segunda-feira, 30 de junho de 2008

Rio-clarense ganha premio nacional

A rio-clarense Vivian Guilherme foi eleita Personalidade Musical do ano pelo 3º Prêmio GRC Music de Música Independente. O evento acontece neste sábado (28), a partir das 17 horas, em São Paulo. O Prêmio GRC Music é patrocinado pela reconhecida fabricante de guitarras Tagima e seleciona bandas, veículos de comunicação e pessoas que incentivam a música no país.
A categoria Personalidade do Ano premia pessoas que fazem trabalhos que fortalecem a cena musical independente no país. Vivian é a idealizadora e produtora do Festival de Rock Feminino há seis anos, na categoria competiu com outros três ícones do mundo musical, o produtor alemão Eric Haas proprietário da revista Rock Hard e da gravadora Dynamo Records; André Pomba editor da revista e do site Dynamite; e do cartunista Márcio Baraldi, colunista em mais de cinco revistas do segmento no país.
“Só a indicação já foi uma vitória e tanto, estar entre outros três grandes produtores da capital e vencer com 58% dos votos é uma felicidade muito grande. Fazer o festival em Rio Claro é uma batalha, ter o seu trabalho reconhecido no país é perceber que foi um trabalho que valeu a pena, apesar das inúmeras dificuldades”, conta a produtora que é uma das filiadas à Associação Brasileira de Festivais Independentes.
O Festival de Rock Feminino foi reconhecido como o maior festival do segmento no país, e está entre um dos 31 festivais independentes mais expressivos do país, revelando mais de 50 bandas e artistas. O festival teve sua última edição em Rio Claro este ano, em 2009 deve ocorrer em Cordeirópolis.A vencedora faz parte da equipe de jornalismo do JORNAL REGIONAL.
Z FOTOS VIVIAN
Vivian Guilherme é produtora e idealizadora do Festival de Rock Feminino

Recepcionando...MUITO bem

Elas estão em todos os stands, sempre muito bem vestidas e belas. As recepcionistas fazem a diferença em todas as feiras e eventos. Na Forn&Cer estiveram, em média, de 10 a 15 recepcionistas.Rostinho bonito não é a única característica exigida para uma recepcionista. Educação, etiqueta, ética e boa comunicação são essenciais. Cláudia Solucci, de 26 anos, é recepcionista há oito, e há um ano abriu a agência “Kilmes”. Formada em Letras e nascida em Ribeirão Preto, a opção por abandonar o diploma e seguir a profissão de recepcionista veio com o tempo: “Comecei cedo, ainda na época de colégio, quando as amigas me convidavam para ganhar um dinheiro extra; hoje é a única fonte de renda. Ser recepcionista hoje é algo extremamente profissional não é pra qualquer uma”.
Claudia já fez feiras por todo país e exterior. Foi através dos eventos que conheceu o ex-marido, fez muitos contatos e amigos: “Aprendemos um pouco com cada um, tem sempre alguém para te acrescentar algo, para te ensinar. Eu gosto muito”. Mas Claudia também confessa algum lado negativo: “Chegamos a ficar oito horas em pé de salto alto e ainda temos que ouvir cantadas e muita besteira de alguns homens engraçadinhos”.
Além dos cuidados com a beleza e os bons modos, as recepcionistas se tornam a ‘cara’ da empresa. “Trabalho com a SEW há anos, em alguns lugares não posso trabalhar para outras empresas pois já tenho a ‘cara’ da empresa. Às vezes até fora de feiras temos que manter a postura, pois as pessoas nos reconhecem”, conta Claudia.
BOXJoyce Caetano, de São Paulo, 23 anos, faz feiras e eventos há sete anos. Formou-se em História e mora em São Paulo, abandou o diploma para fazer feiras ao longo do país. “O melhor é que podemos fazer o nosso horário, escolhemos quando queremos trabalhar. Também atuo como modelo, mas somos mais que um rostinho bonito, acabamos aprendendo muito em cada lugar que passamos, hoje já sei dizer muito sobre os produtos da SEW, por exemplo”, conta a bela que conheceu o noivo em uma feira, enquanto trabalhava.
FOTO – recepção3 Claudia Solucci e Joyce Caetano
BOXAmanda Caritá, de Rio Claro, 19 anos, trabalha esporadicamente em feiras, mais por contatos de pessoas que a conhecem e a chamam para trabalhar. Na Forn&Cer veio através de uma agência, a seleção feita por agências consiste em um book com fotos e o perfil de cada recepcionista, a empresa escolhe a modelo que mais se assemelha ao seu perfil. Amanda faz faculdade de dança e movimento em São Paulo e dá aulas de dança em Rio Claro, “aproveito as férias para fazer feiras e eventos e conseguir um dinheiro extra”, conta.
FOTO – recepção 2
BOX Camila Tomazella, de Rio Claro, 19 anos, é a primeira vez que trabalha em uma feira. A oportunidade surgiu de um anúncio em jornal, apresentou-se, fez uma entrevista e foi chamada para o stand do Santa Filomena Saúde. “Estou gostando muito, pretendo fazer faculdade de comércio exterior, aqui é um bom lugar para fazer contatos”, acrescenta. FOTO - recepção

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Rio-clarense ganha prêmio com longa

Curta-metragem escrito e dirigido por rio-clarense ganha prêmio Galgo de Ouro de Melhor Vídeo Universitário Brasileiro de 2007, no 15º Gramado CineVideo.
Tobias Vinícius Rodil não nasceu em Rio Claro, mas mudou-se para a terrinha com apenas um ano de idade, e foi aqui que teve os primeiros contatos com a telona e os palcos. Sempre interessado pelas artes, Tobias freqüentou aulas de teatro no Sesi e no Centro Cultural, até ingressar na faculdade de cinema na PUC de Porto Alegre, em 2005.
“Nunca fui muito chegado em cinema. Prestes a entrar na faculdade que fui pensando que cinema tava desde quando eu era pequeno. Desde os filmes que eu fazia com meus primos até quando um dia eu fechei a cortina devagarinho no meio de uma cena de uma peça de teatro que eu participava na escola, imaginando fazer um fade-out devagar, como se faz no cinema e estraguei a cena! Quase fui estrangulado (risos), mas não sabia que isso era um começo de cinema”.
De um simples fechar de cortina para a complicação dos efeitos apresentados em “O retorno da Lua”, muita água rolou. Durante as aulas de história do cinema as técnicas de efeitos visuais utilizadas por George Méliès, há cem anos atrás, intrigaram o jovem de 23 anos, que escreveu o roteiro do curta-metragem “O retorno da Lua”, mobilizando professores e alunos. “Até então os professores ainda não tinham conhecimento de muitas coisas que precisaríamos pra fazer a película. Apesar de ter uma estética `simples´ o filme usou técnicas de exposição e dupla exposição da película fotossensível de filme pra construir determinados momentos. Isso é realmente difícil de se fazer. Fácil é ser contemporâneo”, conta.
O SALTO O curta também estreou Tobias como diretor e um começo em alto estilo. O filme, em pouco tempo de vida, já foi premiado quatro vezes, entre eles o Galgo de Ouro – Melhor Vídeo Universitário Brasileiro no 15º Gramado CineVideo (agosto de 2007); Melhor Direção de Arte e Melhor Edição - Festival NÓIA 2007 (Fortaleza/CE, dezembro de 2007); e 3º Lugar - IV PUTZ - Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba (maio de 2007). Além de exibições no Equador, Ilha Comprida, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Piauí e Goiânia.
O sucesso da película na era esperado, mas foi uma surpresa boa, um grande impulso para a carreira de quem acabou de sair da faculdade. Hoje, o cineasta está em São Paulo, abriu recentemente uma produtora de vídeos. “Agora estamos produzindo um curta aqui na Capital chamado ‘Alice é como nuvens’ e juntamos uma galera bem legal. Estilistas, fotógrafo, designer, etc... Acho que vai sair um resultado interessante. Pelo menos o processo está interessantíssimo!”.
Veja o curta metragem no link: http://youtube.com/watch?v=fuWaCZoJSpM
Z FOTOS RIO CLARO
Cinema_gramadoTobias recebe o prêmio de melhor vídeo universitário em Gramado-RS
Cinema_gramado3Roteirista e diretor do curta metragem “O retorno da Lua”

Rio Claro na TELONA...

Nesta terça-feira (24), às 15 horas, no cinema Arco Íris, será exibido em comemoração ao aniversário da cidade, o longa-metragem “Quieta non movere”, idéia que nasceu no Jardim Guanabara. A entrada é franca.
“Quieta non movere” é um longa-metragem de 70 minutos, produzido pelo grupo de estudos cinematográficos Grupo Kino-Olho, dirigido e escrito pelo cineasta João Paulo Miranda Maria. A película que conta um pouco da história da cidade, foi inteiramente produzido por rio-clarenses. Os atores são da Cia. Quanta de Teatro e a equipe de produção é composta de integrantes do grupo de estudos.
O filme terá uma segunda noite de exibição na sexta-feira (27), às 21 horas, na sala de cinema do Centro Cultural, seguido de um debate. Após as festividades de aniversário da cidade, todos os longa e curta metragens produzidos pelo grupo, serão disponibilizados para locação na Video Show.
O trabalho desenvolvido pelo grupo Kino-Olho tem gerado muitos frutos, prova disto são dois longa-metragens, um média, dois curtas e um filme interativo. O último curta-metragem desenvolvido pelo grupo foi “Liberdade de escolha”, realizado através de oficinas de cinema ministradas no Jardim Guanabara. “A nossa idéia agora é levar as oficinas para outros bairros pobres da cidade”, conta João Paulo.
“Liberdade de escolha” já pode ser conferido na internet, no link: http://www.youtube.com/jpmiranda82. Foi totalmente produzido pelos participantes da segunda oficina, sob coordenação de João Paulo, que conta com uma longa bagagem na área, formado em cinema pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, hoje, cursa mestrado na Unicamp. O curta do Jardim Guanabara é uma ficção que relata a estória de uma família problemática, mas que é bastante comum às histórias reais das famílias da periferia da cidade de Rio Claro.
A Secretaria da Cultura de Rio Claro investe nesta idéia e proporciona gratuitamente estas oficinas com o apoio da TV Cidade Livre e do cineclube CREC. Os interessados em participar das atividades deverão comparecer nas sessões cineclubistas de terça-feira, às 20 horas, no Centro Cultural Roberto Palmari e conversarem com o próprio João Paulo. Para o segundo semestre o grupo prevê mais um projeto, a gravação de um longa-metragem abordando os três heterônimos de João Pessoa.
Z FOTOS -
LONGALONGA 2LONGA 3

Cidade de Poetas

Acontece no dia 5 de julho (sábado), no Ponto de Encontro, na avenida Visconde de Rio Claro nº150 (anexo a Usina do Trabalho), às 19 horas, o lançamento de “Feli(z) Cidade Azul”, primeiro livro impresso da multipremiada escritora Pilar Reynes da Silva Casagrande.
Depois de abocanhar 75 prêmios em todo país, participar de mais de trinta antologias, entre elas duas na Itália; obter destaque em sites chilenos, espanhóis e argentinos, e lançar mais de onze livros virtuais, Pilar Casagrande, achou que era hora de ter um livro impresso. “Muita gente só considera alguém poeta de verdade depois que lança um livro impresso, né? Então, achei que tinha chegado a minha hora”, conta a escritora que não gosta muito do termo ‘poetisa’, “eu prefiro dizer que sou poeta”.
Pilar, nascida em Santo André, veio para Rio Claro em 78, foi escritora de gaveta até 97, quando em 99 venceu um concurso realizado por Sérgio Carnevale e foi convidada a participar do Clirc (Centro Literário Rio Claro), do qual tornou-se presidente há cinco anos: “Espero que ano que vem eu possa me aposentar do posto de presidente, para cuidar do meu segundo netinho que está para chegar”, comenta Pilar, que por anos dá o sangue para que o Clirc não morra.
“Rio Claro é uma cidade de poetas, eu não achava que tinha tanto, mas quando comecei a descobrir percebi que tem e muito, e são poetas de qualidade, premiados até internacionalmente. No Clirc temos poetas de 12 a 102 anos, não tem idade. Eu acho que a cidade deveria pleitear o título de Cidade dos Poetas, mas ainda falta muito incentivo, não só do Poder Público, como das próprias pessoas”.
Feli(z)cidade Azul, com 150 páginas, é uma compilação de todos os ebooks (livros virtuais) lançados pela autora, que tem como inspiração os acontecimentos da vida, felizes ou tristes, mas necessários, “escrever para mim é uma terapia, não dá pra viver sem”, conta. O nome escolhido para o livro é em homenagem à Rio Claro, devido a proximidade com o dia da cidade, Feli(z) Cidade Azul, também é o título de um dos ebooks que tem apenas poemas retratando a cidade.
Z RIO CLARO FOTOS
Poeta_2Entre medalhas, troféus e diplomas, Pilar recebeu 75 prêmios em concursos literários
Poeta_1Pilar Casagrande mostra o troféu ganho no concurso literário de Santos

Arigatou Gozaimasu Nihon“Muito obrigado Japão”

Foi em 30 de dezembro de 1929 que Chie Yabuki chegou ao Brasil, ainda com nove anos. Veio a bordo de navio com sete irmãos e os pais (família Teramoto). Chie, que hoje atende pelo nome de Estela, é uma das mais velhas japonesas em Rio Claro. Aos 87 anos, conta trechos da história que viveu aqui e do outro lado do mundo. “Eu tento me lembrar de algumas coisas, mas tem pedaços que eu esqueci, tenho até vergonha, mas eu não consigo lembrar mesmo”, conta.
Apesar de esquecer alguns momentos do passado, Estela lembra-se de alguns detalhes da vinda para o país, das dificuldades enfrentadas, e carrega nas mãos calejadas e na pele manchada sinais de uma vida sofrida no campo. “Eu comecei a puxar enxada com 13 anos, trabalhava debaixo do sol, sem nada na cabeça, nada pra cobrir; do jeito que estava ia trabalhar”.
Foi pela promessa de uma vida melhor que o pai de Estela abandonou o posto de chefe da central elétrica no Japão, reuniu toda a família e partiu para o Brasil. “Quando chegamos meu pai queria voltar, mas não podia, né, não tinha dinheiro mais. Tivemos que ficar aqui mesmo”. Não só a família Yabuki foi uma das iludidas pelas promessas no Brasil.
ESCRAVOSPara pagar as dívidas da viagem, os japoneses eram obrigados a trabalhar como escravos por dois anos ou mais. O pai de Estela não aceitou o tempo exigido, trabalhou um ano e quatro meses e pagou uma multa para sair da lida. “Da época do cafezal eu lembro de levar a minha irmã mais nova, que nasceu aqui no Brasil, amarrava assim nas costas, como japonês faz né? E levava no cafezal para mãe amamentar, tinha que levar pelo menos uma vez por semana pra não desmamar. Antes de sair minha mãe deixava um pouco de arroz para os filhos que ficavam e levava um pouco para os filhos que iam com ela”.
Do tempo após a fazenda de café as lembranças são poucas. Estela guarda inúmeras lembranças do Japão, da neve, de como ia para escola, mas no Brasil elas se confundem. “Eu tenho até medo de falar e estar errado, mas a minha memória não é mais a mesma”. Para estudar não houve oportunidade. Ela lembra-se de passagens na escola do Japão, mas no Brasil, somente os irmãos mais velhos puderam estudar; ela sentava-se à mesa junto a eles enquanto estudavam, e aprendeu o básico para conseguir ler jornal.
Após sair da fazenda de café a família Yabuki passou por diversas cidades entre Pirassununga, Charqueada, Ipeúna, Santa Gertrudes e Rio Claro. As lembranças maiores ficam por conta do tempo passado em Pirassununga, na chácara de Fernando Costa, interventor federal do Estado de São Paulo.
“Fernando Costa e dona Anita Costa foram muito bons com a gente; foi a Anita Costa que deu nome português para todos nós porque era mais fácil de chamar. Ela também deu bastante vestido pra gente, que antes minha mãe desfazia kimono para fazer vestido brasileiro. A Anita Costa também queria batizar a gente, mas meu pai não sabia o que era e nem falou nada, só mexeu a mão assim não querendo nem saber”.
EM RIO CLARO
De como veio parar em Rio Claro Estela não se lembra, o que tem sido uma grande dificuldade para filhos e netos que estão tentando fazer um livro com a história da matriarca. A parte mais nítida de sua história é quando se casa, aos 16 anos. O casamento foi arranjado pelo pai, que uniu dois rio-clarenses a dois piracicabanos. A data do casamento foi marcada e ela não teve nem tempo de escolher.
Do casamento surgiram oito filhos, 22 netos, 20 bisnetos e quatro tataranetos. “Eu preciso contar no lápis às vezes, coloco no papel e vou contando é bastante gente”, todos espalhados pelo Brasil, alguns em São João da Boa Vista, Rosana, São José dos Campos e até no Japão, onde alguns netos foram tentar ganhar a vida.
Pensar em voltar para o Japão, nunca! “Já conheci lá, eu lembro de lá, não tem porque voltar agora”. Do Japão restaram as tradições, a comida, as músicas e os rituais que mantém todos os dias à frente de um pequeno santuário na mesinha do quarto. Os filhos chegaram a aprender um pouco mais da cultura, mas a partir dos netos muito foi se perdendo.
PASTEL
Muitos pensam que o pastel é típico japonês, devido ao grande número de nipos trabalhando no ramo. Estela foi proprietária da primeira pastelaria de Rio Claro, na Rua 5 entre Avenidas 1 e 3, mas não sabe de onde veio isso tudo. O mesmo para Sayuri Ogawa Kobayashi e Masao Kobayashi, proprietários da pastelaria Kiai, na Rua 8 entre Avenidas 13 e 15, que não sabem explicar como aprenderam a cozinhar pastéis.
A nissei Sayuri Ogawa Kobayashi conta as histórias que ouvia de sua mãe, que chegou ao país com sete anos de idade. “Ela (a mãe) conta que levou trinta dias de viagem no navio; muita gente ficava doente no caminho. Quando chegaram aqui no Brasil tiveram que trabalhar no café. Naquela época não podia falar japonês que era preso, tudo isso que mostra em filmes, televisão é verdade”.
Depois de trabalhar nas fazendas de café, em sítios plantando grãos, a mãe de Sayuri casou-se e mudou-se para Rio Claro, fundando a tradicional lavanderia da Rua 9 (avenidas 11 e 9), com mais de 50 anos de história.
Sayuri nasceu no Brasil e casou-se com Masao, os dois se conheceram no bairro Liberdade em São Paulo capital, ficaram um tempo fritando pastéis em feiras, até decidirem ter um lugar fixo e abrir a Kiai em 2001. Masao veio para o Brasil há 35 anos, devido um acordo com uma Cooperativa agrícola, que trazia japoneses para o plantio de grãos, depois mudou-se para São Paulo. Ainda com dificuldades no idioma português, marido e mulher conversam no idioma típico. A cultura perdura nos cartazes dentro da pastelaria com ideogramas orientais e no jornal em cima da mesa inteiramente escrito em japonês.
Z FOTOS RIO CLARO
JapaChie Yabuki, ou Estela Yabuki é uma das mais antigas japonesas em Rio Claro
Japa2Algumas lembranças foram esquecidas, mas alguns detalhes ainda perduram na memória
Japa4Chegada da família Teramoto no Brasil em 30 de dezembro de 1929
Japa5Estela na formatura das filhas
Japa10Casamento da irmã mais nova de Estela Yabuki
Japa7Sayuri Ogawa Kobayashi mantém a tradição ouvindo músicas japonesas e lendo jornais com ideogramas

Nihongo Wo Hanasu (Falando japonês)

De acordo com a estudiosa em língua japonesa Helena Accioly, do Rio de Janeiro, há três alfabetos predominantes no Japão: hiragana, katakana e kanji.
Hiragana e katakana possuem 46 caracteres. Esses caracteres são sílabas, exceto as vogais e a letra N. São alfabetos usados diferencialmente, o hiragana é o mais comum, usado normalmente na escrita diária em livros e no aprendizado escolar.
O katakana é mais utilizado na escrita de nomes de países e palavras ocidentais. Em ambos os alfabetos não há sílabas com a letra L, que é substituída pela letra R.
Já os kanjis são ideogramas, representações pictográficas das palavras, um único kanji pode ser usado para uma ou mais palavras. Existem mais de 40 mil kanjis em todo o alfabeto, mas se você souber uma média de 1940 deles, já pode dizer que é alfabetizado em japonês. A maioria dos japoneses nem conhece os 40 mil kanjis.
JAPA FESTA 3

EDUCAÇÃO De qualidade

Proporcionar um ensino de qualidade é uma das metas da educação em Analândia. Eliana Aparecida Peixe Gregoracce, dirigente de educação do município, destaca grandes avanços no setor. Entre eles, o resultado do IDEB (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) que classificou Analândia acima da média nacional.
Em agosto do ano passado a inauguração da escola infantil “José Benedito Sodelli” foi comemorada por pais e alunos. A escola abriga 150 alunos, seis professores, três monitores e, ainda, sala de vídeo, sala de artes e um completo playground. A creche municipal também foi reformada e decorada com temas infantis. Ainda é aguardada a liberação do CONDEPHAAT para a restauração do prédio que abriga a “EMEIF Profa. Zezé Salles ciclo I”.
MIL ALUNOS
Com mil alunos freqüentando as escolas municipais, a maior preocupação do município é impedir a evasão escolar. Para isso foi articulado um processo de atenção total ao aluno: “Se um aluno falta o professor comunica a direção, que entra em contato com os pais para saber o motivo da falta, se os pais não tomam providência ou não dão retorno acionamos o conselho tutelar”, conta a dirigente da educação. O sistema de transporte gratuito para a zona rural contribuiu, e muito, para combater a evasão. “São 500 crianças da zona rural que pegamos e devolvemos na porta de casa”.
A dirigente Eliana ainda destaca muitos benefícios como psicóloga, dentista e nutricionista que atuam nas unidades. “Os professores também fazem curso de capacitação, três a quatro vezes ao ano, para atualização. Também investimos na cultura, levamos os alunos para assistir peças em cidades vizinhas”.
MODERNIZANDO
Salas de informática montadas nas duas unidades da “EMEIF Profa. Zezé Salles” estão proporcionando uma maior proximidade dos alunos com as novas tecnologias. “Foi inaugurado também o Acessa SP, que está aberto a toda população de segunda a sexta-feira, manhã, tarde e noite”. Para este ano também deve ser inaugurado o Telecentro comunitário, desenvolvido pelo governo federal, que trará mais dez computadores para uso geral da comunidade.
PROJETOS AMBIENTAIS
Aproveitando os recursos naturais da cidade, as escolas desenvolvem projetos de educação ambiental, como passeios pelas nascentes, aterro e palestras sobre conscientização ambiental. Na última semana foram plantadas 600 mudas em áreas de reflorestamento que foram devastadas.
ENSINO SUPERIOR
Devido à falta de escolas de ensino superior na cidade, a prefeitura municipal disponibiliza transporte escolar sem custo para alunos que desejam freqüentar faculdades em cidades vizinhas. Hoje, são 150 jovens que utilizam o transporte, sendo 50 para São Carlos e 20 para Araras.
FOTOS ANALANDIAEDUCAÇÃOQuinze ‘kombis’ para transportar alunos da “EMEIF Profa. Zezé Salles”
Educação2Merenda de qualidade para todas as escolas
Educação10Eliana Ap. Peixe Gregoracce, dirigente de educação, mostra as novas instalações da escola infantil
Educação8Escola infantil “José Benedito Sodelli”, conta com sala de vídeo
Educação15Acessa SP funciona na “EMEIF Profa. Zezé Salles”

Sempre ALERTA!

O Grupo de Escoteiros existe em Analândia há nove anos. Presidido por José Batista Marinho, o grupo proporciona aos jovens, aventura, diversão, contato com a natureza, convivência entre amigos e muitos desafios; e para os adultos uma atividade educativa, sadia e fraterna para os filhos.
No município o grupo conta com 30 elementos, entre sete e 50 anos de idade. “A maior parte dos participantes tem entre 15 e 18 anos, são os que chamamos de seniores ou guias”, conta Luis Fernando G. Ometto, chefe da tropa sênior. Ao longo do ano os escoteiros desenvolvem atividades ambientais, plantando árvores, recolhendo o lixo de rios e terrenos, além dos acampamentos e eventos que chegam a reunir mais de 500 pessoas, como o último Roleteiro (corrida de rolimã).
“Os escoteiros também auxiliam na escolha de uma profissão, principalmente para esses adolescentes entre 15 e 18, que estão na fase de preparação para o vestibular. São mais de 100 tipos de distintivos que representam as especialidades. Os jovens têm a oportunidade de experimentar diversas atividades e então poder optar por uma carreira”, lembra Fernando.
O grupo escoteiro terá sede nova e anualmente recebe uma verba da prefeitura para manutenção das atividades. Quem tiver interesse em saber mais sobre o grupo, as inscrições para a nova fase já estão abertas, Rua 4 nº131 – centro ou pelo celular: 9652-4535.

Z ANALANDIA FOTOS
EscoteiroLuis Fernando G. Ometto é chefe da tropa sênior
Escoteiro2Escoteiro3Escoteiro4
BOX**Com os dedos médio, indicador e anular unidos, simbolizando os três pilares da Promessa Escoteira (Deus, Pátria e o Próximo), e o polegar se sobrepondo ao mínimo, indicando a proteção do mais forte para com o mais fraco.
Z ANALANDIA FOTOS Escoteiro1

No banco da PRAÇA...Analândia

Muitas são as lembranças da Anápolis de muitos anos atrás, da época das grandes fazendas de café, das dificuldades em locomoção e do quanto era difícil conseguir sustento para viver. Visitar as belezas de Analândia era impensável; muitas onças impediam o caminho.
Arlindo Bueno, de 75 anos; Joaquim Coelho, de 76; e Antônio Pereira, de 63; são três simpáticos senhores que podem ser encontrados ali na praça, sentados trocando lembranças de um passado saudoso. Os três foram nascidos e criados em fazendas e sítios e hoje Arlindo e Antônio vivem na cidade; Joaquim continua no sítio.
“Na nossa época quase todo mundo morava em fazenda, difícil quem vivia na cidade, todo mundo trabalhava em fazenda”, conta Joaquim, sempre sorridente, ainda apoiando-se em uma bengala. Inúmeros moradores das fazendas de café na região lotavam a cidade em períodos de festa, em uma época que a população chegava a ser o dobro da atual.
“Hoje o café é colhido todo com maquinário, tem máquina pra tudo, antes era tudo feito por gente mesmo, com burro e boi. A fazenda São Francisco chegava a ter 100 mil pés de café, hoje não deve ter um”, lembra Arlindo, ainda inconformado com tantas mudanças.
Pensar em vir para a cidade, só se fosse para comprar açúcar no armazém, conta Antônio. Em Analândia havia quatro, ou então, para ir ao cinema e logo depois ao baile. O salão de baile tinha duas ou três sessões nos finais de semana. “Antes tinha tanta moça que chegava a encher o salão, mas todas iam com o pai e a mãe, a gente não podia nem olhar! Nem olhar podia! Hoje, eles ficam aí se agarrando, pode qualquer coisa. O cinema também tinha bastante gente, mas se abre hoje, morre de fome, porque todo mundo tem TV”, diz Arlindo.
A cidade, que começou com uma rua, aquela da frente da igreja, com pedregulhos e uma praça, era movimentada apenas com carros de boi e pela espera da “Maria Fumaça”. “Nessa época a cidade se chamava Anápolis, aí precisou mudar, porque tinha uma com o mesmo nome em Goiás, aí ficou Analândia, cidade de Ana, por causa de Santana”, diz Joaquim.
Visitar pontos turísticos como as cachoeiras ou o Cuscuzeiro, nem pensar: “Não tinha como visitar não! Tinha muita onça! O que tinha de onça, até hoje ainda tem, mataram duas ali embaixo outro dia, mas é menos do que tinha antes”, comenta Arlindo.

Z ANALANDIA FOTOS
HistoriaArlindo Bueno, Joaquim Coelho e Antônio Pereira
Z ANALANDIA/PASTA ANAL
45Capricho da natureza – Morro do Coscuzeiro

SIMPLE LIFE

A gravação do reality show, da rede Record, mexeu visivelmente com o dia-a-dia do município. Além de aumentar em mais de 100% o turismo, muitas histórias vão ficar para sempre na memória de muita gente.
O programa trouxe as belíssimas Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro, por 40 dias na cidade. Gravado no Sítio Roncador, de propriedade da família Paiuta, as duas tiveram que trabalhar em diversos empregos diferentes. Nestes empregos, elas executaram tarefas que iam de tirar leite das vacas até entregar marmitas. Também trabalharam numa fábrica de refrigerantes, tiraram mel de colméias e fizeram inseminação artificial em vacas.
Durante o programa, as meninas deram duas festas: uma rave de entrada pública feita com a colaboração de amigos conhecidos na cidade e uma festa de bodas de ouro para o casal Osmar e Dulce Paiuta, que contou com a participação de uma dupla sertaneja local.
SUCESSO
O programa estreou com ótima audiência, com média de 16 pontos, chegando a picos de 20 e garantindo a liderança absoluta por 36 minutos e empatado por seis minutos com a Globo, que no horário marcou 15 pontos. As aventuras do programa, vividas por Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro, foram contadas no livro "Patricinhas Sem Salto" escrito por Fernanda Morais, roteirista do programa.
Z ANALANDIA FOTOS
Simple_life3
Se couber:Simple_life4“Patricinhas sem salto” foi o livro escrito a partir das aventuras em Analândia
FOTO SCANERPrefeito Beto Perin com as atrizes durante as gravações

TURISMO - Destino Analândia...

Foi há vinte anos que Pedro Ferreira da Silva Jr., ou apenas Minhôco, chegou em Analândia. Um dos pioneiros do turismo na cidade, ele foi responsável pela formação da agência Bicho do Mato e, também, pela criação de um dos primeiros circuitos de arborismo do país, instalado no Morro do Cuscuzeiro.
Hoje atuam no município três agências: a Bicho do Mato, a recém inaugurada Cuzco e Gaia, fundada há um ano e meio. A comunicação entre as três avançou e muito com o tempo, estão sempre em contato para saber o que cada uma vai fazer no dia, e manter sempre o número de visitação permitido para cada lugar.
Manter um número restrito de visitação para cada lugar é garantir o respeito ao meio ambiente, controlar a degradação ambiental e manter as trilhas e pontos turísticos em perfeito estado. Monitores e escaladores, voluntariamente, fazem a manutenção das trilhas e das placas explicativas, aderindo ao projeto “Defensores do Morro do Cuscuzeiro”.
SIMPLE LIFECom a exibição do reality show da Record “Simple Life”, realizado na cidade no ano passado, o turismo de Analândia aumentou mais de 100%. Se em agosto de 2006 foram 200 atendimentos no PAT (Posto de Atendimento ao Turista), em agosto de 2007 (mês de exibição do programa) o número passou para 600 atendimentos. O programa levou Analândia ao conhecimento do grande público em todo país, sendo caracterizado como um ícone de cidade interiorana, com belas paisagens e sossego.
POTENCIAL PRECISA SER RECONHECIDO
Para o proprietário da agência Gaia, Michel Gonçalves, a visibilidade trazida pelo programa poderia ter sido melhor aproveitada. “A procura pela cidade foi muito grande, mas não havia um planejamento para abrigar tanta gente, muita fila em restaurantes, pousadas e falta de estrutura, deixou bastante turista insatisfeito. E são pessoas que não vão voltar mais”, diz.
Marcelo Cavalcante, da agência Cuzco, comenta que a cidade tem muito potencial para crescer, mas não está sendo utilizado. “Precisa de planejamento para melhorar e ampliar”. Um dos pontos criticados pelas agências é a falta de um secretário de turismo, de planejamento para atividades e apoio para realização dos trabalhos.
“Falta conscientização para a cidade. Entender que o turismo pode gerar lucro e benefícios. As pessoas têm medo do turismo, existem mais de 30 cachoeiras que não conseguimos abrir para o turismo. Uma grande parte também está sendo dominada pela cana”, acrescenta Michel.
CANA
Minhôco comenta também a plantação da cana em detrimento ao turismo, a Cachoeira do Escorrega quase foi perdida devido à plantação de cana. “Conseguimos convencer o dono de que seria um bom lugar para o turismo, senão agora o lugar era para estar dominado pela cana”. Ele ainda destaca a perda da essência de muitas festas populares, como a Festa do Carneiro, que trazia centenas de pessoas à cidade, e hoje, vê o número de público e mídia acabar aos poucos. “O turismo em Analândia já foi mais forte”.
TURISTAS e EMPRESASInúmeras são as pessoas que procuram o descanso e a beleza da estância em feriados e finais de semana. De acordo com Marcelo, da agência Cuzco, o público que procura a estância para passar feriados curtos provém de cidades vizinhas. Já nos feriados prolongados trazem gente de longe, como São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. “As pessoas ficam sabendo da cidade através da internet, na maioria das vezes, em sites de busca e também do boca a boca”, comenta.
A idade desse público varia de oito a 70 anos, sendo o público mais ativo entre 20 e 30, procurando atividades como rapel, escalada, bóia cross e caminhada. “Hoje, o perfil do público mudou um pouco, quem nos procura são escolas, empresas que querem desenvolver dinâmicas de grupo e aplicar teorias na prática”, diz Marcelo.
Atividades corporativas estão sendo trabalhadas por todas as agências da cidade. “Ao invés de se fazer uma festa de confraternização da empresa e gastar dinheiro com isso, as empresas estão preferindo trazer os funcionários para cá e desenvolver dinâmicas para aumentar o entrosamento entre todos, facilitar a convivência. É um dia divertido que todos passam juntos”, esclarece Minhôco.
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Turismo1Marcelo Cavalcante, da agência Cuzco
Turismo4Michel Gonçalves, da agência Gaia
Turismo5Pedro Ferreira da Silva Jr., Minhôco, da agência Bicho do Mato
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40 guias turísticos atuam em feriados80% deles são moradores de Analândia200 turistas procuram o PAT por mês300 leitos estão disponíveis em pousadas e hotéis300 a 400 barracas por camping no carnaval5 restaurantes no centro da cidade30 mil pessoas no último carnaval
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Pontos turísticos
Morro do CuscuzeiroCom 40 rotas de subida (vias), o morro é procurado para escalada, rapel e arborismo. No local há camping e restaurante. É reconhecido como o quinto maior ‘point’ de escalada do Brasil.
Morro do CameloProcurado para caminhada e um pouco para escalada, que ainda não foi muito desenvolvida.
Cachoeira da BocainaCom 55 metros de altura, é procurada para o cascading (rapel em cachoeira).
Cachoeira Monte Sião Com 30 metros de altura, procurada para cascading
Ruínas da chaminéAntiga fazenda de café do século passado, em ruínas, é feito um trekking de duas a quatro horas até chegar o local.
Cachoeira do escorregaProcurada para o banho, caminhada e camping. O local tem restaurante e está bem preservado.
Pontos públicos: Salto Major Levy, Ponte Amarela, Recanto da Saúde.
Em pontos particulares chega a ser cobrado de R$3 a R$5.
Z ANALANDIA FOTOSTurismo3 – crédito: Felipe Gonçalves
***BOX***Equipamentos de segurança
Para a prática dos esportes de aventura o equipamento deve ser de qualidade, aprovado pela UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo), com certificação internacional em altura. Atento a essas necessidades, os esportes de aventura em Analândia nunca registraram um acidente.
Cadeirinha – suporta 1800 quilos, todas as amarrações são feitas nela.Mosquetão – faz a ancoragemCapacete – essencial para todas as atividadesFitas solteiras – ligam a cadeirinha no mosquetão, usada para ancoragemFreio 8 – sistema de freio para o rapel, descer sem esforço
Z ANALANDIA FOTOSTurismo2

Queremos RESPEITO

Em número crescente na sociedade, homossexuais pedem IGUALDADE e RECONHECIMENTO
O número é muito maior do que se contabiliza, se estiveram presentes TRÊS MILHÕES de pessoas na Parada GLBTT realizada em São Paulo, no último mês, o número efetivo de homossexuais no país deve ser muito mais que o dobro. Muitos deles ainda têm medo de se pronunciar e assumir, temendo a sociedade, a família e o emprego.
A jovem A.S.H. assumiu a homossexualidade por volta dos 17 anos, prefere não se expor por medo de comprometer o emprego, mas afirma que em Rio Claro o número de homossexuais vem crescendo e muito. Gustavo Tonini, que interpreta a drag queen Priscilla Drag, conta que assumiu a homossexualidade aos 18 anos e que percebe que hoje em dia os jovens estão “saindo do armário” cada vez mais cedo, com 13 ou 14 anos. Ainda, Sérgio Oliveira, lembra que muitos homossexuais não se aceitam, mantêm famílias e procuram “por fora” o prazer sexual.
PRECONCEITOApesar do aumento, o preconceito ainda é latente. Dos três entrevistados pelo REGIONAL todos já sofreram algum tipo de discriminação. “Minha aparência não denuncia, mas sempre tem alguém com piadinhas, não importa o lugar, já sofri preconceito no serviço. Em cidade do interior o preconceito é muito maior. Rio Claro, então, por ter muitas famílias tradicionais, famílias ricas e, principalmente, ser uma cidade de idosos, que não vê com bons olhos. O preconceito é gritante”, conta Sérgio.
A.S.H. conta que o pré-julgamento com gays é maior do que com as lésbicas. “Conosco tem aquela coisa de fetiche, todo homem fica louco em ver duas mulheres se beijando, mas o preconceito no tratamento ainda é grande. As pessoas precisam se conscientizar que é um relacionamento como outro qualquer, é apenas uma opção”.
Gustavo Tonini percebe uma maior aceitação em alguns aspectos, mas ainda sente falta da liberdade em poder sair de mãos dadas com o namorado. “Sou chamado para fazer shows em casamentos, aniversários de 15 anos, chá de panela, despedida de solteiro, só não me chamaram para fazer velório ainda”, conta rindo o jovem de 29 anos, que é diretor artístico da boate Nine Up, em Piracicaba, único refúgio para os homossexuais da região.
HISTÓRICOOs primeiros sinais da homossexualidade no mundo datam de 12000 A.C. Civilizações antigas da Índia, Egito, Grécia, América têm registros históricos de períodos em que a homossexualidade era retratada em cerâmica, escultura e pinturas. Entende-se que em vários períodos da história a homossexualidade era admitida em diversas civilizações. Acredita-se que o primeiro código penal que punia a homossexualidade foi editado no império de Gengis Khan ao proibir a sodomia com a pena de morte.
Com o passar dos anos a repressão tornou-se maior, principalmente com o surgimento da Bíblia, seitas religiosas e o nazismo. De acordo com a socióloga Vera Helena Picolo Ceccarello, da Unesp Araraquara, foi apenas em 1960 e 70 que aconteceu uma grande liberação sexual: “O que estamos vivendo hoje é uma conseqüência dessa ruptura, que pode ser percebida até mesmo na literatura”. Daqui pra frente é impossível prever, mas em vista das grandes manifestações de massa como paradas e festas, é possível que a aceitação seja muito maior com o passar do tempo.
Gustavo Tonini, que também é formado em filosofia, afirma que agora a busca está pela formação de uma família, e ressalta a dificuldade de casais gays em adotarem um filho. “Com lésbicas é mais fácil, porque uma delas pode procurar um banco de sêmen, mas com gays é muito difícil, o processo burocrático é muito grande, e só pode ser adotado como solteiro e não como casal”. Já Sérgio Oliveira acredita que a sociedade ainda não está preparada para receber uma criança adotada por um casal gay, principalmente escolas, professores e os próprios alunos. “Tem que haver uma preparação psicológica para receber essa criança que não tem uma família convencional”.
No Brasil, até mesmo o projeto de lei que regulamenta o casamento entre homossexuais, criado por Marta Suplicy em 1991, continua na gaveta.
NA NOVELA Opções sexuais têm sido abordadas constantemente por veículos de comunicação. Mesmo que velados, casais homossexuais aparecem com maior freqüência em novelas de horário nobre na TV. “As novelas estão dando mais ênfase, o que ajuda as pessoas a encararem com mais naturalidade, quanto mais se apresenta mais é recebido com bons olhos”, diz Sérgio.
Apesar de um maior enfoque, todos ainda sentem uma falta de informações. “Não tem uma revista específica, o que existe é só revista com baixaria, não tem informação, algo que explique. Também não tem lugar para sair na região, quem quer ir a uma boate tem que ir para Piracicaba”, diz A.S.H.
Sérgio diz que não vê a necessidade de uma revista específica para o público, porque acredita que homo e heteros não têm um modo de vida muito diferente, mas sente falta de um assunto ou outro em um telejornal, por exemplo, com dicas de roupas para homens, mulheres e homossexuais “Eu não encontro roupas do jeito que eu gosto de usar, que são mais transadas”.
Homo_drag2Gustavo Tonini interpreta Priscilla Drag

Movimentos em massa

O público gay começa a se unir cada vez mais atingir a união e aceitação da sociedade. Em Rio Claro será realizada a 1ª Parada GLBTT, neste domingo (15), às 13 horas, no Sobradão Eventos, com entrada franca. Em Piracicaba, a ONG Casvi (Centro de Apoio e Solidariedade a Vida) promove as atividades do I Mês da Diversidade Sexual de Piracicaba, que teve início no dia 11 e termina no dia 28. Em Brasília, na semana passada (de 5 a 9/06), aconteceu a Conferência Nacional GLBT, a fim de rever legislações e ouvir solicitações do público, algumas das propostas aprovadas na Plenária Final foram: a inclusão do Plano Nacional de combate à homofobia no Plano Plurianual (PPA), a revisão pelo Ministério da Saúde que restringe a doação de sangue por parte da população GLBT e ações afirmativas para garantir o acesso às travestis nas universidades.
“O público gay está lutando cada vez mais pela causa, por tudo que conte como ponto positivo contra o preconceito em suas diversas formas, inclusive sobre a liberdade de expressão”, diz Carlos (Lets Kay), um dos organizadores da Parada rio-clarense.
O I Mês da Diversidade Sexual de Piracicaba tem o objetivo de conscientizar outros segmentos da população sobre os Direitos Humanos e Direitos GLBTT, diversidade sexual, promoção de saúde e prevenção, educação em saúde e vulnerabilidades sociais, bem como propor uma aproximação dos diversos segmentos, universidades e movimentos sociais na pactuação de uma agenda integrada. Mais informações pelo www.casvi.com.br

DESTAQUE

Eloá Soares Leitão, de apenas 16 anos, foi o grande destaque da revista Claudia deste mês, figurando uma matéria sobre meninas que dominam a internet. O vídeo gravado pela cordeiropolense está entre os 10 mais vistos no site Youtube, com meio milhão de acessos. Filha de Rogério e Liliane Leitão, a adolescente vem ganhando notoriedade internacional com os vídeos e textos publicados em seu blog.
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Jubileu de Prata

A APAE-Cordeirópolis comemora 25 anos de uma jornada de sucesso e conquistas, possibilitando a inclusão social, educacional e profissional para os portadores de necessidades especiais. Do porão do Cordeiro Clube para uma sede própria na Vila Olímpia, a APAE é um exemplo de colaboração e empenho.

Em comemoração ao aniversário, ao longo do ano serão realizadas diversas atividades como passeios e festas. No dia 13 de setembro será realizado o 1º Jantar Fraterno, no salão paroquial de Cascalho. “Queremos angariar fundos para reformar a frente da APAE e iniciar as obras de ampliação”, conta a coordenadora Liliani Buschinelli Della Coletta.

Hoje a APAE atende 160 alunos, de zero a 60 anos, sendo cinco de cidades vizinhas. A procura pelos serviços é grande, exigindo a ampliação do prédio a fim de possibilitar o atendimento a mais pessoas. A instituição também espera a certificação do ISO 9000. “Conseguimos chegar aos 25 anos, para os próximos anos queremos manter o serviço e ampliá-lo, podendo atender a todos que nos procuram”, acrescenta Liliani.

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Liliani Buschinelli Della Coletta, coordenadora, comemora os 25 anos da instituição

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Barras de apoio foram instaladas em todas as paredes

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Ampliação deve atender mais alunos

Chico ESPERANÇA

No último domingo (8) o cantor e compositor Chico Esperança se apresentou no calçadão da Igreja Matriz, encantando diversas pessoas. Chico é velho conhecido de Cordeiro, esteve na cidade há 20 anos, apresentando-se em um festival. Este show foi o último antes da turnê pela Europa. De voz privilegiada, o músico apresenta a mesma desenvoltura em diversos ritmos como maracatu, coco de roda, baião e MPB. Já pelo nome do novo CD, Ochentpopworld, é possível ter uma idéia da mescla de estilos e proposta de Chico Esperança.
R CORDEIRO PASTA CHICO
SÃO QUATRO FOTOS

Arte no sangue

“Cordeirópolis no começo tinha só pintores de parede mesmo; e um rapaz que eu me lembro na fazenda “Levy”, isso naquela época. Depois começou a aparecer muita gente pintando”, conta Írio Alves, pioneiro nas artes plásticas em Cordeirópolis.
O número de pintores em Cordeirópolis, realmente, tem aumentado consideravelmente, prova disto são os 62 alunos, entre oito e 80 anos de idade, que freqüentam a Pro Arte, escola de pintura fundada por Norma Aparecida Basque Stahl.
“A cidade tem muitos destaques na área de pintura; tem o Seô Chico, da sorveteria; o Seô Írio, que tem 90 anos e ajudou a pintar a igreja e o Higino, que hoje faz tatuagens, são só alguns de muitos”, destaca Norma.
Ela, auto-didata em pintura, aos 20 anos começou a fazer cursos; hoje aos 52, ministra aulas há vinte anos. “Eu fiz muitos cursos, mas nunca me formei em faculdade. Comecei pintando e muitas pessoas me pediam para ensinar, foi então que resolvi montar o ateliê”.
O ateliê existe desde 2000, e muitas foram as vitórias, o Sêo Chico descobriu seu ‘dom’ freqüentando aulas na Pro Arte, isto depois de dois anos de convites intermináveis feitos por Norma, “eu insistia porque acreditava que ele era bom”. Dos alunos da escola poucos são os que desistem, os que hoje freqüentam estão lá há mais de sete anos, o motivo é apenas um: “as artes plásticas seguram as pessoas, pois é uma terapia”, lembra a professora.
O resultado dos trabalhos já gerou diversas exposições. Anualmente os alunos viajam para Embu das Artes para expor o trabalho e aprender um pouco mais observando novas técnicas.
Z FOTOSArte_normaArte_norma1

***LINK1***Írio Alves é o pioneiro das artes no município (página 2), fez poucas exposições de suas obras, parou de pintar há três anos por conta de uma cirurgia, mas pretende voltar o quanto antes. Chegou a ser premiado em São Paulo, onde foi muito elogiado pela leveza e harmonia na combinação das cores.
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Artes_irio Uma das primeiras obras do pintor, em 1937, pintura em madeiraArtes_irio2Leveza e harmonia na combinação de cores
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Francisco Frederico Olivato, ou popularmente conhecido como Chicasso (lembrando o célebre Picasso), é a nova revelação de Cordeirópolis. Sêo Chico começou a pintar há apenas cinco anos, freqüentando aulas no ateliê de Norma. O reconhecimento veio mesmo com as telas ilustrando Cordeirópolis antiga. “Decidi pintar a cidade por um acaso, pego fotos antigas e dou vida e cor para elas. Pinto semelhante, mas com outra visão”. O resultado não poderia ser melhor; duas das obras de Chicasso se tornaram capa dos cadernos de Educação Artística das escolas do município. E para o futuro está previsto o lançamento de um livro com as telas de Chico.“Fiquei muito tempo escondido, com vergonha de pintar e aparecer para o público”, comenta o pintor que, ainda tímido, mostra os inúmeros quadros pendurados pelas paredes da sorveteria, a qual administra há 31 anos. O sucesso não subiu à cabeça de Chico, e as aulas ainda continuam semanalmente, “não existe aprender, a técnica muda a cada dia, tem que continuar sempre, e querer mais”.
Z FOTOS Artes_chico1Artes_chico2 – Capa do CadernoArtes_chico3 – Sede da Fazenda Ibicaba, 1907
***LINK3***
Higino Aparecido Simões Luiz, 38 anos, começou sua carreira profissional aos 19 anos, já desenhava muito antes disso, mas os cursos especializados em pinturas em tela começaram ali. Sempre interessado em aprender novas técnicas, partiu para a aerografia (uma pistola de ar utilizada para fazer desenhos em paredes), aperfeiçoou-se em letreiros e painéis.Mas a grande paixão mesmo veio em 2000, quando por acaso viu uma revista de tatuagens e gostou da técnica, procurou um curso em Limeira, e em 2004 estava com o estúdio montado no centro da cidade. O sucesso foi garantido, o traço artístico e o cuidado com os detalhes são as principais características das tatuagens de Higino.“Não há diferenças entre a tatuagem e a pintura em tela, tatuagem é apenas um dos tipos de arte. O que difere é o material e os desenhos. A pintura em tela retrata mais paisagens, a tatuagem é relacionada à própria pessoa. Mas em síntese são arte da mesma forma, tanto que comecei com a tela e hoje faço tatuagens”, comenta o artista que, hoje, recebe clientes de toda a região, um reconhecimento mais que merecido.
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Artes_tatoo1
Artes_tatoo2 – A arte no papel
Artes_tatoo3 – Transcrita na pele

Cidade da música

O dono do bar, o cara da loja de tintas, o fotógrafo da esquina, o moço da prefeitura, a menina da loja de instrumentos musicais, o homem que passou apressado pela praça, em um curto percurso de não mais que um quarteirão, é possível contabilizar muitos deles. TODOS músicos!
O que para qualquer cidade do interior pode parecer um sonho, em Cordeirópolis é realidade, ou, como diria Luiz Nardini – ilustríssima figura cultural da cidade – “CordeirROCKolis”. Música, cultura, atitude e rock ‘n roll parecem ser os perfeitos sinônimos para o município que completa 60 anos.
A explicação para tudo isso?“Eu acho que tem um pouco de influência de João Pacífico, ele mesmo não morando aqui trazia muita coisa, servia de referência para muito músico”, conta Marcelo de Oliveira Silva, ou popularmente conhecido Johnny Ramone, do Ramones Cover. Alceu Guimarães, aposta em uma outra afirmativa. Já veterano da música na cidade ele protagonizou diversos festivais, eventos e presenciou muitos shows: “a música foi passada de geração para geração, são famílias inteiras de músicos, os shows na cidade, festivais, um grande apoio de veículos de comunicação e uma galera que queria ver a coisa acontecer; acho que foi daí que veio essa ligação entre o município e a música”.
Tudo começou na década de 80, com o surgimento de bandas como Fogo Fátuo, Girassóis da Rússia, Desconhecidos Anônimos, Genetic Disaster, War Frost, Leecor, Nômade, Crematório, e tantas outras. Precursoras de tantas outras que estariam por vir, “a última vez que contei, ano passado, eram mais de 32 bandas na cidade”, lembra Alceu, que confirma: Cordeirópolis, além de ser uma cidade musical, é uma cidade do ROCK.
Famílias inteiras chegam a se dedicar à música e ao rock, como o caso dos irmãos Girotto – fundadores da War Frost; a família de Marcelo do Ramones Cover, a família de Cristina e Tânia – do Expresso Noturno; e tantas outras que vão passando a tradição adiante. Tradição seguida nas lojas de cd’s da cidade, que estampam inúmeros álbuns de rock, incentivando o consumo; a loja de instrumentos musicais que tem uma enorme procura de guitarras e baterias; e a escola de música, que dos quinze alunos, todos tocam rock.
“A cidade já teve muito festival de música, o Canta Cordeiro, Lua e Canção, CordeiROCKolis, e mesmo o Roller Car”, conta Luiz Nardini. Foram festivais que trouxeram músicos de longe para prestigiar a estrutura e o bom público da cidade. Além de festivais, shows isolados de bandas reconhecidas também serviram de incentivo a muita gente, apenas algumas: Ratos de Porão, Cólera, Dead Fish, Doble Fuerza (Argentina), Cut your hair e Wozjchec (Alemanha), Barão Vermelho, Ira!, e muitos outros. “O pessoal vê os shows e se empolga em formar banda, em querer ser músico também”, diz Alceu.
Não só o rock ‘n roll
Não é só dos cabeludos que vive a cidade, prova disto são brilhantes bandas marciais e fanfarras. Mostrando que a paixão do cordeiropolense é a música, não importando o tom. “Depois da vinda do projeto Guri e da formação de mais bandas marciais, violinos, tropete tem vendido demais. Ficamos até impressionados, instrumentos clássicos tem saído de balde”, destaca Cristina Maria Carini, musicista e proprietária da loja de instrumentos musicais Musicord.
Sertanejo também não poderia estar de fora, como toda boa cidade do interior, são diversas as duplas que se destacam, mas, com um diferencial, um ‘toque’ rock ‘n roll.

***BOX***Marcelo Oliveira Silva seguiu os passos do pai, que chegou a cantar de rádio Record, autodidata segue a tradição da família, na qual os cinco irmãos tocam diversos instrumentos. Carlos (25), Marcelo (24), Daniel (23), Oziel (21) e Leandro (14), são a prova viva que a Cordeirópolis mantém a hereditariedade musical, e principalmente, rockeira. Todos tocam em alguma banda de rock, e ainda pretendem montar o The Oliver’s Rock, banda reunindo os cinco irmãos.
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***BOX***Ramones Cover de CordeiroUma das bandas cordeiropolenses que mais chegou longe foi a histórica Ramones cover. Formada em Agosto de 1999, a banda acabou em 2007, mas as conquistas ficarão para a história. A proposta inicial era manter uma performance e qualidade extremamente idênticas à banda original, incluindo instrumentos, roupas, cabelos, sonoridade e presença de palco. Formada por Daniel (vocal), Marcelo (guitarra), Rogers (bateria) e Ricardo (baixo/vocal), a banda chegou a tocar com Marky Ramone, integrante oficial da banda estadunidense, ainda chegou a ser destaque na revista Rolling Stone de Nova York, sem contar os inúmeros convites para turnê na Europa, Argentina e matérias em revistas de todo país.
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Cultura_musica4“A base do rock em Cordeiro é o Ramones, não tem um que não ouve”, conta Marcelo, Johnny Ramone.
***BOX****Alceu Guimarães, sempre procurando algo para fazer, foi o responsável por muitos shows na cidade e também pelo baixo da banda Hell Noise. Sobre a banda ele não fala muito, mas sobre os eventos, são tantos que nem é possível contabilizar. O mais expressivo, lembra, foi o Celeiro do Rock, montado em uma antiga granja transformada em casa de shows para pagode e sertanejo, foram alguns meses até convencer o dono do lugar a abrir espaço para os cabeludos barulhentos, mas foi um preciso apenas um dia, para que o dono percebesse os benefícios em apostar no rock ‘n roll. Além de pacíficos (em dois anos e meio de Celeiro do Rock contabilizou-se apenas cinco brigas sem intervenção de policiamento ou seguranças, todas sem gravidade), os rockeiros consumiam muito e compareciam em peso. “Foi assim que conquistamos grande parte dos lugares na cidade; é um público que não dá trabalho e consome muito”, conta Alceu, que mantém a chama acesa com pequenos festivais, quase que mensais.
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cultura_musica“A paixão por rock é tanta que chegamos a montar e desmontar o palco da prefeitura para poder fazer um show”
***BOX***Misturando as raízes interioranas e uma história de rock, muitas duplas sertanejas surgiram daí, Valmir Sanchez, ex-integrante da banda Nômade, hoje mantém uma dupla sertaneja. O mesmo para Kleber Granso, ex vocalista da banda Flores do Deserto, hoje, parceiro de Fábio Bonzanini na dupla Kleber Branco e Fabiano.
Com proposta de mesclar a herança rock de Kleber e a história sertaneja de Fábio, a dupla conseguiu uma sonoridade singular que tem agradado muitos veículos de comunicação do país todo. Em maio último, a dupla abocanhou o prêmio de artista revelação na TVS Brasil, regional do SBT na Praia Grande. “Estamos entre os dez mais tocados no sul de Minas”, conta Fábio, que se espanta com a popularidade que a dupla vem ganhando, em apenas um ano juntos, já estiveram cinco canais de televisão e estão com propostas da rede Globo e de Mazinho Quevedo, “nem esperávamos chegar tão rápido”.
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MAIS que premiados

Em apenas três anos Cordeirópolis domina o cenário artístico teatral, transformando-se num grande pólo cultural do interior do Estado, servindo de exemplo para outros municípios.
Recentemente o grupo de teatro Pingo D’Água faturou mais um prêmio para a coleção: o Mapa Cultural Paulista veio completar uma lista de 23 prêmios e 27 indicações da montagem “João Pacífico, o poeta do Sertão” concorrendo com outros 101 espetáculos teatrais de todo o Estado de São Paulo. O grupo deve agora receber uma ajuda de custo da Secretaria de Estado da Cultura para apresentar a peça em cinco cidades do Estado, ainda a serem definidas.
“O prêmio vai abrir muitas portas pra gente”, acrescenta Pamela Rodrigues, um dos 25 integrantes do grupo. Para este ano o Pingo D’Água prevê ainda uma retrospectiva de todo seu trabalho, desenvolvido por três anos. Em julho será ‘Ibicaba, a terra prometida’, agosto a terceira temporada de ‘João Pacífico’ e em setembro ‘Anjo Torto’. Isto sem contar apresentações em outras cidades. Pretendemos ainda nos inscrever em mais festivais”, lembra Angelo Ferreira.
Nos festivais a peça ‘João Pacífico’ já abocanhou prêmios em Limeira, Pirassununga, Avaré, Ponta Grossa (PR) e Americana. A grande aposta agora é ‘Ibicaba’, que já mostra um grande potencial. “O reconhecimento com Ibicaba está sendo mais rápido, acho que porque é uma história polêmica e também faz parte da raiz de todo mundo, atinge o país todo”, acrescenta Pamela, lembrando da matéria de duas páginas do jornal O Estado de São Paulo, recentemente.
*BOX*“João Pacífico, o poeta do sertão”- O espetáculo foi apresentado em nove cidades- Ao todo, foram recebidas 27 indicações- Ao todo, foram recebidos 23 prêmios- O espetáculo foi visto por cerca de 9.800 pessoas

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Cultura_teatroParte do elenco cordeiropolense exibe o prêmio Mapa Cultural Paulista: João Felipe Peruchi, Pamela Rodrigues, João Guilherme Chierice Panaggio, Angelo Ferreira, Silvia Hespanhol e Emilly Cavalcante da Silva.

60 anos morando em Cordeirópolis

Frase de efeito
“Graças a Deus estou vivo, e pintando”

Tarefa não muito fácil é encontrar Írio Alves em casa. Todas as tardes, das 13 às 18 horas, ele sai para ‘bater pernas’; o destino é a casa de Domingos Franciscati, a finalidade: jogar tranca com mais dois amigos. Essa é a rotina que o senhor de 90 anos enfrenta há um bom tempo, aliás, rotina é uma coisa que não se pode mencionar na vida de Írio.
Nascido em 29 de junho de 1918, em Rio Claro, ele vive há 60 em Cordeirópolis. De lá pra cá já foi: pintor, escultor, proprietário de quitanda, farmacêutico, agente sanitário, fotógrafo, vereador e, talvez, algumas mais que tenham passado despercebidas ao REGIONAL.
Detalhes e pequenas recordações não passam em branco pelo senhor que se lembra de datas, nomes e situações de um passado remoto. “O médico disse que eu tenho cabeça de menino, quando fez o encefalograma, da última vez”. E foi ele que nos contou um pouquinho sobre a Cordeirópolis de antes e de hoje.
A história da vida de Írio caminha paralela à história do município. Formado em 1937, na Escola Profissional em Rio Claro, cursou pintura artística, mudando-se para Cordeiro em 1943, quando fundou uma quitanda para vender pães, massas, alimentos. “Eu me lembro das ruas da cidade sem asfalto; quando passava algum carro tinha que fechar a porta do estabelecimento senão enchia de pó, era aquela terra vermelha”.
Em 1948 entrou para a política, a pedido do irmão Durval, que fôra um dos primeiros vereadores da cidade, quando Cordeirópolis ainda era distrito de Limeira. “Eu entrei para a política pelo meu irmão, nunca gostei muito, mas acabei ficando por 16 anos vereador. Hoje não quero nem saber de política”.
Írio tornou-se agente sanitário em 1951, até aposentar-se. Enquanto trabalhava no Pronto Socorro, ainda colecionou muitas histórias para contar, auxiliou José Moreira na farmácia aplicando injeções, até comprá-la e depois vendê-la para o cunhado. Ainda foi fotógrafo, tirando fotos para carteiras e documentos. “Era uma época que todos se sentavam na rua, colocavam as cadeiras na calçada e ficavam conversando, não precisava fechar as portas, nem encostar, não tinha perigo, a cadeia tinha dois soldados, mas não tinha nenhum preso. Eu conhecia todo mundo aqui, agora não conheço mais”.
PRECURSORMas, dentre todas as atividades há uma que inegavelmente se destaca. Na sala da casa já é possível ver pela parede, inúmeros quadros pendurados: “eu perdi a conta de quantos fiz, tem pendurado por toda a casa e mais alguns que estão guardados”. Foi ele o responsável pela pintura da igreja central, do altar da igreja de Cascalho e até da igreja Boa Morte, em Rio Claro. As pinturas se foram com o tempo e as muitas reformas pelas quais as igrejas passaram. O que ficou foram as lembranças.
Na igreja central a pintura foi feita a pedido do padre Santo Armelin. “A igreja estava muito velha, o forro caindo, eu e meu irmão fomos ajudar, não cobramos nada só pedimos o material, demorou seis meses, isso em 1946. O padre pediu para eu pintar as iniciais de Santo Antonio atrás do altar, essa é uma história engraçada. Eu fiz uns ramos de lírio e coloquei as iniciais S.A., e todo mundo vinha perguntar o porquê do nome do padre atrás do altar. Eram as mesmas iniciais”.
Um dos precursores das artes plásticas na cidade, o senhor de 90 anos, lembra que Cordeirópolis é realmente um “Celeiro de Artistas”. “João Pacífico foi muito importante para a cidade, cheguei a ir várias vezes em São Paulo buscá-lo para trazer ele aqui nas festas do município, isso na época que eu era vereador, ia eu e mais um motorista”.
Nas artes plásticas, ele destaca diversos nomes, como a importância de Norma Aparecida Basque Stahl para o surgimento de muitos outros. Na música comenta a crescimento das bandas. “Eu tive até vontade de entrar para a banda da cidade uma vez”.
“Cordeirópolis é minha cidade do coração, agora só saio daqui se for pro cemitério”.
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Historia1 – RECORTAR
Historia2 – Inúmeros quadros na parede da sala mostram a grande paixão de Írio
Historia3 – Além de pintor, também escultor

DESTAQUE

Eloá Soares Leitão, de apenas 16 anos, foi o grande destaque da revista Claudia deste mês, figurando uma matéria sobre meninas que dominam a internet. O vídeo gravado pela cordeiropolense está entre os 10 mais vistos no site Youtube, com meio milhão de acessos. Filha de Rogério e Liliane Leitão, a adolescente vem ganhando notoriedade internacional com os vídeos e textos publicados em seu blog.

Cordeirópolis na TV

Cordeiropolenses conseguem reconhecimento com a produção de um videoclipe
“Eu não botava fé”, exclama Ricardo José Oliveira, quando indagado sobre o sucesso repentino do videoclipe “Eu não acredito em final feliz”. Ele, vocalista da banda Delunes, foi um dos idealizadores e produtores do vídeo caseiro, finalista do prêmio Toshiba Planet MTV.
O projeto foi criado inicialmente por Ricardo e pelo amigo Romes Rodrigues Rosa. Ambos, cursando Comunicação Social nas Faculdades Claretianas em Rio Claro, tiveram noções básicas do “stop motion”. Mais interessado no assunto, Romes procurou um curso específico na área. Com a conclusão do curso a idéia era apenas uma: colocar em prática!
Aproveitando as tardes que passavam juntos no projeto Escola da Família, desenvolvido nas escolas “Jamil Abrahão Saad” e “Coronel José Levy”, Ricardo e Romes deram início ao trabalho, a idéia foi fazer um videoclipe para o Delunes, na qual o Ricardo é vocalista. “No começo era só a gente, mas pra gravação precisamos de seis pessoas ajudando”, conta Ricardo.
O roteiro foi escrito pelos dois, “como eu já tinha a banda, resolvemos unir as duas coisas, fazer um videoclipe pra banda. Eu levei o cd e o Romes escolheu uma música. Fizemos o roteiro e começamos a gravar”. As gravações tiveram início no final de 2006 e levaram mais de nove meses para terminar.
O diferencial no roteiro fica por conta da originalidade, quando se pensa que é uma história de amor, o final prega totalmente o contrário. “Queríamos fazer algo que chamasse a atenção e que fosse diferente do que sempre fazem, que é um final romântico, já que o nome da música é ‘Não acredito em final feliz’”.
Para quem vê o resultado final do vídeo e pensa que foi simples, os meninos contam que o trabalho é árduo. As gravações eram feitas todos os sábados e domingos, quase o dia todo. Foram utilizados mais de 50 bonecos playmobill e coube a eles montar cenários, desenhar, pintar e bordar. Totalmente independente, o custo total do vídeo não passou de R$50, mas o que valeu foi a dedicação dos amigos.
ReconhecimentoEm agosto do ano passado, professores e colegas de faculdade incentivaram Ricardo e Romes a inscrever o videoclipe no concurso Toshiba Planet MTV Banda Antes. O vencedor do concurso ganharia a gravação de um CD e a veiculação do videoclipe na programação da emissora.
“Achamos que iria ser recusado na primeira, eu não botava fé”, afirma Ricardo. Mas o resultado foi outro. O vídeo foi escolhido entre 300 para ser votado pelo público, ganhou como “Banda da semana”, e posteriormente “Banda do mês”. No final do ano, o Delunes se apresentou ao vivo na emissora MTV, e infelizmente não levou o prêmio máximo, mas só o reconhecimento valeu e muito.
Além da MTV, o vídeo chegou a ser destaque na página inicial do site YouTube, o maior site de hospedagem de vídeos do mundo. Atingindo a marca de 6 mil visitas em apenas três semanas. Ainda, o videoclipe está sendo veiculado na programação normal do canal Multishow, da rede Globo.
De acordo com Ricardo o videoclipe abriu inúmeras portas para o Delunes, diversas gravadoras e produtoras tem procurado a banda para fechar contrato, e no mês passado fecharam patrocínio com a marca de roupas Violações. Mês que vem a banda abre o show da badalada NxZero no Grupo Ginástico em Rio Claro.
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**BOX**Confira o videoclipe no endereço: http://br.youtube.com/watch?v=-pLWY8D7WJo

**BOX** O que é STOP MOTION?Stop motion é um modalidade de animação que utiliza modelos reais em diversos materiais, dentro dos mais comuns, estão a massa de modelar, ou especificamente massinha. No cinema o material utilizado tem que ser mais resistente e maleável, visto que os modelos têm que durar meses, pois para cada segundo de filme são necessários aproximadamente 24 quadros (frames). Os modelos são movimentados e fotografados quadro a quadro. Estes quadros são posteriormente montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento. Nesta fase podem ser acrescentados efeitos sonoros como fala ou música.
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videoclipe_makinof
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Delunes
A banda Delunes foi formada há quatro anos, com intenção de fazer músicas próprias, seguindo o estilo ‘hardcore melódico’. Hoje, a banda conta com Antonio e Serginho nas guitarras, Flip no baixo, Shell na bateria e Ricardo nos vocais. Com um extenso currículo de shows por todo estado, a banda é considerada uma das maiores bandas do estilo na região. O primeiro CD da banda deve estar nas lojas a partir de Agosto. Mais informações no: www.fotolog.com/delunes
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Ricardo, 24 anos, nasceu em Cordeirópolis, formou-se em Publicidade e Propaganda nas Faculdades Claretianas em Rio Claro ano passado e trabalha no departamento de saúde da Prefeitura Municipal de Cordeirópolis. Há dez anos canta rock, Delunes é a quinta banda pela qual passa.
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PARADA Gay

Acontece no próximo domingo (15) a 1ª Parada GLBTT de Rio Claro, com entrada franca. A Parada terá início às 13 horas e término às 20, no Sobradão Eventos. O destaque fica por conta de Dimmy Kieer, uma das musas drag no país, ainda constam shows de Yanka D'Parllo (São José do Rio Preto) e outras atrações da região.
Diversas paradas estão sendo realizadas pela região; a última aconteceu em Piracicaba, ano passado, em Araras acontecerá pela primeira vez este ano. “o público gay esta lutando cada vez mais pela causa, por tudo que conte como ponto positivo contra o preconceito em suas diversas formas, inclusive sobre a liberdade de expressão”, exclama Carlos (Lets Kay), que junto a Basilio Neto é um dos organizadores da Parada.
De acordo com Carlos (Lets Kay), o intuito é reunir o público gay e o público simpatizante, conscientizando a população sobre a importância da livre escolha, amenizando cada vez mais críticas preconceituosas. Hoje, Rio Claro não tem nenhuma atividade direcionada e específica para o público gay, o que faz com que todos se desloquem para cidades vizinhas como Piracicaba, São Carlos e Campinas.
O último evento gay em Rio Claro foi o Special Night, primeira Rave GLBTT do interior paulista, realizada em Março, com público superior a 1000 pessoas. Para Julho, está prevista a inauguração da Secret Club, uma opção para a tribo se divertir dentro da cidade.
A Parada GLBTT tinha pretensão em ser realizada no Espaço Livre da Avenida Visconde, seguindo os moldes da Parada realizada mês passado em São Paulo, que reuniu três milhões de pessoas. Devido dificuldades e obstáculos na liberação de alvarás, o evento em Rio Claro será realizado no Sobradão. Os organizadores afirmam que esta será apenas a primeira de muitas outras que estão por vir.
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Paradagay2Dimmy Kieer é a grande atração da Parada GLBTT
Paradagay3Em São Paulo Parada reuniu 3 milhões de pessoas

PARADA Gay

Acontece no próximo domingo (15) a 1ª Parada GLBTT de Rio Claro, com entrada franca. A Parada terá início às 13 horas e término às 20, no Sobradão Eventos. O destaque fica por conta de Dimmy Kieer, uma das musas drag no país, ainda constam shows de Yanka D'Parllo (São José do Rio Preto) e outras atrações da região.
Diversas paradas estão sendo realizadas pela região; a última aconteceu em Piracicaba, ano passado, em Araras acontecerá pela primeira vez este ano. “o público gay esta lutando cada vez mais pela causa, por tudo que conte como ponto positivo contra o preconceito em suas diversas formas, inclusive sobre a liberdade de expressão”, exclama Carlos (Lets Kay), que junto a Basilio Neto é um dos organizadores da Parada.
De acordo com Carlos (Lets Kay), o intuito é reunir o público gay e o público simpatizante, conscientizando a população sobre a importância da livre escolha, amenizando cada vez mais críticas preconceituosas. Hoje, Rio Claro não tem nenhuma atividade direcionada e específica para o público gay, o que faz com que todos se desloquem para cidades vizinhas como Piracicaba, São Carlos e Campinas.
O último evento gay em Rio Claro foi o Special Night, primeira Rave GLBTT do interior paulista, realizada em Março, com público superior a 1000 pessoas. Para Julho, está prevista a inauguração da Secret Club, uma opção para a tribo se divertir dentro da cidade.
A Parada GLBTT tinha pretensão em ser realizada no Espaço Livre da Avenida Visconde, seguindo os moldes da Parada realizada mês passado em São Paulo, que reuniu três milhões de pessoas. Devido dificuldades e obstáculos na liberação de alvarás, o evento em Rio Claro será realizado no Sobradão. Os organizadores afirmam que esta será apenas a primeira de muitas outras que estão por vir.
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Paradagay2Dimmy Kieer é a grande atração da Parada GLBTT
Paradagay3Em São Paulo Parada reuniu 3 milhões de pessoas

BOICOTE às olimpíadas

Diversos países discutem a possibilidade de boicotar as olimpíadas na China, alguns baseando-se em conflitos muito violentos contra o Tibete, outros em resposta às agressões ao meio ambiente.
Vários líderes europeus anunciaram que não estarão presentes na cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim, no dia 8 de agosto. O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, confirmou que ele, a chanceler, Angela Merkel, e o ministro dos Esportes, Wolfgang Schauble, não participarão da abertura dos Jogos.
Na internet o público começa a discutir a possibilidade do boicote. Correntes de ‘spam’ estão sendo distribuídas por toda web, propagando a idéia de boicote aos patrocinadores das olimpíadas, com a intenção de causar um fracasso financeiro ao evento e ao governo chinês.
BRASILO presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, afirmou em abril deste ano o seu apoio ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e ao Comitê Organizador Pequim 2008 (Bocog). O dirigente disse ainda que boicotar os Jogos, como pretendem fazer dirigentes da Alemanha, Polônia e República Tcheca, é um desrespeito aos atletas que vão participar da competição.
O COB entende que os Jogos Olímpicos têm nos atletas seus principais astros. Eles devem ser os protagonistas dessa grande festa esportiva, portanto a proposta de boicote é um desrespeito àqueles que durante anos se prepararam com suor e sacrifício - afirmou Nuzman, após o encerramento da reunião de trabalho da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos Pequim 2008.
TIBETEA questão do Tibete, que volta a ser palco de uma revolta contra o governo de Pequim, é um dos principais conflitos políticos e territoriais que a China enfrenta há 50 anos.
A China reivindica o Tibete como seu desde o século 13. O país ocupou militarmente este reino do Himalaia em 1950, um ano depois da instauração da República Popular por Mao Tse-tung. A região é uma teocracia budista de 1,2 milhões de quilômetros quadrados e cerca de 2,7 milhões de habitantes.
Em março deste ano, autoridades chinesas impuseram um bloqueio quase total sobre a informação que sai do Tibete e das áreas vizinhas. Em 12 de março pararam de emitir permissões para jornalistas que desejavam entrar no Tibete. Jornalistas foram expulsos ou proibidos de exercer sua atividade em alguns distritos das províncias de Gansu, Sichuan e Qinghai.
Com informações: www.globoesporte.com, www.uol.com.br e Folha de São Paulo

Terremoto de 2008 (ainda) não foi o pior

50% das mortes por desastres naturais são causadas por terremotos
No último dia 12 de maio foi registrado mais um abalo sísmico na região central da China, os mortos podem chegar a 80 mil, mais de 45 milhões foram afetados. De acordo com o Prof. Dr. João Carlos Dourado, da Unesp de Rio Claro, a China é um dos países mais afetados por terremotos em todo o globo. Há séculos são registrados abalos de maior ou menor intensidade na região. O motivo, alega o professor, é a região estar em uma borda de placa tectônica, entre a euroasiática e a indiana, causando inúmeros abalos sísmicos.De acordo com Dourado, a gravidade dos abalos é medida de acordo com a região em que acontecem, lugares muito habitados, como capitais, tendem a ser palco de grandes catástrofes. “Nos Andes ocorre frequentemente tremores de terra, mas não se fala sobre isso, pois não é habitado”, destaca João.
GRANDES CATÁSTROFES
A China figura por três vezes no ranking dos cinco terremotos que mais mataram gente no planeta. Entre eles o de Shansi em 1556, com 830 mil vítimas; o de Tangshan em 1976 com 255 mil vítimas (oficialmente, pois há uma estimativa de 655 mil) e o de Xining em 1927, com 200 mil. Os outros dois da lista são o Tsunami que assolou Sumatra em 2004 e o da Síria de 1138.“O país sofre tremores há séculos, só foram registrados os maiores de 1290 e 1556. Somente a partir de 1920 que se começou a registrar todos os abalos da região”, diz Dourado.
UM BILHÃO DE TONELADAS DE TNT
Os terremotos são medidos através da escala Richter, de 1 a 12 pontos. A mudança em um ponto da escala refere-se à 32 vezes o valor da anterior, a medida não é linear. O último terremoto da China, mês passado, teve 8 pontos na escala Richter, o professor da Unesp conta que 8 pontos equivalem a um bilhão de toneladas de dinamite (TNT), ou como reportou a revista Veja, 900 bombas atômicas.A ciência não consegue prever quando ocorrerá um terremoto, é possível apenas mapear os locais de possíveis abalos. “Os estudiosos se esforçam em prever, mas ainda não é possível. Por exemplo, sabemos que haverá um grande terremoto na Califórnia, mas não podemos prever quando”, conta.
RECONSTRUÇÃO
O governo chinês passa agora a focar na reconstrução e não mais no resgate de corpos. "Anteriormente, nossa principal prioridade era a procura por corpos e a ajuda às pessoas atingidas. Agora, vamos começar a fazer planos para a reconstrução", afirmou o vice-ministro do meio-ambiente, Wu Xiaoqing. O tremor destruiu mais de 15 milhões de casas. O governo lançou uma campanha urgente para construir abrigos temporários e escolas. Cerca de 10 mil trabalhadores da saúde foram mobilizados para controlar epidemias.
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Prof. Dr. João Carlos Dourado ministrou palestra sobre abalos sísmicos na última quarta-feira (4), na Unesp Rio Claro. Nova palestra será ministrada no dia 19 de junho em comemoração ao Ano Internacional do Planeta Terra

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Rock caipira

Acontece no próximo sábado (7), às 14 horas, no Sobradão, em Rio Claro, a terceira edição do festival Metal Carroça. Com a proposta de trazer o melhor das bandas do interior de São Paulo, o festival surgiu em 2004, realizado inicialmente com incentivo da Prefeitura Municipal de Rio Claro, o festival teve duas edições no Lago Azul.
Após dois anos sem obter ajuda para a realização, o festival retorna em 2008 prometendo balançar a cabeça de muita gente. Serão nove bandas da região apresentando covers das melhores canções rock ‘n roll da história.
Entre elas estão as rio-clarenses: Maiden Hunter (Iron Maiden cover), Night Symphony (heavy metal melódico) e Before Close The Casket (Death/Metalcore). Constam ainda:
Foxy Lady (rock ‘n roll), Purgatory (Iced Earth cover), Punch (DIO cover), Anthroposide (Death cover), Velha Faíska (rock ‘n roll) e Overmäat (metal core).
A entrada para o evento é R$ 6,00. Mais informações pelo telefone 92367363.

A educação de ontem e hoje

Violência e falta de respeito em sala de aula, tanto com o professor como entre alunos, tem se tornado uma prática crescente e agravante em todas as escolas. Isto pode ser percebido se avaliarmos a história da educação no Brasil e ponderarmos o comportamento de alunos e professores em sala.

Railda Viterbo Erenha Abdalla comenta que antigamente havia uma “irreverência” por parte dos alunos, que gostavam de piadinhas e brincadeiras em sala de aula, mas era algo mais velado, e apenas um ou outro aluno que saía das regras. Na época, para combater as “afrontas” os professores chegavam a utilizar de força, conta ela lembrando-se de sua época de menina. Railda com 73 anos, lecionou por 30 e depois de se aposentar retornou às salas de aula ano passado, para dar aulas de reforço no colégio Caic, no Jardim das Palmeiras.

“A escola já passou por um período de autoridade severa, depois do Estatuto da Criança e do Adolescente muita coisa mudou”. A professora conta que o aluno respeita quem o respeita também, hoje, eles não encontram professores realmente compromissados com o verdadeiro aprendizado, como diria Paulo Freire, a leitura de mundo, tão necessária ao desenvolvimento do saber e da ética. “Quando foi instituída a Lei 5692 de 1971, professores e diretores tiveram que se restringir apenas à problemática do processo ensino-aprendizagem em sala de aula, porque pensar o processo pedagógico e o ajustamento pessoal atual e futuro da criança pertenceria a um outro profissional. Só que este profissional não existe”.

Para Railda a formação moral e ética dos alunos ficou a mercê, única e exclusivamente, da escola, que acabou por acumular inúmeras funções sozinha. A sociedade acredita que toda a educação deve se processar na escola, mas esquece que o aluno passa apenas seis horas, em média, por dia na escola, o restante do tempo passa com a família, vizinhança, igreja, e outros, e que todos são responsáveis pela educação do aluno. “A educação deve ser partilhada, a escola não é salvadora, não é capaz de tudo, ela pode auxiliar se trabalhada em conjunto, o professor não pode fazer tudo sozinho”.

A falta de uma família estruturada e o excesso de contato com a televisão são os maiores agravantes para a situação. Uma família desestrutura não dá base para o professor atuar com mais tranqüilidade e segurança, o aluno não encontra valores em casa. E a televisão torna as crianças mais dispersivas e desatentas, cada vez mais impossível de mantê-las 50 minutos ou mais, dentro de uma mesma sala, ouvindo um professor falar ou tendo de utilizar da imaginação, quando a televisão traz tudo pronto e “mastigado”, sem necessidade de reflexão.

“É um desafio dos grandes”, exclama a professora, falando das dificuldades de um professor em sala de aula. “O país conseguiu com que os alunos freqüentassem a escola, quase todas as crianças freqüentam, agora, o grande desafio do século XXI é fazê-las aprender”.

“Para dar aulas hoje tem que ser pelo compromisso político, por acreditar e por querer mudar algo”.

Muitos são os professores com medo de entrar em sala de aula. Railda comenta que
“o professor ético dificilmente é insultado pelo aluno”, não só professor como escola, que possuem um compromisso político, a procura pelo bem comum, tende a ter bons resultados com a diminuição da violência. “Se for feito um trabalho coletivo da escola, com equipe pedagógica e o coletivo docente, o resultado será bom. O professor sozinho, não pode resolver essas dificuldades. Ele deve encontrar apoio e incentivo para fazer um bom trabalho”.

Segundo ela, as escolas deveriam desde o começo prestar auxílio aos novos professores, pois muitos deles entram em sala e aula sem saber a verdadeira realidade, sem saber como controlar ou lidar com os alunos. “Há um tempo atrás podia ter uma estagiária dando aulas junto ao professor da sala, isso era muito bom, pois o novo professor ia aprendendo com a experiência de uma pessoa que já lidava com aquela situação há anos”.



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Railda Viterbo Erenha Abdalla, 73 anos, cursou o magistério, formou-se em Pedagogia pela Unesp e especializou-se em alfabetização na Ufscar

PROFESSORES ESTÃO ACUADOS

Sofrendo, diariamente, agressões verbais, morais e físicas, os professores estão acuados e não procuram assistência jurídica, é o que mostra os dados da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), da regional de Rio Claro, que também congrega Ipeúna, Corumbataí, Itirapina e Santa Gertrudes. O diretor e coordenador da entidade Ademar de Assis Camelo, conta que recebe muitas reclamações e relatos de professores, mas que nunca se registrou uma denúncia oficial. “Se há denúncia ou registros, procuramos uma assistência jurídica para o professor. Mas eles estão reféns, acuados”, acrescenta.

Ademar comenta que são inúmeros os casos de agressão verbal e moral nas escolas da região. “A violência está banalizada, está presente em todas as escolas públicas ou particulares”. E um dos fatores que muito contribuíram para isso foi a Progressão Continuada, agravando a falta de atenção dos alunos, que não se sentem cobrados, apoiando-se na promoção automática. E também, a legislação branda, que não defende os direitos do professor, protegendo em muitos casos, alunos agressores.

Com a falta de respaldo os professores enfrentam problemas de saúde, encarando uma jornada estafante e salas com 40 ou 50 alunos. Estudos mostram que a Síndrome de Burnout está sendo diagnosticada em inúmeros professores no país. O estresse causado pode levar à depressão e até mesmo ao suicídio. “As condições econômicas também são precárias. A Apeoesp defende o fim da bonificação, o professor recebe gratificações e bônus enquanto está atuando, mas quando se aposenta isso faz falta. Somos a favor da incorporação desse valor no salário do professor”, acrescenta Ademar.

Segundo o diretor, a violência com os professores já vem de cima, o governo não ouve o professor, não escuta suas necessidades, impõe determinações sem consultar as verdadeiras necessidades e realidade em sala de aula.


SÍNDROME DE BURNOUT

A Síndrome de Burnout é causada por circunstâncias relativas às atividades profissionais, ocasionando sintomas físicos, comportamentais, afetivos e cognitivos. Inicialmente foi observada em trabalhadores da área da saúde que desempenham uma função assistencial, caracterizada por um estado de atenção intenso e prolongado com pessoas em situação de necessidade e dependência. Com o passar do tempo, pôde ser identificada em outras profissões, entre elas a de professor.

A razão para a incidência da síndrome está ligada, sobretudo, à falta de reconhecimento. A desvalorização do professor, seja ela por parte do sistema, dos alunos e da própria sociedade, é um dos maiores agentes para a ocorrência do Burnout.

O Burnout em professores pode ser caracterizado por um estresse crônico produzido pelo contato com as demandas do ambiente acadêmico e suas problemáticas. Especialmente aquelas que não dependem apenas da ação dos docentes para serem resolvidas.

Além disso, o posicionamento dos alunos em sala de aula também contribui para um maior desgaste. Em muitos casos, a indisciplina é a grande responsável por uma eventual sensação de frustração e até a desmotivação do profissional. Não são raros os professores que se queixam da falta de interesse dos alunos e assumem a culpa por este fato acreditando que deveriam dominar as mais diferentes técnicas para estimular o aprendizado.

É importante estar atento a esta síndrome, porque além do esgotamento psicológico, despersonalização dos profissionais e disfunções no desempenho profissional, o Burnout pode causar ainda complicações de saúde decorrentes do stress crônico e deterioração da qualidade de vida.


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Eleições na Apeoesp

Na próxima quinta-feira (5), a Apeoesp realiza eleições para a diretoria estadual e regional do sindicato. As urnas estarão disponíveis nas escolas, diretorias de ensino e na sede da Apeoesp regional, Rua 5 avenidas 8 e 10, das 8 às 21 horas. Para efetuar o voto o professor deve estar com o holerite e o RG em mãos.


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Ademar de Assis Camelo, diretor da Apeoesp regional de Rio Claro, que atende 19 escolas e possui 1200 associados