RIO CLARO
A nova rotatória semaforizada entre as avenidas Visconde do Rio Claro,
Tancredo Neves e Rua 14 entrou em operação na última quarta-feira (21). Autoridades do município estiveram reunidas para a primeira avaliação do trânsito no local e para providenciar os ajustes necessários.
Uma das principais novidades da nova rotatória é a possibilidade de acesso
direto ao canteiro central para chegar às avenidas Rio Claro e Tancredo
Neves. Os motoristas que trafegam pela Rua 14 não precisam mais fazer todo o
contorno da rotatória para chegar a essas avenidas. Eles podem entrar
direto no canteiro central e aguardar a abertura do semáforo.
O diretor de Trânsito, Luiz Affonso Polezzi, explica que a prefeitura e a
empresa responsável pela construção da obra começaram quarta-feira (21) os ajustes necessários. O tempo de abertura dos semáforos é um item que já passa por mudanças. “É normal a adequação de uma obra como essa. Nesta primeira fase vamos fazer os acertos”, afirma.
Outra novidade da obra são os semáforos com sinalização paralela - que
indica o tempo de espera ao motorista. Além das luzes centrais, presentes
nos semáforos comuns, pequenas luzes nas laterais se apagam com o decorrer do tempo. Assim, o motorista pode acompanhar o período de abertura ou fechamento da via.
A Guarda Civil Municipal e auxiliares devem permanecer na rotatória até a próxima quarta-feira (28) distribuindo panfletos e instruindo os motoristas. “É uma novidade, as pessoas tem que se acostumar ainda, mas depois que isto acontecer o trajeto será muito mais seguro e rápido”, afirma Polezzi.
Z FOTOS
Rotatória
Quem transita pela rua 14 não precisa fazer o balão completo para ter acesso à Avenida Visconde ou Tancredo Neves
Rotatória1
Intenso movimento na rotatória inaugurada na última quarta-feira
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Comerciantes conhecem projeto ambiental
RIO CLARO
O lançamento oficial da campanha “Diga Não ao Plástico” - Sacolas Retornáveis foi realizado na última segunda-feira (19), no auditório da ACIRC – Associação Comercial e Industrial de Rio Claro.
Os trabalhos da noite foram conduzidos pelo presidente da MiraTerra, Marcos Fernandes Gaspar, que apresentou uma palestra sobre o problema das sacolas plásticas na região e no mundo e como o uso das sacolas retornáveis está se disseminando no planeta. O evento contou com o comparecimento de grande número de representantes do comércio local e regional, incluindo de prefeituras de três cidades vizinhas que têm interesse em adotar a campanha.
O JORNAL REGIONAL conversou com alguns dos comerciantes que demonstraram interesse em adotar as sacolas retornáveis em seus estabelecimentos. José Fernando Mayer, da Maria Isabel Acessórios, acredita que todas as lojas que possuam consciência ambiental irão aderir ao projeto. A expectativa é de que 80 a 100 lojas façam parte. A intenção é criar o hábito nas pessoas de rejeitarem as sacolas plásticas.
Mônica Rodrigues Bortolin, da Monely Calçados, concorda e afirma que “é a partir de um trabalho de ‘formiguinha´ que conseguiremos chegar. Não vai ser de uma hora para outra, mas já é um começo. As manifestações da natureza mostram que tudo que fizermos ao planeta volta para nós. Cada um deve fazer a sua parte”.
Já o Pantoja Supermercados há 10 anos trabalha com a idéia de sacolas retornáveis: “Em datas comemorativas distribuímos sacolas de Raf aos compradores”, conta Hamilton de Souza, gerente. De acordo com o gerente muitos universitários utilizam a sacola retornável comumente. Hoje, apenas uma unidade do supermercado chega a consumir 150 mil sacolas por mês. “O custo com as sacolas de plástico é muito alto. Se não houvesse esse custo poderíamos reverter em descontos nos produtos”, acrescenta.
Os interessados em utilizar as sacolas retornáveis podem entrar em contato com Marcos pelo (19) 8184-8507 ou e-mail orgmiraterra@hotmail.com, para obterem mais informações e fazerem seus pedidos. Os estabelecimentos que não utilizam sacolas plásticas, mas quiserem ser pontos de venda, também podem entrar em contato.
Z FOTOS
Sacolas1
Mônica Rodrigues Bortolin proprietária da Monely Calçados, fazendo a sua parte
Sacolas2
Hamilton de Souza, gerente e Rosemari Rodrigues Romão, fiscal do Pantoja Supermercados, que já efetuou a encomenda de 500 unidades da sacola
O lançamento oficial da campanha “Diga Não ao Plástico” - Sacolas Retornáveis foi realizado na última segunda-feira (19), no auditório da ACIRC – Associação Comercial e Industrial de Rio Claro.
Os trabalhos da noite foram conduzidos pelo presidente da MiraTerra, Marcos Fernandes Gaspar, que apresentou uma palestra sobre o problema das sacolas plásticas na região e no mundo e como o uso das sacolas retornáveis está se disseminando no planeta. O evento contou com o comparecimento de grande número de representantes do comércio local e regional, incluindo de prefeituras de três cidades vizinhas que têm interesse em adotar a campanha.
O JORNAL REGIONAL conversou com alguns dos comerciantes que demonstraram interesse em adotar as sacolas retornáveis em seus estabelecimentos. José Fernando Mayer, da Maria Isabel Acessórios, acredita que todas as lojas que possuam consciência ambiental irão aderir ao projeto. A expectativa é de que 80 a 100 lojas façam parte. A intenção é criar o hábito nas pessoas de rejeitarem as sacolas plásticas.
Mônica Rodrigues Bortolin, da Monely Calçados, concorda e afirma que “é a partir de um trabalho de ‘formiguinha´ que conseguiremos chegar. Não vai ser de uma hora para outra, mas já é um começo. As manifestações da natureza mostram que tudo que fizermos ao planeta volta para nós. Cada um deve fazer a sua parte”.
Já o Pantoja Supermercados há 10 anos trabalha com a idéia de sacolas retornáveis: “Em datas comemorativas distribuímos sacolas de Raf aos compradores”, conta Hamilton de Souza, gerente. De acordo com o gerente muitos universitários utilizam a sacola retornável comumente. Hoje, apenas uma unidade do supermercado chega a consumir 150 mil sacolas por mês. “O custo com as sacolas de plástico é muito alto. Se não houvesse esse custo poderíamos reverter em descontos nos produtos”, acrescenta.
Os interessados em utilizar as sacolas retornáveis podem entrar em contato com Marcos pelo (19) 8184-8507 ou e-mail orgmiraterra@hotmail.com, para obterem mais informações e fazerem seus pedidos. Os estabelecimentos que não utilizam sacolas plásticas, mas quiserem ser pontos de venda, também podem entrar em contato.
Z FOTOS
Sacolas1
Mônica Rodrigues Bortolin proprietária da Monely Calçados, fazendo a sua parte
Sacolas2
Hamilton de Souza, gerente e Rosemari Rodrigues Romão, fiscal do Pantoja Supermercados, que já efetuou a encomenda de 500 unidades da sacola
VIOLÊNCIA NAS SALAS DE AULA
Bater, insultar, empurrar, humilhar não são brincadeiras de criança. Sobretudo quando se tornam atitudes rotineiras e consecutivas em que os agressores são sempre os mesmos e as vítimas também. Os americanos chamaram “bullying” a este fenômeno de violência.
O “bullying” é uma agressão física, verbal e emocional quase diária, que inclui insultos ou até assaltos. Trata-se de um fenômeno mundial que existe nas escolas desde o jardim-de-infância e atinge o auge no primeiro e segundo ano do Ensino Médio. No Brasil a palavra ainda é desconhecida para muitos, mas nos Estados Unidos o “bullying” atingiu proporções preocupantes.
No Brasil, o “bullying” pode ter outros nomes como violência ou indisciplina, mas para a professora doutora em educação escolar da Uniararas, Cláudia Cristina Fiório Guilherme, todos estes termos podem ser resumidos como “incivilidade”. Há 50 anos o aluno disciplinado era o que obedecia sem responder, sem contrariar ou argumentar, isto porque nesta época quem freqüentava as escolas eram crianças de classe alta ou média alta, com uma criação diferente. A situação se agravou a partir da década de 80, quando a violência na sala de aula começa a chamar mais atenção. “As portas foram abertas para uma classe social menos favorecida, e o comportamento exigido foi o mesmo, não se repensou os valores para se adequar a essa nova clientela, que precisava de atenção diferenciada”, afirma Cláudia.
O termo “incivilidade” aponta para uma perda dos conceitos de convivência social, sejam: morais, estéticos ou políticos. São valores que não são trabalhados nem na família, nem em sala de aula. “Há incivilidades pequenas, como uma agressão verbal, ou graves, como uma agressão física, mas o que muda é apenas a gravidade, pois o fundo é o mesmo: a intolerância social”.
Não aceitar o outro é apenas o reflexo de uma civilização globalizada e capitalista, que tem como característica marcante a diferença social. A violência é apenas uma resposta à condição social desigual em que se vive, na qual o consumismo é engrandecido. “Se uma criança vê um colega com um tênis mais bonito e ninguém o ensinou sobre valores morais, por exemplo, ele vai querer bater no colega e roubar o tênis”. Apelidar o próximo já é um ato de violência e um ato de não aceitação do que é diferente.
De acordo com a coordenadora e professora do COC Rio Claro Maristela de Carvalho Henriques, a aparência física parece ser o que desencadeia mais atitudes de “bullying”. Mas não há regras. Espelhando-se no que está mais próximo delas, como imagens de televisão, modelos de revista e senso comum entre os ‘coleguinhas’, os padrões de beleza e moda influenciam e muito nas atitudes e opiniões de crianças e adolescentes. “Casos de anorexia surgem muito disto, de tanto receberem apelidos maldosos, muitos sofrem distúrbios alimentares”, comenta Maristela.
A pedagoga também atenta para um outro tipo de violência, que por vezes fica implícito, o jovem que consome drogas pratica a auto-violência. Hoje 70% dos jovens de uma universidade particular usam algum tipo de drogas, lícitas ou ilícitas. Ele não violenta o próximo, mas violenta a si próprio.
VIVENCIANDO
Baixo rendimento nos estudos, falta de vontade de ir às aulas, anorexia e baixa auto-estima são apenas alguns dos problemas acarretados pelo “bullying”, que ocorre tanto em escolas, como faculdades, local de trabalho, vizinhança ou qualquer forma de convívio social.
Qualquer criança ou adolescente pode ser vítima, mas aquelas que são diferentes, ou não se “encaixam”, são normalmente as mais martirizadas.
Crianças com deficiências físicas também podem ser alvo dos “bullies” (agressores), assim como aquelas que são muito bonitas e populares na escola. Diferenças étnicas, religiosas, classes sociais, gosto musical são apenas algumas das motivações.
W.S.S., 16 anos, veio de Santo Antonio de Jesus (BA) há quatro anos e desde que chegou o apelido na sala foi unânime: ‘baiano’. “Desde a sétima série me colocaram o apelido e me zoam pelo meu sotaque, prefiro nem ligar, se implicar ai que o apelido pega mesmo. Algumas brincadeiras são sem graça”, de acordo com o jovem. Implicar com as provocações pode torná-las piores e mais freqüentes.
Já L.B., de 14 anos, conta que só uma vez sofreu alguma “zoação” na sala de aula, mas que vê isso acontecer freqüentemente com outros colegas. “É muito chato quando isso acontece, porque tem gente que não se sente bem”. O “bullying” acaba por trazer malefícios tanto para quem os sofre, tanto para quem os presencia.
CASOS EXTREMOS
A agressão, por muitas vezes velada e repetitiva, traz à tona graves problemas de depressão e até mesmo suicídio. De acordo com o livro “A sala de aula sem bullying” de Allan L. Beane, 30% dos suicídios juvenis são causados por “bullying”. No Brasil, já somam inúmeros casos de adolescentes que invadem escolas armados para se “vingar” de algum “bullie”.
Nos anos 90, os Estados Unidos vivenciaram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de “bullies” e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir.
Em Rio Claro, recentemente, registrou-se o caso de duas estudantes que foram covardemente agredidas a socos e pontapés por aproximadamente 30 meninas, no intervalo entre uma aula e outra, em uma escola pública da região central. De acordo com a versão policial, a agressão teria sido motivada pelas roupas que as vítimas usavam.
“Infelizmente só nos damos conta da situação de violência entre as crianças quando presenciamos uma cena em nossa rotina de trabalho. Principalmente o que nos estarrece é que essa questão é um dos aspectos mais trabalhados no convívio social”, comenta a psicóloga Etienne Bôer Benetti, integrante do projeto Casa das Crianças.
A professora de geografia Fátima Hilário e a professora de português Sumaia Elias Abrahão Fuzeto, lecionam em escolas particulares e públicas e afirmam que a violência física é maior nas escolas públicas, mas que em escolas particulares percebe-se uma violência verbal grande. “O apoio da família em muitos casos é pouco ou inexistente, a escola acaba fazendo um papel que não é dela, e com isso a violência só tende a aumentar”, diz Sumaia.
PROJETO
O colégio COC, Rio Claro, desenvolveu um projeto intensivo para tratar o “bullying” na sala de aula, através de palestras, debates, relatórios, cartazes e pesquisas. “Trabalhamos o tema quase o ano todo, ano passado”, conta a professora de matemática Mary da Freiria Teizen. Agregando todas as matérias, o projeto trabalhou as diferenças sociais, étnicas, necessidades especiais e o preconceito em suas diversas formas.
“Os alunos foram incentivados a receber bem quem vem de fora, para se enturmar na sala”, conta Mary, que afirma haver uma grande dificuldade de adaptação, principalmente de alunos que vêm de outras escolas ou cidades.
O projeto foi desenvolvido por alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental; houve uma palestra com uma psicóloga sobre como se comportar em sala de aula; produção de cartazes exaltando as virtudes dos amigos, professores e pais; uma pesquisa sobre o preconceito religioso em outros países; e um debate entre os alunos com o intuito de que cada um se colocasse no lugar do colega.
“Depois das atividades percebemos que melhorou e muito o tratamento em sala de aula, é muito difícil vê-los chamar por apelido, sempre exigimos que seja tratado pelo nome de cada um. É um projeto que deveria ser feito em todas as escolas”, acrescenta Mary.
Z FOTOS
Bullying_claudia
Prof. Dra. Claudia Cristina Fiório Guilherme
Bullying
O “bullying” é uma agressão física, verbal e emocional quase diária, que inclui insultos ou até assaltos. Trata-se de um fenômeno mundial que existe nas escolas desde o jardim-de-infância e atinge o auge no primeiro e segundo ano do Ensino Médio. No Brasil a palavra ainda é desconhecida para muitos, mas nos Estados Unidos o “bullying” atingiu proporções preocupantes.
No Brasil, o “bullying” pode ter outros nomes como violência ou indisciplina, mas para a professora doutora em educação escolar da Uniararas, Cláudia Cristina Fiório Guilherme, todos estes termos podem ser resumidos como “incivilidade”. Há 50 anos o aluno disciplinado era o que obedecia sem responder, sem contrariar ou argumentar, isto porque nesta época quem freqüentava as escolas eram crianças de classe alta ou média alta, com uma criação diferente. A situação se agravou a partir da década de 80, quando a violência na sala de aula começa a chamar mais atenção. “As portas foram abertas para uma classe social menos favorecida, e o comportamento exigido foi o mesmo, não se repensou os valores para se adequar a essa nova clientela, que precisava de atenção diferenciada”, afirma Cláudia.
O termo “incivilidade” aponta para uma perda dos conceitos de convivência social, sejam: morais, estéticos ou políticos. São valores que não são trabalhados nem na família, nem em sala de aula. “Há incivilidades pequenas, como uma agressão verbal, ou graves, como uma agressão física, mas o que muda é apenas a gravidade, pois o fundo é o mesmo: a intolerância social”.
Não aceitar o outro é apenas o reflexo de uma civilização globalizada e capitalista, que tem como característica marcante a diferença social. A violência é apenas uma resposta à condição social desigual em que se vive, na qual o consumismo é engrandecido. “Se uma criança vê um colega com um tênis mais bonito e ninguém o ensinou sobre valores morais, por exemplo, ele vai querer bater no colega e roubar o tênis”. Apelidar o próximo já é um ato de violência e um ato de não aceitação do que é diferente.
De acordo com a coordenadora e professora do COC Rio Claro Maristela de Carvalho Henriques, a aparência física parece ser o que desencadeia mais atitudes de “bullying”. Mas não há regras. Espelhando-se no que está mais próximo delas, como imagens de televisão, modelos de revista e senso comum entre os ‘coleguinhas’, os padrões de beleza e moda influenciam e muito nas atitudes e opiniões de crianças e adolescentes. “Casos de anorexia surgem muito disto, de tanto receberem apelidos maldosos, muitos sofrem distúrbios alimentares”, comenta Maristela.
A pedagoga também atenta para um outro tipo de violência, que por vezes fica implícito, o jovem que consome drogas pratica a auto-violência. Hoje 70% dos jovens de uma universidade particular usam algum tipo de drogas, lícitas ou ilícitas. Ele não violenta o próximo, mas violenta a si próprio.
VIVENCIANDO
Baixo rendimento nos estudos, falta de vontade de ir às aulas, anorexia e baixa auto-estima são apenas alguns dos problemas acarretados pelo “bullying”, que ocorre tanto em escolas, como faculdades, local de trabalho, vizinhança ou qualquer forma de convívio social.
Qualquer criança ou adolescente pode ser vítima, mas aquelas que são diferentes, ou não se “encaixam”, são normalmente as mais martirizadas.
Crianças com deficiências físicas também podem ser alvo dos “bullies” (agressores), assim como aquelas que são muito bonitas e populares na escola. Diferenças étnicas, religiosas, classes sociais, gosto musical são apenas algumas das motivações.
W.S.S., 16 anos, veio de Santo Antonio de Jesus (BA) há quatro anos e desde que chegou o apelido na sala foi unânime: ‘baiano’. “Desde a sétima série me colocaram o apelido e me zoam pelo meu sotaque, prefiro nem ligar, se implicar ai que o apelido pega mesmo. Algumas brincadeiras são sem graça”, de acordo com o jovem. Implicar com as provocações pode torná-las piores e mais freqüentes.
Já L.B., de 14 anos, conta que só uma vez sofreu alguma “zoação” na sala de aula, mas que vê isso acontecer freqüentemente com outros colegas. “É muito chato quando isso acontece, porque tem gente que não se sente bem”. O “bullying” acaba por trazer malefícios tanto para quem os sofre, tanto para quem os presencia.
CASOS EXTREMOS
A agressão, por muitas vezes velada e repetitiva, traz à tona graves problemas de depressão e até mesmo suicídio. De acordo com o livro “A sala de aula sem bullying” de Allan L. Beane, 30% dos suicídios juvenis são causados por “bullying”. No Brasil, já somam inúmeros casos de adolescentes que invadem escolas armados para se “vingar” de algum “bullie”.
Nos anos 90, os Estados Unidos vivenciaram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de “bullies” e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir.
Em Rio Claro, recentemente, registrou-se o caso de duas estudantes que foram covardemente agredidas a socos e pontapés por aproximadamente 30 meninas, no intervalo entre uma aula e outra, em uma escola pública da região central. De acordo com a versão policial, a agressão teria sido motivada pelas roupas que as vítimas usavam.
“Infelizmente só nos damos conta da situação de violência entre as crianças quando presenciamos uma cena em nossa rotina de trabalho. Principalmente o que nos estarrece é que essa questão é um dos aspectos mais trabalhados no convívio social”, comenta a psicóloga Etienne Bôer Benetti, integrante do projeto Casa das Crianças.
A professora de geografia Fátima Hilário e a professora de português Sumaia Elias Abrahão Fuzeto, lecionam em escolas particulares e públicas e afirmam que a violência física é maior nas escolas públicas, mas que em escolas particulares percebe-se uma violência verbal grande. “O apoio da família em muitos casos é pouco ou inexistente, a escola acaba fazendo um papel que não é dela, e com isso a violência só tende a aumentar”, diz Sumaia.
PROJETO
O colégio COC, Rio Claro, desenvolveu um projeto intensivo para tratar o “bullying” na sala de aula, através de palestras, debates, relatórios, cartazes e pesquisas. “Trabalhamos o tema quase o ano todo, ano passado”, conta a professora de matemática Mary da Freiria Teizen. Agregando todas as matérias, o projeto trabalhou as diferenças sociais, étnicas, necessidades especiais e o preconceito em suas diversas formas.
“Os alunos foram incentivados a receber bem quem vem de fora, para se enturmar na sala”, conta Mary, que afirma haver uma grande dificuldade de adaptação, principalmente de alunos que vêm de outras escolas ou cidades.
O projeto foi desenvolvido por alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental; houve uma palestra com uma psicóloga sobre como se comportar em sala de aula; produção de cartazes exaltando as virtudes dos amigos, professores e pais; uma pesquisa sobre o preconceito religioso em outros países; e um debate entre os alunos com o intuito de que cada um se colocasse no lugar do colega.
“Depois das atividades percebemos que melhorou e muito o tratamento em sala de aula, é muito difícil vê-los chamar por apelido, sempre exigimos que seja tratado pelo nome de cada um. É um projeto que deveria ser feito em todas as escolas”, acrescenta Mary.
Z FOTOS
Bullying_claudia
Prof. Dra. Claudia Cristina Fiório Guilherme
Bullying
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Cordeiropolense conquista Itália
O cordeiropolense Fernando Nardini, 23 anos, é um dos grandes destaques do Brasil no FUTSAL italianoESPECIAL
Nascido em Cordeirópolis, com descendência italiana, Fernando desde cedo foi um apaixonado pelo futebol. “Quando tinha três anos já tinha o dom, com sete já ganhava campeonatos e aos doze todos falavam que eu devia levá-lo para fazer testes em times grandes, cheguei a levar, mas era complicado por causa da escola”, se orgulha o pai Joacir Nardini.
Jogando nas categorias de base em Cordeirópolis, Fernando foi conquistando diversos títulos, inclusive de artilheiro. Foi daí que em 2006 o amigo Diego Luiz Vasques deu a dica: tentar uma carreira na Itália. Para isso foram necessários inúmeros DVD’s com gravações de quase todos os jogos para comprovar a atuação de Fernando. Os DVD’s foram mandados para a Itália e em 2007 o craque já estava no A.S.D. DESE, futsal da série A2, em Veneza.
Foram nove meses até o título de cidadania italiana ser liberado, mas nesse meio tempo Fernando treinou junto ao time e participou de jogos amistosos e quadrangulares. O contrato foi feito para três anos e agora o jogador curte dois meses de férias em Cordeirópolis, devendo voltar para a Europa em agosto, quando assume o posto de titular do time. “É uma honra muito grande assumir o posto de titular; tem gente que está lá há anos e eu há apenas nove meses”, conta o jogador.
Para quem deseja tentar a carreira no futsal Fernando dá a dica: “Não é nada fácil, temos que correr 10 quilômetros antes de começar os treinos, é treino todo dia, os dois períodos e de sábado tem jogo. Nós estudamos táticas e não damos um passo na quadra sem saber o que estamos fazendo”. Ele, que chegou a fazer um ano de Odontologia, busca no exterior o reconhecimento. “No Brasil é muito complicado, não tem como conseguir uma realização profissional e pessoal ao mesmo tempo”, acrescenta o amigo Diego.
Nascido em Cordeirópolis, com descendência italiana, Fernando desde cedo foi um apaixonado pelo futebol. “Quando tinha três anos já tinha o dom, com sete já ganhava campeonatos e aos doze todos falavam que eu devia levá-lo para fazer testes em times grandes, cheguei a levar, mas era complicado por causa da escola”, se orgulha o pai Joacir Nardini.
Jogando nas categorias de base em Cordeirópolis, Fernando foi conquistando diversos títulos, inclusive de artilheiro. Foi daí que em 2006 o amigo Diego Luiz Vasques deu a dica: tentar uma carreira na Itália. Para isso foram necessários inúmeros DVD’s com gravações de quase todos os jogos para comprovar a atuação de Fernando. Os DVD’s foram mandados para a Itália e em 2007 o craque já estava no A.S.D. DESE, futsal da série A2, em Veneza.
Foram nove meses até o título de cidadania italiana ser liberado, mas nesse meio tempo Fernando treinou junto ao time e participou de jogos amistosos e quadrangulares. O contrato foi feito para três anos e agora o jogador curte dois meses de férias em Cordeirópolis, devendo voltar para a Europa em agosto, quando assume o posto de titular do time. “É uma honra muito grande assumir o posto de titular; tem gente que está lá há anos e eu há apenas nove meses”, conta o jogador.
Para quem deseja tentar a carreira no futsal Fernando dá a dica: “Não é nada fácil, temos que correr 10 quilômetros antes de começar os treinos, é treino todo dia, os dois períodos e de sábado tem jogo. Nós estudamos táticas e não damos um passo na quadra sem saber o que estamos fazendo”. Ele, que chegou a fazer um ano de Odontologia, busca no exterior o reconhecimento. “No Brasil é muito complicado, não tem como conseguir uma realização profissional e pessoal ao mesmo tempo”, acrescenta o amigo Diego.
Rock em São Pedro
São Pedro realiza o Primeiro Festival de Rock no dia 25 de maio, a partir das 10 hora, na “Feira do Produtor”, com entrada franca. Serão onze bandas de várias cidades da região e capital a se apresentarem, trazendo o melhor rock desde o punk ao metal, vintage e hard rock.
A idéia de realizar o festival partiu dos integrantes da banda Cabo de Pára-Raio, acreditando num espaço apropriado para os jovens músicos da cidade, com o intuito de incentivar a produção musical.
A banda, formada por três rapazes de São Pedro, sempre teve dificuldades em encontrar lugar para tocar. Depois de um show frustrado na serra de São Pedro, Andrei de Oliveira Mosman, baixista e vocalista, decidiu que faria um festival para deixar toda a cidade orgulhosa.
Ao entrar em contato com a secretaria de cultura, Andrei e a banda formularam o projeto do Primeiro Festival de Rock de São Pedro. O evento terá 10 horas de duração, além de DJ’s nos intervalos entre uma banda e outra, barraquinhas com vendas de cd’s e camisetas. Mais informações sobre o evento no site: http://www.mosman.com.br/festival ou pelo telefone (19) 8171-3636.
Confira as bandas do festival: Cabo de Pára-Raio (São Pedro), OX-Side (São Pedro), P.U.B.I.S (Bauru), Metal McMelt (Atibaia), Koaxus (São Paulo), Griever (Bauru), Sociedade Alternativa Nutopia (Conchas), Retroverso (Piracicaba), One Wild Night – cover Bon Jovi (São Paulo), MD3 (Olímpia) e Carbônica (Guarulhos).
A idéia de realizar o festival partiu dos integrantes da banda Cabo de Pára-Raio, acreditando num espaço apropriado para os jovens músicos da cidade, com o intuito de incentivar a produção musical.
A banda, formada por três rapazes de São Pedro, sempre teve dificuldades em encontrar lugar para tocar. Depois de um show frustrado na serra de São Pedro, Andrei de Oliveira Mosman, baixista e vocalista, decidiu que faria um festival para deixar toda a cidade orgulhosa.
Ao entrar em contato com a secretaria de cultura, Andrei e a banda formularam o projeto do Primeiro Festival de Rock de São Pedro. O evento terá 10 horas de duração, além de DJ’s nos intervalos entre uma banda e outra, barraquinhas com vendas de cd’s e camisetas. Mais informações sobre o evento no site: http://www.mosman.com.br/festival ou pelo telefone (19) 8171-3636.
Confira as bandas do festival: Cabo de Pára-Raio (São Pedro), OX-Side (São Pedro), P.U.B.I.S (Bauru), Metal McMelt (Atibaia), Koaxus (São Paulo), Griever (Bauru), Sociedade Alternativa Nutopia (Conchas), Retroverso (Piracicaba), One Wild Night – cover Bon Jovi (São Paulo), MD3 (Olímpia) e Carbônica (Guarulhos).
Rock em São Pedro
São Pedro realiza o Primeiro Festival de Rock no dia 25 de maio, a partir das 10 hora, na “Feira do Produtor”, com entrada franca. Serão onze bandas de várias cidades da região e capital a se apresentarem, trazendo o melhor rock desde o punk ao metal, vintage e hard rock.
A idéia de realizar o festival partiu dos integrantes da banda Cabo de Pára-Raio, acreditando num espaço apropriado para os jovens músicos da cidade, com o intuito de incentivar a produção musical.
A banda, formada por três rapazes de São Pedro, sempre teve dificuldades em encontrar lugar para tocar. Depois de um show frustrado na serra de São Pedro, Andrei de Oliveira Mosman, baixista e vocalista, decidiu que faria um festival para deixar toda a cidade orgulhosa.
Ao entrar em contato com a secretaria de cultura, Andrei e a banda formularam o projeto do Primeiro Festival de Rock de São Pedro. O evento terá 10 horas de duração, além de DJ’s nos intervalos entre uma banda e outra, barraquinhas com vendas de cd’s e camisetas. Mais informações sobre o evento no site: http://www.mosman.com.br/festival ou pelo telefone (19) 8171-3636.
Confira as bandas do festival: Cabo de Pára-Raio (São Pedro), OX-Side (São Pedro), P.U.B.I.S (Bauru), Metal McMelt (Atibaia), Koaxus (São Paulo), Griever (Bauru), Sociedade Alternativa Nutopia (Conchas), Retroverso (Piracicaba), One Wild Night – cover Bon Jovi (São Paulo), MD3 (Olímpia) e Carbônica (Guarulhos).
A idéia de realizar o festival partiu dos integrantes da banda Cabo de Pára-Raio, acreditando num espaço apropriado para os jovens músicos da cidade, com o intuito de incentivar a produção musical.
A banda, formada por três rapazes de São Pedro, sempre teve dificuldades em encontrar lugar para tocar. Depois de um show frustrado na serra de São Pedro, Andrei de Oliveira Mosman, baixista e vocalista, decidiu que faria um festival para deixar toda a cidade orgulhosa.
Ao entrar em contato com a secretaria de cultura, Andrei e a banda formularam o projeto do Primeiro Festival de Rock de São Pedro. O evento terá 10 horas de duração, além de DJ’s nos intervalos entre uma banda e outra, barraquinhas com vendas de cd’s e camisetas. Mais informações sobre o evento no site: http://www.mosman.com.br/festival ou pelo telefone (19) 8171-3636.
Confira as bandas do festival: Cabo de Pára-Raio (São Pedro), OX-Side (São Pedro), P.U.B.I.S (Bauru), Metal McMelt (Atibaia), Koaxus (São Paulo), Griever (Bauru), Sociedade Alternativa Nutopia (Conchas), Retroverso (Piracicaba), One Wild Night – cover Bon Jovi (São Paulo), MD3 (Olímpia) e Carbônica (Guarulhos).
Uma opção para os ouvintes
Foi da iniciativa de quatro amigos que surgiu a rádio Opção FM. Em 1998, Lazinho Campana, Cassiano Gonçalvez, Clóvis Santana e Nivaldo Racosta, decidiram que era hora de Rio Claro ter uma rádio diferenciada, com um repertório voltado para o flash back e a música das décadas de 70 e 80.
Tudo começou quando Lazinho leu um artigo sobre rádios comunitárias e logo mobilizou os outros três a batalharem pelo sonho. Para a instalação da rádio eram necessários diversos papéis, documentos e muita burocracia, para começar teria que ser criada uma associação que se responsabilizasse pela manutenção da rádio, foi daí que surgiu a Associação Rioclarense dos Colecionadores de Discos de Vinil.
Foram cinco anos de batalhas políticas, documentos que iam e vinham de Brasília, até o oficial reconhecimento da rádio. “Tivemos que pagar um ano de aluguel de uma sala, sem utilizá-la, só para formalizar os documentos. Compramos todos os equipamentos para a rádio, e quando saiu a liberação tivemos que comprar tudo de novo, porque os equipamentos já estavam ultrapassados”, lembra Clóvis, presidente da associação.
A rádio Opção FM, hoje, localiza na rua 8 nº1547, atinge toda a cidade de Rio Claro, com 25 watts de potência, contando com uma antena de 30 metros de altura e transmissores autorizados pela Anatel. De acordo com Clóvis, a rádio é toda automatizada com programas de computadores que mantêm as músicas tocando o dia todo, além dos programas ao vivo, ao todo seis. Entre eles, a Seqüência do Ouvinte, Hora do Barulho, História do Rock, Pércio de Lima e um programa especial de MPB, e um com músicas ‘techno’ e ‘dance music’.
Desde sua fundação a proposta da rádio é ser diferente, e uma das inovações trazidas por ela foi a veiculação via internet. Toda a programação da rádio pode ser ouvida através do site www.fm107rc.com.br, em tempo real. “Já recebemos email de ouvintes assíduos na Holanda, Alemanha, China, Portugal e Estados Unidos. Com a internet estamos atingindo lugares que nem imaginávamos”, diz.
De acordo com pesquisa Top of Mind realizada por alunos do terceiro semestre do curso de Comunicação Social, das Faculdades Claretianas, a rádio Opção FM é uma das três rádios rioclarenses mais lembradas, e o programa História do Rock um dos mais mencionados entre o público.
Z FOTOS
8_radioNivaldo Racosta é um dos quatro amigos que comandam a rádio Opção FM
8_radio2Clóvis Santana, presidente da Associação
Tudo começou quando Lazinho leu um artigo sobre rádios comunitárias e logo mobilizou os outros três a batalharem pelo sonho. Para a instalação da rádio eram necessários diversos papéis, documentos e muita burocracia, para começar teria que ser criada uma associação que se responsabilizasse pela manutenção da rádio, foi daí que surgiu a Associação Rioclarense dos Colecionadores de Discos de Vinil.
Foram cinco anos de batalhas políticas, documentos que iam e vinham de Brasília, até o oficial reconhecimento da rádio. “Tivemos que pagar um ano de aluguel de uma sala, sem utilizá-la, só para formalizar os documentos. Compramos todos os equipamentos para a rádio, e quando saiu a liberação tivemos que comprar tudo de novo, porque os equipamentos já estavam ultrapassados”, lembra Clóvis, presidente da associação.
A rádio Opção FM, hoje, localiza na rua 8 nº1547, atinge toda a cidade de Rio Claro, com 25 watts de potência, contando com uma antena de 30 metros de altura e transmissores autorizados pela Anatel. De acordo com Clóvis, a rádio é toda automatizada com programas de computadores que mantêm as músicas tocando o dia todo, além dos programas ao vivo, ao todo seis. Entre eles, a Seqüência do Ouvinte, Hora do Barulho, História do Rock, Pércio de Lima e um programa especial de MPB, e um com músicas ‘techno’ e ‘dance music’.
Desde sua fundação a proposta da rádio é ser diferente, e uma das inovações trazidas por ela foi a veiculação via internet. Toda a programação da rádio pode ser ouvida através do site www.fm107rc.com.br, em tempo real. “Já recebemos email de ouvintes assíduos na Holanda, Alemanha, China, Portugal e Estados Unidos. Com a internet estamos atingindo lugares que nem imaginávamos”, diz.
De acordo com pesquisa Top of Mind realizada por alunos do terceiro semestre do curso de Comunicação Social, das Faculdades Claretianas, a rádio Opção FM é uma das três rádios rioclarenses mais lembradas, e o programa História do Rock um dos mais mencionados entre o público.
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8_radioNivaldo Racosta é um dos quatro amigos que comandam a rádio Opção FM
8_radio2Clóvis Santana, presidente da Associação
Mercado cria associação
Construído em 1897, o Mercado Municipal faz parte da história de Rio Claro, além de ponto turístico e tradição das famílias rio-clarenses. O Mercado, que chegou a ser quartel do exército, voltando às atividades originais em 1924, hoje, conta com onze estabelecimentos.
Numa tentativa de revitalizar o espaço, estão sendo promovidas atividades culturais no período noturno, e também, a partir da semana que vem será oficialmente firmada a Associação dos Comerciantes. De acordo com Heitor Leonhardt Pérgola, proprietário do bar “Seo Pérgola” e um dos idealizadores da Associação, organizar-se é o principal caminho para obter maior visibilidade.
Entre as ações previstas pela Associação está a criação de um ‘jornalzinho’, com as novidades e promoções do Mercado, promover mais atividades culturais e trazer cada vez mais público. “Muitas vezes vinham pessoas de outras cidades para visitar o Mercado, aqui é um ponto turístico. Todo dia alguém entra aqui e fala que faz mais de dez anos que não entrava aqui dentro”, diz Heitor.
Atualmente, o Mercado traz atrações musicais quase toda noite: na quarta-feira acontece o karaokê, na quinta-feira a seresta, na sexta e no sábado atrações variadas, sempre a partir das 20 horas. E no domingo, a partir das 16 horas, há apresentação de samba ou música sertaneja.
Z FOTOS
8_mercado1Heitor Leonhardt Pérgola, proprietário do bar “Seo Pérgola”, aposta na música para trazer mais público ao Mercado
8_mercado2O Mercado Municipal é ponto turístico e faz parte da vida dos rio-clarenses
Numa tentativa de revitalizar o espaço, estão sendo promovidas atividades culturais no período noturno, e também, a partir da semana que vem será oficialmente firmada a Associação dos Comerciantes. De acordo com Heitor Leonhardt Pérgola, proprietário do bar “Seo Pérgola” e um dos idealizadores da Associação, organizar-se é o principal caminho para obter maior visibilidade.
Entre as ações previstas pela Associação está a criação de um ‘jornalzinho’, com as novidades e promoções do Mercado, promover mais atividades culturais e trazer cada vez mais público. “Muitas vezes vinham pessoas de outras cidades para visitar o Mercado, aqui é um ponto turístico. Todo dia alguém entra aqui e fala que faz mais de dez anos que não entrava aqui dentro”, diz Heitor.
Atualmente, o Mercado traz atrações musicais quase toda noite: na quarta-feira acontece o karaokê, na quinta-feira a seresta, na sexta e no sábado atrações variadas, sempre a partir das 20 horas. E no domingo, a partir das 16 horas, há apresentação de samba ou música sertaneja.
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8_mercado1Heitor Leonhardt Pérgola, proprietário do bar “Seo Pérgola”, aposta na música para trazer mais público ao Mercado
8_mercado2O Mercado Municipal é ponto turístico e faz parte da vida dos rio-clarenses
Escola Barão é modelo
A Escola Estadual Barão de Piracicaba é um dos grandes destaques na educação rioclarense. Depois do 12º lugar no ranking da melhor escola estadual em leitura, divulgado pela Secretaria Estadual da Educação, o Barão também ficou em primeiro lugar na Diretoria de Ensino (Limeira) no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).
Entre as 5500 escolas avaliadas pela Prova Brasil, feita com os alunos da 8ª série, a nota do “Barão” foi de 74,2 e a escola que ocupa o primeiro lugar obteve a nota 82,8. Outra cidade da região que aparece no ranking é Piracicaba em 20º lugar com a pontuação de 72,1. Já em matemática, a escola também aparece na lista entre as melhores do estado, na 32ª posição, com 50,4 pontos.
Hoje a escola é a única do município a ter 0% de reprovação em 2007, e possui os melhores resultados sem utilizar programas de reforço. De acordo com o professor Beto Varussa, diretor da E.E., o segredo é o trabalho contínuo em equipe e a valorização do lado humano. Ao longo do ano são diversos os projetos desenvolvidos na parte social, cultural e esportiva. No começo do ano é feita a campanha da Páscoa, com arrecadação de bombons para asilos e entidades filantrópicas, no inverno está sendo promovida a Campanha do Agasalho. A entrega das arrecadações é feita pelos próprios alunos, “é muito bonito vê-los entregando os chocolates conversando com os idosos”, diz o diretor.
Apesar de um prédio pequeno e antigo, a escola abriga 720 alunos, 40 por sala, e tem uma lista de espera de quase 150. “A procura é um indicador, mostra que o nosso trabalho está sendo reconhecido. Estamos usando tudo isso como ponto de partida para ser melhor, é apenas um começo”, atesta o diretor.
Ensino de primeira
São diversas as ações para efetivar o ensino, como reuniões freqüentes entre professores, merendeiras, serventes e secretárias, todos, educadores. São pessoas que convivem com os alunos e que devem saber o que se passa no ambiente escolar. Para prender a atenção dos alunos, os professores também apostam em tecnologias, como o uso de televisão e DVD, a idéia é inovar. De acordo com a coordenadora Vânia Maria Lucas Duarte, o diferencial da escola está no tratamento das questões humanas, nos valores sociais. Uma das práticas adotadas é não gritar com alunos, chamá-los em particular e explicar o que está errado. E, o principal de tudo, ter participação efetiva dos pais. “Tudo que acontece ligamos para os pais, os alunos percebem que aqui a cobrança é maior”, lembra Beto.
Extra classe
Além das atividades normais da escola os alunos têm acesso a aulas de tênis de mesa, ginástica e voleibol, em período oposto ao freqüentado na escola. E outras festividades foram criadas como a festa junina e festa italiana, para chamar os pais à escola e manter uma proximidade maior entre os alunos.
A direção procura sempre participar de todas as atividades que aparecem como olimpíadas, jogos, e manter o grêmio estudantil sempre ativo. Também é feito um mutirão dos alunos para limpeza e conservação do espaço físico da escola, com a limpeza das salas, do pátio e manutenção do jardim.
Z FOTOS
8_barao7O Professor Beto Varussa, diretor da E.E., e Vânia Maria Lucas Duarte, coordenadora.
8_baraoAlunos desenvolvem projetos em asilos
8_barao5E. E. Barão de Piracicaba é histórica na rua 8
8_barao9Projetos diferenciados tornam a escola a 12ª no ranking Secretaria Estadual da Educação
Entre as 5500 escolas avaliadas pela Prova Brasil, feita com os alunos da 8ª série, a nota do “Barão” foi de 74,2 e a escola que ocupa o primeiro lugar obteve a nota 82,8. Outra cidade da região que aparece no ranking é Piracicaba em 20º lugar com a pontuação de 72,1. Já em matemática, a escola também aparece na lista entre as melhores do estado, na 32ª posição, com 50,4 pontos.
Hoje a escola é a única do município a ter 0% de reprovação em 2007, e possui os melhores resultados sem utilizar programas de reforço. De acordo com o professor Beto Varussa, diretor da E.E., o segredo é o trabalho contínuo em equipe e a valorização do lado humano. Ao longo do ano são diversos os projetos desenvolvidos na parte social, cultural e esportiva. No começo do ano é feita a campanha da Páscoa, com arrecadação de bombons para asilos e entidades filantrópicas, no inverno está sendo promovida a Campanha do Agasalho. A entrega das arrecadações é feita pelos próprios alunos, “é muito bonito vê-los entregando os chocolates conversando com os idosos”, diz o diretor.
Apesar de um prédio pequeno e antigo, a escola abriga 720 alunos, 40 por sala, e tem uma lista de espera de quase 150. “A procura é um indicador, mostra que o nosso trabalho está sendo reconhecido. Estamos usando tudo isso como ponto de partida para ser melhor, é apenas um começo”, atesta o diretor.
Ensino de primeira
São diversas as ações para efetivar o ensino, como reuniões freqüentes entre professores, merendeiras, serventes e secretárias, todos, educadores. São pessoas que convivem com os alunos e que devem saber o que se passa no ambiente escolar. Para prender a atenção dos alunos, os professores também apostam em tecnologias, como o uso de televisão e DVD, a idéia é inovar. De acordo com a coordenadora Vânia Maria Lucas Duarte, o diferencial da escola está no tratamento das questões humanas, nos valores sociais. Uma das práticas adotadas é não gritar com alunos, chamá-los em particular e explicar o que está errado. E, o principal de tudo, ter participação efetiva dos pais. “Tudo que acontece ligamos para os pais, os alunos percebem que aqui a cobrança é maior”, lembra Beto.
Extra classe
Além das atividades normais da escola os alunos têm acesso a aulas de tênis de mesa, ginástica e voleibol, em período oposto ao freqüentado na escola. E outras festividades foram criadas como a festa junina e festa italiana, para chamar os pais à escola e manter uma proximidade maior entre os alunos.
A direção procura sempre participar de todas as atividades que aparecem como olimpíadas, jogos, e manter o grêmio estudantil sempre ativo. Também é feito um mutirão dos alunos para limpeza e conservação do espaço físico da escola, com a limpeza das salas, do pátio e manutenção do jardim.
Z FOTOS
8_barao7O Professor Beto Varussa, diretor da E.E., e Vânia Maria Lucas Duarte, coordenadora.
8_baraoAlunos desenvolvem projetos em asilos
8_barao5E. E. Barão de Piracicaba é histórica na rua 8
8_barao9Projetos diferenciados tornam a escola a 12ª no ranking Secretaria Estadual da Educação
Acupuntura - Atendimento na região
Na região o atendimento em acupuntura através do SUS já está sendo desenvolvido em Santa Gertrudes e Cordeirópolis. Os materiais são cedidos pelas prefeituras e a procura tem sido crescente. Apesar de grandes questionamentos quanto à eficácia do tratamento, o médico e acupunturista responsável pelas duas unidades, Vladimir Y. Miranda, afirma que há experimentos que comprovam a efetividade do tratamento, entre eles estudos feitos com animais.
Hoje, muitos casos crônicos que não demonstravam perspectiva de melhora estão sendo tratados com a acupuntura. A explicação está no tratamento humano e a ligação entre o lado físico e o emocional, além da ausência de efeitos colaterais. De acordo com Vladimir, medicina tradicional e acupuntura não se excluem, são complementares e devem ser trabalhadas em conjunto, pois para cada caso há uma indicação.
Na região a procura pelos serviços cresce a cada dia. Em Santa Gertrudes há uma longa lista de espera. Apesar dos 15 atendimentos diários foi necessário estabelecer duas listas, uma para pacientes com necessidades prementes que deverão ter prioridade no atendimento e a outra para casos mais simples. Em sua maior parte são pacientes com lombalgia, hérnia de disco, enxaqueca, depressão e ansiedade. Em Cordeirópolis estão sendo feitos 10 atendimentos por dia, a procura também é grande.
O tratamento com acupuntura, que sempre foi reconhecido como caro, agora está ao alcance de todos. “É um avanço importante, uma forma de contribuir para a qualidade de vida da população, é uma atitude de vanguarda das prefeituras”, acrescenta o médico. Em Cordeirópolis outro tratamento alternativo também está sendo empregado no PSF, a homeopatia.
Vladimir, que também trabalha no Pronto Socorro em Santa Gertrudes e faz Clínica Ambulatorial em Cordeirópolis há nove anos concluiu a especialização em acupuntura na Unifesp. “Na Unifesp os ambulatórios estão lotados e o atendimento é feito com acupuntura”. O médico aproveita para comentar que a acupuntura deve ser feita com muito cuidado e que as pessoas devem conhecer o profissional, o serviço e sua formação.
SANTA GERTRUDES
No município os atendimentos acontecem duas vezes por semana, às segundas e terças-feiras, em dois horários por dia, manhã e final da tarde. A inscrição deve ser feita no PSF Bom Sucesso. Os inscritos passam por uma entrevista para avaliar a necessidade do tratamento. Pacientes que necessitem de cuidados urgentes vão para uma lista de prioridade.
CORDEIRÓPOLIS
Em Cordeirópolis os atendimentos são feitos às quintas-feiras no Jardim Progresso, no final da tarde; e no Jardim Eldorado às sextas-feiras, pela manhã. Interessados devem procurar o atendimento dos respectivos postos de saúde.
Z FOTOS
Acupuntura_santaVladimir Y. Miranda é o médico responsável pela acupuntura em Santa Gertrudes e Cordeirópolis
Acupuntura_santa2Tratamento tem procura crescente na região
Hoje, muitos casos crônicos que não demonstravam perspectiva de melhora estão sendo tratados com a acupuntura. A explicação está no tratamento humano e a ligação entre o lado físico e o emocional, além da ausência de efeitos colaterais. De acordo com Vladimir, medicina tradicional e acupuntura não se excluem, são complementares e devem ser trabalhadas em conjunto, pois para cada caso há uma indicação.
Na região a procura pelos serviços cresce a cada dia. Em Santa Gertrudes há uma longa lista de espera. Apesar dos 15 atendimentos diários foi necessário estabelecer duas listas, uma para pacientes com necessidades prementes que deverão ter prioridade no atendimento e a outra para casos mais simples. Em sua maior parte são pacientes com lombalgia, hérnia de disco, enxaqueca, depressão e ansiedade. Em Cordeirópolis estão sendo feitos 10 atendimentos por dia, a procura também é grande.
O tratamento com acupuntura, que sempre foi reconhecido como caro, agora está ao alcance de todos. “É um avanço importante, uma forma de contribuir para a qualidade de vida da população, é uma atitude de vanguarda das prefeituras”, acrescenta o médico. Em Cordeirópolis outro tratamento alternativo também está sendo empregado no PSF, a homeopatia.
Vladimir, que também trabalha no Pronto Socorro em Santa Gertrudes e faz Clínica Ambulatorial em Cordeirópolis há nove anos concluiu a especialização em acupuntura na Unifesp. “Na Unifesp os ambulatórios estão lotados e o atendimento é feito com acupuntura”. O médico aproveita para comentar que a acupuntura deve ser feita com muito cuidado e que as pessoas devem conhecer o profissional, o serviço e sua formação.
SANTA GERTRUDES
No município os atendimentos acontecem duas vezes por semana, às segundas e terças-feiras, em dois horários por dia, manhã e final da tarde. A inscrição deve ser feita no PSF Bom Sucesso. Os inscritos passam por uma entrevista para avaliar a necessidade do tratamento. Pacientes que necessitem de cuidados urgentes vão para uma lista de prioridade.
CORDEIRÓPOLIS
Em Cordeirópolis os atendimentos são feitos às quintas-feiras no Jardim Progresso, no final da tarde; e no Jardim Eldorado às sextas-feiras, pela manhã. Interessados devem procurar o atendimento dos respectivos postos de saúde.
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Acupuntura_santaVladimir Y. Miranda é o médico responsável pela acupuntura em Santa Gertrudes e Cordeirópolis
Acupuntura_santa2Tratamento tem procura crescente na região
terça-feira, 13 de maio de 2008
Hospital “Bezerra de Menezes” ganha novo perfil
Dia 18 de maio é o dia mundial da Luta Antimanicomial, que prevê a extinção dos hospitais psiquiátricos e reformulação no tratamento da saúde mental.
REGIÃO
Em meio a tantas reformas legais e administrativas discutidas em todo o país, há uma que passa quase despercebida pelos que não estão na mesa de debates: a reforma no sistema de atendimento psiquiátrico brasileiro. Apesar de lenta, ela tem avançado, e interessa diretamente aos brasileiros que buscam auxílio na rede pública de saúde, podendo alterar radicalmente o sistema de atendimento.
O governo brasileiro fez uma grande economia nos últimos 18 anos ao fechar cerca de 80% dos leitos psiquiátricos - de 120 mil leitos em 1989 para 38,8 mil em 2007, economia esta que não tem sido aplicada no atendimento a doentes mentais. Um estudo da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) aponta que, neste período, houve corte de dois terços da verba - o equivalente hoje a cerca de R$ 2 bilhões por ano. O investimento, que era 5,8% do orçamento do Ministério da Saúde em 1995, caiu para 2,3%, em média, nesta década. Em 2006, a saúde mental recebeu R$ 943, 2,04% do orçamento do ministério.
A perda de investimentos, associada à redução dos leitos, gera a desassistência que pode ser observada nas longas filas de espera, no crescente número de doentes mentais vagando pelas ruas e também nas prisões.
O Ministério da Saúde contesta e diz que não houve redução de verbas, mas admite que precisaria ampliar os gastos anuais em saúde mental para, no mínimo, 5% de seu orçamento - o equivalente a R$ 2,3 bilhões hoje (R$ 1,3 bilhão a mais por ano).
LOCAL
O interior de São Paulo sofre muito com a desassistência aos doentes mentais. Na região, apenas duas casas de saúde mental estão abertas e atuantes: “Bezerra de Menezes”, em Rio Claro e “Clínica Antônio Luiz Sayão”, em Araras. De acordo com a assistente social Léa de Oliveira Alvez Cruz, houve uma grande mudança nas formas de atuação dos hospitais psiquiátricos no país. Ela, que trabalha há 27 no “Bezerra”, acompanhou de perto esta renovação no regimento dos hospitais.
Hoje não se menciona mais a palavra “manicômio”, assemelhando-o a uma prisão ou um depósito. O “Bezerra” trabalha organizadamente, sob forte fiscalização, as internações não são mais feitas na porta do hospital e o acompanhamento da família é imprescindível. “Para a pessoa ser internada tem que procurar primeiro um serviço extra-hospitalar, como um CAPS ou Pronto Socorro, e se o médico achar que há necessidade ele encaminha para a central em Piracicaba, que avalia o caso e se necessário o paciente é internado, e ainda aqui no hospital passa por mais uma avaliação do plantonista”, afirma Léa.
Além das formas de internação mais rígidas, o hospital é utilizado apenas em medida de emergência, para amenizar um quadro de surto ou crise. “O máximo que um paciente pode ficar hoje no hospital é três meses, a internação é em último caso, quando é necessário um tratamento intensivo e recluso, até que se acerte o medicamento adequado e o paciente esteja em condições de voltar para casa”, conta Numas Tebaldi, assessor de diretoria da Casa de Saúde “Bezerra de Menezes”.
A idéia de manter os doentes reclusos também é história do passado. No “Bezerra” os pacientes têm acesso ao telefone, recebem visitas familiares e são assistidos por diversos profissionais; o trabalho realizado é completo. São 135 funcionários, entre eles, 13 médicos, três assistentes sociais, três psicólogas, três terapêutas ocupacionais, um dentista, uma nutricionista, um farmacêutico, seis enfermeiros-padrão e 42 enfermeiros técnicos e auxiliares. Tudo subdividido em equipes: “os pacientes são vistos diariamente por todas as equipes, inclusive aos sábados e domingos, e tudo é anotado em prontuários e fiscalizado”, diz Léa.
O hospital foi apontado como referência no tratamento de doentes mentais, ao todo, são 195 vagas pelo SUS e cinco particulares, um número pequeno para atender a demanda, o hospital está sempre com a capacidade máxima. Com o fechamento do Hospital Espírita Dr. Cesário Motta Júnior, de Piracicaba em 2001, a procura é crescente.
De acordo com dados do hospital o número de alcoolistas e drogaditos têm aumentado consideravelmente, e o grande problema que vem sendo enfrentado é a falta de espaço físico. Em março deste ano foram 106 internações, em sua maior parte homens, solteiros, entre 30 e 40 anos. Ressaltando que o “Bezerra” atende apenas maiores de 18 anos, apesar da grande procura para internação de menores.
Diagnóstico
Março
Psicóticos (masculino)
28
Psicóticos (feminino)
25
Alcoolistas (masculino)
34
Alcoolistas (feminino)
2
Drogaditos (masculino)
10
Drogaditos (feminino)
7
O “Bezerra” atende 26 cidades do município, entre elas, Analândia, Cordeirópolis, Corumbataí, Ipeúna, Itirapina e Santa Gertrudes. “O Sayão é um hospital mais para moradores, apenas o Bezerra tem maior rotatividade, são pouquíssimos os moradores aqui, e os que estão vieram com o fechamento do hospital de Piracicaba, não são aceitos mais moradores”, diz Numas.
Cidades que mais internam
Nº de internações
Município
23
Piracicaba e Rio Claro
22
Limeira
4
Araras e São Pedro
Não aceitar mais moradores, foi uma decisão vinda do governo, muitas famílias escondiam os doentes em casas de saúde, o que está tentando ser evitado. Algumas chegavam a dar endereço e telefones falsos para que não fosse possível o contato, a intenção era abandoná-los, pois muitas famílias não têm estrutura e suporte para possibilitar os cuidados especiais que um doente mental exige.
“Queremos sempre que a família esteja presente, que venha visitar, que se interesse pela situação, mas nem sempre é o que acontece. Casos em que a família participa são mais fáceis de ser recuperados”, diz Lea.
ATIVIDADES
O foco das equipes de profissionais é sempre o paciente, o intuito é deixá-los ocupados, trabalhar o corpo e a mente, evitar que fiquem no ócio. Para isso são feitas oficinas de marcenaria, artesanato, culinária, academia de ginástica, horta, além de atividades extras como caminhadas diárias, visitas ao Shopping, Boulevard e Lago azul.
Um dos grandes destaques dos trabalhos é o Carnaval, os internos abrem o carnaval da cidade, com desfile nas ruas próximas ao hospital. As fantasias são feitas pelos próprios pacientes, em alguns casos até a letra do samba-enredo foi feita por eles. “Muitos dos pacientes que passam pelas oficinas descobrem uma aptidão, e continuam fazendo quando saem daqui”, afirma Léa.
DIFICULDADES
O fechamento de hospitais psiquiátricos e o corte na verba para manutenção mostram sérias dificuldades enfrentadas pelas poucas casas de saúde que restaram. Hoje, o “Bezerra” recebe R$34,95 por diária, para cada paciente, verba que não supre nem metade dos gastos. O restante fica por conta de doações e verba liberada por prefeituras e voluntários. De acordo com o assessor de diretoria há também uma pactuação com o Estado, que fornece benefícios diretos ao paciente, como verba para medicamentos diferenciados, materiais para oficinas terapêuticas e alimentação.
Na última semana o hospital recebeu verba de R$ 5 mil da prefeitura de Analândia. “A prefeitura de Rio Claro também nos ajuda”, acrescenta Numas. O “Bezerra” aceita doações de qualquer natureza, desde roupas usadas, alimentos, colchões, até produtos para reciclagem, que são utilizados nas oficinas, o hospital conta com veículo para recolher as doações. Quem quiser ser voluntário também pode entrar em contato com a casa de saúde pelo telefone
PROCURANDO AJUDA
Pessoas que precisam de ajuda devem procurar o CAPS de sua cidade, ou o Pronto Socorro. Lá será feito o encaminhamento necessário, tanto com medicamentos como direcionamentos para a família. Apenas em casos extremos será indicada a internação.
Z FOTOS
Bezerra1
Oficina de culinária
Bezerra2
Oficina de horta
Bezerra3
Festividades são comemoradas entre os pacientes
Bezerra4
Atividades físicas feitas no Lago Azul
Bezerra5
Doação da prefeitura de Analândia para o hospital, semana passada
REGIÃO
Em meio a tantas reformas legais e administrativas discutidas em todo o país, há uma que passa quase despercebida pelos que não estão na mesa de debates: a reforma no sistema de atendimento psiquiátrico brasileiro. Apesar de lenta, ela tem avançado, e interessa diretamente aos brasileiros que buscam auxílio na rede pública de saúde, podendo alterar radicalmente o sistema de atendimento.
O governo brasileiro fez uma grande economia nos últimos 18 anos ao fechar cerca de 80% dos leitos psiquiátricos - de 120 mil leitos em 1989 para 38,8 mil em 2007, economia esta que não tem sido aplicada no atendimento a doentes mentais. Um estudo da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) aponta que, neste período, houve corte de dois terços da verba - o equivalente hoje a cerca de R$ 2 bilhões por ano. O investimento, que era 5,8% do orçamento do Ministério da Saúde em 1995, caiu para 2,3%, em média, nesta década. Em 2006, a saúde mental recebeu R$ 943, 2,04% do orçamento do ministério.
A perda de investimentos, associada à redução dos leitos, gera a desassistência que pode ser observada nas longas filas de espera, no crescente número de doentes mentais vagando pelas ruas e também nas prisões.
O Ministério da Saúde contesta e diz que não houve redução de verbas, mas admite que precisaria ampliar os gastos anuais em saúde mental para, no mínimo, 5% de seu orçamento - o equivalente a R$ 2,3 bilhões hoje (R$ 1,3 bilhão a mais por ano).
LOCAL
O interior de São Paulo sofre muito com a desassistência aos doentes mentais. Na região, apenas duas casas de saúde mental estão abertas e atuantes: “Bezerra de Menezes”, em Rio Claro e “Clínica Antônio Luiz Sayão”, em Araras. De acordo com a assistente social Léa de Oliveira Alvez Cruz, houve uma grande mudança nas formas de atuação dos hospitais psiquiátricos no país. Ela, que trabalha há 27 no “Bezerra”, acompanhou de perto esta renovação no regimento dos hospitais.
Hoje não se menciona mais a palavra “manicômio”, assemelhando-o a uma prisão ou um depósito. O “Bezerra” trabalha organizadamente, sob forte fiscalização, as internações não são mais feitas na porta do hospital e o acompanhamento da família é imprescindível. “Para a pessoa ser internada tem que procurar primeiro um serviço extra-hospitalar, como um CAPS ou Pronto Socorro, e se o médico achar que há necessidade ele encaminha para a central em Piracicaba, que avalia o caso e se necessário o paciente é internado, e ainda aqui no hospital passa por mais uma avaliação do plantonista”, afirma Léa.
Além das formas de internação mais rígidas, o hospital é utilizado apenas em medida de emergência, para amenizar um quadro de surto ou crise. “O máximo que um paciente pode ficar hoje no hospital é três meses, a internação é em último caso, quando é necessário um tratamento intensivo e recluso, até que se acerte o medicamento adequado e o paciente esteja em condições de voltar para casa”, conta Numas Tebaldi, assessor de diretoria da Casa de Saúde “Bezerra de Menezes”.
A idéia de manter os doentes reclusos também é história do passado. No “Bezerra” os pacientes têm acesso ao telefone, recebem visitas familiares e são assistidos por diversos profissionais; o trabalho realizado é completo. São 135 funcionários, entre eles, 13 médicos, três assistentes sociais, três psicólogas, três terapêutas ocupacionais, um dentista, uma nutricionista, um farmacêutico, seis enfermeiros-padrão e 42 enfermeiros técnicos e auxiliares. Tudo subdividido em equipes: “os pacientes são vistos diariamente por todas as equipes, inclusive aos sábados e domingos, e tudo é anotado em prontuários e fiscalizado”, diz Léa.
O hospital foi apontado como referência no tratamento de doentes mentais, ao todo, são 195 vagas pelo SUS e cinco particulares, um número pequeno para atender a demanda, o hospital está sempre com a capacidade máxima. Com o fechamento do Hospital Espírita Dr. Cesário Motta Júnior, de Piracicaba em 2001, a procura é crescente.
De acordo com dados do hospital o número de alcoolistas e drogaditos têm aumentado consideravelmente, e o grande problema que vem sendo enfrentado é a falta de espaço físico. Em março deste ano foram 106 internações, em sua maior parte homens, solteiros, entre 30 e 40 anos. Ressaltando que o “Bezerra” atende apenas maiores de 18 anos, apesar da grande procura para internação de menores.
Diagnóstico
Março
Psicóticos (masculino)
28
Psicóticos (feminino)
25
Alcoolistas (masculino)
34
Alcoolistas (feminino)
2
Drogaditos (masculino)
10
Drogaditos (feminino)
7
O “Bezerra” atende 26 cidades do município, entre elas, Analândia, Cordeirópolis, Corumbataí, Ipeúna, Itirapina e Santa Gertrudes. “O Sayão é um hospital mais para moradores, apenas o Bezerra tem maior rotatividade, são pouquíssimos os moradores aqui, e os que estão vieram com o fechamento do hospital de Piracicaba, não são aceitos mais moradores”, diz Numas.
Cidades que mais internam
Nº de internações
Município
23
Piracicaba e Rio Claro
22
Limeira
4
Araras e São Pedro
Não aceitar mais moradores, foi uma decisão vinda do governo, muitas famílias escondiam os doentes em casas de saúde, o que está tentando ser evitado. Algumas chegavam a dar endereço e telefones falsos para que não fosse possível o contato, a intenção era abandoná-los, pois muitas famílias não têm estrutura e suporte para possibilitar os cuidados especiais que um doente mental exige.
“Queremos sempre que a família esteja presente, que venha visitar, que se interesse pela situação, mas nem sempre é o que acontece. Casos em que a família participa são mais fáceis de ser recuperados”, diz Lea.
ATIVIDADES
O foco das equipes de profissionais é sempre o paciente, o intuito é deixá-los ocupados, trabalhar o corpo e a mente, evitar que fiquem no ócio. Para isso são feitas oficinas de marcenaria, artesanato, culinária, academia de ginástica, horta, além de atividades extras como caminhadas diárias, visitas ao Shopping, Boulevard e Lago azul.
Um dos grandes destaques dos trabalhos é o Carnaval, os internos abrem o carnaval da cidade, com desfile nas ruas próximas ao hospital. As fantasias são feitas pelos próprios pacientes, em alguns casos até a letra do samba-enredo foi feita por eles. “Muitos dos pacientes que passam pelas oficinas descobrem uma aptidão, e continuam fazendo quando saem daqui”, afirma Léa.
DIFICULDADES
O fechamento de hospitais psiquiátricos e o corte na verba para manutenção mostram sérias dificuldades enfrentadas pelas poucas casas de saúde que restaram. Hoje, o “Bezerra” recebe R$34,95 por diária, para cada paciente, verba que não supre nem metade dos gastos. O restante fica por conta de doações e verba liberada por prefeituras e voluntários. De acordo com o assessor de diretoria há também uma pactuação com o Estado, que fornece benefícios diretos ao paciente, como verba para medicamentos diferenciados, materiais para oficinas terapêuticas e alimentação.
Na última semana o hospital recebeu verba de R$ 5 mil da prefeitura de Analândia. “A prefeitura de Rio Claro também nos ajuda”, acrescenta Numas. O “Bezerra” aceita doações de qualquer natureza, desde roupas usadas, alimentos, colchões, até produtos para reciclagem, que são utilizados nas oficinas, o hospital conta com veículo para recolher as doações. Quem quiser ser voluntário também pode entrar em contato com a casa de saúde pelo telefone
PROCURANDO AJUDA
Pessoas que precisam de ajuda devem procurar o CAPS de sua cidade, ou o Pronto Socorro. Lá será feito o encaminhamento necessário, tanto com medicamentos como direcionamentos para a família. Apenas em casos extremos será indicada a internação.
Z FOTOS
Bezerra1
Oficina de culinária
Bezerra2
Oficina de horta
Bezerra3
Festividades são comemoradas entre os pacientes
Bezerra4
Atividades físicas feitas no Lago Azul
Bezerra5
Doação da prefeitura de Analândia para o hospital, semana passada
Ação Social e pelo Centro Espírita Verdade e Luz.
São atendidas mensalmente cerca de 450 pessoas, em sua maior parte homens com escolaridade e que já tiveram algum vínculo familiar, mas constam também crianças, idosos e famílias. Entre eles há migrantes, itinerantes, famílias e moradores de rua. “São pessoas que buscam abrigo, alimentação, banho, refeição e roupas”, explica a assistente social Ângela Maria Ribeiro de Oliveira.
Com o início do inverno a procura pelo abrigo chega a duplicar. Devido às chuvas e temperaturas baixas, pessoas que moram na rua procuram um lugar para se alimentar e aquecer. A partir do dia 2 de junho será iniciada a Operação Inverno, quando pessoas são recolhidas e levadas para o abrigo. “Estamos pensando até em antecipar a operação, pois já está bastante frio”, diz Ângela.
Em prol do abrigo trabalham assistentes sociais, psicólogas e advogados, todos em turnos alternados, pois a instituição funciona 24 horas por dia. Durante o dia são atendidas pessoas que procuram por passagens - primeiro a pessoa passa pelo serviço social, se houver necessidade é fornecida a passagem. No período da noite o abrigo é muito procurado para o jantar, banho e leitos. Ao todo são 48 leitos entre ala masculina e feminina.
“Atendemos moradores de rua que estão em situação de abandono, até que refaçam os vínculos familiares. Muitos também vêm encaminhados por órgãos como a polícia ou a guarda”, lembra a assistente social. O abrigo além de atender moradores de rua, recebe também mulheres vítimas de violência, e famílias do município que estejam sem lar.
A casa transitória está em busca de qualquer tipo de doação, desde roupas, mobília, comida e produtos de higiene. Quem quiser ajudar é só comparecer ao abrigo na Avenida 5 nº1415, ou ligar 3533-5277. “Fazemos tudo que é possível para ajudar quem precisa, compramos passagem, procuramos a família, damos abrigo”, afirma Milena Torres Siqueira assistente social.
Leonardo Aparecido dos Santos, 23 anos“Eu procurei o abrigo para pegar passagem, vim para Rio Claro procurar alguns parentes meus e não encontrei, sou de Boa Esperança do Sul. Agora estou indo para Limeira, ver se consigo emprego. Foi a primeira vez que procurei o abrigo, um colega meu que indicou”.
Terezinha Malavazi, 65 anos“Já morei aqui no abrigo por dois anos, não tinha para onde ir, ai saí fui morar em uma casa, não deu certo e voltei para cá ontem. É muito ruim não ter lugar certo para ficar. Eu não tenho nem documento, nem sei se é essa mesmo a minha idade”.
São atendidas mensalmente cerca de 450 pessoas, em sua maior parte homens com escolaridade e que já tiveram algum vínculo familiar, mas constam também crianças, idosos e famílias. Entre eles há migrantes, itinerantes, famílias e moradores de rua. “São pessoas que buscam abrigo, alimentação, banho, refeição e roupas”, explica a assistente social Ângela Maria Ribeiro de Oliveira.
Com o início do inverno a procura pelo abrigo chega a duplicar. Devido às chuvas e temperaturas baixas, pessoas que moram na rua procuram um lugar para se alimentar e aquecer. A partir do dia 2 de junho será iniciada a Operação Inverno, quando pessoas são recolhidas e levadas para o abrigo. “Estamos pensando até em antecipar a operação, pois já está bastante frio”, diz Ângela.
Em prol do abrigo trabalham assistentes sociais, psicólogas e advogados, todos em turnos alternados, pois a instituição funciona 24 horas por dia. Durante o dia são atendidas pessoas que procuram por passagens - primeiro a pessoa passa pelo serviço social, se houver necessidade é fornecida a passagem. No período da noite o abrigo é muito procurado para o jantar, banho e leitos. Ao todo são 48 leitos entre ala masculina e feminina.
“Atendemos moradores de rua que estão em situação de abandono, até que refaçam os vínculos familiares. Muitos também vêm encaminhados por órgãos como a polícia ou a guarda”, lembra a assistente social. O abrigo além de atender moradores de rua, recebe também mulheres vítimas de violência, e famílias do município que estejam sem lar.
A casa transitória está em busca de qualquer tipo de doação, desde roupas, mobília, comida e produtos de higiene. Quem quiser ajudar é só comparecer ao abrigo na Avenida 5 nº1415, ou ligar 3533-5277. “Fazemos tudo que é possível para ajudar quem precisa, compramos passagem, procuramos a família, damos abrigo”, afirma Milena Torres Siqueira assistente social.
Leonardo Aparecido dos Santos, 23 anos“Eu procurei o abrigo para pegar passagem, vim para Rio Claro procurar alguns parentes meus e não encontrei, sou de Boa Esperança do Sul. Agora estou indo para Limeira, ver se consigo emprego. Foi a primeira vez que procurei o abrigo, um colega meu que indicou”.
Terezinha Malavazi, 65 anos“Já morei aqui no abrigo por dois anos, não tinha para onde ir, ai saí fui morar em uma casa, não deu certo e voltei para cá ontem. É muito ruim não ter lugar certo para ficar. Eu não tenho nem documento, nem sei se é essa mesmo a minha idade”.
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS), que segundo a Portaria nº336/GM/2002, é definido por ordem crescente de porte/complexidade e abrangência populacional: CAPS I, CAPS II e CAPS III. As três modalidades de serviços cumprem a mesma função no atendimento público em saúde mental, prioritariamente devem atender os pacientes com transtornos mentais severos e persistentes em seu território, em regime de tratamento intensivo, semi-intensivo e não-intensivo (MS, 2004). A atenção do CAPS deve incluir ações dirigidas aos familiares e comprometer-se com a construção dos projetos de inserção social. Devem ainda trabalhar com a idéia de gerenciamento de casos, personalizando o projeto de cada paciente na unidade e fora dela e desenvolver atividades para a permanência diária no serviço.
Os projetos terapêuticos dos CAPS devem ser singulares, respeitando-se diferenças regionais, contribuições técnicas dos integrantes de sua equipe, iniciativas locais de familiares e usuários e articulações intersetoriais que potencializem suas ações. O CAPS deve, ainda, considerar o cuidado intra, inter, e transubjetivo, articulando recursos de natureza clínica, incluindo medicamentos, de moradia, de trabalho, de lazer, de previdência e outros, através do cuidado clínico oportuno e programas de reabilitação psicossocial
RIO CLAROEm Rio Claro funcionam, hoje, o CAPS III (Centro de Atenção Psicossocial), que engloba o CAPS “18 de maio” e o atendimento de urgência/emergência psiquiátrica; CAPS ad (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) e o CRIARI (Centro de Referência da Infância e Adolescência). Ainda, o CESM (Centro de Especialidades em Saúde Mental), ambulatório médico/psicológico; o Programa de controle do tabagismo, que oferece três meses de tratamento intensivo; e o dispensário de medicamentos, criado para atender exclusivamente os usuários cadastrados nos serviços do Programa. No CAPS III o atendimento é feito 24 horas de segunda a domingo, mais informações pelo telefone 3536-3365.
SANTA GERTRUDESNo dia 13 de fevereiro de 2007 foi inaugurado o CAPS I em Santa Gertrudes e desde então o serviço tem sido implementado, contribuindo para superação do modelo assistencial baseado no hospital psiquiátrico e para construção de possibilidades de inclusão social e de ações de defesa dos direitos humanos.O CAPS em Santa Gertrudes funciona das 7 às 17 horas, na Avenida 11 nº206. Mais informações pelo 3545-1656.
Os projetos terapêuticos dos CAPS devem ser singulares, respeitando-se diferenças regionais, contribuições técnicas dos integrantes de sua equipe, iniciativas locais de familiares e usuários e articulações intersetoriais que potencializem suas ações. O CAPS deve, ainda, considerar o cuidado intra, inter, e transubjetivo, articulando recursos de natureza clínica, incluindo medicamentos, de moradia, de trabalho, de lazer, de previdência e outros, através do cuidado clínico oportuno e programas de reabilitação psicossocial
RIO CLAROEm Rio Claro funcionam, hoje, o CAPS III (Centro de Atenção Psicossocial), que engloba o CAPS “18 de maio” e o atendimento de urgência/emergência psiquiátrica; CAPS ad (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) e o CRIARI (Centro de Referência da Infância e Adolescência). Ainda, o CESM (Centro de Especialidades em Saúde Mental), ambulatório médico/psicológico; o Programa de controle do tabagismo, que oferece três meses de tratamento intensivo; e o dispensário de medicamentos, criado para atender exclusivamente os usuários cadastrados nos serviços do Programa. No CAPS III o atendimento é feito 24 horas de segunda a domingo, mais informações pelo telefone 3536-3365.
SANTA GERTRUDESNo dia 13 de fevereiro de 2007 foi inaugurado o CAPS I em Santa Gertrudes e desde então o serviço tem sido implementado, contribuindo para superação do modelo assistencial baseado no hospital psiquiátrico e para construção de possibilidades de inclusão social e de ações de defesa dos direitos humanos.O CAPS em Santa Gertrudes funciona das 7 às 17 horas, na Avenida 11 nº206. Mais informações pelo 3545-1656.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
A história da bicicleta
Segundo alguns historiadores e o que mostram alguns ensaios fotográficos, há um estudo muito bem feito, idealizado por Leonardo da Vinci e registrado em um código guardado no museu de Madrid. Apesar de que tais desenhos na realidade mostrem um sistema de transmissão bem básico, muitos historiadores consideram-nos o primórdio da indústria da bicicleta no mundo.
Entretanto, a bicicleta teve seu nome inserido na história por volta do início de 1790, quando o conde Sivrac da França idealiza o celerífero, posteriormente denominado de celífero, que era um veículo primitivo de duas rodas ligadas por uma ponte de madeira em forma de cavalo e acionado por impulso alternado dos pés sobre o chão, ou seja, na forma de solavancos. Curiosamente, apesar do incomodo esse tipo de transporte era útil na época, para pequenas distâncias.
Em 1898, a bicicleta chega ao Brasil vinda da Europa. A partir desta data com sucessivas modificações técnicas e um processo variado de aperfeiçoamento em relação aos materiais empregados e aos vários tipos relacionados, esta evoluiu para a atual bicicleta. Nas décadas seguintes diversas fábricas vieram para o Brasil, entre elas a Caloi e a Monark.
RIO CLARO
Com a chegada da estrada de ferro em Rio Claro no ano de 1876 ocorreu a inauguração do ramal férreo Campinas – Rio Claro, trazendo a instalação das oficinas da companhia paulista de estrada de ferro em na cidade, originando a chegada de imigrantes alemães e italianos. Foram estes imigrantes que trouxeram a bicicleta para Rio Claro, a fim de utilizá-lo para ir e vir do trabalho nas oficinas.
Já em 1910 surgia na cidade a primeira associação de pessoas voltadas para o ciclismo, o “Velo Clube”, que tinha seu velódromo situado entre as ruas 6 e 7 com avenida 15, ao todo, 240 metros de pista.
Em 1919, conquista uma nova sede com 500 metros de circunferência, tendo ao centro um bom campo de futebol, medindo 110 metros de comprimento. Também possuía uma modesta arquibancada para acomodar mil pessoas.
Com informações: Associação Cicloverde de Ciclismo
Z FOTOS
Bike_velo2Inauguração do novo velódromo de Rio Claro 1.920 – acervo arquivo municipal de Rio Claro
Bike_velo3Primeira equipe de ciclistas do Velo Clube rioclarense em 1910 - acervo arquivo municipal de Rio Claro
Entretanto, a bicicleta teve seu nome inserido na história por volta do início de 1790, quando o conde Sivrac da França idealiza o celerífero, posteriormente denominado de celífero, que era um veículo primitivo de duas rodas ligadas por uma ponte de madeira em forma de cavalo e acionado por impulso alternado dos pés sobre o chão, ou seja, na forma de solavancos. Curiosamente, apesar do incomodo esse tipo de transporte era útil na época, para pequenas distâncias.
Em 1898, a bicicleta chega ao Brasil vinda da Europa. A partir desta data com sucessivas modificações técnicas e um processo variado de aperfeiçoamento em relação aos materiais empregados e aos vários tipos relacionados, esta evoluiu para a atual bicicleta. Nas décadas seguintes diversas fábricas vieram para o Brasil, entre elas a Caloi e a Monark.
RIO CLARO
Com a chegada da estrada de ferro em Rio Claro no ano de 1876 ocorreu a inauguração do ramal férreo Campinas – Rio Claro, trazendo a instalação das oficinas da companhia paulista de estrada de ferro em na cidade, originando a chegada de imigrantes alemães e italianos. Foram estes imigrantes que trouxeram a bicicleta para Rio Claro, a fim de utilizá-lo para ir e vir do trabalho nas oficinas.
Já em 1910 surgia na cidade a primeira associação de pessoas voltadas para o ciclismo, o “Velo Clube”, que tinha seu velódromo situado entre as ruas 6 e 7 com avenida 15, ao todo, 240 metros de pista.
Em 1919, conquista uma nova sede com 500 metros de circunferência, tendo ao centro um bom campo de futebol, medindo 110 metros de comprimento. Também possuía uma modesta arquibancada para acomodar mil pessoas.
Com informações: Associação Cicloverde de Ciclismo
Z FOTOS
Bike_velo2Inauguração do novo velódromo de Rio Claro 1.920 – acervo arquivo municipal de Rio Claro
Bike_velo3Primeira equipe de ciclistas do Velo Clube rioclarense em 1910 - acervo arquivo municipal de Rio Claro
ONG tem trabalho pioneiro
Em 1999 foi fundada em Rio Claro a Ong Associação Cicloverde de Ciclismo, presidida por Rodolfo Moreira. A organização desempenha funções de assessoria e consultoria técnica no planejamento, implementação e execução de projetos educativos para usuários ou não da bicicleta.
Através de uma parceria entre a Ong e a Prefeitura Municipal, o projeto é o único do interior com um trabalho contínuo na educação de ciclistas. Ano passado o projeto foi premiado pelas empresas fabricantes de bicicleta e pelo Ministério das Cidades, como melhor trabalho em prol da mobilidade por bicicleta. A Ong também fez palestras em Paris, Holanda, Alemanha, Colômbia e Bélgica.
A proposta da Cicloverde é proferir palestras educativas em escolas e empresas, realizar blitz educativas em pontos estratégicos e distribuir cartilhas. “Queremos atentar para os perigos de transitar em vias e também incentivar o uso da bicicleta em percursos curtos”, diz o presidente Rodolfo Moreira.
As blitz são realizadas onde tem grande fluxo de bicicletas em circulação. Após a checagem na bicicleta com a verificação nas condições de uso como: freio, pneu, corrente, equipamento de segurança e outros faz-se a colocação de um selo de vistoria, para que em uma nova blitz o ciclista possa ser identificado e constatar seu desenvolvimento de conscientização.
As palestras e cartilhas visam ressaltar a versatilidade da bicicleta como meio de transporte, instrumento de turismo, lazer e saúde. E também, demonstrar que ao utilizar a via pública, o ciclista tem responsabilidades e direitos enquanto cidadão.
Para mais informações sobre a Associação Cicloverde de Ciclismo, a sede está localizada na Avenida 22-A nº 219 – Bairro Vila Alemã.
Através de uma parceria entre a Ong e a Prefeitura Municipal, o projeto é o único do interior com um trabalho contínuo na educação de ciclistas. Ano passado o projeto foi premiado pelas empresas fabricantes de bicicleta e pelo Ministério das Cidades, como melhor trabalho em prol da mobilidade por bicicleta. A Ong também fez palestras em Paris, Holanda, Alemanha, Colômbia e Bélgica.
A proposta da Cicloverde é proferir palestras educativas em escolas e empresas, realizar blitz educativas em pontos estratégicos e distribuir cartilhas. “Queremos atentar para os perigos de transitar em vias e também incentivar o uso da bicicleta em percursos curtos”, diz o presidente Rodolfo Moreira.
As blitz são realizadas onde tem grande fluxo de bicicletas em circulação. Após a checagem na bicicleta com a verificação nas condições de uso como: freio, pneu, corrente, equipamento de segurança e outros faz-se a colocação de um selo de vistoria, para que em uma nova blitz o ciclista possa ser identificado e constatar seu desenvolvimento de conscientização.
As palestras e cartilhas visam ressaltar a versatilidade da bicicleta como meio de transporte, instrumento de turismo, lazer e saúde. E também, demonstrar que ao utilizar a via pública, o ciclista tem responsabilidades e direitos enquanto cidadão.
Para mais informações sobre a Associação Cicloverde de Ciclismo, a sede está localizada na Avenida 22-A nº 219 – Bairro Vila Alemã.
BICICLETAS
Rio Claro é popularmente conhecida como a cidade das bicicletas e não é preciso muito para essa conclusão. Ao chegar à cidade percebe-se que o número dos veículos não motorizados é assustador. Dados do departamento de trânsito indicam que em 2006 existiam 127 mil bicicletas na cidade, contrapondo os 98 mil automóveis e 36 mil motos, o que transforma Rio Claro na segunda cidade do país em proporção de população e uso de bicicletas, perdendo apenas para Joinville (SC), concluindo uma média de quase uma bicicleta para cada dois moradores.
O veículo do rioclarense é a bicicleta, inegavelmente. Exemplo disso são os bicicletários na região central, um a cada dois quarteirões, número que não comporta nem a metade das necessidades da população. No pátio das empresas e escolas é possível contabilizar uma quantia de 200 bicicletas por turno, em cada empresa e em cada escola. A explicação para a grande incidência é a topografia da cidade, extremamente plana.
Apesar do grande número, Rio Claro ainda não possui um sistema viário que se ajuste ao ideal. São contabilizados 430 acidentes por ano com bicicletas, entre os registrados pelo resgate, fora as quedas e outros acidentes que não há queixas. Com o crescimento na venda de veículos a estrutura para o tráfego de bicicletas vai sendo esquecida.
Leis e sinalização de trânsito voltadas para o tráfego das bikes também são falhas; as penalidades devem ser instituídas pelo próprio município e as placas não estão previstas pelo código de trânsito.
CICLOVIASEm Rio Claro, segundo o Departamento de Trânsito, existem 7.800 metros de ciclovias e ciclofaixas, - no Distrito Industrial com 3.200 metros, na Rodovia Fausto Santomauro que dá acesso ao bairro Jardim Novo com 500 metros; na Avenida Presidente Kennedy com uma ciclovia de 1.000 metros e uma ciclofaixa de 1.200 metros na estrada Velha de Ipeúna que dá acesso aos bairros Bonsucesso e Jardim Novo Wenzel com 1.900 metros.
De acordo com José Maria Chiossi, diretor de transportes urbanos de Rio Claro, existia sim um plano para implantar mais ciclovias na cidade, mas a estruturação das ruas impede que isso aconteça. Principalmente na área central, onde as ruas são por demais estreitas e o tráfego de carros já é caótico, implantar uma ciclovia que permeie o centro seria impossibilitar o trânsito de qualquer espécie.
“Para se implantar uma ciclovia são necessários dois metros, contando que cada rua de Rio Claro tem sete metros, se algum carro estaciona, ninguém passa. E também, tem o fluxo de ônibus que dificulta ainda mais”, ressalta José Maria.
Ainda em vias de trânsito rápido como a Avenida Visconde do Rio Claro ou a Rua 14, implantar a ciclovia também não seria possível, de acordo com o diretor de transportes urbanos, pois as vias também são estreitas, restando a alternativa do canteiro central, o que também não é bem vinda: “transformar o canteiro central pode ser perigoso, porque são vias de trânsito rápido, os carros correm muito, o que pode causar muito mais acidentes”, diz.
Quanto a implantar em bairros, o diretor alega que é complicado se fazer ciclovias que não liguem um bairro ao outro, ou que mantenham entre si uma ligação que permita um trajeto completo e seguro. “Nos lugares que tivemos tranqüilidade para construir as ciclovias nós fizemos”, afirma.
Implantar ciclovias na cidade, considerando as dificuldades físicas do momento mostra-se impossível, e em vista disto a prefeitura trabalha com projetos educativos, a fim de disciplinar e informar os ciclistas. Uma das atividades é a parceria entre a Prefeitura Municipal e a Ong Associação Cicloverde de Ciclismo, com o objetivo de realizar palestras sobre os cuidados que o ciclista deve ter ao trafegar.
Z FOTOS
Bike_transito2O diretor de transportes urbanos, José Maria Chiossi e o presidente da Associação Cicloverde de Ciclismo, Rodolfo Moreira.
Bike_ciclovia3Ciclovia no Distrito Industrial
Bike_bicicletarioMais de 16 bicicletários somente na região central
O veículo do rioclarense é a bicicleta, inegavelmente. Exemplo disso são os bicicletários na região central, um a cada dois quarteirões, número que não comporta nem a metade das necessidades da população. No pátio das empresas e escolas é possível contabilizar uma quantia de 200 bicicletas por turno, em cada empresa e em cada escola. A explicação para a grande incidência é a topografia da cidade, extremamente plana.
Apesar do grande número, Rio Claro ainda não possui um sistema viário que se ajuste ao ideal. São contabilizados 430 acidentes por ano com bicicletas, entre os registrados pelo resgate, fora as quedas e outros acidentes que não há queixas. Com o crescimento na venda de veículos a estrutura para o tráfego de bicicletas vai sendo esquecida.
Leis e sinalização de trânsito voltadas para o tráfego das bikes também são falhas; as penalidades devem ser instituídas pelo próprio município e as placas não estão previstas pelo código de trânsito.
CICLOVIASEm Rio Claro, segundo o Departamento de Trânsito, existem 7.800 metros de ciclovias e ciclofaixas, - no Distrito Industrial com 3.200 metros, na Rodovia Fausto Santomauro que dá acesso ao bairro Jardim Novo com 500 metros; na Avenida Presidente Kennedy com uma ciclovia de 1.000 metros e uma ciclofaixa de 1.200 metros na estrada Velha de Ipeúna que dá acesso aos bairros Bonsucesso e Jardim Novo Wenzel com 1.900 metros.
De acordo com José Maria Chiossi, diretor de transportes urbanos de Rio Claro, existia sim um plano para implantar mais ciclovias na cidade, mas a estruturação das ruas impede que isso aconteça. Principalmente na área central, onde as ruas são por demais estreitas e o tráfego de carros já é caótico, implantar uma ciclovia que permeie o centro seria impossibilitar o trânsito de qualquer espécie.
“Para se implantar uma ciclovia são necessários dois metros, contando que cada rua de Rio Claro tem sete metros, se algum carro estaciona, ninguém passa. E também, tem o fluxo de ônibus que dificulta ainda mais”, ressalta José Maria.
Ainda em vias de trânsito rápido como a Avenida Visconde do Rio Claro ou a Rua 14, implantar a ciclovia também não seria possível, de acordo com o diretor de transportes urbanos, pois as vias também são estreitas, restando a alternativa do canteiro central, o que também não é bem vinda: “transformar o canteiro central pode ser perigoso, porque são vias de trânsito rápido, os carros correm muito, o que pode causar muito mais acidentes”, diz.
Quanto a implantar em bairros, o diretor alega que é complicado se fazer ciclovias que não liguem um bairro ao outro, ou que mantenham entre si uma ligação que permita um trajeto completo e seguro. “Nos lugares que tivemos tranqüilidade para construir as ciclovias nós fizemos”, afirma.
Implantar ciclovias na cidade, considerando as dificuldades físicas do momento mostra-se impossível, e em vista disto a prefeitura trabalha com projetos educativos, a fim de disciplinar e informar os ciclistas. Uma das atividades é a parceria entre a Prefeitura Municipal e a Ong Associação Cicloverde de Ciclismo, com o objetivo de realizar palestras sobre os cuidados que o ciclista deve ter ao trafegar.
Z FOTOS
Bike_transito2O diretor de transportes urbanos, José Maria Chiossi e o presidente da Associação Cicloverde de Ciclismo, Rodolfo Moreira.
Bike_ciclovia3Ciclovia no Distrito Industrial
Bike_bicicletarioMais de 16 bicicletários somente na região central
Pedalando e Aprendendo
O projeto desenvolvido pelo Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, elaborado pela primeira dama do estado, Mônica Serra, já formou duas turmas em Rio Claro.
O projeto “Pedalando e Aprendendo” tem como objetivo diminuir a evasão escolar através da doação de bicicletas para alunos do ensino fundamental da rede pública e promover oportunidades de geração de renda para alunos do ensino médio.
Entre as duas frentes previstas pelo projeto apenas uma foi efetivada. A doação de bicicletas para crianças que abandonam a escola por falta de locomoção, ainda não foi colocada em prática, mas o curso para geração de renda teve projeto piloto realizado em três cidades do Estado: São Vicente, Caçapava e Rio Claro.
A escolha pela cidade de Rio Claro deveu-se ao grande número de bicicletas na cidade e ao apoio do SENAI e do Fundo Social de Solidariedade do município, disse o diretor do Senai Paulo Roberto de Mello Neves. O projeto piloto já formou duas turmas, ao todo, 44 alunos.
As aulas foram realizadas na escola “Chanceler”, em duas salas disponibilizadas e organizadas pelo FSS. Toda a estrutura das salas como bancadas, equipamentos, foram produzidos pelo próprio Senai. O objetivo principal do curso é formar alunos, do ensino médio, montagem, manutenção e reparo de bicicletas. Trabalhando em dois módulos: o primeiro visando à formação pessoal do aluno, focando o trabalho, atendimento ao cliente, empreendedorismo, ética e cidadania; o segundo, aulas práticas de oficina, ensinando desenho técnico mecânico e controle dimensional.
O curso teve 100 horas de duração, a primeira turma formou-se em dezembro, e a segunda no final de março. Os alunos que participaram foram indicados pelas escolas, através de forte atuação da diretoria de ensino. Além das aulas em sala de aula foram promovidas outras atividades como visita a uma bicicletaria e uma palestra sobre elaboração de currículo e entrevista de emprego.
Os resultados foram muito positivos afirmou o professor Frank José Melato: “os alunos quase não faltavam, percebi muito o interesse de todos. Da primeira turma soube que três foram contratados por bicicletarias e cheguei a receber telefonema de outras bicicletarias interessadas nos alunos formados pelo curso”, disse.
As bicicletas trabalhadas no curso foram doadas pela Caloi; os alunos foram responsáveis por montá-las e puderam colocar em prática o aprendido nas próprias bicicletas que utilizavam para ir ao curso. “O curso tem uma finalidade social imediata, pois tira os alunos por 25 dias de uma condição que não se sabe qual é, aprendendo uma profissão, gerando renda”, ressaltou Paulo Roberto de Mello Neves.
Z FOTOS
Bike_curso
Bike_curso2
Bike_senaiFrank José Melato, professor do curso e Paulo Roberto de Mello Neves, diretor do SENAI Rio Claro.
O projeto “Pedalando e Aprendendo” tem como objetivo diminuir a evasão escolar através da doação de bicicletas para alunos do ensino fundamental da rede pública e promover oportunidades de geração de renda para alunos do ensino médio.
Entre as duas frentes previstas pelo projeto apenas uma foi efetivada. A doação de bicicletas para crianças que abandonam a escola por falta de locomoção, ainda não foi colocada em prática, mas o curso para geração de renda teve projeto piloto realizado em três cidades do Estado: São Vicente, Caçapava e Rio Claro.
A escolha pela cidade de Rio Claro deveu-se ao grande número de bicicletas na cidade e ao apoio do SENAI e do Fundo Social de Solidariedade do município, disse o diretor do Senai Paulo Roberto de Mello Neves. O projeto piloto já formou duas turmas, ao todo, 44 alunos.
As aulas foram realizadas na escola “Chanceler”, em duas salas disponibilizadas e organizadas pelo FSS. Toda a estrutura das salas como bancadas, equipamentos, foram produzidos pelo próprio Senai. O objetivo principal do curso é formar alunos, do ensino médio, montagem, manutenção e reparo de bicicletas. Trabalhando em dois módulos: o primeiro visando à formação pessoal do aluno, focando o trabalho, atendimento ao cliente, empreendedorismo, ética e cidadania; o segundo, aulas práticas de oficina, ensinando desenho técnico mecânico e controle dimensional.
O curso teve 100 horas de duração, a primeira turma formou-se em dezembro, e a segunda no final de março. Os alunos que participaram foram indicados pelas escolas, através de forte atuação da diretoria de ensino. Além das aulas em sala de aula foram promovidas outras atividades como visita a uma bicicletaria e uma palestra sobre elaboração de currículo e entrevista de emprego.
Os resultados foram muito positivos afirmou o professor Frank José Melato: “os alunos quase não faltavam, percebi muito o interesse de todos. Da primeira turma soube que três foram contratados por bicicletarias e cheguei a receber telefonema de outras bicicletarias interessadas nos alunos formados pelo curso”, disse.
As bicicletas trabalhadas no curso foram doadas pela Caloi; os alunos foram responsáveis por montá-las e puderam colocar em prática o aprendido nas próprias bicicletas que utilizavam para ir ao curso. “O curso tem uma finalidade social imediata, pois tira os alunos por 25 dias de uma condição que não se sabe qual é, aprendendo uma profissão, gerando renda”, ressaltou Paulo Roberto de Mello Neves.
Z FOTOS
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Bike_senaiFrank José Melato, professor do curso e Paulo Roberto de Mello Neves, diretor do SENAI Rio Claro.
Grupo trabalha com famílias e adoçãoRIO
CLARO
Na vida, adotamos um trabalho, uma esposa (o), uma casa, amigos, tudo é um processo de conceder amor. “Adotar é acreditar que a história é mais forte do que a hereditariedade, que o amor é mais forte do que o destino.” (Steve Jobs)
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, toda criança tem direito à convivência familiar sadia. O que nem sempre acontece, atualmente, são 80 mil crianças abrigadas no Brasil, o que deveria ser medida provisória torna-se definitiva. O que vemos são inúmeras crianças e adolescentes entre cinco e 18 anos em abrigos, já sem esperança de ter uma família e um lar.
UM SONHOO perfil dos pais adotivos mudou muito com os anos. Antes, muitos deles procuravam a adoção para substituir filhos que haviam perdido ou suprir alguma ausência. O quadro atual é de pais que já têm filhos biológicos e decidem adotar, de pais que já são adotivos e retribuem o processo, pais que vêm de outro casamento e formaram uma nova família, ou ainda, solteiros e viúvas.
A psicóloga Erika Cristina Magesto, também voluntária do Grupo de Apoio a Adoção de Rio Claro, diz que o desejo de fazer o bem não pode ser a única motivação, pois além de suprir as necessidades da criança, os pais estarão suprindo suas próprias necessidades.
Há muita discussão sobre a criação de filhos adotivos, principalmente os já de idade avançada, devido à história de vida que trazem. Erika explica que isto não é real, “o filho adotivo traz o mesmo trabalho que um filho biológico, não é diferente, o que não se pode fazer é esconder a adoção, isto precisa ser trabalhado, não escondido, pois a criança sabe inconscientemente, então a história que ouve é diferente da que viveu, isso causa problemas”, diz.
ADOTE
Criado a partir da iniciativa de um pequeno grupo de pais adotivos que se encontravam informalmente para dialogar sobre adoção, em 8 de maio de 1993, surgiu o Adote - Grupo de Apoio à Adoção de Rio Claro. Os pais se reuniram para discutir a garantia e direito à convivência com pais biológicos ou adotivos.
O grupo Adote é um dos pioneiros no Brasil, quando surgiu havia apenas oito em todo país. Hoje, o grupo é um dos mais atuantes do estado. Os dois objetivos principais do projeto é trabalhar preventivamente com famílias que estão para abandonar os filhos, atuando para que isso não aconteça; e, também, procurando pais para crianças abrigadas e crianças para pais que queiram adotar. Paralelamente a isto são promovidos cursos e reuniões de debate sobre a criação dos filhos.
Hoje são aproximadamente 40 pessoas que freqüentam as reuniões do Adote, toda terceira sexta-feira do mês. A próxima acontece dia 16 de maio, na sede provisória (Avenida 50 nº 488, Jardim Portugal). “Ainda não temos sede própria, apesar de 15 anos de trabalho. A prefeitura já nos cedeu o terreno, precisamos agora angariar os fundos para começar as obras”, conta Sérgio Dalaneze, assessor jurídico do grupo.
As reuniões mensais são temáticas, onde é feita a preparação de pretendentes e acompanhamento em adoção, intervenção na cultura sobre paternidade e adoção e intermediação de adoções. “As reuniões orientam e diversas vezes vimos pais mudarem de opinião sobre a adoção. Muitos começam a freqüentar as reuniões, com intenção de adotar crianças mais novas, mas depois das reuniões muitos optam por adotar mais velhas”, conta Peterson Santilli, presidente do Grupo.
O Adote também é responsável por intermediar adoções, como indicar crianças para os pais que freqüentam. Entre os dados estatísticos do grupo constam 86 crianças disponíveis, e 103 pretendentes, “se fosse ver teríamos mais de uma família para cada criança, mas tudo depende do perfil de criança que a família escolhe. Muitas delas são grupos de irmãos que não podem ser dissolvidos”, diz Erika Cristina Magesto, psicóloga voluntária no grupo.
O processo de adoção sempre foi conhecido como demorado e complexo, Sérgio Dalaneze explica que o processo jurídico é muito rápido e sem complicação, a demora fica por conta do perfil da criança. “A maior parte traça o perfil de crianças de zero a dois anos, branca, o que demora mesmo para aparecer”. Peterson comenta que os dados de 2004 mostravam que para cada criança entre zero e dois anos havia 35 pretendentes, já para crianças acima de cinco anos havia 66 crianças para cada pretendente.
Outro processo que, hoje, é demorado é a destituição de pátrio poder, que não tem prazo para terminar, mas que deve ser alterado com a nova lei da adoção, que prevê seis meses para o encerramento do processo. O Adote está de portas abertas para receber pais que queiram se informar mais sobre a adoção, é um processo de muitas dúvidas, e conversar com mais pessoas que trabalham diretamente com o assunto pode ser vital. Quem tiver interesse em ser voluntário também é muito bem vindo. Mais informações sobre o projeto gaarc@gaarc.org.br ou (19) 3523-6137.
O grupo sobrevive de pequenas doações, que não suprem as necessidades, por isso são feitas promoções como jantares beneficentes. O próximo acontece em comemoração aos 15 anos, no dia 24 de maio, às 20 horas, na sede do Rotary Club (Avenida 12 entre ruas 02 e 03).
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Adote1Peterson Santilli, presidente do grupo e Sérgio Dalaneze, assessor jurídico
Adote2Reuniões do Adote são mensais
BOXHistória de Vida
Marcela Aparecida França e Maria de Lourdes França são professoras, poetas e amantes da boa literatura. “Eu tinha 36 anos, e era solteira, mas queria muito ter uma filha, foi quando decidi adotar”, conta Lourdinha.
Marcela chegou com dois anos e oito meses, com um quadro de desnutrição, pequenina, magrinha e com uma triste história. Lourdinha a acolheu de braços abertos, “foi muito estranho, que assim que Marcela chegou, minha barriga começou a crescer, tive gravidez psicológica”.
Mãe e filha vivem em perfeita comunhão, dividem os mesmos gostos e aptidões, ambas freqüentadoras do Clirc (Centro Literário Rio Claro) e professoras de Português. Mostram que o laço sangüíneo não passa de uma vírgula, na história de amor que existe entre mãe e filho.
As duas deixam um recado para quem pretende adotar, “adotar não é como escolher um brinquedo, não é como uma boneca, tem que cuidar como filho biológico”, diz Lourdinha. “Se falar desde o começo que a criança é adotada não tem problema. Eu sempre soube”, diz Marcela.
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Adote3Maria de Lourdes França e Marcela Aparecida França
Na vida, adotamos um trabalho, uma esposa (o), uma casa, amigos, tudo é um processo de conceder amor. “Adotar é acreditar que a história é mais forte do que a hereditariedade, que o amor é mais forte do que o destino.” (Steve Jobs)
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, toda criança tem direito à convivência familiar sadia. O que nem sempre acontece, atualmente, são 80 mil crianças abrigadas no Brasil, o que deveria ser medida provisória torna-se definitiva. O que vemos são inúmeras crianças e adolescentes entre cinco e 18 anos em abrigos, já sem esperança de ter uma família e um lar.
UM SONHOO perfil dos pais adotivos mudou muito com os anos. Antes, muitos deles procuravam a adoção para substituir filhos que haviam perdido ou suprir alguma ausência. O quadro atual é de pais que já têm filhos biológicos e decidem adotar, de pais que já são adotivos e retribuem o processo, pais que vêm de outro casamento e formaram uma nova família, ou ainda, solteiros e viúvas.
A psicóloga Erika Cristina Magesto, também voluntária do Grupo de Apoio a Adoção de Rio Claro, diz que o desejo de fazer o bem não pode ser a única motivação, pois além de suprir as necessidades da criança, os pais estarão suprindo suas próprias necessidades.
Há muita discussão sobre a criação de filhos adotivos, principalmente os já de idade avançada, devido à história de vida que trazem. Erika explica que isto não é real, “o filho adotivo traz o mesmo trabalho que um filho biológico, não é diferente, o que não se pode fazer é esconder a adoção, isto precisa ser trabalhado, não escondido, pois a criança sabe inconscientemente, então a história que ouve é diferente da que viveu, isso causa problemas”, diz.
ADOTE
Criado a partir da iniciativa de um pequeno grupo de pais adotivos que se encontravam informalmente para dialogar sobre adoção, em 8 de maio de 1993, surgiu o Adote - Grupo de Apoio à Adoção de Rio Claro. Os pais se reuniram para discutir a garantia e direito à convivência com pais biológicos ou adotivos.
O grupo Adote é um dos pioneiros no Brasil, quando surgiu havia apenas oito em todo país. Hoje, o grupo é um dos mais atuantes do estado. Os dois objetivos principais do projeto é trabalhar preventivamente com famílias que estão para abandonar os filhos, atuando para que isso não aconteça; e, também, procurando pais para crianças abrigadas e crianças para pais que queiram adotar. Paralelamente a isto são promovidos cursos e reuniões de debate sobre a criação dos filhos.
Hoje são aproximadamente 40 pessoas que freqüentam as reuniões do Adote, toda terceira sexta-feira do mês. A próxima acontece dia 16 de maio, na sede provisória (Avenida 50 nº 488, Jardim Portugal). “Ainda não temos sede própria, apesar de 15 anos de trabalho. A prefeitura já nos cedeu o terreno, precisamos agora angariar os fundos para começar as obras”, conta Sérgio Dalaneze, assessor jurídico do grupo.
As reuniões mensais são temáticas, onde é feita a preparação de pretendentes e acompanhamento em adoção, intervenção na cultura sobre paternidade e adoção e intermediação de adoções. “As reuniões orientam e diversas vezes vimos pais mudarem de opinião sobre a adoção. Muitos começam a freqüentar as reuniões, com intenção de adotar crianças mais novas, mas depois das reuniões muitos optam por adotar mais velhas”, conta Peterson Santilli, presidente do Grupo.
O Adote também é responsável por intermediar adoções, como indicar crianças para os pais que freqüentam. Entre os dados estatísticos do grupo constam 86 crianças disponíveis, e 103 pretendentes, “se fosse ver teríamos mais de uma família para cada criança, mas tudo depende do perfil de criança que a família escolhe. Muitas delas são grupos de irmãos que não podem ser dissolvidos”, diz Erika Cristina Magesto, psicóloga voluntária no grupo.
O processo de adoção sempre foi conhecido como demorado e complexo, Sérgio Dalaneze explica que o processo jurídico é muito rápido e sem complicação, a demora fica por conta do perfil da criança. “A maior parte traça o perfil de crianças de zero a dois anos, branca, o que demora mesmo para aparecer”. Peterson comenta que os dados de 2004 mostravam que para cada criança entre zero e dois anos havia 35 pretendentes, já para crianças acima de cinco anos havia 66 crianças para cada pretendente.
Outro processo que, hoje, é demorado é a destituição de pátrio poder, que não tem prazo para terminar, mas que deve ser alterado com a nova lei da adoção, que prevê seis meses para o encerramento do processo. O Adote está de portas abertas para receber pais que queiram se informar mais sobre a adoção, é um processo de muitas dúvidas, e conversar com mais pessoas que trabalham diretamente com o assunto pode ser vital. Quem tiver interesse em ser voluntário também é muito bem vindo. Mais informações sobre o projeto gaarc@gaarc.org.br ou (19) 3523-6137.
O grupo sobrevive de pequenas doações, que não suprem as necessidades, por isso são feitas promoções como jantares beneficentes. O próximo acontece em comemoração aos 15 anos, no dia 24 de maio, às 20 horas, na sede do Rotary Club (Avenida 12 entre ruas 02 e 03).
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Adote1Peterson Santilli, presidente do grupo e Sérgio Dalaneze, assessor jurídico
Adote2Reuniões do Adote são mensais
BOXHistória de Vida
Marcela Aparecida França e Maria de Lourdes França são professoras, poetas e amantes da boa literatura. “Eu tinha 36 anos, e era solteira, mas queria muito ter uma filha, foi quando decidi adotar”, conta Lourdinha.
Marcela chegou com dois anos e oito meses, com um quadro de desnutrição, pequenina, magrinha e com uma triste história. Lourdinha a acolheu de braços abertos, “foi muito estranho, que assim que Marcela chegou, minha barriga começou a crescer, tive gravidez psicológica”.
Mãe e filha vivem em perfeita comunhão, dividem os mesmos gostos e aptidões, ambas freqüentadoras do Clirc (Centro Literário Rio Claro) e professoras de Português. Mostram que o laço sangüíneo não passa de uma vírgula, na história de amor que existe entre mãe e filho.
As duas deixam um recado para quem pretende adotar, “adotar não é como escolher um brinquedo, não é como uma boneca, tem que cuidar como filho biológico”, diz Lourdinha. “Se falar desde o começo que a criança é adotada não tem problema. Eu sempre soube”, diz Marcela.
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Adote3Maria de Lourdes França e Marcela Aparecida França
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