Alunos preparam projeto
CORUMBATAÍ
Seguem até dia 20 de outubro as aulas do curso de Educação para o Trânsito, que estão sendo ministradas na escola “Maria de Lourdes Pedroso Perin” para os alunos da segunda a quarta série do ensino fundamental. O projeto é uma parceria entre a Guarda Civil e Polícia Militar de Rio Claro, com a Secretaria de Educação de Corumbataí.
Todos os alunos estão recebendo instruções sobre leis e normas de trânsito. As aulas são ministradas fora do período de aula, envolvendo aulas teóricas e práticas. Estão em os pontos estudados a sinalização e formas de condução tanto de bicicletas, motos, carros e pedestres. Os alunos recebem uma apostila da Guarda Civil, que também orienta sobre cidadania.
Para o diretor da escola, Luiz Carlos Escobar, esse trabalho é muito importante para que as crianças se tornem multiplicadores. “Os alunos estão cobrando dos pais e dos motoristas escolares; isso é importante, porque a cobrança do filho surte mais resultado do que o alerta de um policial”, acrescenta.
Os alunos foram levados às ruas para avaliar o que há de certo e errado no trânsito de Corumbataí. Segundo o diretor, a ideia é que os alunos montem um trabalho a ser apresentado à prefeitura, propondo mudanças no trânsito do município. “Eles já estão com olho clínico para ver coisa errada; estamos formando futuros motoristas”, comenta.
O foco principal das atividades, que também englobam a produção de cartazes e leitura de jornais e revistas, é o grande número de acidentes, causados por imprudência e desconhecimento das leis de trânsito.
Z FOTOS
CORUMBA
Alunos percorreram as ruas da cidade para aprender normas de trânsito
O caos no trânsito rio-clarense
*Vivian Guilherme
Longe dos trânsitos caóticos das grandes metrópoles, Rio Claro vem descobrindo, aos poucos, o que é caos no trânsito. Não só pelas valetas infindáveis, lombadas descabidas ou semáforos inexplicáveis, nem mesmo pelas inacabáveis obras do Daae no centro da cidade. O caos no trânsito de Rio Claro vem crescendo e, tudo isso, por culpa dos próprios motoristas.
Não que isso seja uma particularidade do trânsito rio-clarense, parece mais uma “síndrome do motorista moderno”. As pessoas falam tanto em “usar cinto”, não correr, não beber antes de dirigir, mas acabam esquecendo coisas menores que significam muito. A pergunta é simples, o que seria do trânsito em cidades menores como Ipeúna e Corumbataí, - em que todas as mãos são duplas -, se não fosse a “seta”?
Às vezes, parece que as pessoas esquecem aquele acessório que fica tão próximo ao volante e de tão fácil acesso. Já ouvi dizer que “ah, vou perder tempo”. A mesma história que ouvimos de pessoas que não obedecem ao sinal vermelho e que varam o sinal de “Pare”. Verdade seja dita, os carros facilitaram a vida de muitos e trouxeram a praticidade e agilidade na locomoção, e ainda assim, as pessoas se queixam da pressa.
E é essa mesma pressa, a desculpa para não obedecer aos limites de velocidade, podar pela esquerda, ou até mesmo andar pelo acostamento. E depois as pessoas se perguntam o porquê de tantos acidentes e tantas mortes no trânsito. Já diria o meu avô, “antes atrasar alguns minutos do que nunca chegar”.
Afinal, do que adianta cursos de CFC, aulas práticas, aulas teóricas, provas e um tanto mais de dinheiro jogado fora para se tirar a carta de motorista, se depois tudo que foi aprendido for trocado por uma mera “pressa”. Eu realmente gostaria de ver alguns apressadinhos presos nos engarrafamentos de São Paulo, para dar valor ao trânsito, ainda, pacato de Rio Claro. E olha que minha crítica, ainda, não chegou aos “motoqueiros” que podam por todos os lados, sobem em calçadas e fazem muitas outras estripulias.
O problema está em quem dirige sem conscientização de seu papel como cidadão e como ser humano. Estar dentro de uma máquina não significa que somos como ela, lembremos do pedestre, que depende de uma seta para não ser atropelado, de uma bicicleta, que depende da nossa freada em um “Pare”. Uma direção consciente pode salvar vidas e evitar muitos e muitos acidentes.
* Vivian Guilherme é graduada em Letras e repórter do JORNAL REGIONAL.

Nenhum comentário:
Postar um comentário