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Dezesseis: é o número de semáforos que podem ser contabilizados ao longo da Visconde do Rio Claro. A Avenida é de fluxo rápido, estacionamento dos dois lados e tráfego de veículos pesados, como caminhões e ônibus; chegam a passar por ela cerca de 640 veículos por hora, nos dois sentidos. Construída sob o Córrego da Servidão, a Avenida atravessa a cidade de um extremo a outro.
Livre?
O Espaço Livre da Avenida Visconde do Rio Claro não é mais tão livre assim, é o que conta o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Ruy Pignataro Fina. De acordo com ele, uma ação civil pública tornou o espaço uma área institucional, que deve abrigar o futuro Memorial e Centro Cultural Ulysses Guimarães.
“Há diferença entre área de lazer – praças – e área institucional. Uma área institucional é destinada a acolher prédios públicos, desde escola, bibliotecas, centros educacionais, até mesmo posto saúde”, esclarece Ruy.
Desde 1994 o projeto do Memorial espera para ser realizado. A expectativa é de que finalmente o sonho se torne realidade. “Será um marco perene da luta da redemocratização do Brasil. Ulysses ainda não possui um túmulo, nada mais justo que construir uma obra que simbolize esta figura ilustre rio-clarense”, salienta.
Não apenas uma homenagem, o projeto prevê aplicações educacionais e culturais, além de alavancar o turismo. No projeto, desenhado gratuitamente por Oscar Niemeyer, estão previstos uma biblioteca, pinacoteca, hemeroteca (revistas e jornais), um salão de exposições, auditório para mil pessoas, 40 salas para cursos e oficinas, ainda, a mudança do Arquivo Público Municipal para lá.
Inovador e arrojado, Niemeyer projetou o Memorial como uma praça de águas, onde as ruas são plataformas que interligam um espaço a outro. “Muitos dizem que a obra é suntuosa, mas não enxergam a funcionalidade dela”, acrescenta Ruy. Quando foi concebido o projeto estava orçado em 470 mil, hoje, estão sendo feitas as adequações necessárias com o projeto de engenharia civil para calcular o valor total do investimento.
Z FOTOS VISCONDEESPACOO presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Ruy Pignataro Fina
ESPACO3Espaço Livre abrigará Memorial e Centro Cultural Ulysses Guimarães
ESPACO2Projeto para o Memorial Ulysses Guimarães, desenhado por Oscar Niemeyer: “Seria uma praça diferente, como outra, talvez, não exista no mundo”
O VOVÔ das quatro rodas
Mais do que tradicional, o Antigo Auto Clube de Rio Claro, tem sede na Avenida Visconde do Rio Claro. Com mais de 50 sócios, o clube mantém a tradição e a paixão nacional pelas quatro rodas.
Fundado em 28 de março de 1988, a primeira sede da entidade foi em uma sala do Ginásio Municipal, cedida pela prefeitura. Algum tempo depois, a nova casa foi o antigo prédio da bomba d’água, na Avenida Visconde, datado de 1900. O presidente recém empossado do clube, Antônio de Souza Fernandes, lembra que a prefeitura cedeu o espaço com a condição de que o clube assumisse o compromisso de reformá-lo e mantê-lo.
Há exatos seis anos o prédio recebeu nova manutenção e a previsão é de que ainda no primeiro semestre deste ano o chamado “castelinho” receba nova pintura e reforma, é o que conta Antônio. O local é o ponto de encontro dos associados que além de terem em comum um fascínio pela história do automóvel, mantêm muita amizade e companheirismo.
“As reuniões são semanais, duas vezes por semana, mas as de sexta-feira recebem mais gente. Tem um bar dentro da sede, nós nos reunimos, conversamos não só sobre carros, acaba sendo uma reunião entre amigos”, diz. Dos 50 associados pagantes, cerca de 20 frequentam assiduamente as reuniões. Objetivo central do clube é reunir pessoas que apreciem carros antigos, e que não necessariamente possuam alguma dessas relíquias em casa. “Chegamos a aceitar um membro de 16 anos, que nem dirigia, mas que gostava dos carros”.
Hoje, a faixa etária dos participantes varia de 19 a 88 anos, entre membros que chegam a ter 30 carros antigos na garagem, ou nenhum. São pedreiros, mecânicos, promotores, advogados, geólogos, engenheiros e comerciantes. A diversidade é o ponto de apoio para o sucesso do clube, que já é considerado de utilidade pública municipal. A luta agora é para transformar o Auto Clube de Rio Claro em utilidade pública estadual e federal. O intuito é montar um museu do carro antigo no município. “Seguindo o exemplo dos museus que existem em São Paulo e na Ulbra, no Sul do país. Já estamos acertando a documentação para conseguir uma lei de incentivo e tornar esse sonho realidade”.
Entre os objetivos para 2009 ainda está a aquisição de uma jardineira, antigo ônibus; e a realização do 19º Encontro de Carros Antigos, que acontece no dia 21 de junho, nas Faculdades Claretianas. Chegando a reunir mais de 300 carros e 5 mil visitantes, o encontro conta com participantes de toda a região.
Um carro ser considerado antigo deve possuir mais de 30 anos, lembra Antonio, que é membro do clube há 10 anos. Proprietário de uma loja de materiais para construção, seu Chevrolet 28, sabe muito bem o que é rodar e agüentar peso. “Quando preciso buscar tijolo, telha em algum lugar eu o coloco na estrada mesmo e ele é forte”, brinca Antônio, que sonha com aquisição de um Dodge RT ou de uma “Pick up” da década de 50.
Os proprietários de carros antigos acabam por não utilizar os carros com freqüência. Apenas em ocasiões especiais, como é o caso do Raid da Amizade, um passeio promovido entre os membros de Auto Clubes da região. “Alguns também são muito alugados para casamento”.
Para quem gosta do assunto as reuniões são semanais, mais informações através do telefone 3527-1869.
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AUTO_CLUBE1Antônio de Souza Fernandes, presidente do Antigo Auto Clube de Rio Claro
AUTO_CLUBE2Sede do clube é tradicional na Avenida Visconde
SCANNEADAChevrolet 28, de Antônio de Souza Fernandes
Z FOTOS VISCONDE ROTATORIAAinda tem muita gente que se atrapalha na hora de atravessar a rotatória da Avenida Visconde com a Rua 14. Em funcionamento há dez meses, a obra de 700 mil reais possui oito semáforos e detectores de fluxo para facilitar e acelerar o fluxo.
Z FOTOS VISCONDE USINAA Usina do Trabalho, mantida pelo Consulado da Mulher é uma "segunda casa" voltada para os princípios da economia solidária, com forte atuação na geração de trabalho e renda. Com orientação de parceiros como a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a Usina atua no incentivo ao empreendedorismo feminino. Para escoar a produção, a Usina mantém uma loja com os artigos de artesanato produzidos pelas cooperadas.
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