segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Capa - Família

Equoterapia será ampliada e pede ajuda

RIO CLARO

Hoje, a Equoterapia do Clube de Cavaleiros atende cerca de 50 praticantes, semanais, entre cinco e 77 anos, sem contar a extensa lista de espera, justificada pela qualidade dos serviços prestados. Os atendimentos são feitos todas as sextas-feiras, das 8 às 18 horas. Os cavalos utilizados são do próprio clube e todos os gastos para manutenção do projeto são mantidos por sócios, patrocínios, eventos para angariar fundos e de pessoas que desejam contribuir.

O último evento realizado pelo Clube foi um almoço para arrecadar verba para a construção de um banheiro adaptado para cadeirantes e uma sala de atendimento para pais e alunos. Vaniele Fernanda Foresti, uma das psicólogas do projeto, conta que o almoço teve a verba dividida entre a Equoterapia e o GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer). “O almoço foi sucesso, tivemos cerca de 500 pessoas. Com o que entrou poderemos começar as obras. Para a construção do barracão, onde trabalhamos com os alunos, foram necessários muitos almoços”.

Por ser muito dispendiosa, a Equoterapia do Clube de Cavaleiros procura ajuda: “São muitos gastos, desde a manutenção dos cavalos, equipamentos e materiais específicos para o tratamento”, destaca Vaniele. Todo o trabalho desenvolvido no Centro é feito em equipe, onde atuam oito profissionais especializados: três psicólogas, um fisioterapeuta, uma terapeuta ocupacional, uma fonoaudióloga e dois equitadores.

O objetivo principal do Centro de Equoterapia para o próximo ano é adaptar a estrutura do Clube para atender melhor os alunos, com a construção do banheiro específico para cadeirantes e da sala para atendimentos. Quem quiser colaborar pode entrar em contato através do telefone 3524-7056, no horário das 15 às 20 horas, de segunda a sexta-feira.

O que é Equoterapia?

A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar aplicada nas áreas de saúde e educação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência ou com necessidades especiais. É indicada em casos de paralisia cerebral, síndromes diversas, AVC (derrame), hiperatividade, déficit de atenção, comportamento, dificuldade de fala, nutrição e, até mesmo, síndrome do pânico. Em Rio Claro, a Equoterapia teve início há onze anos no Clube de Cavaleiros “Professor Victorino Machado”, anexo à Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade.

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A cidade em pânico

Onda de roubos e assaltos desespera moradores de Ipeúna

Os números não são oficiais, mas a população garante que o índice de assaltos e roubos não é normal. Vânia Souza de Freitas, proprietária da Casa Lotérica, afirma que em menos de duas semanas foram 10 assaltos, entre estes, o seu próprio estabelecimento.
Vânia, que está em Ipeúna há apenas três meses, não esperava que isto fosse acontecer. “Vim do Rio de Janeiro para cá esperando uma cidade tranqüila, agora estou em pânico”, comenta. Foi dela que partiu a iniciativa do abaixo assinado que deve ser encaminhado às autoridades de Rio Claro.
O abaixo assinado exige viaturas em boas condições e mais policiamento. “Estamos nos sentindo desprotegidos”, diz Vânia, que chegou a pedir, na delegacia, por mais rondas. O abaixo assinado está tendo a colaboração de toda a comunidade. São oito listas espalhadas pelos estabelecimentos comerciais do município: “Ainda não tenho noção de quantas assinaturas temos, mas todos estão colaborando”.
Para ela, o policiamento da cidade é para uma população de quatro mil, sendo que hoje Ipeúna tem seis mil moradores. A sugestão dela, além de novas viaturas, é uma moto para agilizar as ocorrências. “É preciso também fazer blitz na entrada da cidade para verificar quem entra. Uma das promessas do prefeito eleito foi a instalação de uma Guarda Municipal, isso também vai ajudar muito”, finaliza.
Hercílio Mondini também foi uma das vítimas. Teve sua casa assaltada às 7 da manhã. “Precisava, no mínimo, de quatro policiais. Os assaltantes sabem que não tem policial suficiente; precisa de controle e ordem para dar medo nos bandidos”, destaca.

AMIP
A Associação Amigos de Ipeúna já começou a tomar providências para que o caso se resolva. Fundada há dois anos, a AMIP surgiu exatamente pelo mesmo motivo: onda de assaltos. Um grupo de comerciantes se reuniu para criar meios de se proteger da ação de bandidos, pois perceberam que somente uma ação conjunta entre população e poder público resolve o problema.
A criação da AMIP resultou em várias iniciativas para a contenção da violência, como a instalação de um sistema de rádio integrado entre os estabelecimentos comerciais, facilitando a ação da polícia e o contato entre os comerciantes, agilizando a ação contra os bandidos. Além disso, houve um trabalho conjunto para a efetivação de um delegado no município.
Todas essas ações surtiram efeito por um longo período, mas a Associação acredita que a soma de inúmeros agravantes fizeram com que os assaltos voltassem a acontecer, como a crise da polícia, o período de transição política, as férias do delegado e o fim do ano.
A Associação está buscando meios de agir para solucionar a situação. Uma reunião com o deputado Aldo Demarchi (DEM) já foi marcada para a semana que vem, para requisitar uma viatura em caráter emergencial e blitz em todo o município. Também estão sendo pleiteados junto ao prefeito eleito a criação de uma Guarda Municipal e meios para a instalação de câmeras para um sistema de monitoramento.
Para a AMIP o grande problema é a situação atual de pânico dos moradores, que faz com que os boatos corram e os números aumentem. A Associação lembra à população de uma cartilha distribuída há dois anos, que mostrava como se prevenir e agir em situações de perigo.

DELEGADO
O delegado do município, Paulo de Tarso Amaral Marcondes, concorda que mais policiais e mais viaturas trariam às pessoas uma sensação de segurança, o que é necessário no momento. Pois as pessoas estão assustadas e com medo, como a cidade é pequena as notícias se alastram. O delegado destacou ainda que o município conta com ótimos PMs e um excelente investigador e ao que tudo indica, os assaltos estão sendo realizados por um mesmo grupo.




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A Casa Lotérica de Ipeúna já foi assaltada duas vezes, a última aconteceu à mão armada, na semana passada




O que você achou do calçadão?

O JORNAL REGIONAL esteve nas ruas de Ipeúna perguntando qual a opinião dos moradores sobre o polêmico calçadão da praça central. Alguns aprovam, uns não gostam e outros amam, confira!


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Para Ari Barbosa e João Bueno o calçadão foi uma das melhores coisas, tornando-se um local agradável para as crianças brincarem, para se sentar ao ar livre, além se ser muito mais seguro. “Também é bom porque dá pra tomar uma cervejinha ao ar livre”, graceja João.

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Já Simone de Oliveira Dias e Daniele Germana dos Santos não concordam muito. Para elas, antes do calçadão era melhor porque se transitava com o carro com mais facilidade. Era possível se estacionar o carro no meio da praça e como não havia muito movimento, era um ótimo local para os jovens se reunirem e ouvir música.

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Patrick, Junior, Giovani, Pedro Henrique, Daniel, Ruan, Breno e Vitor tem a palavra final: amam o calçadão. É o local onde todos se reúnem após as aulas para brincar, jogar bola, andar de bicicleta, sem se preocupar com os carros. Os pais também aprovam a idéia, por ser muito mais seguro.

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