Bittencourt, Faiska, Celso Pixinga, Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, Aquiles Priester, Dead Fish, Torture Squad, Mozart Mello, Hangar, Dejavu, Instiga, Terra Celta, Madame Saatan e Lipstick e muito mais. Mais informações: www.expomusic.com.br.

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As meninas da banda são-carlense Nota Promissória testaram os mini-instrumentos

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JR 26-09-09 - REGIÃO

Idosos fazem encontro em Corumbataí
REGIÃO

Aconteceu na última quarta-feira (23), em Corumbataí, o Encontro Regional da Melhor Idade, que reuniu idosos de Itirapina e Corumbataí.

Promovido pelo Fundo Social de Corumbataí, o Encontro foi realizado em comemoração ao Dia do Idoso, que é celebrado no dia 27 de setembro. Cerca de 130 pessoas, estiverem presentes nas atividades que começaram pela manhã e terminaram à tarde.

No período da manhã os idosos participaram de um café-da-manhã à beira do Rio Corumbataí, seguindo para a praça central, onde a história da cidade foi relembrada. Logo depois, seguiram para o Centro Profissionalizante, onde desenvolveram atividades físicas. O almoço aconteceu no Centro Comunitário, com música ao vivo, acompanhado de bingo e baile dançante. Segundo a presidente do Fundo Social, Marilza Franchin, passeio nas fazendas históricas também faziam parte desse Encontro.

“Acreditamos que a integração entre cidades seja melhor caminho para a socialização, bem estar, lazer e entretenimento na melhor fase da vida”, assegurou Marilza.

BAILES
A primeira dama também aproveitou para ressaltar que os ingressos para o Baile da Batata já estão à venda. O baile acontece no dia 10 de outubro, às 23 horas, no Centro Comunitário. O som fica por conta da banda Mala Direta. Ingressos antecipados a R$15, podem ser obtidos no Bar da Praça, Lanchonete Marianas e na Papelaria dos Contadores, em Rio Claro.

Para quem não perde uma festa, fique ligado na agenda de Corumbataí: no dia 1º de novembro de Baile das Bruxas; dia 15 de novembro, Feira do Artesanato; dia 5 de dezembro, Baile do Havaí.

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Idosos realizaram diversas atividades na última quarta-feira

Cerâmicas fazem plantio de árvores
SANTA GERTRUDES

Para comemorar o Dia da Árvore, 21 de setembro, representantes da Aspacer (Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento), de algumas cerâmicas de Santa Gertrudes, da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e o Prefeito, João Vitte (DEM) plantaram na manhã da última segunda-feira (21), mudas de árvores na área conhecida como Região dos Lagos, considerada de preservação ambiental no município.

A ação é uma iniciativa da Aspacer, em parceria com o grupo de cerâmicas que participam do trabalho de reflorestamento da região. Luís Fernando Quilici, diretor superintendente da ASPACER, representou a entidade na ação. “É um momento importante do Projeto Lagos porque estamos chegando a uma das últimas fases elencadas no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) da área, recuperando uma antiga área degradada e, ao mesmo tempo, beneficiando a comunidade da cidade de Santa Gertrudes com o plantio de quatro mil mudas de árvores”, enfatiza Quilici.

O Projeto Corumbataí Cerâmicas, conhecido como Projeto Lagos, é um dos principais trabalhos ambientais da Associação. A área localizada na cidade de Santa Gertrudes, contaminada com o despejo de resíduos que continham metais pesados em suas fórmulas, foi totalmente descontaminada e hoje se encontra em fase de reflorestamento. Todo o processo da primeira etapa foi descrito em um livro elaborado pela Cetesb e editado pela ASPACER.

O projeto de recuperação da área compreende, também, o plantio de árvores nativas, que pode chegar a 20 mil mudas, dependendo da necessidade.


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SANTA
O prefeito João Vitte fez o plantio simbólico de uma das quatro mil mudas


Escolas recebem lousas novas
SANTA GERTRUDES

Até o final do ano a prefeitura de Santa Gertrudes pretende trocar todas as lousas das escolas municipais. Até agora já foram trocadas 34, sendo nove na escola “Edna”, oito na escola “Joaquim” e 17 na “Cecy”. Segundo a assessoria de imprensa do município, a troca das lousas era um pedido antigo dos professores. As lousas anteriores encontravam-se em péssimo estado, com buracos, sem tinta, dificultando a escrita. As novas são panorâmicas e quadriculadas, de tamanho maior e mais resistentes.

SAÚDE
Há uma semana Santa Gertrudes conta com exames de ultrassom no próprio município. Os exames são realizados todas as quintas e sextas-feiras, das 8 às 9 horas. Já está sendo realizada uma média de 30 exames por dia. Para se beneficiar do atendimento é necessário comparecer ao Raio-X do hospital, o serviço é gratuito. Mais informações através do telefone 3545-1126.

Aconteceu no último sábado (19) a segunda fase de vacinação contra pólio. A vacinação, que era para ter sido realizada em agosto, foi adiada em virtude da gripe A. Das 1623 crianças do município, 1510 foram vacinadas, atingindo 93% das crianças. A vacinação continua na Policlínica, no Parque Industrial, até o dia 14 de outubro. A meta é atingir 100% das crianças.

Na primeira fase da vacinação foram atendidas 101% das crianças, isso porque algumas crianças de Rio Claro se vacinaram no município.


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Todas as lousas devem ser trocadas até final do ano

FERNANDO E SOROCABA

Dupla se apresenta na Festa do Peão de Santa Gertrudes

Continua hoje (26) a 18ª edição da Festa do Peão de Santa Gertrudes, que teve início na última quinta-feira (24). Ontem (25), foi dia de Chitãozinho e Xororó atraírem milhares para a arena. Hoje, a partir das 21h30, tem show com a dupla Fernando e Sorocaba.

Pela primeira vez, as arquibancadas serão totalmente cobertas, o que evitará transtorno em caso de chuva. O palco será em forma orbital, com 20m x 20m, oferecendo uma recepção melhor aos artistas. O evento contará também com estacionamento para mais de mil veículos, mais de 60 seguranças por noite, além de uma variada praça de alimentação.

Além dos shows, haverá atrações com palhaços profissionais, queima de fogos e a presença dos melhores peões do circuito nacional. O evento é realizado pela empresa Cia de Rodeio RR, Prefeitura e Câmara Municipal de Santa Gertrudes. Mais informações pelo telefone: (19) 9783-3163.

Programação
Sábado (26)
21h – rodeio profissional
21h30 – show da dupla Fernando e Sorocaba
23h – baile country
Domingo (27)
20h – rodeio profissional
21h – show com Eduardo Costa
24h – encerramento da festa


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Fernando e Sorocaba se apresentam hoje na Festa do Peão


Escola e creche recebem ampliação
IPEÚNA

Foi entregue na última semana a construção da lavanderia na creche municipal. Com 90 metros quadrados de área, e investimento de R$94 mil, a nova lavanderia atenderá os mais de 300 alunos da creche e da Escola Municipal de Ensino Infantil.

Novas ampliações também tiveram início na Emei, com a construção de sete novas salas de aula e uma sala de informática. Somando uma área de 500 metros quadrados, no valor de R$335mil. Já a creche, recebe reforma e ampliação a partir do próximo mês, com adequações no refeitório, cozinha, sanitário de funcionários e pintura geral. Essa reforma na creche terá investimento de R$225 mil, sendo R$100mil através de convênio com a Secretaria de Economia e Planejamento do Estado.

Para o vice-diretor da Emei e da creche, Carlos Luis Frederico Barthmann, essas obras são de extrema importância para os alunos, melhorando a educação no sentido físico. “Com as ampliações já estamos pensando no atendimento em período integral”, comenta.

PISCINA
O secretário de projetos e obras, Paulo Roberto de Lima, ressalta também a reforma na piscina municipal, que deve ser entregue até o final do ano. A piscina receberá nova entrada, reforma nos vestiários e parte hidráulica, troca dos azulejos da piscina e piso externo geral. Segundo ele é um investimento de R$159 mil, que será executado com recurso próprio do município.

“As obras devem começar semana que vem; era uma reforma necessária, a piscina estava em mal estado, principalmente os filtros da piscina e a parte hidráulica; é uma obra muito antiga, da década 80”, diz o engenheiro.

O secretário lembrou também que o novo quiosque do Salto do Nhô-Tó, foi entregue semana passada. Com churrasqueira e sanitários, o novo espaço pretende ser um ótimo lugar para a distração da família.


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IPEUNA
Nova lavanderia da creche deve atender cerca de 300 crianças



JR 19-09-09 - MEIO AMBIENTE

Daae busca TECNOLOGIA

Segundo o superintendente do Daae Rio Claro, Geraldo Gonçalves Pereira, a autarquia busca novas tecnologias para se modernizar, além de desenvolver programas de treinamento para os mais de 250 funcionários, desde o atendimento ao público através do telemarketing até os leituristas.

O superintendente comenta que já está em processo de licitação a compra de cinco macromedidores, que devem aprimorar a avaliação do índice de perda de água. De acordo com Pereira, o Daae está dentro da média nacional neste índice. “Não podemos ainda quantificar exatamente a perda, enquanto não tivermos macromedidores e hidrômetros em todas as casas”, esclarece.

Dados da Sanasa atestam que a média nacional de perda é de 40% e que no índice europeu as perdas estão no patamar de 20% a 25%. Já nas bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), o volume que jorra de encanamentos rompidos e que é “roubado” antes de passar pelos hidrômetros seria suficiente para abastecer uma população de 2,35 milhões de habitantes, o equivalente a duas cidades do porte de Campinas. Segundo um levantamento do Consórcio das Bacias PCJ divulgado em 2007, 6,7 mil litros por segundo de água tratada se perdem pelo caminho entre a estação de tratamento e o hidrômetro da casa do consumidor. As perdas atingem 36%.

Pereira ressalta que o Daae sempre foi referência no município ao se falar em tecnologia, mas que a diminuição no investimento em tecnologia fez a autarquia perder muito de sua capacidade de crescimento e desenvolvimento.

“Rio Claro era para estar no nível da Águas de Limeira, que hoje é a ‘top’ no Brasil, com apenas 17% de perda, um número bom em termos de Brasil”.

Ações desenvolvidas pelo Daae hoje são adequações que deveriam ter sido feitas há mais de uma década. “Agora é preciso reformar a estrutura, reformar as estações de tratamento, a central de distribuição, redes; o Daae perdeu a referência; agora que estamos buscando a tecnologia monitorada, a setorização da rede e substituir a rede secundária”.

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O superintendente do Daae Rio Claro, Geraldo Gonçalves Pereira


Sociedade do LIXO

Livro lançado em Limeira traz realidade de pessoas que vivem do lixo e que procuram a conscientização ambiental.

Pesquisa dos jornalistas Analúcia Neves, Juliano Schiavo e Lucas Claro, o livro “Sociedade do lixo”, acaba de ser lançado em Limeira. Resultado de um trabalho de conclusão do Instituto Superior de Ciências Aplicadas – ISCA, o livro traz seis histórias reais, que revelam o retrato de uma sociedade que, costumeiramente, vive esquecida, deixada de lado: a Sociedade do Lixo.

O objetivo do livro foi dar voz às pessoas que possuem relações diretas e indiretas com o lixo e que muitas vezes são esquecidas pelas “lentes” da imprensa. As entrevistas e pesquisas foram feitas com moradores e técnicos de toda a região, trazendo à tona todas as possíveis relações entre lixo e sociedade.

As pautas abordam temas como: os problemas causados pelo descarte irregular dos resíduos eletroeletrônicos e a consciência ambiental; a subsistência de cidadãos e empresários através de objetos descartados; problemas decorrentes do lixo radioativo e problemas causados pela catação, reciclagem e a evolução através das cooperativas de reciclagem; ainda, a questão da consciência ambiental.

GRANDE LIXEIRA

Segundo Juliano Schiavo, um dos autores, o tema lixo foi escolhido por se tratar de um objeto presente nas atividades humanas que passa, muitas vezes, despercebido pelos olhos da coletividade. “Ao descartar seus resíduos – que são coletados e encaminhados à destinação final, seja em aterros sanitários, lixões abertos, usinas de compostagem ou outros métodos –, as pessoas, de forma geral, acreditam contribuir com a proteção do meio ambiente, quando, na verdade, ao descartá-los de suas residências, apenas transferem o problema para outra área”, comenta Juliano. Nessa concepção, o mundo torna-se uma grande lixeira.

Para o autor, a produção do livro permitiu verificar que a questão do lixo é deixada de lado e que há ausência de políticas públicas eficientes para evitar a destinação correta do mesmo. “Além do que há um forte consumismo que, de certa forma, estimula a produção desenfreada de lixo, produtos descartáveis, entre outros. As entrevistas também possibilitaram enxergar as relações diretas e indiretas entre as pessoas e o lixo”, finaliza.

O livro-reportagem foi produzido em 2008 e está disponível para download no seguinte link: http://www.4shared.com/file/113313866/26b709ab/sociedade_do_lixo.html. Mais informações pelo e-mail: jssjuliano@yahoo.com.br.

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LIVRO

Lucas Claro, Analúcia Neves e Juliano Schiavo: autores do livro “Sociedade do Lixo”


Lâmpadas FLUORESCENTES

Rio Claro ainda não tem política que regulamenta o descarte

Segundo dados da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo-, no Brasil são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.

Presente em 27% dos lares brasileiros, o uso das lâmpadas fluorescentes reduz cerca de 80% no consumo de energia e auxilia no combate ao aquecimento global.

Segundo o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, do Ministério das Minas e Energia) em sua última pesquisa de Avaliação do Mercado de Eficiência Energética, o país é o 10º maior consumidor mundial do insumo.

Em Rio Claro ainda não há lei municipal que regulamente o descarte de lâmpadas fluorescentes, como esclarece a diretora do departamento de resíduos sólidos, Regina Ferreira da Silva. Segundo a diretora, a previsão é de que algo seja encaminhado neste sentido em breve. “Hoje, comerciantes e fabricantes devem recolher as lâmpadas; é assim que está funcionando no município”, diz.

Luis Fernando Silva, gerente regional da Taschibra no Brasil – fabricante de lâmpadas fluorescentes -, comenta que poucas pessoas sabem da periculosidade das lâmpadas fluorescentes e acabam por descartá-las no lixo comum. A empresa recebe as lâmpadas de volta e as aloca em sua sede em Indaial (SC).

“Não há ainda direcionamentos para o descarte das lâmpadas; reciclá-las hoje ainda é inviável. A reciclagem fica em torno de R$ 2,30 por lâmpada; se calcularmos que cada lâmpada custa R$ 6,00, é inviável”, acrescenta.

Luis conta que existem novas tecnologias que estão chegando, mas ainda são pouco difundidas e ainda muito caras. Como as lâmpadas que utilizam o mercúrio sólido, de fácil descarte, e também as lâmpadas sem mercúrio. “O custo ainda é muito alto para os lojistas, cerca de quatro vezes mais cara”.

A dica para quem utiliza lâmpadas fluorescentes é devolver na loja onde comprou, para que ela seja devolvida ao fabricante. Se a lâmpada for quebrada, o mercúrio já foi liberado, portanto, a lâmpada pode ser encaminhada para reciclagem comum.

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LAMPADAS

BOX – BOX

DESCARTE nocivo

O descarte inadequado das lâmpadas fluorescentes é altamente nocivo para o meio ambiente e para a saúde do ser humano. É considerado resíduo perigoso porque em sua composição, há presença do metal pesado mercúrio, o que exige adequada destinação final. Uma lâmpada é basicamente composta por vidro, pó de fósforo e metais pesados como cádmio, mercúrio e chumbo.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), embora uma lâmpada quebrada libere pequena quantidade de mercúrio, o problema ambiental pode ser gerado pelo efeito acumulativo e persistente do metal pesado proveniente de muitas lâmpadas.

Ao ser rompida, a lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos por organismos vivos. Além disso, o descarte em aterros faz com que estes resíduos contaminem o solo e mais tarde os cursos d’água.

LEGISLAÇÃO

Apenas o estado do Rio de Janeiro tem lei que regulamento o descarte de lâmpadas fluorescentes. Desde março deste ano, os estabelecimentos comerciais cariocas que vendem lâmpadas fluorescentes são obrigados a ter recipientes para a coleta de lâmpadas, quando descartadas ou inutilizadas. Minuta de decreto com esse objetivo foi enviada pela secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, ao governador Sérgio Cabral. O documento regulamenta a Lei nº 5.131 de 14 de novembro de 2007 que estabelece normas para o descarte desse produto.

ÓLEO DE COZINHA

Degradação causada pelo descarte irregular de óleo pode afetar a qualidade da água e do solo

Atuando na área ambiental há dois anos, a empresa Planeta Azul vem ganhando reconhecimento em toda a região, através da campanha de recolhimento do óleo de cozinha. A gestora ambiental responsável pela empresa, Sara Damasceno Pessoa, conta que a iniciativa de montar a Planeta Azul surgiu de uma necessidade doméstica. “Em Rio Claro não tinha para onde mandar o óleo, eu procurei muito, mas não havia ninguém”.

Dessa necessidade, Sara e o marido Éverson Cristiano Pessoa colocaram em ação a empresa que, atualmente, é responsável pela reciclagem de óleo em toda a região.

Hoje, a Planeta Azul recolhe cerca de 15 toneladas de óleo por mês, o que segundo Sara ainda é muito pouco, o objetivo é atingir 100%.

Para desenvolvimento do projeto foi feita uma parceria com as secretarias de educação das cidades vizinhas, no qual são ministradas palestras aos alunos alertando sobre os cuidados com o descarte do óleo. “O resultado está sendo muito positivo, encontrei nas crianças os meus aliados a favor da proteção ambiental”.

Com essa parceria, as escolas se tornaram pontos de coleta. Para cada litro recolhido de óleo a empresa destina um valor em dinheiro para a APM – Associação de Pais e Mestres – da instituição.

“Nossa preocupação maior ainda são as donas de casa, todos pensam que estão jogando pouco e que não faz diferença, mas se considerarmos que cada família brasileira consome, em média, 1,5 litro de óleo de cozinha por mês, imagine somando tudo isso”.

Após recolher o óleo, a Planeta Azul revende o material para empresas que o reaproveitam na produção de: biocombustível, sabão, detergente, sabão em pó, tinta, massa de calafetar e muito mais. “O óleo é 100% reaproveitado; até os resíduos podem ser transformados em farelo, para ração de porcos”.

Para quem ainda não recicla o óleo, o procedimento é simples: colocar o óleo em uma garrafa plástica, vedá-la bem para que não vaze e levá-la até uma escola municipal de Rio Claro. A empresa também efetua a coleta em residência, em todas as cidades da região, para isso é só ligar para o número 3527-2766. A empresa paga por cada litro de óleo arrecadado.

RECONHECIMENTO

Recentemente a Planeta Azul participou de uma premiação do Senac. Com o título de “Melhores Empreendimentos”, o prêmio nomeou os melhores empreendedores da América Latina. Dos mais de 80 inscritos, a empresa rio-clarense ficou em décimo lugar na premiação. Mais informações sobre a campanha de arrecadação de óleo e a empresa podem ser obtidas no endereço www.planetazulrc.com.br.

POLUIÇÃO

Os óleos vegetais, embora muitos desconheçam, são grandes causadores de danos ao meio ambiente quando descartados de maneira incorreta, Ao ser jogado no ralo da pia ou no lixo, polui córregos, lagos, rios e solo. Podem também danificar o encanamento da casa, através de uma crosta que se forma nas paredes das tubulações vindo a reter o material sólido causando entupimentos. Fazem encarecer também o tratamento da água em até 45%, além de agravar o efeito estufa, já que o contato da água poluída pelo óleo ao desembocar no mar gera uma reação química que libera gás metano, um componente muito mais agressivo que o gás carbônico.

Um litro de óleo pode chegar a poluir um milhão de litros de água, quantidade aproximada que uma pessoa consome em 14 anos de vida.

O que também interfere na passagem de luz e oxigenação da água dos rios e mares, retardando o crescimento dos vegetais aquáticos causando um desequilíbrio ambiental no sistema, que resulta na mortandade de peixes e outros seres que ali vivem.

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PLANETA AZUL

A gestora ambiental responsável pela Planeta Azul, Sara Damasceno Pessoa


Como descartar PILHAS e BATERIAS

A prefeitura de Ipeúna já faz o recolhimento

Pilhas, baterias de telefone celular, telefone sem fio, agenda eletrônica, etc, representam um risco ambiental se descartados de maneira inadequada. Desde julho de 2000 entrou em vigor uma norma do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama - Resolução No. 257 de 30 de junho de 1999) que atribui aos fabricantes a responsabilidade sobre o material tóxico que produzem.

Pilhas e baterias não podem ser descartadas junto ao lixo doméstico, salvo algumas exceções (veja tabela). Na região, prefeituras e estabelecimentos estão tomando providências para que esse lixo tóxico não polua o ambiente. Em Ipeúna, as pilhas e baterias são recolhidas pela própria prefeitura. Os postos de recolhimento estão localizados em todas as escolas, no posto de saúde, na prefeitura e nas secretarias.

Em Rio Claro, o recolhimento está sendo feito por algumas empresas que destinam o material para fora, como: o Banco Real, Banco Santander, Drogaria São Paulo e Mikro Preço. Segundo a diretora do departamento de resíduos sólidos do município, Regina Ferreira da Silva, a prefeitura está com um projeto para recolher pilhas e baterias, que deve entrar em funcionamento no próximo mês.

Desenvolvido em parceria com os postos de gasolina, a Ecoprimus e a Saneamento Rio Claro, o projeto prevê a colocação de “containers” de arrecadação em todos os postos de gasolina do município e em pontos estratégicos, como supermercados e estabelecimentos comerciais.

O que pode ser descartado no lixo comum e o que não pode

A tabela abaixo classifica descarte de alguns tipos de pilhas e baterias segundo a resolução Conama 257/99. Os dados foram colhidos do fabricante Panasonic e foram tomados como genéricos uma vez que grande parte dos fabricantes já está em conformidade com tal resolução. No entanto, vale lembrar que a composição das pilhas e baterias varia de acordo com o fabricante. Portanto, faça sua parte e informe-se se a pilha ou bateria que você usa está em conformidade com as normas.

Tipo de pilha/bateria

Forma de descarte

Aplicação

Alcalinas-maganês

Lixo doméstico

Brinquedos, walkmans,

máquinas fotográficas, etc...

Zinco-manganês

Lixo doméstico

Controle remoto, rádio portátil,

despertadores e lanternas

Baterias alcalinas tipo botão,

Lixo doméstico

Máquinas fotográficas e

6V e 12V

calculadoras

Baterias de lithium tipo

Lixo doméstico

Máquinas fotográficas e

botão

agendas eletrônicas

Baterias de lithium

Lixo doméstico

Controle remoto de portões e

máquinas fotográficas

Baterias de Níquel-Cádmio

Devem ser

Telefone sem fio

devolvidas

Baterias de Níquel-Cádmio

Devem ser

Aparelhos celulares

para celular

devolvidas

Níquel-Metal-Hidreto e

Lixo doméstico

Aparelhos celulares

Lítio-Ion

Baterias de chumbo-ácido

Devem ser

Veículos automotivos

devolvidas

Z FOTOS PILHAS


ETE finaliza terraplenagem

IPEÚNA

Cerca de 70% das obras de terraplenagem da Estação de Tratamento de Esgoto – ETE – de Ipeúna já está concluída. O próximo passado é o início das obras civis. Segundo a secretaria de obras da prefeitura, a previsão de entrega da ETE é para o final do primeiro semestre de 2010.

O projeto está sendo desenvolvido através de convênio com o governo do Estado de São Paulo, pelo Programa Água Limpa, da Secretaria de Recursos Hídricos e DAEE – Departamento de Água e Energia. No valor de R$ 2,162 milhões, a obra conta com 6 alqueires de área.

A ETE será construída em Sistema Australiano, composto de lagoas anaeróbias, lagoas facultativas e lagoas de maturação.

Z MEIO AMBIENTE FOTOS

IPEUNA

PACOTE ECOLÓGICO

Câmara aprova leis para meio ambiente

IPEÚNA

A Câmara de Ipeúna aprovou no último 10 um pacote de leis para adequação do município no programa estadual “Município Verde”. As leis 842, 843, 844 e 845 versam sobre políticas ambientais, datas comemorativas e criação de conselho. Segundo o secretário municipal de meio ambiente, Thiago Alves de Souza, essas novas normas adéquam Ipeúna ao “Município Verde”, possibilitando a liberação de recursos do governo para obras e projetos referentes ao meio ambiente.

O secretário comenta, ainda, a possibilidade de desmembramento das secretarias, considerando que a secretaria de meio ambiente está integrada às secretarias de: turismo, educação, cultura e esporte. “Isso vai permitir uma atenção maior às questões ambientais”, ressalta.

A Lei nº844 institui a política municipal de educação ambiental na rede municipal de ensino. Assim, o estudo e conscientização ambiental estarão integrados ao currículo escolar da rede de maneira transversal/interdisciplinar, contínua e permanente. Já a Lei nº 845 dispõe sobre a obrigatoriedade do uso de madeira legal no município. Assim, na emissão do alvará de construção deve constar a obrigatoriedade do uso de madeira legal e origem comprovada para a obtenção de “habite-se”.

Para o calendário de datas comemorativas, a Lei nº 843, instituiu as seguintes datas: no dia 18 de março – Dia municipal do Rio Passa Cinco; dia 22 de março – Dia Mundial da Água; dia 05 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia; dia 28 de junho – Dia do Ipê Amarelo; dia 21 de setembro – Dia da Árvore; e mês de outubro - Semana da Água.

Dessas, a Lei nº 842 é a mais significativa, que dispõe sobre criação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA. O novo conselho deve regulamentar e fiscalizar as questões ambientais no município.

O secretário acrescenta que muitas atividades no setor ambiental já estão sendo realizadas ao longo do ano. No início de 2009, os alunos da rede realizaram o plantio de mudas no Salto do Nhô-Tó, além dos freqüentes plantios realizados pela Prefeitura. “Agora com a adesão ao Município Verde iremos intensificar a preservação da mata ciliar em rios também”.

O programa Município Verde, criado pelo governo do Estado de São Paulo, já conquistou a adesão de quase 400 das 645 cidades paulistas. O objetivo é envolver os municípios em ações para a melhoria dos sistemas de tratamento de esgoto, coleta e reciclagem de lixo, educação ambiental, arborização, entre outras.

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SALTO NHOT TÓ

Salto do Nhô-Tô recebeu mudas


JR 12-09-09 - CONSTRUÇÃO

Aumenta o número de condomínios na região

O setor imobiliário constatou nos últimos anos um crescimento significativo no mercado de condomínios verticais ou horizontais. Em 2008, o crescimento anual ficou em torno de 20% no Brasil, e a tendência é manter esse patamar. Na visão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) os bons resultados atingidos pelo setor de loteamentos refletem a posição de destaque ocupada pela construção civil no cenário industrial brasileiro

A estabilidade econômica e as facilidades no financiamento de imóveis levaram as construtoras a construírem milhões de metros quadrados. Mais do que nunca, os condomínios se consolidam como a mais viável e moderna forma de moradia, com um crescimento maior do que as cidades onde estão. Se inicialmente a opção por condomínio fechado parece possível somente para as classes mais altas, percebe-se um dado interessante. Em estados como São Paulo e Minas Gerais já surgem os loteamentos voltados para a classe C, com terrenos a preço inicial de R$ 50 mil.

O engenheiro e diretor da Construtora Geromel, José Luiz Geromel, ressalta que a procura e como conseqüência a alta valorização dos condomínios fechados de classe A, fez com que os incorporadores procurassem fórmulas de estender este beneficio às classes B e C onde os gastos com segurança, infra-estrutura tais como: vigias, centrais de alarme, monitoramento por C.F.T.V., cerca elétrica e outras benfeitorias, quando diluídos, “permitiram que os condomínios residenciais horizontais fossem hoje oferecidos para o segmento popular, que conseguiu ampliar seu horizonte de compras de acordo com os prazos de créditos de financiamento e com isso - a segurança – o espaço e o conforto tornam os sonhos, uma realidade para todos”.

Na região de Rio Claro o número de condomínios vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. Sejam condomínios fechados horizontais de alto padrão, ou condomínios de pequenos prédios. Cassília Brumati, gerente comercial da construtora Brumati, comenta que a procura por condomínios fechados tem aumentado consideravelmente nesses últimos anos. “Hoje existem na cidade de Rio Claro condomínios fechados para todos os bolsos e gostos, mas vemos uma procura maior por condomínios fechados de casas”, ressalta.

Segundo ela, este aumento deve-se a preocupação da população por segurança e também por praticidade, conforto, privacidade, além de áreas de lazer para as crianças, vantagens importantes perante as casas isoladas. “O sucesso destes empreendimentos deve-se a dois fatores principalmente: um bom projeto, numa boa localização”.

De acordo com Cassília os condomínios são uma tendência imobiliária para os próximos anos, pois os Condomínios Clubes – que oferecem áreas de lazer extensas - proporcionam a comodidade e o conforto de uma casa, com um quintal generoso, e a segurança de um condomínio fechado, além de uma excelente área de lazer.

VIVENDO EM CONDOMÍNIO

Para Inês Maria Cereda, que sempre morou em condomínios e é síndica de prédio há quatro anos, morar em condomínio tem muito mais vantagens do que uma residência. “O principal é a segurança do prédio, não que em condomínios não aconteçam assaltos, mas são em número bem menor que em residências isoladas”, conta. O conforto e a praticidade também estão entre os pontos positivos. “Pra mim que moro sozinha é fácil, não tenho quintal para limpar, eu fecho a porta e estou tranquila”.
Cláudia Seneme do Canto mudou-se para um condomínio de casas há dois anos, mas já morava em prédio há dez. Segundo ela, em condomínio horizontal a privacidade é um pouco maior do que em apartamentos. “Em apartamento você não tem como evitar de encontrar as pessoas no elevador, na garagem e de certa forma a privacidade é menor; agora em condomínio de casas, se o seu quintal não der para a janela do vizinho, daí é sossegado”. Dentre os pontos positivos e negativos da moradia ela pontua: “os positivos são que há mais segurança e por isso menos dor de cabeça, especialmente em momentos de entrada e saída do condomínio, por exemplo, se você chega tarde da noite e a rua está deserta, é confortante saber que não vai precisar olhar para todos os lados para abrir o portão com medo de que possa acontecer um assalto ou alguém entrar junto. Os negativos é que dependendo do condomínio você pode ter menos privacidade e também, com todos esses aparatos de segurança, você pode perder mais tempo para sair de casa”.


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Condomínios
Crédito: amosis55

ASSOCIATIVISMO

Cooperação entre lojistas traz benefícios para clientes, empreendedores e fomenta o mercado.


Uma tendência em qualquer segmento de mercado, o associativismo chegou também à construção civil. Empreendedores perceberam que através da cooperação é possível permanecer e crescer no mercado. Redes e associações são cada vez mais comuns na região, nomes como Rede Construa, Construvip, Copervip, Construir e Toda Obra, acabaram por conquistar a clientela e consolidar a marca no comércio.

A iniciativa, que normalmente vem de comerciantes de pequeno e médio porte, parte da premissa que “a união faz a força”. Uma dessas associações, a Rede Construa, foi fundada em Rio Claro, por ação de sete empresários, há sete anos. Fernando Lucas Camargo Corocher, gestor de negócios da rede, explica que ao fundar a associação o intuito dos empresários era o fortalecimento do comércio, buscando competir com grandes lojas.

“Os lojistas já tinham os planos e, através do projeto Empreender, do Sebrae em parceria com a Associação Comercial, tudo foi organizado de forma que a associação fosse montada, traçando objetivos e fazendo um planejamento organizado, formalmente”, explica Fernando.

No início, a meta era realizar compras em conjunto para que os preços fossem melhores, mas com o tempo os objetivos foram mudando. “Inicialmente a visão era estritamente comercial; hoje outras coisas são tão importantes quanto o bom preço”. O desenvolvimento humano dos funcionários, qualificação do próprio empresário e a força de venda entraram na lista de objetivos da associação.

Hoje a rede Construa está presente em 16 cidades da região: Rio Claro, Santa Gertrudes, Itirapina, Ipeúna, Analândia, Charqueada, Pirassununga, Aguaí, Araraquara, São João da Boa Vista, Vargem Grande do Sul, São Sebastião da Grama, Caconde e Tambaú.
O plano é chegar a 20 lojas até o final de 2010. “Estamos procurando trabalhar com São Carlos, Porto Ferreira, Leme e Araras”.

CRISE?
Fernando destaca que a palavra “crise” passou longe do mercado da construção. Mesmo com a turbulência em diversos setores não houve uma queda brusca no faturamento e o segmento da construção já entra em fase de recuperação e aumento considerável nas vendas. “Sentimos muito pouco da crise, podemos até falar que nem entramos em crise; foi mais o susto pelos outros”.

Para o gestor da rede, isso pode ser explicado pelas linhas de crédito e incentivo do governo, através da Caixa Econômica Federal. O Construcard, da Caixa, é um dos mais procurados nos estabelecimentos, por oferecer limite de crédito maior, com taxas mais baixas. “O Construcard era uma burocracia muito grande, mas parece que houve uma mudança na concessão de crédito que agilizou o processo”.

As cooperativas também criaram formas de crédito próprias para oferecer alternativas aos clientes. No caso da Construa, a associação criou o Cartão Construa, que é uma forma menos burocrática para concessão de créditos. “Esperamos crescimento este ano, as vendas estão boas; a expectativa para esse segundo semestre é ainda maior, todo mundo quer ajeitar a casa para o final do ano”, finaliza.


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Fernando Lucas Camargo Corocher, gestor de negócios da rede Construa

Construa
Associações de lojas movimentam o mercado e ampliam atuação

A necessidade de PLANEJAR espaços

Com a atribulada vida moderna, em que a maior parte do tempo passamos no trânsito ou no trabalho, é no pouco tempo que ficamos em casa que procuramos o descanso para recuperar as energias. Com uma importância tão grande, o ambiente da casa deve proporcionar um espaço de bem estar e leveza. Para atingir esses objetivos, a procura por profissionais especializados na adequação de ambientes tem sido cada vez mais crescente.

Arquitetos são responsáveis pelo acompanhamento na parte da construção e idealização do projeto da edificação, pensando no projeto, supervisão e execução de obras de arquitetura. Embora esta seja sua principal atividade, o campo de atuação de um arquiteto envolve todas as áreas correlatas ao controle e desenho do espaço habitado, como o urbanismo, o paisagismo, e diversas formas de design.

Outro profissional que vem ganhando destaque no mercado é o designer de interiores. O designer de interiores tem como função projetar os espaços internos de ambientes residenciais, comerciais, corporativos, além de projetos de paisagismo. A grande diferença entre o arquiteto e o designer está no fato de o profissional de Interiores não atuar na etapa da construção, ou seja, da idealização do projeto da edificação, que é competência do arquiteto. O Designer de Interiores pode atuar junto a outros profissionais da área de construção civil, desenvolvendo a partir de sua formação e habilidades, projetos de Interiores.

ASCENSÃO
Segundo Renata La Rocca, arquiteta e urbanista, coordenadora e professora do curso de Design de Interiores da FAAL - Faculdade de Administração e Artes de Limeira - o designer é uma área em ascensão. “Acredito que está havendo uma mudança na mentalidade das pessoas, com relação à importância de se contratar um profissional com competência para modificar e melhorar os espaços”, assegura.

O foco central da atuação de um Designer de Interiores é o aspecto humano desses ambientes: planejamento do espaço, padrões de circulação, assim como as cores, a iluminação, as superfícies e mobiliário que tornam o ambiente confortável para viver, trabalhar e se divertir. “Outra questão que aponta um crescimento da procura pelo profissional de Design de Interiores é o aumento dos investimentos governamentais na área de Habitação e consequente aquecimento do mercado de construção civil”, comenta Renata.

Ainda recente na região, o curso de Design de Interiores da FAAL é um curso superior, uma graduação tecnológica, com duração de apenas dois anos. Durante todos os semestres do curso, os alunos aprendem a utilizar softwares de última geração para representação de suas ideias e elaboração de projetos profissionais. Frequentam disciplinas de representação gráfica, luminotécnica, materiais de acabamento, cores e tendências, que o tornam apto a realizar projetos de interiores residenciais, comerciais, corporativos e institucionais.

Renata destaca que o aluno do curso está capacitado para projetar espaços internos (públicos e privados) de forma criativa e inovadora, compreendendo as necessidades dos clientes e considerando contexto, cultura e a dinâmica da realidade local onde atuar. “Além disso, ele está preparado para compreender a linguagem arquitetônica e do design, bem como os procedimentos de execução de projetos residenciais, comerciais, institucionais e de paisagismo, considerando questões de qualidade, segurança, e economia, contribuindo para a construção de uma sociedade sustentável”, finaliza.


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Design
Crédito: Oscar Mikail


A LÂMPADA
ideal para cada ambiente

Saber escolher bem a lâmpada a ser usada em cada ambiente pode trazer diversos benefícios, desde economia nas contas de luz até mesmo bem estar e decoração a cada ambiente da casa. Luis Fernando Silva, gerente regional da Taschibra no Brasil – empresa chinesa de lâmpadas fluorescentes e luminárias – esteve em Rio Claro e conversou com o JORNAL REGIONAL.

Segundo ele, saber o lugar certo para usar cada tipo de lâmpada pode significar economia nas contas de energia. Lâmpadas que utilizam reatores são as que mais garantem economia, como as fluorescentes de qualquer tamanho. “As lâmpadas com led também são econômicas, mas são uma tecnologia mais moderna que está começando agora”, destaca.

A lâmpada compacta eletrônica - mais conhecida como fluorescente pequena - por exemplo, pode ser usada em quase todos os ambientes da casa, com algumas ressalvas: em ambientes em que se acende e apaga a luz muitas vezes é desaconselhado o uso de fluorescentes, pois isso diminui o tempo de vida da lâmpada. “Principalmente no banheiro em que as pessoas entram e saem, é indicado o uso da incandescente”, orienta Luis.

Muitos comentam que deixar a luz fluorescente acesa o dia todo economiza mais do que acender e apagar várias vezes. Luis explica que se for ficar mais de 15 minutos fora do local compensa apagá-la, se for menos disso é melhor deixá-la acesa. “Isso porque as fluorescentes queimam com facilidade, podem até queimar em dois dias, se você acender e apagar várias vezes”. As fluorescentes são indicadas para escritórios, salas, corredores e cozinha.

Para a economia, fica o alerta: o grande vilão ainda é o chuveiro, a lâmpada pode até economizar, mas isso não adianta se o chuveiro for dispendioso. O mesmo para outros eletrodomésticos como ferro elétrico, geladeira e lavadora.

A respeito das lâmpadas incandescentes, o diretor alerta que há um cuidado a ser tomado, principalmente em ambientes em quentes. “A lâmpada incandescente solta 80 por cento de calor e 20 por cento de luz; é ineficiente, porque gera mais calor; ai a pessoa liga o ventilador, o ar condicionado, o gasto é bem maior”.

DECORAÇÃO
A cor e a posição da lâmpada também podem influenciar tanto na decoração, quanto na qualidade da iluminação e no bem estar. A escolha da luminária deve ser criteriosa, ela é uma peça essencial, dependendo dela há mais ou menos luz, pois ela é responsável por refletir a luz.

“São detalhes que não prestamos a atenção; cada ambiente pede uma lâmpada específica, para cada lugar há uma aplicação diferente”, alerta Luis. Para salas de aula ou escritórios o mais indicado são as luzes brancas, pois tons amarelados dão um tom de leveza e propiciam o sono. Já para o quarto, o melhor é o tom amarelado, que acalma e favorece o descanso.

Para restaurantes, a luz branca não é indicada, por criar um ambiente de desconforto. A luz de tom amarelo cria um ambiente mais relaxado, mais tranquilo. “Existem lâmpadas fluorescentes com tom amarelados, caso a preocupação do comerciante seja o custo”.

Outro cuidado a ser tomado e muito desconhecido entre as mulheres é a necessidade de uma lâmpada específica para a maquiagem. “Não é toda lâmpada que pode ser usada, pois a fluorescente não reproduz a cor com eficiência; é necessária uma lâmpada específica para reprodução de cor”, finaliza Luis.


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LAMPADA
Crédito: Gettyimages.com

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Luis Fernando Silva, gerente regional da Taschibra no Brasil, dá dicas para o uso de lâmpadas



JR 05-09-09 - Ipeúna (notinhas)

Capacitação através de cursos
IPEÚNA

Ainda comemorando o sucesso da doação de roupas, que aconteceu no último mês, o Fundo Social de Solidariedade e o setor de Serviço Social de Ipeúna preparam uma extensa agenda de cursos para capacitação e geração de renda.

A assistente social Rosa Irene Dias Torrezan lembra que o projeto de educação sócio-ambiental dá início ao novo módulo de árvores frutíferas. Em parceria com o Sesi, o curso atende 26 jovens entre 12 e 18 anos e tem caráter profissionalizante. O curso está com lista de espera e deve seguir com o módulo de ervas aromáticas.

No próximo dia 16, também em parceria com o Sesi, tem início o curso de tortas, todas as quartas-feiras. São 25 vagas, limitadas, e as inscrições estão abertas para toda a comunidade. Interessados devem procurar o Fundo Social.

Maria Luisa Zanoni Prata, presidente do Fundo Social, destaca que o curso de pintura em tela e tricô também estão com inscrições abertas. Ministrado pela professora Sandra Negrão, de Rio Claro, o curso de pintura acontece todas as quartas, das 13 às 17 horas. O curso de tricô é das 13h30 às 16h30, todas as quartas.

Além destes, a previsão é de uma parceria com o Senac de Rio Claro para trazer mais cursos para os jovens do município.

COSTURA
Na próxima quinta-feira (10), as alunas do curso de costura industrial realizam a formatura da turma que encerrou as aulas no último mês. Algumas já estão atuando na oficina de costura industrial e desenvolvendo trabalho para confecções.

A respeito dos benefícios do Bolsa Família, Giseli Gonzalez Spigolon, assistente social e gestora de assistência social, lembrou que os beneficiados devem efetuar o recadastramento no setor até dia 31 de outubro, senão a bolsa será cortada pelo governo.


SKATE
No próximo dia 13 o laguinho do espaço livre da Visconde do Rio Claro vai se transformar na praça do skate. Os organizadores pretendem realizar um evento de revitalização da praça, divulgação da história do skate e incentivar a prática.
Mais informações no http://skatecoletivo.blogspot.com ou pelos fones 19-8188.7808 e 9165.0011.

IPEÚNA
No último domingo (30), o ginásio de Ipeúna sediou uma das etapas do Campeonato de Skate amador. Participaram cerca de 30 meninos e meninas de várias cidades da região. O público jovem compareceu e em peso para prestigiar muitas manobras radicais e também aproveitaram para aprender novas técnicas com os visitantes.

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Artesanato
IPEÚNA

Toda quinta-feira, das 14 às 17 horas, o artesanato rola solto na lanchonete do Portal dos Nobres. Por iniciativa das moradoras, o local recebe interessados e interessadas, para a prática de artesanatos, cada semana um dos participantes vira professor e novas técnicas são ensinadas. Para Novembro está sendo prevista uma feira de artesanato com todo o material produzido nas reuniões. Quem quiser participar é só comparecer.


Alunos se destacam no futebol
IPEÚNA

Ipeúna começa a colher os frutos do trabalho desenvolvido com as escolinhas de futebol. Dois alunos da escolinha foram chamados para integrar a equipe do Craques do Futuro, de Piracicaba. Luan Fernando da Silva, lateral direito; e Murilo Wenzel, goleiro, irão disputar o campeonato com o novo time.

Segundo Germano, treinador da equipe de Piracicaba, os meninos são ótimos jogadores e de bom comportamento. Para André Oliveira, professor da escolinha de futebol de Ipeúna, isso é o fruto do bom trabalho desenvolvido com honestidade, dedicação e apoio.

A inscrição para interessados nas aulas de futebol ainda está aberta. Garotos nascidos nos anos de 98, 99, 95 e 96 estão sendo selecionados para integrar o time do município. Mais informações através do número 9668.5459.

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Luan Fernando da Silva, lateral direito e Murilo Wenzel, goleiro




JR 05-09-09 - Cartas

Escrito à mão

Do pombo correio ao SMS, o mundo das comunicações tem evoluído de forma assustadora. Apesar da facilidade que as tecnologias proporcionaram, há quem ainda prefira a singeleza das tradicionais formas de correspondência, como as cartas e até mesmo o pombo-correio. O JORNAL REGIONAL foi atrás dessas pessoas que privilegiam a memória e o prazer da escrita em contraste ao mundo digital e dinâmico da atualidade.



Cartas e mais cartas

Késia Frolini Pitta (28) começou cedo na arte de corresponder. Sua primeira carta foi escrita aos nove anos. “Minha família mudava muito de cidade, enquanto eu ia mudando mantinha o contato com as amigas que ficavam via carta”, explica.

Por anos manteve contato com as amigas do Paraná, quando mudou-se para São Paulo. As correspondências com as amigas de lá perduraram por cerca de dez anos. “Naquela época eu não tinha computador, internet mais difícil ainda”, ressalta.

Dessa paixão, Késia decidiu ampliar as amizades e enviou uma carta para a revista ShowBizz. “Meu endereço saiu na revista; eu estava procurando fãs do David Bowie”. As respostas vieram, e muitas, mais de cinco cartas por dia chegavam à caixinha de correio de Késia.

E para quem pensa que ela deixou a paixão de lado, as cartas resistiram à faculdade, ao emprego e à vida atribulada. “Mantenho um correspondente no Rio de Janeiro, que é um grande amigo, não deixo de escrever pra ele por nada; é uma emoção chegar em casa e ver uma carta na caixa de correio”.

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Késia Frolini Pitta, paixão por cartas e David Bowie


“Pombo correio, voa ligeiro...”

Pode até parecer letra de música, filme ou recorte de um livro de histórias de guerra, mas os pombos correios estão mais perto do que você imagina. Mais especificamente, bem no fim da Rua João Polastri, em Rio Claro. É lá que Salvador Campos Alonso (63) treina seus mais de 300 pombos.

Salvador explica que os pombos correios são bem diferentes dos pombos encontrados em praça ou soltos por aí. “Os pombos correios são atletas; têm tratamento especial, alimentação específica e tratamento veterinário”, esclarece.

Hoje, os pombos correios não são mais usados como meio de comunicação, como há séculos. São hobby, esporte e até mesmo terapia, chamada Columbofilia. Os columbófilos estão espalhados por todo o globo e realizam campeonatos, torneios e eventos ao longo do ano.

No Brasil a Columbofilia não é tão difundida quanto na Europa, onde a criação de pombos correios está arraigada na cultura, principalmente de espanhóis, alemães e portugueses. Salvador, que cria pombos desde os sete anos, nasceu em La Palma, nas Ilhas Canárias, Espanha. Veio para o Brasil aos 18 anos e não abandonou a paixão pelos pombos, que foi passada para toda a família.

A esposa, Maria Conceição Abraão Campos Alonso, o acompanha em campeonatos e auxilia no cuidado com os bichos. O filho mais velho atualmente está nos Estados Unidos, onde é correspondente columbófilo, escrevendo para o Jornal e Revista “Portugal Columbófilo”, promovendo e divulgando o desporto nas Américas e Península Ibérica. Escreve também para um Jornal Columbófilo Argentino e é editor do Jornal da Federação Columbófila Brasileira.

CAMPEONATOS
Salvador faz parte da sede regional localizada em Limeira, que conta com 42 sócios. Em Rio Claro, ele é o único treinador de pombos e leva o nome do município para todo o país em campeonatos nacionais. Na última semana, Salvador foi o campeão da disputa que aconteceu em Morrinhos (GO), sem contar os inúmeros prêmios que coleciona até mesmo como segundo lugar no Estado de São Paulo. “Esse ano estou querendo o primeiro lugar, estamos trabalhando para isso”, ressalta Salvador.

Para entender como funcionam os campeonatos, o treinador explica que o procedimento é simples. Todos os pombos são equipados com um GPS e um código de barras na pata, que permite a localização e controle da velocidade de cada animal. Os pombos são levados para o local onde será realizada a prova, através de um caminhão da própria Federação Columbófila, lá são soltos e os pombos devem retornar para casa. A colocação é classificada de acordo com a velocidade de cada atleta.

Em maio deste ano Rio Claro sediou um dos campeonatos, quando cerca de 4,5 mil pombos foram soltos próximo ao supermercado Assai.

TREINAMENTO
Há muita diferença entre os pombos comuns e os pombos correios, a disparidade pode ser percebida pelo porte beleza e tamanho dos pombos treinados. Enquanto os comuns levam doenças, por viverem soltos, os outros recebem cuidados e tratamentos veterinários que possibilitam o status de “atleta”. Os atletas, além de serem adaptados geneticamente, recebem alimentação balanceada com sete ou oito tipos de grãos e são soltos diariamente para voarem e retornarem ao pombal.

Cada pombo competidor possui uma anilha com GPS, código de barras e placa de registro. Ao passarem pela entrada do pombal, o aparelho registra a entrada de cada pombo. “Chegamos a perder 50 por cento do que criamos em provas; tem os predadores que podem pegar, faz parte da natureza não se sabe o que pode acontecer”, diz Salvador.

Para treinar os pombos, o procedimento começa quando são filhotes; eles são levadas para curtas distâncias, para que retornem ao pombal. Assim, gradativamente, é promovido o aumento da distância, para que o pombo vá aprendendo a retornar para casa. Alguns pombos chegam a atingir a velocidade de 90 quilômetros por hora, dependendo do vento podem atingir a marca dos cem quilômetros por hora, podendo chegar até mesmo antes que um carro.

“O BOM POMBO À CASA TORNA”
Para entender um pouco como funcionam os pombos correios, o principal é saber que os pombos nunca vão, somente voltam. Isso pode parecer estranho e até mesmo conflitante com o que acostumamos a ver em filmes, mas a verdade é que o pombo somente retorna. Ou seja, nos tempos de guerra, funcionava mais ou menos assim: o pombo nascido na Inglaterra era criado e cuidado no país, quando se pretendia manter contato com a França (por exemplo), este pombo era levado para o lugar pretendido; quando se desejasse enviar uma mensagem para a Inglaterra, era só soltar o pombo, que ele retornaria para o país de origem.

Por isso é difícil afirmar que os chips de celular levados para dentro de cadeias sejam levados por pombos correios. Salvador, afirma que os chips são levados por pombos comuns.

O senso de direção e a capacidade que os pombos têm em reconhecer o lugar ainda é inexplicado pelos cientistas, há diversas teorias, mas nenhuma com 100 por cento de constatação.


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Salvador Campos Alonso e seu Pombal Alazul, com mais de 300 pombos correios

CONCEICAO
Maria Conceição Abraão Campos Alonso mostra o jornal português de columbofilia em que o filho é colunista

ELECTRA
Electra, a grande campeã nas disputas, chegou a ser segundo lugar no Estado de São Paulo

PATA
Pombos são equipados com GPS e código de barras

Correios em plena atividade

Apesar do advento da internet e a facilidade proporcionada pelos emails, os Correios continuam a todo vapor e sempre buscando novas formas para não perder a clientela. Fabiano Laperuta, gerente do Centro de distribuição domiciliária de Rio Claro, afirma que as cartas sociais já não são mais comuns como antes, devido ao advento da internet. No entanto, para ele, a internet não prejudicou os Correios, pois as compras efetuadas na rede são todas entregues por meio dos sedex.

O gerente destaca também que a agência dos Correios localizada na Rua 4, entre as avenidas 9 e 11, mantém a melhor marca na venda de Sedex. Além das encomendas, outro filão da empresa está nos Telegramas, pois esse mecanismo dispõe comprovante com valor legal diante de instituições estatais. Fabiano também explicou que o fluxo de cartas “Fac”, diminuiu consideravelmente nos últimos tempos. As cartas “Fac” são os conhecidos boletos que empresas enviam por correio para pagamento em banco. “Hoje as empresas estão disponibilizando os boletos na internet para as pessoas imprimirem”.

Apesar da diminuição na quantidade de cartas sociais, o gerente ressalta que ainda há um grande número de cartas endereçadas a regiões com menor poder aquisitivo, como, norte e nordeste. “Essas regiões não tem o pleno acesso à internet, portanto utilizam desse serviço”, diz. Outro grande foco de entrega de cartas sociais são os presídios. Fabiano ressaltou que as cartas entregues nos presídios, comumente são decoradas com corações e desenhos, o que indica que são postadas por esposas, namoradas, entre outros familiares.

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AGENCIA
Fabiano Laperuta, gerente do Centro de distribuição domiciliária de Rio Claro