segunda-feira, 21 de julho de 2008

Além do time...

A estrutura de um grande clube vai além de jogadores, técnico e um preparador físico. São inúmeras pessoas trabalhando para que o rendimento dos jogadores seja positivo, é feito um planejamento completo que depende de um patrocínio forte para se manter. São profissionais que trabalham 24 horas por dia para manter o time funcionando, entre técnico, preparador físico (dois ou três), treinador de goleiro, fisiologista, médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, roupeiro e supervisor.
TÉCNICO
Erroneamente, o fracasso de um time é sempre destinado ao técnico, quando é uma equipe completa que trabalha para o time. Até hoje, no campeonato brasileiro, com apenas 20 rodadas, já foram trocados 12 técnicos, o que, de acordo com as presidências dos clubes é mais fácil do que trocar jogadores ou toda uma equipe. No Brasil se o time perde três ou quatro vezes já se troca o técnico. Na Europa eles ficam por 10 anos em um mesmo time. Para o preparador físico Ariovaldo Tebaldi Junior, existe todo um planejamento para que um clube se estruture; alguns deles demoram um tempo para surtir efeito e é errado atribuir toda a responsabilidade ao técnico.
PREPARAÇÃO FÍSICA
De acordo com o preparador e professor de educação física, Ariovaldo Tebaldi Junior, a preparação física nos times de futebol mudou muito de uns tempos para cá. Ele, que atuou como preparador físico nas equipes do Ituano, União Barbarense, Rio Claro, Velo, Taquaritinga, Sertãozinho e Paraná (clubes da primeira divisão), afirma que o futebol hoje é um esporte de maior velocidade. A tecnologia trouxe para o esporte materiais esportivos mais evoluídos como bolas sintéticas, tênis adequados e aparelhos de musculação com maior movimentação. As bolas sintéticas, mais leves, transformaram os jogos de futebol mais rápidos; uma bola chutada de fora da área chega a 110 quilômetros por hora, exigindo cada vez mais dos jogadores. “Hoje os jogadores passam por um treinamento individualizado. São avaliadas as necessidades de cada um como pouca velocidade, peso, resistência orgânica, e é feito um trabalho específico para cada um”, conta Tebaldi. Ele afirma que a preparação física nos jogos atuais abrange 70% do esporte. Cabe ao técnico apenas o esquema tático. O tratamento individualizado para cada atleta permite que os resultados na partida sejam mais satisfatórios, por isso, cada um tem um tempo de treino, uma alimentação diferente e atividades físicas diferenciadas. Se antes entre o primeiro e o segundo tempo, os jogadores bebiam água e chupavam duas ou três laranjas, para repor vitaminas, “em grandes clubes é feita uma análise do suor do jogador para verificar quais substâncias perdeu, se sais minerais, potássio, etc. E é feito um isotônico especial para cada um. Também utilizam muitos suplementos vitamínicos com aminoácidos e proteínas, que ajudam a ter um melhor rendimento físico”. A intenção dessa preocupação toda é possibilitar que os jogadores voltem para o segundo tempo com a mesma qualidade orgânica que no primeiro, que corram os 90 minutos sem se desgastar e impedir que o jogador sofra alguma distensão muscular. “Uma distensão tira o jogador de atuação por 40 dias, o que é prejuízo para o clube que chega a pagar 100 mil por jogador”. Essa maior velocidade, obtida através de uma boa preparação física, pode ser percebida entre jogos do anos 80 e os jogos atuais. Em 80, quando um atacante estava com a bola demorava a aparecer um marcador. Hoje, quando o jogador pega a bola no pé já tem um marcador esperando. Mas, fica a dúvida: por que apesar do maior desempenho físico, os jogares parecem “mortos” em campo? Tebaldi explica: “Hoje o futebol virou um comércio. Muitos jogadores se poupam para não machucar, quando há a proposta de outros clubes. Antigamente os jogadores ficavam nove anos em um mesmo time, hoje não passam de um ano. Antes não ganhavam tanto, jogavam por amor à camisa, hoje os empresários e o mercado do futebol tomam conta de tudo”.
NUTRICIONISTA EXPLICA ALIMENTAÇÃO
Para acompanhar o ritmo acelerado dos jogadores, a alimentação é reforçada e o condicionamento físico perfeito. Por isso, a alimentação tem que ser adequada ao esporte que o atleta pratica. Sarah Sachs Milano, de Santa Gertrudes, nutricionista da escolinha de futebol do Corinthians, em Piracicaba, conta que é feito um cardápio exclusivo para cada um. “De acordo com a avaliação física que fazemos, é feita uma orientação nutricional. A intenção é maximizar o desempenho de cada um na atividade física. Não é feita uma dieta restritiva porque trabalhamos com crianças; estão em fase de crescimento e cortar algo pode atrapalhar essa fase”. Os atendimentos são feitos também com os pais para que tenham ciência da reeducação alimentar específica que os filhos terão. “Com famílias mais carentes damos a opção para substituir alguns alimentos”, conta Sarah.
PSICOLÓGICO Muito se discute hoje sobre o psicológico dos jogadores no Brasil. Escândalos na mídia, mostrando grandes craques da bola envolvidos com drogas, prostituição, álcool e brigas, mostram a despreparação de muitos para enfrentar essa fama repentina. A maioria deles não tem formação profissional e não sabe administrar os salários astronômicos que chegam a ganhar. Prova disto são jogadores que chegaram ao fim da vida sem dinheiro algum. “No futebol a carreira dura 10 ou 12 anos e os atletas têm que segurar tudo que ganharam nestes anos para se manter depois. E é difícil administrar tudo isso”, diz Ariovaldo Tebaldi Junior.
Z FOTOS
FUTEBOL (19)Ariovaldo Tebaldi Junior trabalha como preparador físico no futebol há mais de 20 anos

PAIXÃO pela bola

O futebol não é somente paixão nacional. É um dos esportes mais populares do mundo e praticado em centenas de países. Não há muita certeza no que diz respeito a suas origens, mas há indícios de jogos com bola em várias culturas antigas, como na China, no Japão, na Grécia e em Roma. Mas é inegável afirmar que no Brasil o fanatismo por esse esporte é evidente, prova disto são os vários craques exportados para o mundo. Os meninos já nascem com a bola no pé. São dezenas deles que se dividem em horas de jogo, seja na frente do computador, no campinho da esquina ou nas aulas de educação física. A questão fica: por que há tantos brasileiros jogando futebol? O diferencial é que em outros países são incentivadas todas as modalidades de esporte. Enquanto no Brasil a Copa do Mundo vira feriado, jogos de basquete e vôlei passam despercebidos. Nos EUA, por exemplo, as crianças de primeira a quarta série passam por uma avaliação nas aulas de educação física; o professor indica o esporte mais adequado para cada uma, de acordo com seu porte físico e interesse, dando abertura para todas as modalidades de esporte. Isto faz com que as crianças tenham um melhor aproveitamento no esporte e conheçam diversas modalidades. No Brasil todos jogam futebol, inclusive meninos com porte para o basquete optam pelo futebol, e o motivo é óbvio, o futebol está na mídia, está na rua, na escola e o retorno financeiro é certo. São milhões de jovens que jogam, freqüentam escolas e times de base, procurando no jogo uma forma de se estabelecer na vida, mas destes milhões, apenas um ou dois se firmam.
O BRASIL PERDE CRAQUES
Percebendo o grande número de craques que existem no Brasil, grandes clubes investem alto nas categorias de base. O Vasco da Gama, no Rio, investe anualmente R$ 2,5 milhões nas suas categorias menores, em que treinam 170 meninos. Na capital paulista, o Palmeiras gasta R$ 100 mil mensais para manter 130 garotos nas equipes pré-infantil, infantil, juvenil e júnior. Além de ensinar futebol, paga escola, dentista, alimentação e transporte dos atletas. O São Paulo Futebol Clube pretende alugar um campo só para fazer as avaliações dos candidatos aos seus times amadores. Tantos investimentos levam aos clubes grandes nomes do futebol. Mas, esse investimento ainda não é suficiente. Clubes do exterior oferecem mais condições financeiras, levando cada vez mais cedo meninos brasileiros para o futebol europeu ou asiático. Como conta o rio-clarense Ariovaldo Tebaldi Junior, preparador físico há vinte anos, os empresários europeus vêm para o Brasil e ao ver um menino no sub-17 bom de bola, o levam para clubes na Turquia, Coréia, Vietnã. São clubes pequenos e de pouca visibilidade, mas que proporcionam um bom rendimento financeiro. “São jogadores que se tivessem ficado no Brasil mais um ou dois anos, talvez estivessem na seleção brasileira. Mas, indo para outro país não conseguem firmar, seja por causa da estrutura social, cultural ou climática. O que ele rendeu aqui não rende lá. E, também, no Brasil está em ascensão quem está na vitrine, mudar para um país distante o leva para longe da mídia”, conta o preparador físico. EDUCAÇÃO, ANTES DO FUTEBOL
Em Rio Claro, o time do Juventude treina 140 meninos, entre seis e dezessete anos. Lá o objetivo principal não é formar jogadores de futebol, mas sim cidadãos, como conta o professor José Cássio Teixeira (Cassinho): “O objetivo do nosso trabalho aqui é proporcionar lazer e esporte, unificando a parte educativa. Fazendo com que todas as crianças possam ter o seu direito de lazer, o objetivo do clube é mais educacional do que esportivo, pois todas as crianças têm necessidade de estar na escola para no futuro ser um cidadão”. Por isso, participar dos treinos no Juventude, só depois de trazer uma ficha assinada pelos pais e pela escola. Atletas que não freqüentam a escola não podem participar de aulas ou de treino, o acompanhamento escolar é feito de perto. “Se um aluno está dando problema na sala de aula, a escola entra em contato e nós fazemos uma reunião com pais, professores do clube e da escola. Se o aluno não andar na linha tanto no time, quanto na escola ele não pode mais fazer parte do time”, conta Cassinho. O trabalho de formação dos atletas deu certo. Exemplo vivo foi Elvis Alves Pereira, que freqüentou o Juventude e hoje atua em Portugal, tendo passado por times como a Portuguesa, Goiás e Esporte. O pai, Élcio Alves Pereira, também presidente do Juventude, conta orgulhoso: “Ele não é só jogador, ainda por cima é ortopedista”. Cassinho conta que o primordial é fazer com que os atletas estudem, pois são muitos os garotos que tentam pelo país, mas não são todos que conseguirão, tendo que optar por outra profissão: “Mas nunca se sabe, o melhor do mundo pode estar entre esses 140 meninos”.
Z FOTOS
FUTEBOL (14)Gabriel Henrique da Costa Conceição, de 11 anos, segue os passos do bisavô – fundador do time São Paulino em Rio Claro. Admira o goleiro Felipe, do Corinthians, e sonha ser um goleiro profissional, “não importa o time, se Palmeiras, São Paulo, só quero jogar profissional”, para isso Gabriel treina duas vezes por semana em dois períodos.
FUTEBOL (16)Liniker Ferguson Nogueira, de 10 anos, atua no meio campo, pretende seguir os passos do pai que joga no Juventude. Liniker já jogou no São Caetano e está há um ano no Juventude.
FUTEBOL (5)Élcio Alves Pereira, presidente do Juventude, e José Cássio Teixeira, técnico e preparador físico, “Para os adultos o mais importante é o troféu da universidade”
FUTEBOL (18)Crianças do Juventude, estudando e treinando para serem profissionais

Campanha recolhe óleo e educa crianças

A empresa Planeta Azul Coletora de Resíduos implantou em Rio Claro, há dois meses, o programa de reciclagem, conscientização e educação ambiental do óleo de fritura usado. A campanha, que já atua em dez escolas municipais da cidade, tem obtido ótimos resultados e pretende atingir 100% das escolas até o final do ano.
De acordo com a gestora ambiental responsável pela empresa, Sara Damasceno Pessoa, a intenção da campanha é educar as crianças para o destino correto do óleo e incentivá-las a cuidar do meio ambiente começando pela própria casa: “faço palestras em escolas, falo com crianças de todas as idades e estou muito feliz porque encontrei nas crianças os meus aliados a favor da proteção ambiental”, conta.
O óleo recolhido nas escolas e nos pontos de coleta (Ecoponto) é transportado para diversas empresas que transformam o resíduo em matéria prima para a produção de ração animal, produtos de limpeza, tinta e biodiesel.
Associações de bairro, escolas, instituições, moradores e empresas interessadas em aderir à campanha devem entrar em contato pelos telefones: (19) 3527-2766 ou (19) 9797-7594. “Atendemos toda a região de Rio Claro e cidades vizinhas. É só ligar que vamos até a casa da pessoa recolher o óleo. Também trabalhamos com incentivo social, pagamos um valor por cada litro de óleo recolhido”, lembra Sara.
Por que reciclar óleo?
Os óleos vegetais, embora muito desconheçam, são outros grandes causadores de danos ao meio ambiente quando descartados de maneira incorreta.
Ao ser jogado no ralo da pia ou no lixo polui córregos, lagos, rios e solo. Pode também danificar o encanamento da casa, através de uma crosta que se forma nas paredes da tubulação vindo a reter o material sólido causando entupimentos, fazendo encarecer também o tratamento da água em até 45%, além de agravar o efeito estufa, já que o contato da água poluída pelo óleo ao desembocar no mar gera uma reação química que libera gás metano, um componente muito mais agressivo que o gás carbônico.
Um litro de óleo pode chegar a poluir um milhão de litros de água, quantidade aproximada que uma pessoa consome em 14 anos de vida. O que também interfere na passagem de luz e oxigenação da água dos rios e mares, retardando o crescimento dos vegetais aquáticos causando um desequilíbrio ambiental no sistema, que resulta na mortandade de peixes e outros seres que ali vivem.
Z FOTOSÓleoSara Damasceno Pessoa, gestora ambiental da empresa Planeta Azul

Caminhão da Sorte

Desde 1980, o Caminhão da Sorte percorre as estradas do país levando sonhos e demonstrando a transparência e a lisura das Loterias CAIXA. Atualmente, esse sistema móvel de sorteios conta com duas unidades. Uma permanece na cidade-sede dos sorteios e a outra viaja até o município onde serão realizados os próximos.
Em Rio Claro o Caminhão já executou sorteios em 85, 2002 e 2007, repetindo o sucesso este ano, durante a Facirc. De acordo com José Luiz Pavanelli, gerente regional de negócios da Caixa Federal, para uma cidade receber a visita do Caminhão deve se inscrever, o pedido é analisado, avaliando a importância do evento, como a cidade está situada, a representatividade da Caixa na cidade e a participação do público.
“No ano anterior tivemos um retorno muito grande e positivo na Facirc, por isso o Caminhão retornou”, comenta Pavanelli. Dentro do próprio Caminhão há uma unidade lotérica instalada especialmente para que apostas sejam realizadas até uma hora antes do sorteio.
Para quem tem esperanças de ganhar uma ‘bolada’, Pavanelli lembra: “uma vez durante um sorteio em Charqueada, um homem que estava ali embaixo assistindo acertou a quina da Mega Sena”.
SORTEIOS NA FACIRC
19.07 - Federal - 19 hs - Quina, Mega-Sena e Lotomania - 20 hs20.07 - Timemania - 15h30
Z FACIRC FOTOS
caminhaoNatália Pensado e Mariana Palazzo, são duas das cinco meninas selecionadas para sortear os números: “Ter o caminhão na cidade e na sua frente mostra que não tem nada combinado, é uma coisa séria”.
Caminhao2José Luiz Pavanelli, gerente regional de negócios da Caixa

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sesi tem projeto com idosos

O Sesi de Rio Claro oferece, durante todo o ano, atividades físicas para idosos. Ao todo são quatro modalidades: musculação, ginástica, vôlei e hidroginástica, visando o bem estar e qualidade de vida dos idosos. As inscrições ficam abertas até o final do ano, sendo que as mensalidades são gratuitas.
Hoje,o maior contribuinte para óbito de idosos são as quedas domésticas, provocadas pela falta de mobilidade. O orientador de lazer e esportes do Sesi, Júlio César da Silva, explica que a prática de exercícios fortalece os músculos e a estrutura óssea, permitindo uma maior mobilidade e agilidade. “Os idosos têm grande dificuldade com escadas e tapetes por falta de resistência muscular e perda da estrutura óssea. Isso é ocasionado pelo sedentarismo, quando os idosos começam a sentir cansaço para a locomoção ou para fazer coisas simples que antes fazia normalmente”, conta o orientador.
A prática de exercícios permite que a massa óssea perdida seja refeita, contribuindo para que os idosos tenham liberdade e autonomia para atravessar ruas, subir escadas e efetuar tarefas simples do dia-a-dia, sem cansaço e sem acidentes.
Os horários de funcionamento das atividades na quarta e sexta-feira: das 7 às 8 horas - ginástica; das 8 às 9 horas – vôlei; terça e quinta-feira das 16 às 17 horas, musculação. A hidroginástica retorna no verão. Mais informações no Sesi Rio Claro: (19) 3527-2446 / 3527-3533
Z FOTOS SESI
Sesi_idosos
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Sesi6Júlio César da Silva, orientador de lazer e esportes do Sesi Rio Claro

SUPER FÉRIAS

Promovido pelo Sesi Rio Claro, o projeto Super Férias é uma ótima opção para os pais que trabalham e não têm com quem deixar os filhos no período de recesso escolar. O diferencial do projeto do Sesi fica por conta da segurança e do compromisso com a educação.
As atividades são desenvolvidas duas vezes ao ano, nas férias de janeiro e de julho. As inscrições são gratuitas e abertas para toda a comunidade e podem ser feitas na secretaria do clube. As atividades são divididas em quatro temporadas (uma por semana).
Para o orientador de lazer e esportes do Sesi, Júlio César da Silva, é muito importante para as crianças sair do videogame, da televisão e do computador, e ter contato com outras crianças. As atividades são desenvolvidas entre jogos, gincanas esportivas, atividades culturais (teatro e cinema), atividade manual (confecção do próprio brinquedo), jogos de cooperação e lanche da tarde.
As atividades acontecem de segunda a sexta, das 13 às 17 horas; e aos sábados, das 9 às 12 horas. Os trabalhos aos sábados contam com a presença dos pais. “É muito importante a presença dos pais brincando junto às crianças, são brincadeiras que permitem que a família se divirta junto”, acrescenta.
Atualmente, participam cerca de 150 crianças, de 4 a 14 anos. Julio César comenta, ainda, que as brincadeiras têm um fundo educacional; todas conscientizam as crianças para problemas sociais e ambientais, uma forma de conciliar diversão e educação.
Mais informações sobre o projeto e inscrições podem ser obtidos na secretaria do SESI Rio Claro, telefone: (19) 3527-2446 / 3527-3533.
Z FOTOS SESI
Sesi4“É a primeira vez que venho, um colega que me convidou. Fiz muitas amizades, tem um monte de brincadeiras fora e dentro do ginásio.” (Leonardo Augusto Costa da Silva, 11 anos)
Sesi3“É melhor vir para cá do que ficar em casa sem fazer nada. Eu venho faz cinco anos.” (Guilherme Barbosa Mol, 11 anos)
Sesi2“Estudo no Djiliah, mas fiz muitos amigos aqui, faz tempo que venho.” (Ramiro Guilhermo Rivero C. Filho, 9 anos)
Sesi1“É muito legal, a gente se sente em casa, fazemos muitas brincadeiras. Comecei a vir ano passado e não faltei mais.” (Thainá Palma Ramos, 9 anos)
Z FOTOS SESI – PODE SOBRAR
Sesi7Atividades culturais e esportivas
Sesi5Depois da brincadeira, um gostoso lanche

Os Bandeirantes na Felício Castellano

O Movimento Bandeirante foi fundado em 1909, na Inglaterra, por Robert Baden-Powell. Em Rio Claro, o “Núcleo Bandeirante Cidade Azul” existe há 10 anos, contando com cerca de 100 integrantes. Na Rua Felício Castellano a sede está instalada há um ano e meio. Antes funcionava na Avenida 54-A e na praça do Jardim Ipê.
Para quem não sabe, o Movimento Bandeirante foi criado pelo mesmo fundador do Movimento Escoteiro, com o intuito de ser uma ramificação feminina para os escoteiros, que só aceitavam rapazes. No mundo todo o Movimento Bandeirante é conhecido como “Association of Girl Guides” (Associação de Garotas Guia). Somente no Brasil o movimento aceita rapazes também.
Como conta Felipe Fernando Talarico, coordenador do núcleo B1, os Bandeirantes tem um diferencial dos escoteiros, são voltados mais para a parte social e trabalhos assistenciais. Em Rio Claro, o núcleo contribui para diversas campanhas como a arrecadação de agasalhos, alimentos e remédios. “Nossa próxima ação é em parceria com o GAAC, chamado Guias da Alegria, começou há três meses. Todos receberam treinamento pelo GAAC, a intenção é visitar as crianças e alegrá-las”, conta Felipe.
No início do ano os Bandeirantes promoveram um pedágio informativo na Rua Felício Castellano, distribuindo panfletos informativos sobre a dengue, AIDS e o consumo de água. Este ano, também, reformaram e pintaram a sede e, no momento, aguardam o processo de utilidade pública.
O Movimento Bandeirante está aberto para a participação de meninos e meninas, crianças, adolescentes e jovens, a partir dos quatro anos de idade, sem mensalidade ou qualquer custo. A vida bandeirante acontece entre grupos e equipes. Os grupos bandeirantes se estabelecem em Ramos, ou seja, a partir da divisão por faixa etária:Grupo de Bandeirante 1 (B1): 09 a 12 anosGrupo de Bandeirante 2 (B2): 12 a 15 anosClã de Guia: 15 a 18 anos (ou até 21 anos, no caso dos Guias Auxiliares).
Para quem tiver interesse em aderir ao movimento ou conhecer mais sobre a atuação, as reuniões acontecem aos sábados das 14 às 17 horas, na praça do Jardim Ipê. O interessado também pode solicitar informações no 3527-2389.
Z FOTOS FELICIO CASTELLANO
Bandeirantes1Pedágio informativo na Felício Castellano
Bandeirantes2Sede do “Núcleo Bandeirante Cidade Azul” na Felício Castellano
Bandeirantes3Felipe Fernando Talarico, coordenador do núcleo B1

Formando novos cidadãos

O Centro de Habilitação Infantil Princesa Victória existe a partir de 1982 e atua na Rua Felício Castellano desde 1991. Com objetivo de tratar deficiências físicas e sensoriais, melhorar a qualidade de vida e inserir os deficientes na sociedade, o “Princesa Victória” atende toda a região e microrregião de Rio Claro, servindo como centro de referência para o tratamento de deficiências.
Hoje, são 850 crianças atendidas recebendo tratamento especializado. Quando um paciente chega ao local passa por triagem sendo enviado aos especialistas de cada área quando então começa o tratamento. Maria Celeste Messetti, coordenadora do Centro e oftalmologista, lembra que a grande meta da instituição é tornar os deficientes cidadãos. “Para isso fazemos todo um atendimento com escolas, empresas e família. Os deficientes devem freqüentar escolas normais, nada de segregá-los em escolas especiais”.
A fisioterapeuta Ana Paula Motta Cristofoletti lembra que o valor do trabalho ali desenvolvido está no resultado obtido pelas crianças quando atingem a maturidade. “Muitas que foram tratadas aqui, hoje freqüentam faculdade, ou já se formaram, trabalham em empresas. Se contássemos as histórias lindas que vemos acontecer aqui dentro daria um livro, ou melhor, uma enciclopédia”, acrescenta.
O trabalho completo para habilitação de portadores de necessidades especiais vem desde o corpo de profissionais que atua, mais de 12 especialidades, entre fisioterapia, pedagogia, psicologia, fonoaudiologia, assistência social e terapia ocupaciona;, e serviços de neuropediatria, ortopedia, fisiatria, urologia, oftalmologia e odontologia.
A família do deficiente também não é deixada de lado. É oferecido todo o suporte psicológico à família. E a Associação de Pais e Amigos do Centro de Habilitação Infantil (Apachi) desempenha papel importante nessa luta se reunindo mensalmente, apresentando sugestões e balanço das atividades realizadas.
Para a coordenadora Maria Celeste, o “Princesa Victória” tem grande importância para a formação de uma sociedade sem preconceitos, apta a aceitar os deficientes e as diferenças. “O Centro proporciona oportunidades para as crianças, que se não contassem com um local como este, talvez não tivessem esse resultado tão positivo, como freqüentar escolas, faculdades e até mesmo cursos no Senai e no Sesi”.
PROJETO BEBÊS EM RISCOO projeto desenvolvido pelo CHI tem como objetivo a prevenção de alterações no desenvolvimento sensório-motor em bebês de risco. Uma equipe constituída por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, pedagoga especializada em deficiência sensorial e psicóloga acompanha e avalia longitudinalmente o desenvolvimento dos bebês de risco até um ano de idade, orientando a família quanto aos cuidados, desenvolvimento e saúde do bebê.
Bebês de risco são aqueles em que as mães passaram por intercorrências durante a gestação (infecções, hipertensão), ou sofreram intercorrência no parto e periparto (sofrimento fetal agudo, toxemia gravídica, trabalho de parto rápido ou prolongado).
Z FOTOS
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A fisioterapeuta, Ana Paula Motta Cristofoletti e a oftalmologista/coordenadora do CHI, Maria Celeste Messetti.
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Centro de Habilitação Infantil Princesa Victoria, localiza na rua Felício Castellano desde 1991.
Victoria_3Estrutura que atende toda a região e é centro de referência no estado
Victoria_4Uma extensão gama de profissionais em especialidades

Como rola na região

ITIRAPINA“Falta lugar para tocar”
A cena rock ‘n roll na cidade tem crescido bastante, apesar de ainda sofrer um pouco com a falta de espaços para rolar som, como conta a baterista itirapinense Mariana Segreto José, da banda feminina Vernate. “A cena do rock em Itirapina não é muito valorizada, apesar de existirem muitas bandas de rock aqui (e muito boas por sinal). Tem poucos shows e normalmente quando tem são as bandas que correm atrás, mas há também o problema da falta de lugar pra fazer shows, pois não tem bares de rock ou coisas do tipo e fica só uma opção, que é a praça central. Aí temos que sair da cidade pra tocar e acabamos indo pra cidades próximas”.Fato que acontece freqüentemente com a banda Vernate, que só tocou em Itirapina apenas uma vez, apesar de ensaiarem toda semana no município, os shows acontecem com mais freqüência em Rio Claro e São Carlos.Bandas representativas: Esquadrão Abutre, Vernate, Comemorações:No dia 13 (domingo) rola encontro de motos na praça central.
SANTA GERTRUDES“Cadê as bandas”
O município que chegou a ser conhecido como a Seattle do interior, hoje definha com poucas bandas, poucos shows e pouco público. É o que conta Lourenço Milani, ou melhor, o Ismí, vocalista da banda Escaravelhos, e da extinta Otherside. “Em Santa sempre existiram bandas de rock, desde a década de 70, com a chegada dos anos 90, apareceram as bandas punks, remanescentes do final dos anos 80, mas lá pelo final dos 90, apareceu uma turma que gostava muito do som de Seattle, o grunge, sendo Pearl Jam, Nirvana, Alice in Chains, e outras as maiores influências musicais da cidade, aparecendo assim algumas bandas do gênero”.Com a extinção do Festival do Dia do Trabalhador, e da apresentação de bandas no Encontro de Motos e no Encontro de Jeeps e Gaiolas, o que restou foi apenas a Tarde do Rock, que passou de três para dois dias de shows.Bandas representativas: Escaravelhos, Rubber Soul - Beatles Cover, Mississipi Blues Band, Tambourine Men and Special Sauce (Bob Dylan) e Zé Ramalho Cover.Comemorações: Hoje (12) tem show cover dos dinossauros do rock, Rolling Stones, no Reppertorio Music & Bar.
RIO CLARO“Voltando à ativa”
Caminhando contra as tendências regionais, Rio Claro está ressuscitando a época de ouro do rock. Festivais estão voltando, ampliando e bandas das antigas retornando aos palcos. Somente em 2008 houve a retomada do festival Metal Carroça (inativo por dois anos), ampliação do festival de Rock Feminino e do Encontro de Rock do Equinócio (que deve acontecer em Outubro), sem contar o memorável retorno das bandas Mordeth e Sacristia (formadas em 1990, inativas por dez anos, retornando aos palcos no próximo mês).
Sem parar por aí, o gás todo vem com as novas bandas, como a banda de thrash metal Sethy, que está ganhando visibilidade nacional em rádios e veículos de comunicação, e também, a banda Vulca, que aproveita o dia 13 para lançar o seu álbum de estréia pela gravadora JT Records.
Mas tudo isso não aconteceu “do nada”, os frutos são o retorno de muito trabalho de quem gosta de ver a coisa acontecer, como conta Julio Borbo. O primeiro grande festival de rock em Rio Claro foi realizado por ele e se pai em 1995, de lá pra cá ele não parou de organizar shows e nem te tocar com a sua banda (extinta Hal9000). Apesar muito prejuízo, muita dor de cabeça ele nem pensa em desistir, “com 28 anos ainda estou ai distribuindo panfletinho de show na rua”, conta Julio rindo, e finaliza, “rock não dá futuro, mas eu não abandono por nada, é um gosto”.Bandas representativas: Sethy, Vulca, Before Close the Casket, Maiden Hunter, Night Symphony, Hal9000 e outras.Comemorações:No dia 13 (domingo) o programa História do Rock, da rádio Opção FM 107,9, tem seqüência especial das 16 às 18 horas;No dia 19/07 (sábado), às 23 horas, no Over Night Music & Bar, com as bandas Maiden Hunter, Overmaat e True Hell.
CORDEIRÓPOLIS“The rock city, man!”
Inegavelmente a cidade do rock, Cordeirópolis esbanja bandas, lugares, incentivo e muita música. Tudo começou na década de 80, com o surgimento de muitas bandas que incentivaram o surgimento de festivais e perpetuaram o nome da cidade como “Cordeiróckolis”. Hoje, o município contabiliza mais de 32 bandas, famílias inteiras chegam a se dedicar à música e ao rock, como o caso dos irmãos Girotto – fundadores da War Frost; a família de Marcelo do Ramones Cover, a família de Cristina e Tânia – do Expresso Noturno; e tantas outras que vão passando a tradição adiante. Tradição seguida nas lojas de cd’s da cidade, que estampam inúmeros álbuns de rock, incentivando o consumo; a loja de instrumentos musicais que tem uma enorme procura de guitarras e baterias; e a escola de música, que dos quinze alunos, todos tocam rock. O destaque atual fica por conta da banda Final Holocaust que tem obtido grande reconhecimento nacional com seu metal oitentista.
Bandas representativas: Final Holocaust, Delunes, Expresso Noturno, Girassóis da Rússia, Filhos da Noite, Teenage Lobotomy e outras.Comemorações:Dia 26/07 (sábado), às 13 horas, na Chácara do Bananal com mais de 15 bandas de toda região.
*Mais*As entrevistas na íntegra podem ser conferidas no endereço:http://naosaiunojornal.blogspot.com

Papo Sério

O rock é o retrato de uma geração, foi ele que marcou a vida de muitas pessoas e é ele o responsável por boas lembranças e grandes amizades. Além de um ombro amigo, o rock é coisa séria. Mas, o que isso quer dizer, e como tudo isso acontece?
Julio Marcondes, produtor do programa História do Rock da rádio Opção FM, que está há três anos no ar, resume muito bem o que é esse tal de Rock ‘n Roll: “O movimento Rock pode ser comparado a uma religião ou a torcida por um time de futebol. É um movimento que existe há 50 anos e sempre se renova e o que foi feito há muito tempo atrás não soa datado, um exemplo é o Beatles, até hoje os álbuns vendem cada vez mais, e pessoas mais novas compram estes álbuns. O Rock pode não estar na grande mídia, mas seu público é fiel e sempre acompanha os shows, as publicações, os sites e tudo que se refere ao estilo ou às bandas”.
Ana Elisa Magalhães, artista plástica, editora da Revista Rock Feminino e colunista da revista Rock Hard, conta que o rock é uma arte: “Difícil é fazer com que as pessoas entendam que, em sua maioria, o rock não é feito apenas de alguns acordes, um solo, e alguma gritaria. Há estudo histórico, poesia, pensamentos e desabafos”. Lembra ainda que, foi através do rock que conheceu pessoas de outros países, conheceu pessoas de todas as idades, e também por causa do rock aprendeu línguas e culturas diferentes. Ricardo Saullo, guitarrista da banda Maiden Hunter (Iron Maiden cover) de Rio Claro, destaca que as bandas de rock são tão importantes e representativas, que chegam a se transformar em tese de doutorado, como é o caso da banda Iron Maiden. “Um cara está fazendo doutorado na Universidade de Versailles, na França, sobre o perfil sócio-cultural dos fãs do Iron Maiden. Uma banda de rock ser tema de doutorado mostra a seriedade do rock”. E esta não é a única tese do segmento no mundo, a USP e a UNESP colecionam projetos de mestrado e doutorado versando sobre o movimento rock. Em sua maioria são estudantes de Ciências Sociais e Psicologia tentando entender o que acontece com os movimentos góticos, punks, emo e metal.
Laudmar Bueno, guitarrista da banda Before Close the Casket de Rio Claro, simplifica tudo isto em apenas uma frase, “atitude”. O rock é o símbolo da rebeldia adolescente, do “faça você mesmo” e dos vínculos de amizade. São histórias que se repetem o tempo todo, em todos os cantos do mundo. “As pessoas que ouvem rock são muito unidas, a gente se reconhece na rua, pelas roupas que usamos. E em cidades pequenas, como Rio Claro, todo mundo conhece todo mundo. Formamos um vínculo de amizade muito grande que dura por anos”, conta Lau.
Para Mirla Salem, vocalista da banda Vulca de Rio Claro, o rock sempre provocará um certo fascínio nas pessoas. É como um grande mistério que encanta muitas pessoas, pelas letras das músicas, o ritmo acelerado e a atitude, expressa nas roupas, na ideologia e no jeito de encarar a vida.

It's only rock 'n roll... but I like it!

Dia 13/07 (domingo) é Dia Mundial do Rock, as comemorações já começaram na região e só terminam no final do mês.
O Dia Mundial do Rock foi instituído em 1985, o motivo, foi a realização do Live Aid, o primeiro grande festival beneficente da história. O objetivo era angariar fundos para combater a pobreza na Etiópia, para tanto, foram distribuídos quatro palcos no mundo todo. Londres (Inglaterra), Filadélfia (Estados Unidos), Sidnei (Austrália) e Moscou (Rússia), receberam Queen, U2, Paul McCartney, David Bowie, The Who, Judas Priest, Led Zeppelin com Phil Collins na bateria, a formação original do Black Sabbath, que também não se reunia desde 1979 com a saída de Ozzy Osbourne e só voltou a tocar com essa formação em 1992.
Para quem, ainda, não sabe, o Rock and roll (também escrito rock 'n roll) é um gênero de música que emergiu e se definiu no sul dos Estados Unidos durante a década de 50, rapidamente se espalhando pelo resto do mundo. Evoluiu mais tarde para diversos sub-géneros no que hoje é definido simplesmente como "rock". Atualmente, o termo "rock and roll" tem diversos significados, seja para definir o rock tradicional ao estilo dos anos 50, ou para definir o rock surgido posteriormente, e até mesmo certas vertentes da música pop.
O início do rock no mundo tem em Elvis Presley, sua máxima figura. Conhecido como Rei do Rock, foi avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século 20. Muitos outros estariam por vir, mas inegavelmente, Beatles é o nome que permanece vivo na memória de muitos.
No Brasil, o rock chegou em 1959, com Celly Campello. Poucos sabem, mas o primeiro registro do rock ‘n roll em terras tupiniquins é “Estúpido Cupido”, que surgiu antes mesmo da Jovem Guarda. Entre outros sucessos da cantora estão “Banho de Lua”, “Lacinhos Cor-de-Rosa” e “Billy”.
O JORNAL REGIONAL destaca outros grandes ídolos do rock, que marcaram época e inspiraram muitas gerações:
Black Sabbath - banda britânica formada em 1968 pelo quarteto composto por Ozzy Osbourne (vocalista), Tony Iommi (guitarrista), Bill Ward (baterista) e Geezer Butler (baixista). Devido ao seu novo estilo de fazer música, lançaram as bases do heavy metal. Estão também entre as bandas que mais venderam do gênero (100 milhões de álbuns no mundo inteiro. Formada em Birmingham, Inglaterra, em 1965, a banda Black Sabbath foi a pioneira em lançar as fundações do heavy metal que assaltou a música popular nos anos 1970 e 1980.
Creedence Clearwater Revival - foi uma banda de rock americana formada por John Fogerty (guitarra e vocais principais), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria), que, sob outras denominações, tocavam juntos desde 1959. Ao longo da carreira, entre singles e álbuns, conquistaram nove discos de ouro e sete discos de platina. Separaram-se em julho de 1972.
Sir Elton Hercules John - nascido em Reginald Kenneth Dwight, (Grande Londres, 25 de março de 1947) é um dos mais importantes cantores, compositores e músicos do Reino Unido. Seu nome artístico advém de dois integrantes de sua antiga banda, Bluesology - Elton Dean (saxofonista) e Long John Baldry (líder da banda). A carreira de Elton John atravessa a quarta década de ininterrupto sucesso.
Gênesis - banda britânica de rock progressivo formada em 1967, quando os seus fundadores Peter Gabriel, Mike Rutherford, e Tony Banks ainda estudavam na Charterhouse School. Alcançaram sucesso considerável nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Com aproximadamente 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, o Gênesis é considerado um dos trinta maiores artistas de todos os tempos.
Kiss - banda de Hard Rock/Heavy Metal dos Estados Unidos da América, formada em Nova York, 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens e por seus concertos muito elaborados e até exagerados que incluem guitarras esfumaçantes, cuspir fogo e sangue, pirotecnias e muito mais. As vendas da banda excedem os 100 milhões no mundo inteiro. Constitui um dos maiores impactos culturais da década de 1970, valendo-se de roupas, e sobretudo, maquiagens nunca antes vistos, e que marcariam a história da música.
Rolling Stones - banda de rock inglesa formada em 25 de maio de 1962, e que está entre as bandas mais antigas ainda em atividade. Ao lado dos Beatles, foram a banda mais importante da chamada Invasão Britânica ocorrida nos anos 60, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas. Formado por Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo tinha sua sonoridade no blues. Em mais de 40 anos de carreira, grandes hits fizeram dos Stones uma das mais conhecidas bandas do rock mundial. Os Rolling Stones já venderam mais de 200 milhões de álbuns no mundo.
The Doors - banda de rock estado-unidense dos fins da década de 60 e princípio da década de 70. O grupo era composto por Jim Morrison (voz), Ray Manzarek (teclados), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). A banda ainda recebeu influências de diferentes estilos musicais, como o blues, jazz, flamenco e a bossa nova. Em todo o mundo os seus discos já venderam mais de 75 milhões de cópias e continuam a vender cerca de um milhão anualmente.
Raul Seixas - Conhecido como o pai do rock and roll brasileiro, o "Raulzito", "Maluco Beleza", foi um cantor e compositor anarquista brasileiro, pioneiro do rock and roll nacional.
Barão Vermelho - foi uma banda de rock brasileiro fundada em 1981, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Juntamente com Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e os Titãs é considerada uma das quatro bandas mais influentes criadas na década. O seu nome foi inspirado no desenho Snoopy, que tinha como inimigo o Barão Vermelho.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

ENTREVISTAS ROCK NA ÍNTEGRA

Mariana Segreto José - Vernate

- Quando começou a curtir rock? Quais bandas foram suas influências?
Meu pai sempre escutou rock em casa (led, deed purple, mutantes, pink floyd, Rush, Joe Cocker, SuperTramp), mas foi por vocais femininos que eu me interessava ai me apaixonei por mutantes e Rita Lee. Foi dai que tudo começou, comecei a ouvir mais bandas diferentes das que eu escutava, com vocais femininos e masculinos (Capital, Barão, Kid Abelha), ai fui crescendo e escutando coisas mais diferentes uma das outras como Kittie, No Doubt, Pink, Pitty, Rita Lee, Nirvana, Garbage, Placebo e até os 'velhos Rock's' do meu pai.

- Como é a cena rock em Itirapina? Tem mtas bandas? Mtos shows?
A Cena do Rock em Itirapina não é muito valorizada, apesar de terem MUITAS bandas de rock aqui (e muito boas por sinal). Tem poucos shows e normalmente quando tem são as bandas que correm atrás, mas há também o problema da falta de lugar pra fazer shows, pois não tem bares de rock ou coisas do tipo e fica só uma opção, que é a praça central. Ai temos que sair da cidade pra tocar e acabamos indo pra cidades próximas.

- Terá algum show, evento especial para o dia mundial do rock (13/07) em Itirapina?
Vai ter um encontro de motos com algumas bandas na praça central (rs)

- Fale um pouco da banda, das meninas...
Vernate, aqui, só tocou uma vez na praça, em um evento que teve. E o lugar que nós ensaiamos por acaso é na minha casa, em Itirapina (ok, tocamos bem mais de uma vez aqui! rs), mas por ser uma cidade pequena, toda cidade conhece a banda (Como Vernate ou como a banda das meninas). Agora temos tocado BEM mais em São Carlos e Rio Claro, e vamos começar expandir mais um pouco! ;)

Lourenço Milani (Ismí) - Escaravelhos

- Como era a cena de Santa Gertrudes? Como começou?
Bom... em santa sempre existiram bandas de rock, desde a Década de 70 com "Os Vibrantes", que tocavam as músicas da época. Tempos depois, em meados de 80 surgiu "Bohemios Errantes", tocando o rock nacional que na época estava estourando como Titãs, Barão Vermelho, etc...

Com a chegada os anos 90, a coisa mudou um pouco de figura, aparecendo as bandas punks, remanescentes do final dos anos 80, mas lá pelo final dos 90, apareceu uma turma que gostava muito do som de Seattle, o Grunge, tendo bandas como Pearl Jam, Nirvana, Alice in Chains, entre outras que foram a maior influência musical da cidade, aparecendo assim algumas bandas do gênero

- Quais as bandas que mais influenciaram?
Desde sempre Os Beatles, por influência dos nossos pais, pois no meu caso há varios disco dos Beatles em casa que eram do meu pai, e acredito eu que uma série de pessoas também tem discos dos Beatles que eram de seus pais. Mas há muuuitas bandas que tem seu crédito aqui em Santa Gertrudes, como os Ramones (minha primeira influência), The Clash, Rolling Stones, Barão Vermelho, Titãs, Paralamas do Sucesso, Os Replicantes, Pearl Jam, que também é uma das bandas que a geração mais nova tem muita influência.

- Como está a cena hoje?
A cena do Rock em santa gentrudes já foi maior em termos de bandas e principalmente festivais, havia o festival do dia do trabalhador, que era realizado no dia 1 de Maio juntamente com a final do campeonato da cidade; havia bandas também se apresentando no Encontro de Motos, que agora está sendo ressucitado pelo nosso amigo Cleunilton, vocalista da banda Zé Ramalho Cover; tínhamos também bandas no Encontro de Jeeps e Gaiolas, mas agora só restou a Tarde de Rock, que é realizada em Agosto, mês de anoversario da cidade e há também o Reppertório Música e Bar que traz várias atrações pra quem gosta de rock.

Há ainda algumas bandas em atividade, como a Rubber Soul - Beatles Cover que anda se destacando pelo estado de SP, Zé Ramalho Cover, a Mississipi Blues Band tocando clássicos como Elvis, Creedence, Rollig Stones; Temos o Tambourine Men and Special Sauce que é cover de Bob Dylan e também a minha banda, Escaravelhos, que é um projeto de músicas próprias, compostas por nós mesmos com o objetivo de conquistar espaço e viver daquilo que a gente mais gosta - Música

- Quais as bandas que mais se destacam hj e que se destacaram no passado?
Rubber Soul - Beatles Cover, Mississipi Blues Band, Tambourine Men and Special Sauce (Bob Dylan), e Zé Ramalho Cover.
Bandas que se destacaram no passado: Otherside e Gatos Pretos

- Fale um pouco da tarde do rock e da importância dela
A tarde de rock é realizada nos domingos de agosto juntamente com a festa da cidade, antes eram 3, agora são 2 domingos de tarde de rock.
A tarde do rock incentiva os jovens a montarem seus projetos musicais, a tomarem a iniciativa de aprenderem algum instrumento musical, enfim, é uma vitrine do rock da cidade.

- Fale um pouco da santa – seattle (risos) ... da influência grunge na cidade
O som de Seatlle, sem dúvida foi a maior influência para os jovens da época.
Em 1998, uma turminha pra lá de rock'n'roll começou a buscar novas influências, pois se ouvia muito punk rock e também um pouco de Heavy Metal, e esse pessoal que era mais novo começou a conhecer as bandas de Seattle.

Muita gente aderiu à moda das camisas de flanela xadrez, coturnos, all star (sujo, de preferencia), um som mais alternativo. De repente um certo grupo de amigos montou uma banda chamada Otherside, que tocava covers das bandas de Seattle; Otherside tinha em seu repertório bandas como: Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden, Stone Temple Pilots, Nirvana e outras bandas noventistas como Red Hot Chili Peppers, Foo Fighters, Silverchair e também clássicos como Led Zeppelin e Black Sabbath.

A partir do momento em que Otherside se apresentou em palco pela primeira vez em Janeiro de 2000, no extinto Gela Guela, a cidade pegou fogo e varias bandas apareceram, havia até uma banda que timnha um repertório bem parecido com o da Otherside, a banda se chamava Tomorrow, composta por rapazes mais novos e menos experientes, mas cheios de vontade e coragem pra fazer rock.

- Sabe se vai ter algum show especial para o dia do Rock (ou qq show com banda de rock nesse fds)?
Em especial para o dia do rock não, mas haverá Rolling Stones cover sábado no Reppertório - maiores informações www.reppertorio.com.br
Só no Reppertório mesmo, a nossa "última esperança" (rsrs)



Mirla Salem - Vulca

- Por que lançar o cd no dia mundial do rock?
É uma data muito especial pra gente, porque o rock é a nossa vida, e é através dele que nós transmitimos nossas idéias, e nossas vibrações para o público.

- Qual a importância do dia mundial do rock?
desde o propósito de sua criação que foi de ajudar pessoas, o dia nacional do rock ainda hoje embala milhões de pessoas em todo mundo, e tem uma importância fundamental tanto na musica quanto para a sociedade, pois ele já passou por diversas fases , inclusive já foi símbolo de rebeldia na adolescência. Na nossa concepção o rock sempre provocará um certo fascínio nas pessoas.

- Como é ter uma banda em Rio Claro?
Infelizmente tem uma banda de rock no interior paulista é sempre difícil, há poucos lugares para tocar, pouco apoio em termos de patrocínio, estes são apenas alguns fatores o que acabam fazendo com que muitas bandas"morram" antes mesmo de alcançar sua maturidade musical, o que é uma pena.

- Como é ser menina e curtir rock? Há muito preconceito?
Gostaria que fosse diferente, mas ainda vejo que as pessoas assustam quando digo que tenho uma banda de rock. O fato de ser uma garota causa um certo impacto diferente nas pessoas, ou elas acham o máximo e te admiram, ou elas alimentam algum tipo de preconceito.

- Há quanto tempo você houve rock e quais bandas são suas influências?
Como filha caçula, cresci ouvindo os cds do Guns do meu irmão, talvez pelo fato de ele ser mais velho, ficava dificil ter que brigar pelo aparelho de som, meu irmão tinha uma coleção deles, desta forma acabei habituando meus ouvidos a gostar de rock. Mas posso dizer que o Vulca é certamente responsável por trazer a tona este meu lado rock'n'roll, cada um de nós vem de uma vertente de rock diferente, e ficou impossível esta mistura dar em algo mais, além do nosso adorado rock. Particularmente, admiro bandas de vocal feminino como Cranberries, No doubt, Sixpence None the Richer, Corrs, mas tenho influências em soul, blues, estilos bem variados, tanto que entre minhas cantoras prediletas estão Fiona Apple, Aretha Franklin e Lauryn Hill.Pode-se dizer que em cada banda ou cantora enfim, algo me desperta a atenção, acredito que é importante na música sempre procurar conhecer e ouvir coisas várias, isso facilita o aprimoramento.

Julio Marcondes - Programa História do Rock, rádio Opção FM

- Quando começou a ouvir rock e por quê? Com quantos anos? E que bandas ouvia?
Tudo começou quando o Kiss veio para o Brasil pela primeira vez, isso em 1983 eu tinha 13 anos - faz tempo! Meu primo Marcelo era fanático pelo grupo e tinha várias fitas K7’s com as capinhas desenhadas por ele mesmo. Na época mal tínhamos contato com o vinil, nem pensávamos que um dia existiria CD, internet, MP3, era tudo na fita K7 mesmo. Apagava as fitas do Roberto Carlos da minha mãe para gravar Rock! Aí meu primo me mostrou o “Creatures Of The Night” do Kiss, o vírus do Rock entrou no sangue e isso não tem cura.

Lembro que na época minha mãe falava “isso é fase, logo passa, seis meses passa”. Hoje ela fala “não é fase não, é grave!”. Voltando, meu primo gravou o “Creatures…”, depois o “The Final Cut” do Pink Floyd e o “Aces Of Spades” do Motorhead, aí enlouqueci com aquilo tudo e estou nessa desde então! Como diz minha mãe: “É grave!”

- Como era o cenário rock da época?
Na época o Rock estava em alta, pela vinda do Kiss e depois pela primeira edição do Rock In Rio, assim um novo mundo musical foi apresentado para os jovens da época. Aqui em Rio Claro , havia uma banda Paranoid que tocava o som das bandas internacionais e fazia muitos shows, como os Lps demoravam para chegar em aqui na cidade, então a galera ia para Americana, Campinas ou até em São Paulo comprar os lançamentos, aí quando chegava algo novo todo mundo se reunia para ouvir e gravar, normalmente as reuniões aconteciam nos fundos de um bar que existia na rua 4 em frente da Sociedade Italiana, hoje é um estacionamento, era bem legal!

- O que acha do movimento rock?
O movimento Rock pode ser comparado a uma religião ou a torcida por um time de futebol. É um movimento que existe há 50 anos e sempre se renova e o que foi feito a muito tempo atrás não soa datado, um exemplo é o Beatles, até hoje os álbuns vendem e cada vez mais pessoas mais novas compram estes álbuns. O Rock pode não estar na grande mídia, mas seu público é fiel e sempre acompanha os shows, as publicações, os sites e tudo que se refere ao estilo ou as bandas.

- Qual a intenção do programa história do rock? Quanto tempo está no ar?
A idéia inicial do programa História do Rock foi da diretoria da Opção FM 107,9 ( Clóvis, Lazinho, Nivaldo, Cassiano e Ronan ) que na época buscavam ampliar e diversificar a programação do final de semana, na época eu fui convidado a fazer a produção do programa, junto com o grande Lazinho Campagna na locução, a idéia era contar a história do rock de uma forma até didática, mas logo vimos que ia ficar algo muito massante e previsível, aí as histórias viram um grande bate papo sobre as músicas e as bandas, fato que tornou o diferencial e o sucesso do programa, hoje graças a internet estamos no mundo todo, tanto que recebo material de bandas de outros países. O programa está aberto para todos, eu sempre digo, não é o programa do Julio e do Lazinho, é o programa de todos que gostam de Rock, por isso participem! Bandas novas também são bem vindas. No dia 17 de julho completamos 3 anos no ar, tanto que neste final de semana, no dia do Rock teremos uma edição especial com 2 horas – domingo 16 horas na Opção FM 107,9 ou pelo site da rádio www.fm107rc.com.br ou no site do programa www.historiadorock.net escutem e para quem não conhece muito de Rock vai ter a oportunidade de saber um pouco o que é este estilo musical.

- Quais as bandas que escuta hoje?
Nossa escuto tanta coisa, no meu som está rolando o novo álbum do Whitesnake, banda dos anos 80 que está na ativa e ainda detona, também estou ouvindo uma banda americana chamada Trans Siberian Orchestra é uma banda que toca musicas natalinas em versão Rock junto com algumas histórias de Natal, é muito legal, aqui no Brasil é pouco conhecida, mas nos Estados Unidos é algo gigante, principalmente na época de Natal e também estou ouvindo o Cd solo do Hudson Cardorini, o Hudson é da dupla sertaneja Edson e Hudson, ele é um grande guitarrista de Rock e lançou um cd bem legal chamado Turbination. E sempre ouvindo um pouco de tudo!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Por uma boa causa

Foi ainda este ano que Lílian Mitiko Ogusuku e Esdras de Camargo transformaram a lanchonete Route 6A em um motoclube. O local, que era apenas um ‘point’ para encontro de amigos, começou a reunir muitos motociclistas o que levou Esdras (mais conhecido como Paskuzinho) a transformar a lanchonete na sede do motoclube.

Lílian conta que não só de moto vive a Route6A. Com a intenção de ajudar ao próximo o grupo está unindo as forças para arrecadar alimentos para doação. “Tudo começou quando veio até a lanchonete uma moça grávida, pedindo ajuda porque ela tinha muitos filhos para criar e o marido havia falecido, foi daí que começamos a arrecadar alimentos”, conta.

O resultado foi tão positivo que as mais de vinte cestas básicas arrecadadas foram divididas entre outras instituições que necessitavam apoio. “Todo mundo ajudou na arrecadação, amigos, outros motoclubes e, principalmente, o pessoal aqui da rua, os vizinhos e moradores. Como arrecadamos muito seria egoísmo demais deixar tudo para uma família só, então resolvemos distribuir para o cortiço em que a moça vivia e para a Casa das Crianças, ali no Jardim América. A instituição está se informatizando e precisava de verba, como não podíamos dar dinheiro resolvemos criar essa campanha para arrecadar alimentos, roupas, produtos de higiene e outros”.

Para quem quiser auxiliar na arrecadação Lílian e Esdras estão recolhendo doações na Route 6ª; a intenção é atingir mais instituições como a Casa dos Idosos.

Z FOTOS 6-A

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Lílian Mitiko Ogusuku e Esdras de Camargo, motociclistas solidários

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Sede do Motoclube Route 6A, localizado na rua 6A

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Motociclistas se unem para ajudar instituições de caridade

TRADIÇÃO e beleza

O progresso tirou o sossego da rua, mas a cultura permanece intacta, mantida pelos velhos moradores e seus descendentes.


A 6-A é a principal rua que corta a Vila Alemã. Muitas histórias passaram por ela, muita cultura e tradição. Maria Auxiliadora Fávaro Lahr, de 73 anos, foi quem levou o REGIONAL a passear um pouco pela vida da rua 6-A.

Maria nasceu e cresceu na Cidade Nova, quando com 21 anos casou-se e mudou-se para a Vila Alemã em 1957. Lá viveu e vive na mesma casa, ali na rua 6-A.“Eu lembro que quando me mudei eu chorava todas as noites porque tinha medo do escuro, na rua toda tinham apenas três postes de energia elétrica”, conta Maria que se lembra de uma rua 6-A muito diferente da atual.

Sem asfalto, sem calçada, sem esgoto e não muito mais do que três mercados, era esta a paisagem da rua naquela época. “Vieram asfaltar e colocar esgoto na época do prefeito Schmidt, antes disso eram só fossas. A rua acabava ali na avenida 40-A, onde tinha uma reserva de eucaliptos do Koelle, até a avenida 50-A. Traziam as crianças do colégio para a floresta ao finais de semana para passar a tarde”.

Da vizinhança pacata para uma das principais vias de acesso com intenso fluxo de automóveis, a rua passou por diversas mudanças. Até 1991 tinha mão-dupla, devido ao aumento excessivo de carros e a largura da rua transformou-se em mão única.

“A rua era tão calma que meu marido, que tinha uma máquina de beneficiamento de arroz aqui na rua 6-A mesmo, colocava o arroz para secar no meio da rua. Só tínhamos que tomar conta das cabras, para elas não comerem tudo”. A máquina de beneficiamento de arroz da família Lahr era um dos únicos empreendimentos da rua, que contava com dois mercados: a venda dos Chervezon e dos Malavazi e o açougue dos Bertoncin.

“Lojas assim como temos hoje não tinha não. Eram famílias alemãs e italianas que moravam aqui; todo mundo conhece todo mundo, isso até hoje. Mas eu acho que não dá pra ser rua de comércio, a via é rápida, os carros passam muito depressa, a maioria das lojinhas acaba fechando”.


MAIS QUE VIZINHOS, AMIGOS!

Casas antigas, moradores receptivos e um ar de familiaridade rodeiam a Vila Alemã. Ali todos se conhecem, herança que vem de pai pra filho. Quem habita hoje as casas da rua 6-A são os descendentes dos alemães que, antes, eram donos de chácaras na própria vila.

As casas de arquitetura antiga, ainda com características de um tempo que carro não fazia parte da vida dos moradores, exigiram algumas mudanças. “A maioria das casas da vizinhança não tem garagem e não tem como construir porque são casas muito velhas. Como eu tinha um terreno aqui do lado, que era horta, todo mundo vinha pedir para guardar o carro aqui, então transformei a horta em estacionamento”.

FLORES
Maria lembra-se de quando ainda morava na Cidade Nova e vinha para a Vila Alemã comprar flores com a mãe. “Na Vila Alemã toda casa cultivava flores e vendia. É uma tradição alemã cultivar flores”. Tradição mantida até hoje por Maria e pelos vizinhos, seja no jardim de entrada da casa, ou no quintal. No quintal de Maria são inúmeras as flores e árvores, cultivadas com muito carinho e dedicação.

“Alemão tem muita tradição, eu lembro que logo que me mudei para cá todos vieram me fazer uma visita, trazendo um ramo de flores e um doce. Assim criamos uma amizade muito grande entre todos”.

Z FOTOS 6A

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Maria Auxiliadora Favaro Lahr, muitas histórias para contar

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Tradição de flores alemãs, ainda mantida em quintais e varandas

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Um pouco de natureza em meio a rua mais movimentada do bairro

Mangá e Anime no Centro Cultural

Acontece amanhã (6), a sétima edição do Free Day Anime RPG, no Centro Cultural Roberto Palmari, em Rio Claro, a partir das 10 horas. A entrada é um litro de leite longa vida. Depois de ficar inativo por dois anos, o projeto retorna à ativa prometendo repetir-se de dois em dois meses.

Na programação do evento constam: concurso de Cosplay; Mangás, produtos de RPG e DVD's de Animes com descontos especiais; Workshop de Mangá; Torneio de Magic T2; Mesas para RPG; e Campeonato de PlayStation 2.

O evento deve ter outra edição ampliada nos dias 4 e 5 de outubro. De acordo com um dos organizadores, Laudelino Moreira da Silva, a cultura japonesa tem crescido e muito entre os jovens, impulsionada principalmente pelas comemorações dos 100 anos da imigração japonesa. “Os veículos de comunicação têm falado mais sobre animes, mangás e cosplay, com isso mais jovens estão conhecendo a cultura e se interessando. Dos dois anos que ficamos parados, percebemos que o número de jovens que apreciam essas artes aumentou e muito”, conta.

Na última edição do Free Day estiveram presentes 400 jovens. Para este ano a organização pretende superar os números. Mais informações sobre o evento podem ser adquiridas pelo site: http://projetoanimex.blogspot.com/

Mangá
O mangá ou manga é a palavra usada para designar as histórias em quadrinhos japonesas, o seu estilo próprio de desenho e o movimento artístico relacionado. No Japão designa quaisquer histórias em quadrinhos. Vários mangás dão origem a animes para exibição na televisão, em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que os animes tornam-se uma edição impressa de história em seqüência ou de ilustrações.

Anime
Anime (por vezes escrito Animé ou Animê) é o nome dado à animação japonesa. A palavra Anime tem significados diferentes para os japoneses e para os ocidentais. Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho animado que venha do Japão.

Cosplay
A palavra 'cosplay' é uma espécie de abreviação para "costume play" (costume = roupa / traje / fantasia e play = atuar). As pessoas se vestem como o seu personagem favorito de um anime, mangá ou jogo de videogame.

Z FOTOS

Anime2
Cosplay japonês para o anime Sailor Moon

Anime1 (se couber)

Rio Claro ganha Núcleo Tecnológico

Inauguração de Centro de Pesquisas traz benefícios ao município

Aconteceu na última terça-feira (1) o coquetel de inauguração do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológica MicroCPD do Brasil. O evento marcou o início das atividades do centro de pesquisas localizado na INCUNESP (incubadora da Universidade do Estado de São Paulo).

TECNOLOGIA

O projeto obteve investimento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), na ordem de um milhão de reais, utilizados na região para o desenvolvimento de um projeto inovador de tecnologia de ponta, no ramo das telecomunicações e segurança de redes de computadores. De acordo com um dos sócios fundadores da MicroCPD, Alaison Ribeiro, a parceria entre a universidade, a prefeitura e o Finep deve trazer muitos benefícios para Rio Claro: “O projeto prevê a transformação da cidade em um centro de tecnologia. Poucas pessoas sabem, mas Rio Claro está no ranking das cidades com maior registro de patentes do país, uma delas é a MicroCPD”, conta.

O produto desenvolvido através do projeto, o “Multi-Appliance” é baseado num conceito inovador cujo objetivo é fornecer às empresas de qualquer tamanho os recursos de segurança de redes e qualidade de comunicação que até então eram apenas disponíveis para empresas de grande porte. A inovação do projeto vem com a possibilidade do controle de redes e servidores de uma empresa, à distância. Jiri Trnka, outro sócio fundador do projeto, explica que o “multi-appliance” possibilitará a uma empresa de pequeno ou médio porte instalações adequadas e uma estrutura capacitada para manter os equipamentos funcionando. “Uma empresa de grande porte tem um grande núcleo para monitorar a parte de computadores, como técnicos e muitos equipamentos. Uma empresa pequena não tem essa possibilidade, por isso teremos um núcleo de profissionais que atenderá essas empresas de qualquer lugar do mundo”, acrescenta.

Z FOTOS

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Autoridades e empresários estiveram presentes na inauguração do Núcleo

Unesp(3)
Jiri Trnka, sócio fundador da MicroCPD

Unesp
Alaison Ribeiro, sócio fundador da MicroCPD

“Princesa Victoria” recebe novas salas

RIO CLARO


Na última segunda-feira (30), o Rotary Club Rio Claro Sul realizou a cerimônia de inauguração do Projeto de Subsídio Equivalente da Fundação Rotária desenvolvido no Centro de Habilitação Infantil “Princesa Victoria”. O projeto originou-se de uma parceria entre o Rotary Club Rio Claro Sul, o Rotary Club de Jersey, Inglaterra, e a Fundação Rotária do Rotary Internacional, que aplicaram no projeto o montante de R$ 35.613,56.

Este projeto consiste em duas salas para oferecer melhores recursos aos portadores de deficiências visuais. Uma, nomeada sala Sr. Per Gunner Kalborg, que contém impressora Braille, leitor de tela, scanner com leitor de tela, dois microcomputadores e móveis para acomodação dos equipamentos. A outra, nomeada sala Dr. Gilson Giovanni, destinada a atendimentos de Integração Sensorial e Self-Healing (auto-cura), a ser usada por crianças com deficiência visual desde a mais tenra idade até o início de sua alfabetização.

De acordo com a psicóloga do “Princesa Victoria”, Flaviana Maria C. do Valle Pereira, as salas atenderão os 500 portadores de deficiências que freqüentam a instituição, e principalmente, os 150 deficientes visuais. “A sala Sr. Per Gunner Kalborg auxiliará os jovens a entrarem no mundo digital, a se especializarem e até entrarem no mercado de trabalho. A sala Dr. Gilson Giovanni, propõe uma estimulação sensorial e uma melhora na perda da visão e outras patologias, através da auto-cura”, acrescenta.

Osvaldo Fernando Moreira, de 20 anos, comemora a inauguração das duas salas. Ele, fez tratamento no Centro “Princesa Victoria” e hoje trabalha na própria instituição como auxiliar administrativo, depois de ter passado em terceiro lugar no concurso para contratação. Com a inauguração da sala com computadores e impressoras, Fernando será o responsável por tomar conta da sala e ensinar aos demais como manusear os equipamentos. “A sala vai me ajudar bastante, ter mais acesso à internet, fazer trabalhos para a faculdade, planilhas no Excel, textos no Word. Vou poder fazer tudo que uma pessoa que enxerga faz”, Fernando cursa faculdade de Recursos Humanos no CBTA e pretende, quando se formar, facilitar a entrada de deficientes visuais no mercado de trabalho.

A verba concedida pelo Rotary Club Rio Claro Sul, também permitiu a compra de equipamentos para outro projeto desenvolvido pela instituição, o programa “Bebês de Risco”, que atende quaisquer crianças que tiveram dificuldades no parto.

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Rotary Club Rio Claro Sul entrega salas ao Centro de Habilitação Infantil Princesa Victoria

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Osvaldo Fernando Moreira será o responsável pela manutenção e funcionamento da nova sala de computadores

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Sala de Integração Sensorial e Self-Healing (auto-cura)

A voz da periferia

Com apenas sete meses de vida rádio comunitária dá espaço à periferia de Rio Claro


Foi em janeiro deste ano que a ONG Olho no Olho – Cidadania em Foco realizou o sonho de fundar a rádio comunitária Cidade Livre. Funcionando diariamente das 6 às 22 horas, a programação dá espaço para que o povo escolha o que quer ouvir e participe dos meios de comunicação do município.

Com um alcance, ainda restrito, a rádio atinge os bairros de periferia como Jardim Novo I e II, Jardim Guanabara I e II e Palmeiras. “O alcance de uma rádio comunitária não pode ultrapassar um quilômetro, por isso não conseguimos atingir mais pessoas, mas sem dúvidas nossos objetivos já estão sendo atingidos”, acrescenta Luiz Curinga, programador e apresentador da rádio.

A Cidade Livre surgiu para democratizar o acesso aos meios de comunicação, não possui um formato fixo e não visa formação de radialistas. O objetivo central é fazer com que a população seja a bússola norteadora dos trabalhos. “A idéia é agregar a população nos nossos trabalhos, como a população é de periferia, costumam dizer que só há dois futuros: ou jogador de futebol ou traficante. Estamos dando mais uma opção para a periferia: música e cultura”, acrescenta Luiz, que também é DJ em um grupo de hip hop.

A rádio, que conta com o apoio de diversos sindicatos, associações e da Nação Hip Hop (nacional), tem sua sede no Jardim Novo I, ao lado da Agroceres, uma pequena sala alugada dentro de uma marcenaria. As condições precárias não influenciam na qualidade do trabalho. Hoje são treze programas veiculados pela rádio, passando da história do samba, hip hop, jornal do trabalhador, rock e funk.

A mistura de sons e ritmos na rádio também pode ser conferida na arte de Luiz Curinga. O grupo de hip hop Maloca mistura ritmos do hip hop com maracatu, samba, rock e MPB, sem esquecer das letras críticas e contestadoras. “Temos que ampliar as atividades culturais, juntar os gostos musicais ao invés de desunir. Quem criou esses rótulos queria desunir a todos. O importante é possibilitar todos esses estilos num mesmo lugar”.

Para conhecer um pouco mais do trabalho da rádio é só acessar o site: www.cidadelivrefm.org ou sintonizá-la no 92,1 FM. Mais sobre o grupo Maloca e o novo CD na íntegra em: www.maloca.rg3.net


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Radio
Luiz Curinga é DJ do grupo de hip hop Maloca e programador da rádio Cidade Livre