segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sábado 08/11/2008

Melhorias na vicinal salvam vidas
De acordo com o sub-prefeito dos distritos de Ajapi e Ferraz, Giocondo Durvalino Casagrande, as melhorias promovidas na vicinal que liga Rio Claro a Ajapi estão salvando muitos vidas. “Antes, chegava a ter um acidente por semana. Teve um mês que aconteceram cinco acidentes, sendo três com morte instantânea”, declara.
A vicinal foi asfaltada, sinalizada e conta com fiscalização eletrônica, com limite de 60 quilômetros por hora. Apesar da reclamação de alguns moradores quanto à velocidade limite, Giocondo afirma que isso foi necessário para que a população se conscientizasse, e que de acordo com a lei, a velocidade é a exigida para vicinais.
Outra vitória para o distrito foi a nova adutora de água, substituindo a velha que possui problemas com a tubulação. A ampliação da creche Laura Pena Joly, que já está recebendo a cobertura e a iluminação da avenida 2, com 25 luminárias, também são conquistas. “Fizemos também o desvio de caminhões pesados e altos para a avenida 2, porque eles atrapalhavam a fiação elétrica”, conta.
Quanto às solicitações da população, Giocondo destaca a necessidade de um banco ou um BTP para que os moradores possam pagar contas, sem precisar se deslocar para o Rio Claro. “São seis mil habitantes entre Ajapi e Ferraz, além do Allan Grey e Mata Negra. Facilitaria muito se tivesse algo por perto para se pagar contas”. Outra reivindicação é a necessidade de um médico todo o dia no posto de saúde.
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Ajapi (6)O sub-prefeito do distrito de Ajapi, Giocondo Durvalino Casagrande

Encontro de violeiros
Acontece amanhã (9), a partir das 15 horas, o show da dupla Zé do Cedro & Tião do Pinho & convidados. No próximo domingo (16) tem Mirian e Mislene. Os shows acontecem no salão de festas da capela Nossa Senhora do Rosário, bairro Cachoeirinha – Rod. Rio Claro/Ajapi. Ingressos R$10, preço único. Estacionamento e serviço de bar completo. Mais informações: 9651-7901.


Baile do Havaí
O Baile do Havaí de Santa Gertrudes acontece dia 29 deste mês, nas dependências do Ginásio Francisco Marigo, a partir das 23 horas. O baile será animado pela banda Mala Direta. Reservas de mesas com Paulinho pelo fone (19) 9783-3163. Ingressos antecipados e limitados, R$20 homens, R$15 mulheres. Pontos de venda: Bar do Giovani, Padaria Moreira, Sorveteria Cassimiro.
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Biblioteca digitalizada
Há apenas seis meses que a bibliotecária Tânia Massullo assumiu o posto em Santa Gertrudes. Mesmo com pouco tempo atuando na biblioteca “Professora Isolda de Souza Guilherme Mamede”, Tânia já prevê transformações para o espaço.
A intenção agora é, além de organizar o acervo de 11.800 livros e vídeos, digitalizar todo o conteúdo. “Estamos no processo de compra de um software. Isso irá facilitar as consultas, as pessoas poderão até mesmo consultar pela internet”, destaca.
Hoje, dos cinco mil usuários inscritos, apenas dois mil utilizam freqüentemente a biblioteca. Tânia afirma que são emprestados cerca de 500 livros por mês. “Estamos sempre atualizados com os Best Sellers e lançamentos, que são bem procurados”.
“Temos muita procura por revistas de história em quadrinhos, o que está em falta”, conta Tânia. Além das histórias em quadrinhos, livros didáticos do ensino médio e infantil estão em falta. “Quem quiser doar livros para a biblioteca é só trazer até aqui”.
A biblioteca ainda conta com dois computadores para pesquisa e uma sala de leitura com duas mesas e espaço para aproximadamente 12 crianças. “A sala ainda é pequena, mas atende bem os usuários”, destaca.
Atualmente está sendo desenvolvido o projeto “Entre na Roda” para a divulgação e incentivo à leitura. As escolas levam as crianças à biblioteca para ouvirem histórias e conhecerem um pouco da vida dos autores.
Para se cadastrar na biblioteca é necessário apresentar RG ou o RA (registro escolar) e comprovante de endereço. Menores devem comparecer acompanhados de um responsável para assinar ficha.
O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 8 às 17h30; às quartas-feiras a biblioteca funciona também das 19 às 21 horas.

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Santa_bibliotecaA Biblioteca Municipal “Professora Isolda de Souza Guilherme Mamede” existe desde 1984
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Tão perto
A proximidade entre os municípios de Rio Claro e Santa Gertrudes fica cada vez mais evidente. Com o limite de município localizado na rotatória de entrada de Santa, através da rodovia Constantine Peruchi (SP-316), pode-se prever que muito em breve as duas cidades estarão unidas.


Igreja Matriz ainda em reforma
A Igreja Matriz em Santa Gertrudes completa, este ano, cinco anos em obras. Ainda na fase do reboco e aguardando a estrutura para os vitrais, as obras da matriz não têm previsão para serem entregues.
De acordo com o padre João Carlos da Cunha, o prosseguimento das obras depende da arrecadação de verbas. “Toda a construção está sendo feita apenas com o dinheiro da paróquia, através de dízimos, ofertas e promoções, como quermesse, jantares e bingo”.
Quanto a demora para execução da obra, o padre esclarece que a preocupação principal nos últimos anos foi reformar e terminar as outras igrejas da comunidade, São José, Santa Catarina e São Joaquim. “Temos também um terreno no Jequitibás para a construção de uma igreja ou centro pastoral”.
A nova matriz deverá comportar 800 pessoas, piso em granito, o altar no centro da igreja, as portas em madeira, ferragens em alumínio, pia batismal por imersão e rampa de acesso para portadores de necessidades especiais. Não há a intenção de forrar a igreja, deixando a estrutura aparente. Os vitrais trarão ilustrações de elementos da natureza como fogo, ar, água e terra. Além de uma capela do santíssimo para celebrações durante a semana, para poucas pessoas.
O foco principal agora é terminar a matriz, sem deixar de prestar assistência às outras comunidades. “Os custos são altos, um vitral chega a custar 50 mil, é complicado. “O que conseguimos até agora é mérito dos próprios fiéis que colaboraram”, declara o padre.
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Santa_igreja1O padre João Carlos da Cunha acompanha as obras na matriz
Santa_igreja2Vitral trará imagens de elementos da natureza
Santa_igreja3Estrutura do teto ficará aparente


Rock para arrecadação de brinquedos
SOLIDARIEDADE
No próximo sábado (15), nos gramados do canteiro central da Avenida Carlos Hespanhol, Jardim Bela Vista, em Cordeirópolis, acontece uma grande festa de bandas de rock da cidade e região com a proposta de angariar brinquedos para o natal das crianças.Sob a organização de Alceu Guimarães e comunidade do Jardim Progresso, as apresentações têm início às 13 horas e previsão de encerramento somente às 10 da noite. Apesar de o evento ser aberto os organizadores esperam que as pessoas e empresários se sensibilizem e colaborem doando brinquedos. Alceu acrescenta ainda que a intenção de se fazer o evento no canteiro central da Avenida é mostrar que o local pode ser uma alternativa para a realização de eventos.Nove grupos já confirmaram presença, entre elas as rio-clarenses Sethy, Vulca, Before Close the Casket e Madona Méca. De Cordeirópolis as bandas Supremacia e O cheiro do ralo. Ainda, o som de outras bandas da região como Punkeca e seus Gardenais, de Piracicaba, Cabo de pára-raio, de São Pedro e Velha Faíska, de Rio das Pedras. Agradando a todos os estilos, as bandas vão desde o pop rock, punk rock até o metal extremo. Mais informações sobre o evento através do telefone (19) 96568497.
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SethyA banda Sethy é destaque no Festival com Atitude – Rock Solidário



Educação Musical nas Escolas
No dia 18 de agosto deste ano o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.769, que determina a inclusão da música no currículo da educação básica (ensino infantil, fundamental e médio).
Depois de 37 anos (a disciplina já foi obrigatória entre 1932 e 1971), o ensino musical volta a ser obrigatório nas escolas brasileiras. O retorno da disciplina, proposto pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que embora determinasse a obrigatoriedade do ensino de arte, não especificava o conteúdo da disciplina, permitindo uma multiplicidade de interpretações. Lula vetou um artigo que exigia formação específica para os professores de música.
As escolas têm até 2010 para se adequar à nova grade. A questão agora é descobrir como será este ensino, as condições profissionais, estruturais e teóricas desta disciplina. O JORNAL REGIONAL foi conversar com quem entende de música e pedagogia para tratar desta questão.
Marcelo Haack de Marcos formou-se ano passado no curso de Licenciatura em Música pela UFSCar. O curso visa formar profissionais aptos para ministrar a matéria, mas Marcelo já acrescenta que não haverá profissionais suficientes para atender a demanda. “A minha turma foi a primeira a se formar neste curso, da minha sala se formaram apenas seis pessoas”.
Além da UFSCar, outras duas faculdades do estado abriram o curso de Licenciatura em Música: Unicamp e Unesp. Mesclando conhecimentos de música e parte pedagógica, o curso difere-se de uma faculdade de música, pois privilegia a percepção musical, dando enfoque à criação, estruturação musical e trabalha com cinco instrumentos básicos: flauta doce, violão, teclado, percussão e voz.
Marcelo comenta que a disciplina nunca deveria ter saído da grade curricular, “o que aconteceu foi que substituíram a disciplina de música pela disciplina de artes, que deveria englobar música, artes plásticas, teatro, dança, mas que acabou se tornando exclusivamente em desenhos”.
Em alguns estados do Sul do país como Paraná, Santa Catarina a matéria nunca saiu do currículo, Marcelo destaca ser este um dos motivos que tornam os estudos mais críticos e culturais. “A intenção é que as crianças estejam em contato com a música para conhecer a cultura do país, sons regionais como baião, coco, estilos bem brasileiros que as crianças desconhecem”.
Para o professor o intuito principal não é formar músicos, mas ouvintes criteriosos e conscientes, “hoje 95% da música pop valoriza apenas o corpo, não a música em si. Os alunos não gostam de música clássica porque não conhecem. Muitos nunca viram uma orquestra tocar”.
O contato desde cedo com a música pode fazer também com que a vocação musical possa aparecer, quanto mais cedo uma criança tem contato com a música mais se desenvolve neste sentido. “Acredito que o público das escolas particulares de música irá aumentar, em sala de aula será trabalhado apenas a vivência musical, escutar e fazer práticas de criação, utilizar a criatividade não repetição. Com esta abordagem os alunos terão interesse em se aprofundar no assunto, buscando aulas particulares, em escolas ou em sinfônicas”.
Outra vantagem destacada pelo músico e professor, é a interdisciplinariedade e multidisciplinariedade da música. Sendo possível trabalhar conceitos de português e inglês através das letras de música, “Pasquale e Tony Belloto já fazem isso na TV e provaram que dá certo”.
Ainda, conceitos básicos de matemática, através das regras para melodia, harmonia e estruturação musical. História da música intimamente ligada à história mundial e geografia. Sem contar as posturas necessárias para se tocar certos instrumentos, que exigem vastos estudos em ciências. “Dá pra se relacionar tudo”.
Os benefíciosAlém dos benefícios culturais e educacionais, a música é comprovadamente uma terapia. Em 1999, uma pesquisa feita no Instituto de Psicologia da USP mostrou que crianças hiperativas conseguem atingir um grau de concentração muito maior se estiverem ouvindo música. No Canadá, pesquisas comprovaram que crianças que estudam música precocemente têm desenvolvimento intelectual melhor do que as que não tiveram nenhum contato com ela.
“Centenas de experiências comprovam que somente com a música se atinge algumas regiões do cérebro. Ela é utilizada no tratamento de autistas, em paralisias, e recentemente na prevenção ao Alzheimer”, destaca Marcelo.
A musicoterapia comprova a efetividade da música terapêutica, uma vez que o organismo humano tem um ritmo interno, ao entrar pelos ouvidos a música faz contato com este ritmo, interagindo com as atividades biológicas do corpo.
Infra-estruturaO que preocupa os profissionais é a infra-estrutura destinada às aulas de música. Como não haverá profissionais específicos suficientes para atender a demanda, há um receio de que a matéria seja “jogada”, trabalhada por um profissional que não compreenda todo esse processo da música, “porque em vez de ajudar irá piorar, o professor pode chegar e colocar o cd que as crianças pedirem, ai não vai adiantar nada”, finaliza Marcelo.
Luiz Fernando Guilherme, um dos proprietários da Jog Music Instrumentos Musicais, destaca as necessidades estruturais quanto ao espaço físico, como uma sala isolada das demais ou isolada acusticamente, sem carteiras, onde os alunos possam se sentar em roda, se movimentar por ela.
Quanto aos instrumentos, ele destaca que haverá uma verba federal para a compra do necessário, mas que isso também não é o essencial, “é possível se utilizar de percussão corporal, sucata para fazer instrumentos e formar corais também. Além do que, os instrumentos duram muito, e também podem ser viabilizados via APM ou até mesmo o kit fanfarra que é distribuído pelo governo”.
Para Luis a idéia não é formar músicos, mas sim, usar a música como ferramenta de humanização. “É um mercado forte, o que teremos daí pra frente será um público mais crítico com o que escuta no rádio e até mesmo com os instrumentos que toca. Em Rio Claro isso terá muito resultado, pois a cidade tem muita vocação para música, tem muito músico rio-clarense atuando fora da cidade”.
Para Silvia Cristina Gonçalves Moreira, bacharel em música, e cursando licenciatura em Pedagogia na Unesp Rio Claro, a grande preocupação também é a formação do profissional, por isso, partiu dela a idéia do “1º Encontro de Educação Musical em Rio Claro”, abordando os caminhos da música nas escolas, com mesa redonda para debater os assuntos e mini cursos para preparar os professores.
O evento, que é realizado pela Jog Music, acontece na próxima semana, nos dias 14, 15 e 16, na Unesp e nas Faculdades Claretianas. “O intuito do evento é fazer com que a população discuta a música nas escolas, como isso irá acontecer. É imprescindível que professores, pais e a comunidade participem desta discussão”, acrescenta.
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Marcelo1Marcelo Haack de Marcos, formado em Licenciatura em Música, ministra aula de artes no EJA, e dá aulas particulares de violão, guitarra e baixo elétrico.
Jog1Luis Fernando Guilherme, um dos proprietários da Jog Music e Silvia Cristina Gonçalves Moreira, organizadores do “1º Encontro de Educação Musical em Rio Claro”.


10 benefícios da música
1- A música provoca um forte impacto no cérebro e deve ser encorajada nas crianças desde cedo; 2- Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora; 3- O estudo musical amplia o raciocínio nas crianças na escola; 4- Crianças que estudam música têm melhor comportamento em salas de aula e apresentam uma redução de problemas disciplinares; 5- Pessoas de mais idade envolvidas em fazer música têm melhorias significativas na saúde; 6- O fazer musical altera algumas regiões do cérebro para combater o mal de Alzheimer; 7- O desenvolvimento musical faz reduzir os sentimentos de ansiedade, solidão e depressão; 8- A música diminui o estresse e reforça o sistema imunológico; 9- Estudos comprovam que aulas de piano ou teclado para idosos provocam aumento do hormônio do crescimento, colaborando no aumento do nível de energia, das funções sexuais e da massa muscular, evitando osteoporose e rugas; 10- Em todas as idades, a música reforça o sentimento e convivência em grupo, proporcionando melhorias no relacionamento interpessoal.

Musicoterapia
Musicoterapia é a utilização da música ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento. (World Federation of Music Therapy)


1º Encontro de Educação Musical em Rio ClaroCaminhos da Música nas Escolas
Dia 14 de Novembro19 horas – Abertura – Apresentação Musical20 horas – Mesa Redonda – Caminhos da Música nas Escolas
Local: UNESP Rio Claro
Dia 15 de Novembro8 horas – Oficina “De vento em Popa” (Erik Heimann), aula interativa sobre instrumentos de sopro para crianças/adultos10h30 – Oficina Prática Musical Integrada: Cantoria e Invenção (Oswaldo Mori e Valéria Ruiz)14 horas – Mini curso “Música, movimento e brincadeiras infantis” (Valéria Ruiz)16h15 – Mini curso “Arranjos didáticos para instrumental Orff” (Oswaldo Mori)18h20 – Comunicações e relatos de experiência19h30 – Recital Artístico de Saxofone e Piano – Ares de um Novo Mundo Reflexão de um Sopro pelas Américas (Erik Heimann Pais e Miriam Braga)
Local: Faculdades Claretianas
Dia 16 de Novembro8 horas – Mini curso “Escuta e Sensibilização Musical Criativa” (Enny Parejo)13h30 – Mini Curso “Educação Musical e os princípios de Dalcroze e Schafer” (Liliana Bertolini)17h30 – Encerramento e entrega dos certificados
InscriçõesAs inscrições devem ser feitas pelo site www.jog.com.br ou diretamente na loja Jog Music: Avenida 13 nº1109, São Benedito, Rio Claro. A participação em todo o evento dá o direito a certificado de 20 horas. Para o primeiro dia do evento a entrada é gratuita, para a participação nos mini cursos e oficinas a inscrição custa R$70, para estudantes e associados ao CAEM R$60.


Grupo musical cria os próprios instrumentosRIO CLARO
O grupo artístico Taquara Rachada, de Rio Claro, toca instrumentos musicais artesanais feitos pelos próprios integrantes, usando como matéria-prima o bambu, base para confecção das flautas e charamelas (saxofone-de-bambu), que são os principais instrumentos. Tendo como objetivo a valorização da cultura, da arte, da criatividade, Renan Marucci Rodrigues, Maira Domingues, Milena Dimaura, Guilherme Franceschini, Tales de Deus Dinis, Vinícius Travalini, Harryson Oliveira, Vagner Matheus, visam inspirar em cada ouvinte a busca pelo sagrado e o respeito às suas raízes. As apresentações são muito tocantes pela forte integração com o público, através de danças circulares (como a ciranda) e performances que convidam as pessoas a participarem de forma simples, ativando suas emoções. Em outros momentos a formação assumida pelos membros do grupo simboliza uma mandala. Além de situações em que é promovida a reverência a algum instrumento, lembrando a importância exercida pela música para muitos povos em todo o mundo. O grupo sempre carrega belas poesias, que são declamadas ou podem também ser entregues aos espectadores, numa valorização à literatura.
MUITA COR O figurino é marcado pelo colorido vivo das roupas e adornos (colares) e pinturas corporais, com fortíssima influência indígena e ou circense que, unidos a movimentação dos integrantes produz um efeito maravilhoso, como um belo jardim, os pássaros no céu, uma pintura alegre, o jeito brasileiro de ser. No Contexto Musical as características mais presentes trazem o estilo regional oriundas do povo do norte e nordeste. As músicas também são composições de artistas que SE fundamentam na mesma idéia, como: Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Antônio Nóbrega, Tom Zé. Além de músicas criadas pelo próprio grupo, com enorme influência destes artistas. Outro fator muito interessante é a mistura de estilos e ritmos que promovem a harmonia entre elementos, a princípio distantes, como a versão da música “Primavera de Vivaldi”, apresentada em ritmo de capoeira. Também chama a atenção a adaptação da famosíssima música “Greens Leaves”, do século XV, ao som do ritmo Funk (no melhor estilo Jorge Ben, James Brown) executada pelas flautas, percussão e saxofone-de-bambu.
INSTRUMENTOS A maioria dos instrumentos é confeccionada pelo próprio grupo, um trabalho artístico minucioso, buscando as afinações e timbres característicos. Entre eles: flautas de bambu (pífano), saxofones de bambu (charamela), pandeiro, caixa do divino (tambor), atabaque (tambor) e berimbau.
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Taquara2Taquara Rachada usa instrumentos fabricados pelos próprios integrantes

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