Ação Social e pelo Centro Espírita Verdade e Luz.
São atendidas mensalmente cerca de 450 pessoas, em sua maior parte homens com escolaridade e que já tiveram algum vínculo familiar, mas constam também crianças, idosos e famílias. Entre eles há migrantes, itinerantes, famílias e moradores de rua. “São pessoas que buscam abrigo, alimentação, banho, refeição e roupas”, explica a assistente social Ângela Maria Ribeiro de Oliveira.
Com o início do inverno a procura pelo abrigo chega a duplicar. Devido às chuvas e temperaturas baixas, pessoas que moram na rua procuram um lugar para se alimentar e aquecer. A partir do dia 2 de junho será iniciada a Operação Inverno, quando pessoas são recolhidas e levadas para o abrigo. “Estamos pensando até em antecipar a operação, pois já está bastante frio”, diz Ângela.
Em prol do abrigo trabalham assistentes sociais, psicólogas e advogados, todos em turnos alternados, pois a instituição funciona 24 horas por dia. Durante o dia são atendidas pessoas que procuram por passagens - primeiro a pessoa passa pelo serviço social, se houver necessidade é fornecida a passagem. No período da noite o abrigo é muito procurado para o jantar, banho e leitos. Ao todo são 48 leitos entre ala masculina e feminina.
“Atendemos moradores de rua que estão em situação de abandono, até que refaçam os vínculos familiares. Muitos também vêm encaminhados por órgãos como a polícia ou a guarda”, lembra a assistente social. O abrigo além de atender moradores de rua, recebe também mulheres vítimas de violência, e famílias do município que estejam sem lar.
A casa transitória está em busca de qualquer tipo de doação, desde roupas, mobília, comida e produtos de higiene. Quem quiser ajudar é só comparecer ao abrigo na Avenida 5 nº1415, ou ligar 3533-5277. “Fazemos tudo que é possível para ajudar quem precisa, compramos passagem, procuramos a família, damos abrigo”, afirma Milena Torres Siqueira assistente social.
Leonardo Aparecido dos Santos, 23 anos“Eu procurei o abrigo para pegar passagem, vim para Rio Claro procurar alguns parentes meus e não encontrei, sou de Boa Esperança do Sul. Agora estou indo para Limeira, ver se consigo emprego. Foi a primeira vez que procurei o abrigo, um colega meu que indicou”.
Terezinha Malavazi, 65 anos“Já morei aqui no abrigo por dois anos, não tinha para onde ir, ai saí fui morar em uma casa, não deu certo e voltei para cá ontem. É muito ruim não ter lugar certo para ficar. Eu não tenho nem documento, nem sei se é essa mesmo a minha idade”.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário