quinta-feira, 1 de outubro de 2009

JR 12-09-09 - CONSTRUÇÃO

Aumenta o número de condomínios na região

O setor imobiliário constatou nos últimos anos um crescimento significativo no mercado de condomínios verticais ou horizontais. Em 2008, o crescimento anual ficou em torno de 20% no Brasil, e a tendência é manter esse patamar. Na visão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) os bons resultados atingidos pelo setor de loteamentos refletem a posição de destaque ocupada pela construção civil no cenário industrial brasileiro

A estabilidade econômica e as facilidades no financiamento de imóveis levaram as construtoras a construírem milhões de metros quadrados. Mais do que nunca, os condomínios se consolidam como a mais viável e moderna forma de moradia, com um crescimento maior do que as cidades onde estão. Se inicialmente a opção por condomínio fechado parece possível somente para as classes mais altas, percebe-se um dado interessante. Em estados como São Paulo e Minas Gerais já surgem os loteamentos voltados para a classe C, com terrenos a preço inicial de R$ 50 mil.

O engenheiro e diretor da Construtora Geromel, José Luiz Geromel, ressalta que a procura e como conseqüência a alta valorização dos condomínios fechados de classe A, fez com que os incorporadores procurassem fórmulas de estender este beneficio às classes B e C onde os gastos com segurança, infra-estrutura tais como: vigias, centrais de alarme, monitoramento por C.F.T.V., cerca elétrica e outras benfeitorias, quando diluídos, “permitiram que os condomínios residenciais horizontais fossem hoje oferecidos para o segmento popular, que conseguiu ampliar seu horizonte de compras de acordo com os prazos de créditos de financiamento e com isso - a segurança – o espaço e o conforto tornam os sonhos, uma realidade para todos”.

Na região de Rio Claro o número de condomínios vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. Sejam condomínios fechados horizontais de alto padrão, ou condomínios de pequenos prédios. Cassília Brumati, gerente comercial da construtora Brumati, comenta que a procura por condomínios fechados tem aumentado consideravelmente nesses últimos anos. “Hoje existem na cidade de Rio Claro condomínios fechados para todos os bolsos e gostos, mas vemos uma procura maior por condomínios fechados de casas”, ressalta.

Segundo ela, este aumento deve-se a preocupação da população por segurança e também por praticidade, conforto, privacidade, além de áreas de lazer para as crianças, vantagens importantes perante as casas isoladas. “O sucesso destes empreendimentos deve-se a dois fatores principalmente: um bom projeto, numa boa localização”.

De acordo com Cassília os condomínios são uma tendência imobiliária para os próximos anos, pois os Condomínios Clubes – que oferecem áreas de lazer extensas - proporcionam a comodidade e o conforto de uma casa, com um quintal generoso, e a segurança de um condomínio fechado, além de uma excelente área de lazer.

VIVENDO EM CONDOMÍNIO

Para Inês Maria Cereda, que sempre morou em condomínios e é síndica de prédio há quatro anos, morar em condomínio tem muito mais vantagens do que uma residência. “O principal é a segurança do prédio, não que em condomínios não aconteçam assaltos, mas são em número bem menor que em residências isoladas”, conta. O conforto e a praticidade também estão entre os pontos positivos. “Pra mim que moro sozinha é fácil, não tenho quintal para limpar, eu fecho a porta e estou tranquila”.
Cláudia Seneme do Canto mudou-se para um condomínio de casas há dois anos, mas já morava em prédio há dez. Segundo ela, em condomínio horizontal a privacidade é um pouco maior do que em apartamentos. “Em apartamento você não tem como evitar de encontrar as pessoas no elevador, na garagem e de certa forma a privacidade é menor; agora em condomínio de casas, se o seu quintal não der para a janela do vizinho, daí é sossegado”. Dentre os pontos positivos e negativos da moradia ela pontua: “os positivos são que há mais segurança e por isso menos dor de cabeça, especialmente em momentos de entrada e saída do condomínio, por exemplo, se você chega tarde da noite e a rua está deserta, é confortante saber que não vai precisar olhar para todos os lados para abrir o portão com medo de que possa acontecer um assalto ou alguém entrar junto. Os negativos é que dependendo do condomínio você pode ter menos privacidade e também, com todos esses aparatos de segurança, você pode perder mais tempo para sair de casa”.


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Condomínios
Crédito: amosis55

ASSOCIATIVISMO

Cooperação entre lojistas traz benefícios para clientes, empreendedores e fomenta o mercado.


Uma tendência em qualquer segmento de mercado, o associativismo chegou também à construção civil. Empreendedores perceberam que através da cooperação é possível permanecer e crescer no mercado. Redes e associações são cada vez mais comuns na região, nomes como Rede Construa, Construvip, Copervip, Construir e Toda Obra, acabaram por conquistar a clientela e consolidar a marca no comércio.

A iniciativa, que normalmente vem de comerciantes de pequeno e médio porte, parte da premissa que “a união faz a força”. Uma dessas associações, a Rede Construa, foi fundada em Rio Claro, por ação de sete empresários, há sete anos. Fernando Lucas Camargo Corocher, gestor de negócios da rede, explica que ao fundar a associação o intuito dos empresários era o fortalecimento do comércio, buscando competir com grandes lojas.

“Os lojistas já tinham os planos e, através do projeto Empreender, do Sebrae em parceria com a Associação Comercial, tudo foi organizado de forma que a associação fosse montada, traçando objetivos e fazendo um planejamento organizado, formalmente”, explica Fernando.

No início, a meta era realizar compras em conjunto para que os preços fossem melhores, mas com o tempo os objetivos foram mudando. “Inicialmente a visão era estritamente comercial; hoje outras coisas são tão importantes quanto o bom preço”. O desenvolvimento humano dos funcionários, qualificação do próprio empresário e a força de venda entraram na lista de objetivos da associação.

Hoje a rede Construa está presente em 16 cidades da região: Rio Claro, Santa Gertrudes, Itirapina, Ipeúna, Analândia, Charqueada, Pirassununga, Aguaí, Araraquara, São João da Boa Vista, Vargem Grande do Sul, São Sebastião da Grama, Caconde e Tambaú.
O plano é chegar a 20 lojas até o final de 2010. “Estamos procurando trabalhar com São Carlos, Porto Ferreira, Leme e Araras”.

CRISE?
Fernando destaca que a palavra “crise” passou longe do mercado da construção. Mesmo com a turbulência em diversos setores não houve uma queda brusca no faturamento e o segmento da construção já entra em fase de recuperação e aumento considerável nas vendas. “Sentimos muito pouco da crise, podemos até falar que nem entramos em crise; foi mais o susto pelos outros”.

Para o gestor da rede, isso pode ser explicado pelas linhas de crédito e incentivo do governo, através da Caixa Econômica Federal. O Construcard, da Caixa, é um dos mais procurados nos estabelecimentos, por oferecer limite de crédito maior, com taxas mais baixas. “O Construcard era uma burocracia muito grande, mas parece que houve uma mudança na concessão de crédito que agilizou o processo”.

As cooperativas também criaram formas de crédito próprias para oferecer alternativas aos clientes. No caso da Construa, a associação criou o Cartão Construa, que é uma forma menos burocrática para concessão de créditos. “Esperamos crescimento este ano, as vendas estão boas; a expectativa para esse segundo semestre é ainda maior, todo mundo quer ajeitar a casa para o final do ano”, finaliza.


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Fernando Lucas Camargo Corocher, gestor de negócios da rede Construa

Construa
Associações de lojas movimentam o mercado e ampliam atuação

A necessidade de PLANEJAR espaços

Com a atribulada vida moderna, em que a maior parte do tempo passamos no trânsito ou no trabalho, é no pouco tempo que ficamos em casa que procuramos o descanso para recuperar as energias. Com uma importância tão grande, o ambiente da casa deve proporcionar um espaço de bem estar e leveza. Para atingir esses objetivos, a procura por profissionais especializados na adequação de ambientes tem sido cada vez mais crescente.

Arquitetos são responsáveis pelo acompanhamento na parte da construção e idealização do projeto da edificação, pensando no projeto, supervisão e execução de obras de arquitetura. Embora esta seja sua principal atividade, o campo de atuação de um arquiteto envolve todas as áreas correlatas ao controle e desenho do espaço habitado, como o urbanismo, o paisagismo, e diversas formas de design.

Outro profissional que vem ganhando destaque no mercado é o designer de interiores. O designer de interiores tem como função projetar os espaços internos de ambientes residenciais, comerciais, corporativos, além de projetos de paisagismo. A grande diferença entre o arquiteto e o designer está no fato de o profissional de Interiores não atuar na etapa da construção, ou seja, da idealização do projeto da edificação, que é competência do arquiteto. O Designer de Interiores pode atuar junto a outros profissionais da área de construção civil, desenvolvendo a partir de sua formação e habilidades, projetos de Interiores.

ASCENSÃO
Segundo Renata La Rocca, arquiteta e urbanista, coordenadora e professora do curso de Design de Interiores da FAAL - Faculdade de Administração e Artes de Limeira - o designer é uma área em ascensão. “Acredito que está havendo uma mudança na mentalidade das pessoas, com relação à importância de se contratar um profissional com competência para modificar e melhorar os espaços”, assegura.

O foco central da atuação de um Designer de Interiores é o aspecto humano desses ambientes: planejamento do espaço, padrões de circulação, assim como as cores, a iluminação, as superfícies e mobiliário que tornam o ambiente confortável para viver, trabalhar e se divertir. “Outra questão que aponta um crescimento da procura pelo profissional de Design de Interiores é o aumento dos investimentos governamentais na área de Habitação e consequente aquecimento do mercado de construção civil”, comenta Renata.

Ainda recente na região, o curso de Design de Interiores da FAAL é um curso superior, uma graduação tecnológica, com duração de apenas dois anos. Durante todos os semestres do curso, os alunos aprendem a utilizar softwares de última geração para representação de suas ideias e elaboração de projetos profissionais. Frequentam disciplinas de representação gráfica, luminotécnica, materiais de acabamento, cores e tendências, que o tornam apto a realizar projetos de interiores residenciais, comerciais, corporativos e institucionais.

Renata destaca que o aluno do curso está capacitado para projetar espaços internos (públicos e privados) de forma criativa e inovadora, compreendendo as necessidades dos clientes e considerando contexto, cultura e a dinâmica da realidade local onde atuar. “Além disso, ele está preparado para compreender a linguagem arquitetônica e do design, bem como os procedimentos de execução de projetos residenciais, comerciais, institucionais e de paisagismo, considerando questões de qualidade, segurança, e economia, contribuindo para a construção de uma sociedade sustentável”, finaliza.


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Design
Crédito: Oscar Mikail


A LÂMPADA
ideal para cada ambiente

Saber escolher bem a lâmpada a ser usada em cada ambiente pode trazer diversos benefícios, desde economia nas contas de luz até mesmo bem estar e decoração a cada ambiente da casa. Luis Fernando Silva, gerente regional da Taschibra no Brasil – empresa chinesa de lâmpadas fluorescentes e luminárias – esteve em Rio Claro e conversou com o JORNAL REGIONAL.

Segundo ele, saber o lugar certo para usar cada tipo de lâmpada pode significar economia nas contas de energia. Lâmpadas que utilizam reatores são as que mais garantem economia, como as fluorescentes de qualquer tamanho. “As lâmpadas com led também são econômicas, mas são uma tecnologia mais moderna que está começando agora”, destaca.

A lâmpada compacta eletrônica - mais conhecida como fluorescente pequena - por exemplo, pode ser usada em quase todos os ambientes da casa, com algumas ressalvas: em ambientes em que se acende e apaga a luz muitas vezes é desaconselhado o uso de fluorescentes, pois isso diminui o tempo de vida da lâmpada. “Principalmente no banheiro em que as pessoas entram e saem, é indicado o uso da incandescente”, orienta Luis.

Muitos comentam que deixar a luz fluorescente acesa o dia todo economiza mais do que acender e apagar várias vezes. Luis explica que se for ficar mais de 15 minutos fora do local compensa apagá-la, se for menos disso é melhor deixá-la acesa. “Isso porque as fluorescentes queimam com facilidade, podem até queimar em dois dias, se você acender e apagar várias vezes”. As fluorescentes são indicadas para escritórios, salas, corredores e cozinha.

Para a economia, fica o alerta: o grande vilão ainda é o chuveiro, a lâmpada pode até economizar, mas isso não adianta se o chuveiro for dispendioso. O mesmo para outros eletrodomésticos como ferro elétrico, geladeira e lavadora.

A respeito das lâmpadas incandescentes, o diretor alerta que há um cuidado a ser tomado, principalmente em ambientes em quentes. “A lâmpada incandescente solta 80 por cento de calor e 20 por cento de luz; é ineficiente, porque gera mais calor; ai a pessoa liga o ventilador, o ar condicionado, o gasto é bem maior”.

DECORAÇÃO
A cor e a posição da lâmpada também podem influenciar tanto na decoração, quanto na qualidade da iluminação e no bem estar. A escolha da luminária deve ser criteriosa, ela é uma peça essencial, dependendo dela há mais ou menos luz, pois ela é responsável por refletir a luz.

“São detalhes que não prestamos a atenção; cada ambiente pede uma lâmpada específica, para cada lugar há uma aplicação diferente”, alerta Luis. Para salas de aula ou escritórios o mais indicado são as luzes brancas, pois tons amarelados dão um tom de leveza e propiciam o sono. Já para o quarto, o melhor é o tom amarelado, que acalma e favorece o descanso.

Para restaurantes, a luz branca não é indicada, por criar um ambiente de desconforto. A luz de tom amarelo cria um ambiente mais relaxado, mais tranquilo. “Existem lâmpadas fluorescentes com tom amarelados, caso a preocupação do comerciante seja o custo”.

Outro cuidado a ser tomado e muito desconhecido entre as mulheres é a necessidade de uma lâmpada específica para a maquiagem. “Não é toda lâmpada que pode ser usada, pois a fluorescente não reproduz a cor com eficiência; é necessária uma lâmpada específica para reprodução de cor”, finaliza Luis.


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LAMPADA
Crédito: Gettyimages.com

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Luis Fernando Silva, gerente regional da Taschibra no Brasil, dá dicas para o uso de lâmpadas



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