quarta-feira, 20 de agosto de 2008

enCANTANDO

O coral infato-juvenil de Santa Gertrudes mal começou e já vem arrancando muitos aplausos pela região. Fundado no início deste ano, por iniciativa da Secretaria de Educação, o coral reúne alunos de todas as escolas da rede, com o intuito de formar um grupo sério de coral, firmado em conceitos técnicos e músicas clássicas, para levar nome da cidade a encontros de coral Brasil afora.
São trinta alunos, meninos e meninas, de nove a quinze anos, pré-selecionados pelo maestro Rodolfo de Oliveira. “Foi do projeto que já existe nas escolas, há seis anos, que selecionamos os alunos. Foi uma seleção mesmo, escolhemos os que têm mais aptidão para o canto, pois as aulas são puxadas”, conta o maestro, formado pelo conservatório de Tatuí e que ministra as aulas voluntariamente.
E a meninada não faz feio. No repertório estão desde “Roda Viva”, de Chico Buarque a “Glória in excelsis” (música clássica cantada em latim). E o latim sai perfeitinho: “Demorou alguns meses até eles pegarem a letra certinha, mas agora já decoraram”, acrescenta Rodolfo.
Para decorar tudo isso são duas horas de ensaio semanal, todas as segundas-feiras, no prédio da Secretaria de Educação. O trabalho é levado a sério, as vozes são divididas em contralto, soprano e barítono, sem esquecer a postura, comportamento e técnicas vocais.
O resultado de tanta dedicação foi o troféu trazido pelo grupo, mês passado, depois de uma apresentação no VII Encontro de Corais de Cerquilho, quando o coral foi aplaudido de pé pela platéia. “Esta nem foi a estréia oficial do coral, foi uma pré-estréia; eles se apresentam pela primeira vez aqui na cidade dia 22, na reinauguração da praça central”.
Além do maestro Rodolfo, o coral ainda conta com o suporte da tecladista Juliana Armelin, também voluntária.



Coral5
Rodolfo de Oliveira e Juliana Armelin comandam o coral de 30 crianças

Coral6
As aulas do coral são firmadas em conceitos técnicos e músicas clássicas




***BOX***

Z FOTOS
Coral1

Bruno Aparecido Julião, 15 anos, barítono
Tem a voz mais grave do grupo, começou a cantar por causa do coral e não perde uma aula. É o único da família que canta, gosta de ouvir vários tipos de música, mas adora música eletrônica.


Coral2
Wellington Dimas da Silva, 13 anos, contralto masculino
Canta desde os oito anos, começou no projeto Guri, mas sempre participou das aulas na escola. Acha que cantar é uma ótima distração e conta que viajar com o coral para se apresentar em outras cidades é uma experiência legal para conhecer outros corais e fazer mais amizades.

Coral3
Thaiane Cristine da Silva, 10 anos, soprano
Descobriu a paixão pelo canto freqüentando o coral, pretende aprender a tocar outros instrumentos musicais, começando pelo violão. Em casa adora ouvir música pop.

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