segunda-feira, 14 de abril de 2008

Caramujos

07/04/2008 - 14:26 - Ribeirão Preto está vivendo uma infestação de caramujos africanos. Cerca de 85% dos bairros estão infestados desse tipo de molusco, que aparece principalmente nos lugares onde há lixo e entulho. As autoridades da saúde estão em alerta, porque os caramujos podem transmitir doenças à população. No bairro onde mora o aposentado Josias Fernandes, os caramujos estão na parede, na cerca e nas folhas da horta que ele formou no terreno baldio, ao lado de casa. “Eles chegam aos montes”, disse. Mas o problema atinge outras cidades da região. Em Araraquara, o Centro de Controle de Zoonoses já registrou 50 infestações. No ano passado, entre janeiro e abril, foram 77 ocorrências. Já em Holambra, na região de Campinas, os foram encontrados em 140 pontos.Os caramujos africanos foram trazidos para o Brasil nos anos 80, para servir de alimento. Como não agradaram o paladar dos consumidores, eles foram abandonados e se tornaram uma praga urbana. Como não têm predadores naturais, eles se reproduzem sem controle, principalmente em lugares úmidos. Por viver em ambientes sujos, o caramujo pode ser contaminado pela urina de rato, e transmitir doenças que atacam o intestino e causam fortes dores de cabeça. O simples contato sem proteger as mãos é suficiente para contaminação. “Ainda não temos nenhuma notificação no Brasil desse caramujo contaminado, mas precisamos ter cuidado e nunca pegá-lo sem ter a mão protegida”, explica Maria Cláudia D´Ávilla, agente de controle de vetores.Os caramujos também podem infectar frutas e verduras. E não há como evitar ele apareça, pois não existe veneno que resolva sem prejudicar a saúde dos homens ou as plantas. Por isso, os caramujos devem se colocados em algum recipiente e levados para um posto de coleta. Em Ribeirão Preto, foram colocados contêineres nas unidades de saúde para que a população deposite os caramujos, que depois são incinerados. A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo informou que a coleta do caramujo africano é de responsabilidade do município. Portanto, os moradores que encontrarem o molusco devem se informar no controle de vetores para saber onde depositá-lo.

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