segunda-feira, 28 de abril de 2008

Uma mãezona

Gabriele M. P. Campos é coordenadora, há três anos, do Educandário Santa Maria Goretti, em Rio Claro. Além de mãe de uma menina de nove anos, Gabriele é a ‘mãezona’ das 14 meninas que, hoje, moram no abrigo.
O Educandário abriga meninas entre 12 e 18 anos, retiradas de suas famílias por meio judicial, devido maus tratos, problemas financeiros ou falta de condições para criação. As meninas convivem como uma grande família, todas freqüentam a escola, fazem cursos através de bolsas, como inglês, informática e dança.
Cabe à Gabriele acompanhar os estudos, auxiliar nas tarefas, agendar e acompanhar em consultas médicas, além do carinho nas conversas, na cumplicidade e até dicas de roupas. “Somos uma grande família realmente, as meninas convivem como irmãs, eu supervisiono tudo e todos os funcionários também fazem parte”, diz Gabriele.
Para Maristela Cassiano, de 16 anos, a coordenadora é como uma segunda mãe e estar no abrigo proporcionou mais oportunidades. Exemplo disso é Kely Regina Rodrigues Teles, de 15 anos, que já fez curso de inglês, datilografia, dança do ventre, bordado, pintura, e ainda freqüenta as aulas na escola “Marciano”. “Aqui temos até um pouco mais que uma família normal”, diz Kely.
Gabriele conta que o número de meninas é oscilante, Há sempre meninas saindo e entrando. “Não perco o contato com nenhuma, e quando sei que algo não vai bem com elas lá fora eu procuro e dou opinião”, diz.

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