segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Capa - Família

Equoterapia será ampliada e pede ajuda

RIO CLARO

Hoje, a Equoterapia do Clube de Cavaleiros atende cerca de 50 praticantes, semanais, entre cinco e 77 anos, sem contar a extensa lista de espera, justificada pela qualidade dos serviços prestados. Os atendimentos são feitos todas as sextas-feiras, das 8 às 18 horas. Os cavalos utilizados são do próprio clube e todos os gastos para manutenção do projeto são mantidos por sócios, patrocínios, eventos para angariar fundos e de pessoas que desejam contribuir.

O último evento realizado pelo Clube foi um almoço para arrecadar verba para a construção de um banheiro adaptado para cadeirantes e uma sala de atendimento para pais e alunos. Vaniele Fernanda Foresti, uma das psicólogas do projeto, conta que o almoço teve a verba dividida entre a Equoterapia e o GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer). “O almoço foi sucesso, tivemos cerca de 500 pessoas. Com o que entrou poderemos começar as obras. Para a construção do barracão, onde trabalhamos com os alunos, foram necessários muitos almoços”.

Por ser muito dispendiosa, a Equoterapia do Clube de Cavaleiros procura ajuda: “São muitos gastos, desde a manutenção dos cavalos, equipamentos e materiais específicos para o tratamento”, destaca Vaniele. Todo o trabalho desenvolvido no Centro é feito em equipe, onde atuam oito profissionais especializados: três psicólogas, um fisioterapeuta, uma terapeuta ocupacional, uma fonoaudióloga e dois equitadores.

O objetivo principal do Centro de Equoterapia para o próximo ano é adaptar a estrutura do Clube para atender melhor os alunos, com a construção do banheiro específico para cadeirantes e da sala para atendimentos. Quem quiser colaborar pode entrar em contato através do telefone 3524-7056, no horário das 15 às 20 horas, de segunda a sexta-feira.

O que é Equoterapia?

A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar aplicada nas áreas de saúde e educação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência ou com necessidades especiais. É indicada em casos de paralisia cerebral, síndromes diversas, AVC (derrame), hiperatividade, déficit de atenção, comportamento, dificuldade de fala, nutrição e, até mesmo, síndrome do pânico. Em Rio Claro, a Equoterapia teve início há onze anos no Clube de Cavaleiros “Professor Victorino Machado”, anexo à Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade.

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A cidade em pânico

Onda de roubos e assaltos desespera moradores de Ipeúna

Os números não são oficiais, mas a população garante que o índice de assaltos e roubos não é normal. Vânia Souza de Freitas, proprietária da Casa Lotérica, afirma que em menos de duas semanas foram 10 assaltos, entre estes, o seu próprio estabelecimento.
Vânia, que está em Ipeúna há apenas três meses, não esperava que isto fosse acontecer. “Vim do Rio de Janeiro para cá esperando uma cidade tranqüila, agora estou em pânico”, comenta. Foi dela que partiu a iniciativa do abaixo assinado que deve ser encaminhado às autoridades de Rio Claro.
O abaixo assinado exige viaturas em boas condições e mais policiamento. “Estamos nos sentindo desprotegidos”, diz Vânia, que chegou a pedir, na delegacia, por mais rondas. O abaixo assinado está tendo a colaboração de toda a comunidade. São oito listas espalhadas pelos estabelecimentos comerciais do município: “Ainda não tenho noção de quantas assinaturas temos, mas todos estão colaborando”.
Para ela, o policiamento da cidade é para uma população de quatro mil, sendo que hoje Ipeúna tem seis mil moradores. A sugestão dela, além de novas viaturas, é uma moto para agilizar as ocorrências. “É preciso também fazer blitz na entrada da cidade para verificar quem entra. Uma das promessas do prefeito eleito foi a instalação de uma Guarda Municipal, isso também vai ajudar muito”, finaliza.
Hercílio Mondini também foi uma das vítimas. Teve sua casa assaltada às 7 da manhã. “Precisava, no mínimo, de quatro policiais. Os assaltantes sabem que não tem policial suficiente; precisa de controle e ordem para dar medo nos bandidos”, destaca.

AMIP
A Associação Amigos de Ipeúna já começou a tomar providências para que o caso se resolva. Fundada há dois anos, a AMIP surgiu exatamente pelo mesmo motivo: onda de assaltos. Um grupo de comerciantes se reuniu para criar meios de se proteger da ação de bandidos, pois perceberam que somente uma ação conjunta entre população e poder público resolve o problema.
A criação da AMIP resultou em várias iniciativas para a contenção da violência, como a instalação de um sistema de rádio integrado entre os estabelecimentos comerciais, facilitando a ação da polícia e o contato entre os comerciantes, agilizando a ação contra os bandidos. Além disso, houve um trabalho conjunto para a efetivação de um delegado no município.
Todas essas ações surtiram efeito por um longo período, mas a Associação acredita que a soma de inúmeros agravantes fizeram com que os assaltos voltassem a acontecer, como a crise da polícia, o período de transição política, as férias do delegado e o fim do ano.
A Associação está buscando meios de agir para solucionar a situação. Uma reunião com o deputado Aldo Demarchi (DEM) já foi marcada para a semana que vem, para requisitar uma viatura em caráter emergencial e blitz em todo o município. Também estão sendo pleiteados junto ao prefeito eleito a criação de uma Guarda Municipal e meios para a instalação de câmeras para um sistema de monitoramento.
Para a AMIP o grande problema é a situação atual de pânico dos moradores, que faz com que os boatos corram e os números aumentem. A Associação lembra à população de uma cartilha distribuída há dois anos, que mostrava como se prevenir e agir em situações de perigo.

DELEGADO
O delegado do município, Paulo de Tarso Amaral Marcondes, concorda que mais policiais e mais viaturas trariam às pessoas uma sensação de segurança, o que é necessário no momento. Pois as pessoas estão assustadas e com medo, como a cidade é pequena as notícias se alastram. O delegado destacou ainda que o município conta com ótimos PMs e um excelente investigador e ao que tudo indica, os assaltos estão sendo realizados por um mesmo grupo.




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A Casa Lotérica de Ipeúna já foi assaltada duas vezes, a última aconteceu à mão armada, na semana passada




O que você achou do calçadão?

O JORNAL REGIONAL esteve nas ruas de Ipeúna perguntando qual a opinião dos moradores sobre o polêmico calçadão da praça central. Alguns aprovam, uns não gostam e outros amam, confira!


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Para Ari Barbosa e João Bueno o calçadão foi uma das melhores coisas, tornando-se um local agradável para as crianças brincarem, para se sentar ao ar livre, além se ser muito mais seguro. “Também é bom porque dá pra tomar uma cervejinha ao ar livre”, graceja João.

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Já Simone de Oliveira Dias e Daniele Germana dos Santos não concordam muito. Para elas, antes do calçadão era melhor porque se transitava com o carro com mais facilidade. Era possível se estacionar o carro no meio da praça e como não havia muito movimento, era um ótimo local para os jovens se reunirem e ouvir música.

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Patrick, Junior, Giovani, Pedro Henrique, Daniel, Ruan, Breno e Vitor tem a palavra final: amam o calçadão. É o local onde todos se reúnem após as aulas para brincar, jogar bola, andar de bicicleta, sem se preocupar com os carros. Os pais também aprovam a idéia, por ser muito mais seguro.

Z FOTOS OPINIÃO (DESTACAR FOTO)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sábado 08/11/2008

Melhorias na vicinal salvam vidas
De acordo com o sub-prefeito dos distritos de Ajapi e Ferraz, Giocondo Durvalino Casagrande, as melhorias promovidas na vicinal que liga Rio Claro a Ajapi estão salvando muitos vidas. “Antes, chegava a ter um acidente por semana. Teve um mês que aconteceram cinco acidentes, sendo três com morte instantânea”, declara.
A vicinal foi asfaltada, sinalizada e conta com fiscalização eletrônica, com limite de 60 quilômetros por hora. Apesar da reclamação de alguns moradores quanto à velocidade limite, Giocondo afirma que isso foi necessário para que a população se conscientizasse, e que de acordo com a lei, a velocidade é a exigida para vicinais.
Outra vitória para o distrito foi a nova adutora de água, substituindo a velha que possui problemas com a tubulação. A ampliação da creche Laura Pena Joly, que já está recebendo a cobertura e a iluminação da avenida 2, com 25 luminárias, também são conquistas. “Fizemos também o desvio de caminhões pesados e altos para a avenida 2, porque eles atrapalhavam a fiação elétrica”, conta.
Quanto às solicitações da população, Giocondo destaca a necessidade de um banco ou um BTP para que os moradores possam pagar contas, sem precisar se deslocar para o Rio Claro. “São seis mil habitantes entre Ajapi e Ferraz, além do Allan Grey e Mata Negra. Facilitaria muito se tivesse algo por perto para se pagar contas”. Outra reivindicação é a necessidade de um médico todo o dia no posto de saúde.
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Ajapi (6)O sub-prefeito do distrito de Ajapi, Giocondo Durvalino Casagrande

Encontro de violeiros
Acontece amanhã (9), a partir das 15 horas, o show da dupla Zé do Cedro & Tião do Pinho & convidados. No próximo domingo (16) tem Mirian e Mislene. Os shows acontecem no salão de festas da capela Nossa Senhora do Rosário, bairro Cachoeirinha – Rod. Rio Claro/Ajapi. Ingressos R$10, preço único. Estacionamento e serviço de bar completo. Mais informações: 9651-7901.


Baile do Havaí
O Baile do Havaí de Santa Gertrudes acontece dia 29 deste mês, nas dependências do Ginásio Francisco Marigo, a partir das 23 horas. O baile será animado pela banda Mala Direta. Reservas de mesas com Paulinho pelo fone (19) 9783-3163. Ingressos antecipados e limitados, R$20 homens, R$15 mulheres. Pontos de venda: Bar do Giovani, Padaria Moreira, Sorveteria Cassimiro.
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Biblioteca digitalizada
Há apenas seis meses que a bibliotecária Tânia Massullo assumiu o posto em Santa Gertrudes. Mesmo com pouco tempo atuando na biblioteca “Professora Isolda de Souza Guilherme Mamede”, Tânia já prevê transformações para o espaço.
A intenção agora é, além de organizar o acervo de 11.800 livros e vídeos, digitalizar todo o conteúdo. “Estamos no processo de compra de um software. Isso irá facilitar as consultas, as pessoas poderão até mesmo consultar pela internet”, destaca.
Hoje, dos cinco mil usuários inscritos, apenas dois mil utilizam freqüentemente a biblioteca. Tânia afirma que são emprestados cerca de 500 livros por mês. “Estamos sempre atualizados com os Best Sellers e lançamentos, que são bem procurados”.
“Temos muita procura por revistas de história em quadrinhos, o que está em falta”, conta Tânia. Além das histórias em quadrinhos, livros didáticos do ensino médio e infantil estão em falta. “Quem quiser doar livros para a biblioteca é só trazer até aqui”.
A biblioteca ainda conta com dois computadores para pesquisa e uma sala de leitura com duas mesas e espaço para aproximadamente 12 crianças. “A sala ainda é pequena, mas atende bem os usuários”, destaca.
Atualmente está sendo desenvolvido o projeto “Entre na Roda” para a divulgação e incentivo à leitura. As escolas levam as crianças à biblioteca para ouvirem histórias e conhecerem um pouco da vida dos autores.
Para se cadastrar na biblioteca é necessário apresentar RG ou o RA (registro escolar) e comprovante de endereço. Menores devem comparecer acompanhados de um responsável para assinar ficha.
O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 8 às 17h30; às quartas-feiras a biblioteca funciona também das 19 às 21 horas.

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Santa_bibliotecaA Biblioteca Municipal “Professora Isolda de Souza Guilherme Mamede” existe desde 1984
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Tão perto
A proximidade entre os municípios de Rio Claro e Santa Gertrudes fica cada vez mais evidente. Com o limite de município localizado na rotatória de entrada de Santa, através da rodovia Constantine Peruchi (SP-316), pode-se prever que muito em breve as duas cidades estarão unidas.


Igreja Matriz ainda em reforma
A Igreja Matriz em Santa Gertrudes completa, este ano, cinco anos em obras. Ainda na fase do reboco e aguardando a estrutura para os vitrais, as obras da matriz não têm previsão para serem entregues.
De acordo com o padre João Carlos da Cunha, o prosseguimento das obras depende da arrecadação de verbas. “Toda a construção está sendo feita apenas com o dinheiro da paróquia, através de dízimos, ofertas e promoções, como quermesse, jantares e bingo”.
Quanto a demora para execução da obra, o padre esclarece que a preocupação principal nos últimos anos foi reformar e terminar as outras igrejas da comunidade, São José, Santa Catarina e São Joaquim. “Temos também um terreno no Jequitibás para a construção de uma igreja ou centro pastoral”.
A nova matriz deverá comportar 800 pessoas, piso em granito, o altar no centro da igreja, as portas em madeira, ferragens em alumínio, pia batismal por imersão e rampa de acesso para portadores de necessidades especiais. Não há a intenção de forrar a igreja, deixando a estrutura aparente. Os vitrais trarão ilustrações de elementos da natureza como fogo, ar, água e terra. Além de uma capela do santíssimo para celebrações durante a semana, para poucas pessoas.
O foco principal agora é terminar a matriz, sem deixar de prestar assistência às outras comunidades. “Os custos são altos, um vitral chega a custar 50 mil, é complicado. “O que conseguimos até agora é mérito dos próprios fiéis que colaboraram”, declara o padre.
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Santa_igreja1O padre João Carlos da Cunha acompanha as obras na matriz
Santa_igreja2Vitral trará imagens de elementos da natureza
Santa_igreja3Estrutura do teto ficará aparente


Rock para arrecadação de brinquedos
SOLIDARIEDADE
No próximo sábado (15), nos gramados do canteiro central da Avenida Carlos Hespanhol, Jardim Bela Vista, em Cordeirópolis, acontece uma grande festa de bandas de rock da cidade e região com a proposta de angariar brinquedos para o natal das crianças.Sob a organização de Alceu Guimarães e comunidade do Jardim Progresso, as apresentações têm início às 13 horas e previsão de encerramento somente às 10 da noite. Apesar de o evento ser aberto os organizadores esperam que as pessoas e empresários se sensibilizem e colaborem doando brinquedos. Alceu acrescenta ainda que a intenção de se fazer o evento no canteiro central da Avenida é mostrar que o local pode ser uma alternativa para a realização de eventos.Nove grupos já confirmaram presença, entre elas as rio-clarenses Sethy, Vulca, Before Close the Casket e Madona Méca. De Cordeirópolis as bandas Supremacia e O cheiro do ralo. Ainda, o som de outras bandas da região como Punkeca e seus Gardenais, de Piracicaba, Cabo de pára-raio, de São Pedro e Velha Faíska, de Rio das Pedras. Agradando a todos os estilos, as bandas vão desde o pop rock, punk rock até o metal extremo. Mais informações sobre o evento através do telefone (19) 96568497.
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SethyA banda Sethy é destaque no Festival com Atitude – Rock Solidário



Educação Musical nas Escolas
No dia 18 de agosto deste ano o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.769, que determina a inclusão da música no currículo da educação básica (ensino infantil, fundamental e médio).
Depois de 37 anos (a disciplina já foi obrigatória entre 1932 e 1971), o ensino musical volta a ser obrigatório nas escolas brasileiras. O retorno da disciplina, proposto pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que embora determinasse a obrigatoriedade do ensino de arte, não especificava o conteúdo da disciplina, permitindo uma multiplicidade de interpretações. Lula vetou um artigo que exigia formação específica para os professores de música.
As escolas têm até 2010 para se adequar à nova grade. A questão agora é descobrir como será este ensino, as condições profissionais, estruturais e teóricas desta disciplina. O JORNAL REGIONAL foi conversar com quem entende de música e pedagogia para tratar desta questão.
Marcelo Haack de Marcos formou-se ano passado no curso de Licenciatura em Música pela UFSCar. O curso visa formar profissionais aptos para ministrar a matéria, mas Marcelo já acrescenta que não haverá profissionais suficientes para atender a demanda. “A minha turma foi a primeira a se formar neste curso, da minha sala se formaram apenas seis pessoas”.
Além da UFSCar, outras duas faculdades do estado abriram o curso de Licenciatura em Música: Unicamp e Unesp. Mesclando conhecimentos de música e parte pedagógica, o curso difere-se de uma faculdade de música, pois privilegia a percepção musical, dando enfoque à criação, estruturação musical e trabalha com cinco instrumentos básicos: flauta doce, violão, teclado, percussão e voz.
Marcelo comenta que a disciplina nunca deveria ter saído da grade curricular, “o que aconteceu foi que substituíram a disciplina de música pela disciplina de artes, que deveria englobar música, artes plásticas, teatro, dança, mas que acabou se tornando exclusivamente em desenhos”.
Em alguns estados do Sul do país como Paraná, Santa Catarina a matéria nunca saiu do currículo, Marcelo destaca ser este um dos motivos que tornam os estudos mais críticos e culturais. “A intenção é que as crianças estejam em contato com a música para conhecer a cultura do país, sons regionais como baião, coco, estilos bem brasileiros que as crianças desconhecem”.
Para o professor o intuito principal não é formar músicos, mas ouvintes criteriosos e conscientes, “hoje 95% da música pop valoriza apenas o corpo, não a música em si. Os alunos não gostam de música clássica porque não conhecem. Muitos nunca viram uma orquestra tocar”.
O contato desde cedo com a música pode fazer também com que a vocação musical possa aparecer, quanto mais cedo uma criança tem contato com a música mais se desenvolve neste sentido. “Acredito que o público das escolas particulares de música irá aumentar, em sala de aula será trabalhado apenas a vivência musical, escutar e fazer práticas de criação, utilizar a criatividade não repetição. Com esta abordagem os alunos terão interesse em se aprofundar no assunto, buscando aulas particulares, em escolas ou em sinfônicas”.
Outra vantagem destacada pelo músico e professor, é a interdisciplinariedade e multidisciplinariedade da música. Sendo possível trabalhar conceitos de português e inglês através das letras de música, “Pasquale e Tony Belloto já fazem isso na TV e provaram que dá certo”.
Ainda, conceitos básicos de matemática, através das regras para melodia, harmonia e estruturação musical. História da música intimamente ligada à história mundial e geografia. Sem contar as posturas necessárias para se tocar certos instrumentos, que exigem vastos estudos em ciências. “Dá pra se relacionar tudo”.
Os benefíciosAlém dos benefícios culturais e educacionais, a música é comprovadamente uma terapia. Em 1999, uma pesquisa feita no Instituto de Psicologia da USP mostrou que crianças hiperativas conseguem atingir um grau de concentração muito maior se estiverem ouvindo música. No Canadá, pesquisas comprovaram que crianças que estudam música precocemente têm desenvolvimento intelectual melhor do que as que não tiveram nenhum contato com ela.
“Centenas de experiências comprovam que somente com a música se atinge algumas regiões do cérebro. Ela é utilizada no tratamento de autistas, em paralisias, e recentemente na prevenção ao Alzheimer”, destaca Marcelo.
A musicoterapia comprova a efetividade da música terapêutica, uma vez que o organismo humano tem um ritmo interno, ao entrar pelos ouvidos a música faz contato com este ritmo, interagindo com as atividades biológicas do corpo.
Infra-estruturaO que preocupa os profissionais é a infra-estrutura destinada às aulas de música. Como não haverá profissionais específicos suficientes para atender a demanda, há um receio de que a matéria seja “jogada”, trabalhada por um profissional que não compreenda todo esse processo da música, “porque em vez de ajudar irá piorar, o professor pode chegar e colocar o cd que as crianças pedirem, ai não vai adiantar nada”, finaliza Marcelo.
Luiz Fernando Guilherme, um dos proprietários da Jog Music Instrumentos Musicais, destaca as necessidades estruturais quanto ao espaço físico, como uma sala isolada das demais ou isolada acusticamente, sem carteiras, onde os alunos possam se sentar em roda, se movimentar por ela.
Quanto aos instrumentos, ele destaca que haverá uma verba federal para a compra do necessário, mas que isso também não é o essencial, “é possível se utilizar de percussão corporal, sucata para fazer instrumentos e formar corais também. Além do que, os instrumentos duram muito, e também podem ser viabilizados via APM ou até mesmo o kit fanfarra que é distribuído pelo governo”.
Para Luis a idéia não é formar músicos, mas sim, usar a música como ferramenta de humanização. “É um mercado forte, o que teremos daí pra frente será um público mais crítico com o que escuta no rádio e até mesmo com os instrumentos que toca. Em Rio Claro isso terá muito resultado, pois a cidade tem muita vocação para música, tem muito músico rio-clarense atuando fora da cidade”.
Para Silvia Cristina Gonçalves Moreira, bacharel em música, e cursando licenciatura em Pedagogia na Unesp Rio Claro, a grande preocupação também é a formação do profissional, por isso, partiu dela a idéia do “1º Encontro de Educação Musical em Rio Claro”, abordando os caminhos da música nas escolas, com mesa redonda para debater os assuntos e mini cursos para preparar os professores.
O evento, que é realizado pela Jog Music, acontece na próxima semana, nos dias 14, 15 e 16, na Unesp e nas Faculdades Claretianas. “O intuito do evento é fazer com que a população discuta a música nas escolas, como isso irá acontecer. É imprescindível que professores, pais e a comunidade participem desta discussão”, acrescenta.
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Marcelo1Marcelo Haack de Marcos, formado em Licenciatura em Música, ministra aula de artes no EJA, e dá aulas particulares de violão, guitarra e baixo elétrico.
Jog1Luis Fernando Guilherme, um dos proprietários da Jog Music e Silvia Cristina Gonçalves Moreira, organizadores do “1º Encontro de Educação Musical em Rio Claro”.


10 benefícios da música
1- A música provoca um forte impacto no cérebro e deve ser encorajada nas crianças desde cedo; 2- Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora; 3- O estudo musical amplia o raciocínio nas crianças na escola; 4- Crianças que estudam música têm melhor comportamento em salas de aula e apresentam uma redução de problemas disciplinares; 5- Pessoas de mais idade envolvidas em fazer música têm melhorias significativas na saúde; 6- O fazer musical altera algumas regiões do cérebro para combater o mal de Alzheimer; 7- O desenvolvimento musical faz reduzir os sentimentos de ansiedade, solidão e depressão; 8- A música diminui o estresse e reforça o sistema imunológico; 9- Estudos comprovam que aulas de piano ou teclado para idosos provocam aumento do hormônio do crescimento, colaborando no aumento do nível de energia, das funções sexuais e da massa muscular, evitando osteoporose e rugas; 10- Em todas as idades, a música reforça o sentimento e convivência em grupo, proporcionando melhorias no relacionamento interpessoal.

Musicoterapia
Musicoterapia é a utilização da música ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento. (World Federation of Music Therapy)


1º Encontro de Educação Musical em Rio ClaroCaminhos da Música nas Escolas
Dia 14 de Novembro19 horas – Abertura – Apresentação Musical20 horas – Mesa Redonda – Caminhos da Música nas Escolas
Local: UNESP Rio Claro
Dia 15 de Novembro8 horas – Oficina “De vento em Popa” (Erik Heimann), aula interativa sobre instrumentos de sopro para crianças/adultos10h30 – Oficina Prática Musical Integrada: Cantoria e Invenção (Oswaldo Mori e Valéria Ruiz)14 horas – Mini curso “Música, movimento e brincadeiras infantis” (Valéria Ruiz)16h15 – Mini curso “Arranjos didáticos para instrumental Orff” (Oswaldo Mori)18h20 – Comunicações e relatos de experiência19h30 – Recital Artístico de Saxofone e Piano – Ares de um Novo Mundo Reflexão de um Sopro pelas Américas (Erik Heimann Pais e Miriam Braga)
Local: Faculdades Claretianas
Dia 16 de Novembro8 horas – Mini curso “Escuta e Sensibilização Musical Criativa” (Enny Parejo)13h30 – Mini Curso “Educação Musical e os princípios de Dalcroze e Schafer” (Liliana Bertolini)17h30 – Encerramento e entrega dos certificados
InscriçõesAs inscrições devem ser feitas pelo site www.jog.com.br ou diretamente na loja Jog Music: Avenida 13 nº1109, São Benedito, Rio Claro. A participação em todo o evento dá o direito a certificado de 20 horas. Para o primeiro dia do evento a entrada é gratuita, para a participação nos mini cursos e oficinas a inscrição custa R$70, para estudantes e associados ao CAEM R$60.


Grupo musical cria os próprios instrumentosRIO CLARO
O grupo artístico Taquara Rachada, de Rio Claro, toca instrumentos musicais artesanais feitos pelos próprios integrantes, usando como matéria-prima o bambu, base para confecção das flautas e charamelas (saxofone-de-bambu), que são os principais instrumentos. Tendo como objetivo a valorização da cultura, da arte, da criatividade, Renan Marucci Rodrigues, Maira Domingues, Milena Dimaura, Guilherme Franceschini, Tales de Deus Dinis, Vinícius Travalini, Harryson Oliveira, Vagner Matheus, visam inspirar em cada ouvinte a busca pelo sagrado e o respeito às suas raízes. As apresentações são muito tocantes pela forte integração com o público, através de danças circulares (como a ciranda) e performances que convidam as pessoas a participarem de forma simples, ativando suas emoções. Em outros momentos a formação assumida pelos membros do grupo simboliza uma mandala. Além de situações em que é promovida a reverência a algum instrumento, lembrando a importância exercida pela música para muitos povos em todo o mundo. O grupo sempre carrega belas poesias, que são declamadas ou podem também ser entregues aos espectadores, numa valorização à literatura.
MUITA COR O figurino é marcado pelo colorido vivo das roupas e adornos (colares) e pinturas corporais, com fortíssima influência indígena e ou circense que, unidos a movimentação dos integrantes produz um efeito maravilhoso, como um belo jardim, os pássaros no céu, uma pintura alegre, o jeito brasileiro de ser. No Contexto Musical as características mais presentes trazem o estilo regional oriundas do povo do norte e nordeste. As músicas também são composições de artistas que SE fundamentam na mesma idéia, como: Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Antônio Nóbrega, Tom Zé. Além de músicas criadas pelo próprio grupo, com enorme influência destes artistas. Outro fator muito interessante é a mistura de estilos e ritmos que promovem a harmonia entre elementos, a princípio distantes, como a versão da música “Primavera de Vivaldi”, apresentada em ritmo de capoeira. Também chama a atenção a adaptação da famosíssima música “Greens Leaves”, do século XV, ao som do ritmo Funk (no melhor estilo Jorge Ben, James Brown) executada pelas flautas, percussão e saxofone-de-bambu.
INSTRUMENTOS A maioria dos instrumentos é confeccionada pelo próprio grupo, um trabalho artístico minucioso, buscando as afinações e timbres característicos. Entre eles: flautas de bambu (pífano), saxofones de bambu (charamela), pandeiro, caixa do divino (tambor), atabaque (tambor) e berimbau.
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Taquara2Taquara Rachada usa instrumentos fabricados pelos próprios integrantes

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Jornal Aniversário Jornal

O Baratildes
Leandro Carneiro é o autor das tirinhas “Baratildes”, presente no JORNAL REGIONAL desde 2005.
RIO CLARO
Leandro nasceu em São Paulo, veio para Rio Claro há cinco anos, começou a desenhar ainda pequeno, inspirado em um desenho da televisão. Com o apoio da família cursou por dois anos a Escola Paulista de Artes, na qual aprendeu técnicas de desenho artístico, publicitário e comercial.
Cursou Edificações, no SENAI, porém nunca atuou na área. Por anos foi supervisor de vendas, até vir para Rio Claro. “Minha esposa passou num concurso da prefeitura e viemos para cá”. Aqui iniciou seu trabalho como cartazista para supermercados e gráficas.
Sempre apaixonado pelas artes, Leandro faz retratos, quadros e esculturas, com carinho especial pelas artes produzidas no computador. Já chegou a expor algumas obras, mas a maioria das que produz não vende.
BARATILDESA idéia da personagem Baratildes surgiu na época de colégio, quando Leandro rabiscava no caderno. “Queria um personagem original, porque as histórias sempre usam animais, pensei em um inseto que ninguém tivesse usado como personagem ainda. Foi daí que veio a idéia de usar uma barata, que é um inseto que até causa repulsa”.
No princípio a idéia da Baratildes era um desenho infantil, com o passar do tempo o conceito passou a ser mais politizado. Por muitos anos ficou na gaveta, até o artista tomar a iniciativa de levar sua idéia para o jornal, até chegar ao JORNAL REGIONAL.
“Gosto de abordar temas que estão na atualidade, coisas que aconteceram durante a semana, como política, meio ambiente e questões sociais. Não só para criticar, mas para alertar as pessoas também”. Leandro é colaborador do REGIONAL, utiliza o jornal para divulgar sua arte e para alertar as pessoas quanto aos problemas sociais do país e de nossa região.
No mês passado Baratildes ganhou um site. Lá você pode conhecer mais sobre o trabalho do desenhista, conferir tirinhas antigas e entrar em contato com o Leandro, www.baratildes.com
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Baratildes 1Leandro Carneiro e a Baratildes
Baratildes 2Criando a personagem


No mundo do Skate
O rio-clarense Paulo Henrique Paes Alves da Silva, além de ser destaque no skate regional, faz parte da equipe do JORNAL REGIONAL.
RIO CLARO
Com apenas 19 anos, Paulo, mais conhecido como Parlada, coleciona prêmios em campeonatos da região. Este ano, em Rio Claro, obteve primeiro lugar no Circuito de Skate do Interior, realizado pela Pro-Skate. Com o patrocínio de duas marcas de roupas, “Tree Oceans” e “Waimanalo”, o skatista busca o reconhecimento nacional.
Paulo se apaixonou pelo skate em 2001, quando jogava videogame com os amigos, o jogo “Tony Hawks Pro' Skater”, que mostrava manobras radicais do esporte, despertou a curiosidade do garoto. Pelas ruas da Vila Aparecida dividia com os colegas um único skate velho, “brincávamos sentados mesmo descendo a rua de casa apostando corrida, o dono do skate era o único que sabia o básico pra se começar e foi ali que aconteceram meus primeiros contatos diretos com o esporte”, conta Paulo.
Com o tempo o garoto conheceu uma pista de skate particular, chamada Rollin' All (RIbas), o que fez a vontade aumentar ainda mais. Nessa mesma época foi feita a pista pública no Lago Azul, “eu costumava freqüentar o local, assim que um skatista fizesse uma pausa, ali estava eu pedindo pra dar uma voltinha. Alguns deixavam, outros não e foi assim que fiz amizade entre os skatistas do local”, ainda sem um skate para praticar, o garoto comprou um skate usado de um conhecido, “lembro que foi meu presente de Natal, minha mãe sempre foi contra, dizia que um dia eu iria me machucar gravemente e também não gostava muito pelo histórico marginalizado que esse esporte traz”.
Dali pra frente (2002), o garoto começou a andar com skatistas que já praticavam há algum tempo e que foram ensinando manobras e técnicas. A pista particular fechou, restando a pista pública no Lago Azul. Com muito esforço, tombos e muita garra chegou a aprender o básico, mas as necessidades não paravam por ai. Precisava de um patrocínio, pois o skate não é um esporte muito barato, se gasta muito com acessórios e equipamentos próprios, mas sempre conseguia se virar com peças doadas ou até mesmo usadas.
Foi quando decidiu que deveria fazer um vídeo-demo, para entregar a possíveis patrocínios ou apoio. Um amigo também skatista que mora no Japão estava na cidade e decidiu ajuda-lo. Não demorou muito para aparecer o primeiro apoio.
DIREITOS Hoje, com seis anos de skate, Parlada luta pelos direitos dos skatistas no município. “Na nossa cidade falta assistência do governo municipal para melhor infra-estrutura da nossa pista, alguma reforma, ampliação, ou até mesmo iluminação pra nós, pois tem muitos skatistas que trabalham o dia inteiro, então com iluminação pode-se andar à noite como em muitas cidades por ai, como Piracicaba, por exemplo, que conta com cinco pistas diferentes para a prática do esporte. Ou até mesmo Indaiatuba, que tem o mesmo porte de Rio Claro, mas tem uma das melhores pistas públicas do país. Já que a prefeitura nos prometeu uma pista nova ano passado, que não foi entregue mesmo a gente levando o projeto, acredito que ainda assim possa ser feito alguma coisa a respeito”, finaliza.

Z ANIVERSARIO DO JORNAL FOTOS
SKATE PAULO1Paulo Parlada e Rafael, incentivando futuros skatistas
SKATE PAULO2“Estou contente com tudo que tenho, mas ainda não estou satisfeito. Quando comecei a andar me imaginava junto aos melhores da cidade, agora quero abraçar o mundo e dar continuidade ao meu grande sonho que é viver de skate”
SKATE PAULO3


Esperança Poética
Centro Literário Rio Claro – Clirc – chega aos onze anos de idade com lançamento da décima primeira Antologia
RIO CLARO
Acontece no próximo dia 29 de novembro, às 20 horas, em local ainda indefinido, o lançamento oficial da Antologia XI do Clirc. O Centro Literário Rio Claro surgiu em 18 de outubro de 1997, por iniciativa do então vice-prefeito Claudio Zerbo e da, então, coordenadora do Gabinete de Leitura, Maria Cristina Gomes Babone. Anteriormente, o Clirc era financiado e mantido pela municipalidade, assim como as antologias e os coquetéis de lançamento. Hoje, tudo é mantido com a contribuição de seus associados. Ao todo são 102 associados, dos quais 20% são freqüentadores assíduos, como conta a presidente do grupo, Pilar Casagrande.
Pilar assumiu a presidência do Clirc em 18 de outubro de 2003, quando o Clirc finalmente tornou-se uma entidade literária oficializada com direito a Estatuto, Diretoria e CNPJ. Foi a partir daí também, que o foco dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo teve uma mudança, “O Clirc, mais do que um grupo de dotados da palavra, transformou-se em um veículo de assistência cultural, de solitário a solidário”, diz Pilar.
Ao longo desses anos foram desenvolvidos trabalhos voluntários no Centro de Ressocialização Feminino, projetos em periferias da cidade e, atualmente, mantendo o “Projeto Saberes e Sabores”, atuando junto às escolas para o incentivo à leitura. “Também auxiliamos nos concursos literários”, destaca.
Com o objetivo de valorizar o trabalho do poeta e do escritor o Clirc aceita, espontaneamente, o novo e o diferente, sem idéias pré-concebidas. “Ninguém precisa se amoldar a ninguém. Respeitamos a individualidade de cada um. Aprendemos uns com os outros. Há uma troca de experiências onde todos aprendem numa simbiose inadvertida”.
Nas reuniões do Clirc não importa o estilo, o conteúdo e a temática das palavras, o importante é sentir a paixão pelas letras e o amor pela cultura em suas inúmeras formas. Tanto é que são participantes do Clirc pessoas de todas as idades dos 9 aos 90, de Rio Claro e da região. São proporcionadas oficinas de poética, gramática e literatura para quem deseja aprimorar-se mais. “Falamos dos grandes mestres da literatura, das melhores leituras, até cada um conseguir seu próprio estilo, ou mesmo, se tornar um estilo”, acrescenta Maria de Lourdes França, uma das freqüentadoras mais antigas do grupo.
Muitos dos que freqüentam o Centro receberam prêmios em Concursos de Academias Literárias, levando o nome de Rio Claro para outros estados e, até, internacionalmente. Para quem tiver interesse em conhecer o Clirc, as reuniões acontecem quinzenalmente, aos sábados, no Centro Cultural, às 15 horas.
Mais sobre o trabalho do Clirc pode ser encontrado no site www.clirc.com.br.
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Clirc (1)Reuniões do Clirc acontecem no Centro Cultural, quinzenalmente aos sábados, às 15 horas
Clirc 5Membros do Clirc no lançamento do primeiro livro impresso de Pilar Casagrande, em Julho deste ano


Teatro na alma
Há onze anos a Cia. Quanta de teatro vem fazendo trabalhos sociais, divulgando a cultura na região e revelando novos talentos para o mundo.
RIO CLARO
Sem fins lucrativos e de utilidade pública municipal, a Cia. Quanta coleciona prêmios, apresentações e reconhecimento. Fundada por Jefferson Primo em 1997, a idéia de um grupo de teatro partiu das aulas que Jefferson ministrava no Centro Cultural.
Logo no primeiro trabalho do Quanta, a montagem “Madame Blavatsky,” de Plínio Marcos, arrebatou nove prêmios, entre eles o Mapa Cultural e o Festival Nacional de Amparo. Ao longo destes onze anos, encenaram cerca de dez peças, além das performances em eventos e inúmeras intervenções artísticas.
Nos últimos anos o trabalho social do grupo tem se destacado, atuando no CAPS, no Centro de Ressocialização Feminina e nos Centros de Convivência Municipais. Em parceria com o grupo Kino-Olho, de estudos cinematográficos, foi possível a realização de quatro longas metragem, um média metragem e inúmeros curta metragem.
Em 2006 aconteceu a gravação do longa “O Alienista”, e este ano, “O Guardador de Rebanhos”, interpretados por usuários do CAPS. Nos Centros de Convivência Municipais surgiu “Pirlimpsiquice”, baseado no conto de Guimarães Rosa.
Nos cursos ministrados por Jefferson o intuito vai além da simples encenação: “Temos que possibilitar uma visão mais ampla da sociedade, romper o preconceito, trabalhar a cultura. O ator é tão sério quanto um médico, um político”, declara.
Para ele, Rio Claro é uma cidade com potencial artístico incomparável: “Foi a segunda cidade do país a ter teatro, o Teatro São João. E muitas pessoas nem sabem disso”. Destaca ainda, que o clima, os parques, o verde, os rios, as bicicletas, tornam Rio Claro uma cidade original e única. “Em Rio Claro tudo é muito particular e único, por isso tudo que tiver de ser feito aqui deve ser original também”.
Pelo comprometimento com a qualidade e profundidade dos ensinamentos, que diversos alunos do Quanta estão hoje em grandes grupos de teatro, ou cursando faculdade em outros estados e fazendo carreira.
Para quem tem interesse em conhecer o trabalho do Quanta ou até mesmo de se enveredar pelo teatro, o curso gratuito de teatro ministrado pelo Quanta acontece todas as terças e quintas-feiras, no Centro Cultural, das 14 às 17 horas, ou das 19 às 22 horas. Junto ao curso de teatro acontece o curso de cinema.
UTERCNa última semana, foi realizada quinta edição do UTERC – União Teatral de Rio Claro, no Centro Cultural. Em cinco dias de evento houve exibição dos filmes feitos pelo grupo, execução de danças, exposição de artes e fotografias, festival de curtas com debates, e claro, muito teatro. De acordo com Jefferson, a intenção é tornar o UTERC em um festival nacional de artes, “Rio Claro tem uma atitude cultural séria e uma produção de arte abundante”, finaliza.

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Cia. QuantaJefferson Primo: “Ator é tão sério quanto um político, médico”
Atemporalidade 029Apresentação no Casarão da Cultura
QuietaGravação do longa “Quieta non movere”


Garoto prodígio
RIO CLARO
Jorge Geraldo não é um jovem muito comum. Com apenas 24 anos de idade, ele é formado em Física pela Unesp, cursa Regência na Unicamp, é músico desde os sete anos e professor e regente na Banda União dos Artistas Ferroviários.
Jorge seguiu os passos do pai, apesar de ter se interessado pela música espontaneamente, o garoto começou a freqüentar aulas de música na escola da própria Banda União dos Artistas Ferroviários, com apenas sete anos. Fez a iniciação com flauta doce, depois passou para o clarinete e por fim se interessou pelo saxofone.
O pai, Wando Geraldo, já tocava na Banda há algum tempo, apesar de ter começado tarde na música – ingressou nas aulas com vinte anos, quando começou a trabalhar na oficina da JOG Instrumentos Musicais, onde trabalha até hoje. “Minha mãe viu um anúncio no jornal falando da escola de música e falou para o meu pai, que transformou a música em sua segunda profissão”, conta Jorge.
Jorge continuou na Banda, freqüentou aulas particulares de música e chegou a cursar o conservatório de música em Tatuí. Tocou em bandas de baile, duplas sertanejas, pagode, banda de MPB e até rock. “No meio do caminho quase desisti da música, quando comecei a faculdade de Física na Unesp, pensei em tocar como hobby apenas”, lembra.
Mas a idéia de desistir não durou muito, no último ano da faculdade, Jorge foi convidado para reger a Banda. “Isso me deu vontade de continuar, aí quase que não termino a faculdade”. Encantado com a regência, o músico finalizou o curso de Física e partiu para uma nova empreitada: faculdade de regência.
O curso de regência da Unicamp dificilmente completa todas as suas vagas, por não conseguir alunos aptos a ingressá-lo. Jorge passou de primeira, e hoje cursa o segundo ano de um total de seis anos. E, além da faculdade, busca sempre cursos extras para se aperfeiçoar.
BANDA
Jorge está à frente da Banda União dos Artistas há três anos, regendo e coordenando os 45 músicos da e os 25 alunos da Escola Gratuita de Música. “Fui chamado para reger a Banda porque estou aqui há quinze anos, conheço os problemas, dificuldades e todos os bastidores dela. Sou mais como um professor, para auxiliar os músicos nas dificuldades, e ensinar música através do trabalho em grupo”.
O cargo tem sabor especial para o músico, afinal, entre os integrantes da Banda, estão o próprio pai e o sobrinho. “Alguns músicos estão aqui há 40, 50 anos. Temos músicos de 11 a 87 anos”.
A intenção de Jorge para o próximo ano é colocar em prática alguns projetos complementares para a iniciação musical, a fim de trazer mais pessoas para aprender, como a formação de um coral e um espaço para as cordas. “A idéia principal da Banda é a divulgação cultural, promover concertos em diversos lugares”.
ESCOLAA Escola Gratuita de Música, mantida pela Sociedade União dos Artistas Ferroviários, faz a iniciação musical e prepara os alunos para integrar a Banda. Cada aluno recebe um instrumento e participa de uma banda com os alunos. Em setembro, a Escola foi contemplada por um Edital da Funarte e do MinC, com 20 mil reais para a compra de instrumentos.
A próxima apresentação dos alunos acontece no dia 2 de dezembro, às 20 horas, no Centro Cultural “Roberto Palmari”, com entrada gratuita. Para quem tem interesse em participar das aulas, as vagas estão abertas. Mais informações com o próprio Jorge através do telefone 9223-2936.
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Jorginho 2Jorge Geral: “A idéia agora é viver de musica”
JorginhoO regente à frente da Banda União dos Artistas Ferroviários


Santo de casa...
RIO CLARO
Não faz milagre, já dizia o ditado. Jorge Soares, sem dúvidas, sabe disso muito bem. Nascido em Santo Amaro da Purificação-BA, e há quase vinte anos em Rio Claro, o “Negão” - como gosta de ser chamado - de voz potente, coleciona histórias de sucesso fora da cidade em que vive.
Jorge nasceu na terra de Caetano Veloso e de tantos outros artistas consagrados, comprou seu primeiro violão quando ainda era menino, nunca fez aulas, aprendeu tudo sozinho.
“As posições para as notas eu mesmo que inventei, muita gente me vê tocar e acha até engraçado como eu faço”.
A voz potente, à la Tim Maia, já faz parte da noite de rio-clarense, seja em pequenos bares ou grandes casas de show. Com a agenda sempre lotada, Jorge vive da sua música, da MPB, do samba e dos aplausos.
“Por muito tempo procurei emprego aqui em Rio Claro, mas sempre foi muito difícil; a música é que está me sustentando hoje”.
Antes da chegada a Rio Claro, o cantor conta uma trajetória de sucesso, quando dividia seu tempo entre o trabalho na Embraer e na Transbrasil e a música. Foi, ainda, em sua passagem pela Transbrasil que coleciona as mais glamorosas lembranças. “Me apresentei com Juca Chaves, José Vasconcelos e Luiz Vieira, em Munique, Frankfurt, Estados Unidos, conheci a Europa com a música”.
Jorge, que além de cantor é guitarrista, baixista e violonista, também já se apresentou em todas as praças do Pelourinho, cantou com Nelson Gonçalves, Ademar Dutra, Cauby Peixoto, Wando e tantos outros.
Em Rio Claro, foi um dos responsáveis pela criação do Carnazul. Hoje se apresenta em bares, festas, casamentos, shows, “qualquer coisa para alegrar as pessoas”.
“Em Rio Claro o público para MPB é perfeito, tem retorno, dá para viver disso. Fazendo voz e violão tenho um público fiel. Mas dificilmente consigo tocar com toda a minha banda, fazer um samba rock, trazer os metais, o coral”.
Na região, as apresentações com a banda toda têm público garantido. “Costumo tocar em todos os SESC da região e com casa lotada, mas em Rio Claro falta divulgação, o público ainda prefere a MPB voz e violão”.
Apesar de apreciar as apresentações com o violão, pois “as pessoas cantam junto”, Jorge aprecia as músicas de melodias fáceis e letras simples, como Jorge Ben Jor, Tim Maia, Ed Motta, Bebeto, Seu Jorge, e outros. “A MPB, a bossa nova usa acordes tão complicados, e acho que com notas simples conseguimos tantas melodias fáceis de serem cantadas e bonitas”.
Eterno apaixonado, Jorge tem duas filhas, uma advogada que reside em Rio Claro e outra em Vitória-ES. E divide os momentos de alegria com Julia de Carvalho, com quem está junto há cinco anos. Quanto ao futuro, Jorge prefere não pensar: “Eu não coloco metas. Eu sigo uma frase assim: Deixa a vida me levar...”
ÁLBUNSJorge possui quatro cd’s gravados, um tributo a Tim Maia, com voz e violão, gravado ao vivo na casa de um amigo; um samba de barzinho, gravado no Café Vilhena; um de samba rock, com a banda completa, gravado no extinto Confraria; e seu álbum de estúdio “Papo Sério”, com músicas próprias.
O álbum “Papo Sério”, foi gravado no estúdio Meyer, do Rio de Janeiro, sob produção artística de Roberto Lopes, com arranjos do maestro Guilherme Lara. O CD traz 12 faixas com sambas, pagodes e swings da melhor qualidade. Pode ser baixado na íntegra no site do cantor: www.jorgesoares.com.br
Os shows continuam com tudo, os bares na cidade quase semanais, os destaques ficam para as apresentações no SESC Anhembi no dia 11 de novembr; no SESC Araçatuba no dia 27 e a abertura do show do Fábio Jr. no Grupo Ginástico.
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Jorge SoaresJorge Soares, que reside em Rio Claro há 20 anos, já se apresentou na Europa e EUA e dividiu o palco com célebres nomes


À caminho das OlimpíadasDupla cordeiropolense de dança esportiva vislumbra Olimpíadas de 2012
Tcharles Bianco, de 29 anos, e Amanda Baque, de 24, estão na luta pelo reconhecimento há muitos anos. Campeões paulistas de dança esportiva e apaixonados pela dança, a dupla coleciona prêmios, troféus e reconhecimento. Este ano foram convidados para integrar a equipe brasileira de dança esportiva, comandada por Carla Salvagni, formada em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dancing (Londres), coreógrafa e bailarina, jurada dos programas "Bailando por um Sonho", Campeonato de Dança do SBT e Dança dos Famosos.
Há dez anos na luta pela dança, Tcharles conta as dificuldades pelas quais passou para realizar seu sonho: "Dança esportiva ainda é pouco reconhecida, por isso temos dificuldade em conseguir patrocinadores, e as despesas são muitas com roupas, sapatos, viagens, e tudo mais", conta.
A dupla multipremiada - que na penúltima semana ficou em primeiro e segundo lugar, pelo terceiro ano consecutivo, no Festival Som, Luz e Dança de Pirassununga - é a única do interior paulista a integrar a equipe brasileira. A esperança é de que o esporte seja a nova categoria das Olimpíadas de 2012. "Caso a dança esportiva entre para as Olimpíadas já é quase certeza que estaremos lá, pois já somos uma das oito duplas da Confederação Brasileira de Dança Esportiva".
APRESENTAÇÃO
Para quem quiser conferir a equipe brasileira de dança esportiva em ação, no próximo dia 12, às 20 horas, no Ginásio Municipal de Esportes de Cordeirópolis, os dançarinos, incluindo Carla Salvagni, estarão no tradicional Festival Anual de Dança, promovido pela Academia Dança & Cia., mostrando o melhor da dança esportiva nacional.
No dia 13, às 13 horas, no Cordeiro Clube, Carla Salvagni promove um workshop sobre dança esportiva. Serão emitidos certificados para os participantes. Mais informações através do telefone: (19) 3546-5045.
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Dança 1Dupla coleciona prêmios e troféus inclusive de campeões paulista 2008
Dança 2Tcharles e Amanda esperam estar na seleção brasileira nas olimpíadas de 2012

Rock Feminino abre inscrições
Inscrições para o Festival de Rock Feminino 2009 iniciam esta semana e terminam no dia 8 de dezembro
A organização do Festival de Rock Feminino de Rio Claro já começou a se preparar para a sétima edição do evento, que acontece em março de 2009. Com algumas alterações na programação e no formato de seleção, as inscrições encontram-se abertas no site: www.rockfeminino.org.
De acordo com a organizadora Vivian Guilherme, foi necessária uma alteração profunda nos quesitos de seleção das bandas. "Na edição anterior tentamos fazer algo interativo com o público, mas os resultados não foram os desejados. Tivemos muitos problemas com a votação online, o que desagradou muitas bandas", declara.
Para edição 2009, o espaço para bandas de Rio Claro e região será muito maior. Três bandas de Rio Claro ocupam o "cast" do evento, fora o espaço para as bandas de abertura. "Em sete anos de festival percebemos que o FRF tem impulsionado muito o surgimento de bandas femininas na cidade e na região, nada mais justo do que possibilitar esta abertura". As bandas convidadas serão quatro, que devem ser definidas pela organização de acordo com importância e visibilidade na cena rock nacional/internacional. Para a seleção ficam reservadas quatro vagas, destinadas às bandas inscritas dentro do prazo e que sigam as exigências do edital.
"No ano anterior tivemos 250 bandas, o que atrapalhou bastante o trabalho dos jurados. Desta vez iremos pré-selecionar vinte bandas e dessas vinte passar para um júri de cinco pessoas, que selecionarão as quatro finalistas". Quanto aos nomes dos jurados, Vivian ainda não se pronuncia, mas destaca que são "as pessoas mais capacitadas do meio musical".
O diferencial para o evento do próximo ano fica por conta das noites de abertura, que devem ocupar todos os bares da cidade de Rio Claro, se estendendo para a região em Limeira, Araras, Piracicaba e Santa Gertrudes aumentando a possibilidade para bandas inscritas no site. "As bandas que se inscreverem no site além de terem a possibilidade de tocar no evento, podem tocar nas noites de abertura, ter seu cadastro disponibilizado para casas de shows e em nosso site".
As inscrições encontram-se abertas até o dia 8 de dezembro no site do RockFeminino. Mais informações através do email: rockfeminino@yahoo.com.br
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Rock FemininoFestival abre inscrições e privilegia bandas de Rio Claro e região

Instituto completa 13 anos com sede novaRIO CLARO
O Instituto Estrela da Esperança comemora o 13º aniversário no dia 13 de novembro. A data mais do que especial também marca a inauguração da sede, situada à Avenida 23 com as ruas 19 e 20, no Bairro do Estádio.
O Instituto já funciona no local há três meses, mas reservou a data de inauguração para o dia 13, às 18 horas, para festejar com os alunos e colaboradores. A sede, que levou quatro anos para ser construída, contou com o apoio de empresários de Rio Claro e região.
O prédio tem capacidade para atender 100 alunos portadores de deficiência com mais conforto e espaço para atividades diferenciadas. Uma das diretoras da instituição, Maria José Marotti, destaca que as matrículas para 2009 já estão abertas. Os interessados devem entrar em contato diretamente com a secretaria do Estrela da Esperança, no horário das 7h30 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. Também estão sendo selecionados currículos de profissionais para atuar na instituição e cadastro de voluntários.
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Estrela da esperançaMaria José Marotti mostra as novas instalações da instituição
Estrela da esperança (1) Nova sede tem capacidade para 100 alunos